História The Red Bow - O Arco Vermelho - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags 2seok, Bangtan, Bangtan Boys, Bts, Jikook, Lemon, Máfia, Namjin, Taekook, Vkook, Yaoi, Yoonmin
Visualizações 25
Palavras 4.080
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Policial, Romance e Novela, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oii meus PPS, sim peço um milhão de desculpas pela minha demora, mas veja só "Quem é vivo sempre aparece néh?!" e olha eu aqui!

Infelizmente já peço perdão por esse cap sem pé nem cabeça, mas ele contém pontos importantes que vão ajudar vocês a entenderem o enredo no decorrer da história.

Antes, um breve avisinho:

Não sei se vocês sabem, mas eu não moro na Coréia (hava), muito menos em Seul para saber como é exatamente tudo por lá, então digamos, que a geografia de Seul na história, é meio fictícia, para que eu não me sinta limitada e assim possa escrever melhor para vocês ^-^

PS: O cap está sem capa, porque estou sem internet durante essa semana, assim que a fazer eu a posto.

Até lá embaixo meus docitos!

Capítulo 3 - Chapter II: House of Cards


Jimin escutou um barulho e sua porta foi aberta:

—Ora se não é meu querido que está de volta. —Uma mulher de meia idade, magra e esbelta, adentrou o quarto do Park, o fazendo fechar o cenho.—Ora, não vai me receber com um abraço?

Permaneceu estático, ver aquela mulher pareceu mexer com seu interior. 

—Não…—Olhou sério. —Mãe!

—Você não mudou nada! —Bateu palmas e uma das empregadas que a acompanhava puxou a cadeira da escrivaninha para a mulher sentar. —Continua a criança mimada de sempre!

—Olha eu voltei, não voltei? Você já conseguiu o que quer, então eu não preciso ver sua cara. —Se levantou e foi para o banheiro.

A mais velha o seguiu até a porta:

—Ainda não consegui o que eu quero, você ainda não foi ver seu pai!

—Posso respirar pelo menos? —Abriu a torneira da pia e lavou o rosto. “Ela fala como se isso fosse fácil, o que eu deveria esperar? Ela nunca sequer se importou.” —Primeiro falarei com Namjoon, depois vou até seu marido.

—Seu pai! —Corrigiu o garoto. —Ele não tem muito tempo garoto, espero que compreenda.

Jimin olhou de cenho fechado para a mulher e em seguida bateu a porta do banheiro.


Algum lugar no território dos Kims

O sol que atravessava o vidro da janela incomodava o loiro que não queria abrir os olhos, mas Taehyung sabia que tinha que acordar, ainda mais quando um certo Jung estava deitado ao seu lado na cama.

—Jeon, vamos, acorda! —Com uma mão chacoalhava o Jung e com a outra coçava seus olhos. —Anda, você tem que ir!

O moreno esforçou-se para acordar e se espreguiçou, parou por um segundo e olhou para Tae:

—Taehyung, me diz, quando que a gente vai assumir isso tudo?—Questionava o loiro. — Ou toda vez que dormirmos juntos, você vai me acordar cedo e me expulsar?

—Desculpe Jeon, já disse que não temos algo fixo.—Passou uma das mãos nos fios do moreno com um pequeno sorriso no rosto. — A gente apenas se diverte um pouco e pronto.

 Jeon se levantou de cenho fechado e vestiu suas calças:

—Ei não vai me dar nem um beijo de despedida? —O loiro o perguntou.

—Desculpe Senhor Kim. —Disse terminando de abotoar sua camiseta e colocando seu relógio ao pulso. —Seu brinquedo tem que ir! —Jeon saiu pela porta e deixou o loiro prá trás.

Tae se deitou novamente a cama, “É sério isso?”,ambos viviam nessa rotina e ele já havia dito a Jeon que não era alguém para compromissos, porém o moreno insistia em entrar nesse tal assunto deixando o loiro desconfortável.


Casa dos Parks

Namjoon acordou cedo, mesmo não fazendo muito tempo que havia dormido. Ontem quando chegou, pensou em ir até o quarto do irmão, mas sabia que Jimin estaria cansado e no décimo terceiro sono, por isso apenas foi para seu quarto, tomou banho e permaneceu acordado pensando na história do homem do Yoongi, o qual havia morrido com uma bala partida da arma de um de seus capangas, sabia muito bem que isso iria render uma bela dor de cabeça, pois Yoongi nunca deixava as coisas baratas, ele era a imagem cuspida de seu pai, sempre tentando ultrapassar os Parks para ter o poder de tomar decisões na diretoria, mas Namjoon não poderia deixar isso acontecer, ainda mais quando sabia que o Min era perigoso e sanguinário.

Se levantou da cama e foi para o banho, quando acabou, enrolou a toalha na cintura e parou em frente ao espelho, que estava embaçado com o vapor causado pela alta temperatura da água. Passou a mão no espelho revelando sua face, meio séria, então se lembrou que seu irmão caçula estava de volta e esse era um motivo para sorrir.

Depois de trocado foi até a cozinha:

—Bom dia Senhor Park, gostaria que preparassem seu café da manhã? —Perguntou a Senhora Soo enquanto se curvava para o mais novo, como sempre vestida impecavelmente.

—Na verdade vou esperar meu irmão, ele já acordou?

—Ainda não Senhor, quer que eu o acorde?

—Não, tudo bem, vou esperar ele acordar!

—Então você está por aqui!? —Disse a Senhora Park enquanto adentrava a cozinha. —Esperando por Jimin eu presumo. 

— Senhora Park, se não se incomoda, sua presença não é lá das melhores. —Namjoon disse e se sentou à mesa.

— Mãe! Eu sou sua mãe! Não senhora Park! — Disse de cenho fechado. — Aliás, Jimin está acordado, acabei de sair de seu quarto. — Novamente bateu palmas e uma empregada puchou a cadeira para que ela se sentasse à mesa.

— Mesmo seu sangue correndo em minhas veias, não me faz te considerar minha mãe e por favor não me diga que foi importunar Jimin já cedo?!

— Vocês dois são iguais, moleques insolentes que sequer pensam no pai de vocês que está deitado numa cama respirando por aparelhos! — Cruzou as pernas olhando sério para o Park.

Namjoon arqueou uma das sobrancelhas:

— A Senhora Park — disse rindo. — Não diga como se você se importasse, quando tudo o que você sempre quis foi o dinheiro dele! E outra, ele está colhendo o que plantou, e eu não posso fazer nada por ele!

Nesse momento Jimin entrou pela porta da cozinha:

— Hyung!— Chamou atenção de quem estava lá. — Há quanto tempo? — Sorriu para o mais velho, o qual era o único da família que ele realmente sentia saudade.

— Mieh, meu irmão venha cá! — Se levantou e estendeu os braços para que Jimin o abraçasse e ele o fez.

Ficaram uns segundos abraçados, fazia cinco anos que Jimin não sentia o afago de seu irmão, fazia cinco anos que ele não via seu rosto a não ser por fotos, nas notícias da TV e jornal.

— Com licença, irei me retirar porque toda essa cena familiar está me dando enjôo! — A senhora Park se levantou, os dois se soltaram e ela deixou o local.

Jimin e Namjoon olharam um para cara do outro e passaram a rir.

— Eu sabia que ela ia embora se eu fizesse isso! — O Park mais novo disse não segurando o riso para o irmão.

— Eu também sabia, já que a senhora Park não sabe o que é demonstração de afeto! — concluiu Namjoon.

Eles respiraram um pouco até tomarem fôlego até que o mais alto percebeu que ambos estavam muito quietos:

— Hum, vamos tomar café? — Sorrio para o irmão.

— Claro!

Então os dois se sentaram a mesa e a senhora Soo trouxe o café dos dois. Enquanto comiam, Namjoon resolveu cortar o silêncio mais uma vez:

— E como foi esses anos em Boston? — Disse mastigando um pão recheado que estava a sua frente.

— Bom… — Jimin tomou um gole de seu café. — Foram bons, longe de tudo por aqui. — O mais baixo percebeu o que disse. — Não que aqui seja um lugar ruim, Hyung, é que…

— Tudo bem. — Namjoon interrompeu o irmão. —aqui realmente não é um bom lugar para se viver!

— Digo não a Coréia, mas no meio de tudo isso. — Namjoon sabia do que o irmão estava falando, sabia que toda essa vida de mortes, negócios, dinheiro e tudo que envolvia o crime, não era algo bom e Jimin odiava tudo isso.

— É verdade!

— Mas e por aqui, Hyung? — Jimin perguntou querendo mudar o foco para Namjoon. — Como tem sido por esses anos?

Namjoon respirou e depois prosseguiu:

— A mesma merda de sempre! — Novamente mordeu o pão. — Com a morte do Sr. Jung, do Sr. Min e do Sr. Kim, Hoseok, Yoongi e Jin assumiram seus lugares. — Yoongi, esse era o nome que mais mexia com o Park mais novo, um nome que o trazia dor e culpa. — Nosso pai me colocou no comando um ano depois que você partiu para Boston, não me pergunte o porque!

— Vindo de nosso pai, parece suspeito. — Tentou tirar Yoongi da cabeça. — E quanto a Jeon e Tae? — perguntou curioso sobre os amigos de infância.










— Ambos também estão na diretoria e ajudam nas decisões tomadas pelo arco — disse e bebeu seu café.

— Devem estar diferentes da última vez que os vi! — Jimin conversava com o irmão, porém as lembranças de anos atrás insistiam em rondar sua mente.

— Você vai saber hoje na reunião.

Jimin engoliu em seco, talvez não estivesse pronto para ver os outros ainda. Com Namjoon era diferente, ele era seu irmão, por isso talvez tenha sido um pouco mais fácil vê-lo, mas e quanto aos outros, como o receberiam? Como ele agiria?

— Sinceramente, Hyung, acho que não estou pronto para ver os meninos. — Abaixou seu rosto.

— Compreendo, porém infelizmente você está aqui e sua presença é indispensável para tomarmos certas decisões. — ”Me perdoe, Mieh”, Namjoon sabia que isso não era fácil para o irmão, mas também sabia que tudo na diretoria deveria ser ouvido, inclusive a opinião de Jimin

O loiro respirou fundo.

— Então já que é assim, eu vou! — Jimin sorriu, mas apenas para esconder as mil e uma coisas que passavam em seu coração. — Mas, por agora, eu gostaria de dar uma volta por Seul, eu sinto saudades!

— Vou pedir ao mordomo Lee que prepare o carro e os seguranças!

— Desculpe, hyung, mas eu prefiro ir sem chamar muita atenção e ninguém aqui sabe realmente como eu sou, e se me reconhecerem, minha fama de assassino os manterão afastados. — Jimin riu lembrando do comentário do senhor que estava no avião noite passada.

— Bom, se você prefere assim. Te darei as chaves do meu carro! — Namjoon se preocupava muito com o caçula da família.

— Qual parte do “Eu não quero chamar atenção” você não entendeu? porque se eu sair dirigindo uma Mercedes Bens S.Guard é isso o que mais vou ter!

— Pera, como sabe que estou com uma S.Guards agora? — Olhou desconfiado para o irmão. — Você anda me acompanhando pelas notícias né?

—Vez ou outra eu dou uma olhada.


Gangnam, Seul.


Jimin andava pelas ruas decoradas de casas muito bem feitas e bonitas. Não se lembrava da última vez que havia caminhado por alí, pois sempre estava em algum carro de vidro escuro quando saia de casa para ir a algum lugar.

Seu destino por hoje, era o centro de Seul, então pegou o próximo ônibus e após uns minutos, lá estava os grandes prédios decorando as ruas do centro da cidade. Ele sentia um pouco falta de tudo isso, parecia que tudo era familiar e que a qualquer momento seus amigos chegariam com uma garrafa de bebida e pronto para virarem a noite em festas e vandalizando por aí


FlashBack On:

Um baixo de cabelos alaranjados estava sentado na carteira olhando para a janela da salade aula:

—Ei, Jimin? —O ruivo acordou de seu devaneio e se virou para ver quem o chamava.

—Que foi Tae? —Perguntou ao moreno de pequenas luzes verdes na franja.

—Jin-Hyung pediu para mim perguntar para você, se o Namjoon comprou as garrafas de hoje?

—Ah tá. —Lembrou que mais cedo naquele dia, Namjoon entrou na adega de seu pai e pegou algumas garrafas de vinho e conhaque, enfiou dentro da bolsa e logo depois foi para o barzinho perto da escola e comprou algumas garrafas de vodka. —Sim ele pegou.

—OK, você vai comigo? —Tae perguntou.

—Depende, com quem você vai?

—Vou passar no Jeon e depois vou na casa de umas meninas buscar elas! —Jimin emburrou a cara.

—Eu prefiro ir sozinho e encontro vocês e os meninos lá.

—Porque você está bravo com ele Mieh? O que aconteceu na sexta passada afinal? Ele ficou com alguma garota sua? —Taehyung apenas fingia que não sabia de nada.

—Nada de mais Tae, eu estou de boa, mas prefiro ir sozinho. —Tentava não deixar claro que estava frustado.

—Ah sim. —Como você mente mal Jimin!.—Então te vejo lá. —O loiro bateu a mão nas costa do amigo, enquanto o sinal que indicava o final da aula soava.

—Beleza. —Taehyung saiu da sala e Jimin ficou mais um tempo lá colocando o material na bolsa.


°°°


Jimin esperava no centro da cidade na porta de uma pequena cafeteria de esquina, toda sexta, os meninos combinavam de se encontrar e irem para o “House of Cards”, uma casa velha, qual os meninos usavam como um escape. Lógico que com dinheiro: água, luz e algumas outras coisas não faltavam por lá.

—Jimin! —Alguém chamou a atenção do Park que se virou dando de cara com um moreno.

—Hoseok-hyung! Cadê o Tae com o Jeon? —Perguntou quando percebeu que o Jung estava sozinho.

—Eles ficaram para trás, disseram que iam passar na casa de umas garotas. E o Namjoon? —O moreno perguntou com as mãos no bolso da jaqueta verde.

—Ele está com o Jin e o Yoongi-Hyung!

—Atá, quer um café? —Disse do nada. —Está com uma cara péssima.

—Valeu hyung por alegrar o meu dia! —Respondeu sarcástico.

—Não tem de que! —Sorriu para o menor.

—Jimin! Hoseok-hyung! —Alguém gritava lá de trás.

Os meninos se viraram e vinha Taehyung e Jeongukk com algumas garotas. Jimin fechou o cenho ao ver o Jung mais novo, ele estava realmente chateado com o moreno.

—Você e Jeon são realmente lerdos! — O hyung mais velho disse.

—Eu estava buscando as gatinhas! —Apontou para as garotas ao seu lado.

—Você falando desse jeito é meio ridículo —Dessa vez foi Jimin que falou. 

—Deixa eu falar gatinhas ué.

Quando os que estavam distantes se aproximaram, as garotas cumprimentaram os meninos se curvando e Jimin sorriu para uma delas que parecia tímida ao seu lado. Ela seria o tipo ideal do Park, se ele gostasse de garotas.

—Cadê o Namjoon-hyung? —O Jung mais novo perguntou ao seu irmão.

—Jimin disse que ele está vindo com, o Jin e o Yoongi.

Então todos esperaram por um tempo até os mais velhos chegarem:

—Sério, porque toda essa demora? —Taehyung perguntava. —Dava para mim ter ido em casa, varado meu nintendo e voltado.

—Me espanta você ter dinheiro e preferir um nintendo. —Namjoon colocou.

—Prefiro os clássicos.—O loiro respondeu.

—Mas sobre a demora, isso é culpa do seu irmão!—O rosado colocou.

—Tinha que ser o beleza! —O Jung mais velho falou se referindo a Jin.

—Cala a boca Hoseok! —O Kim respondeu entortando a boca.

—Porque demorou Hyung?

—Nada de mais Tae! —Taehyung olhou nos olhos do irmão e viu sua expressão, essa que ele conhecia desde criança, com apenas um olhar, sabia o que havia acontecido, então fechou o rosto e Jin percebeu. Novamente o mais velho se comunicou por olhar e Tae entendeu que era para deixar para lá.

—Então vamos? —Namjoon perguntou.

—Onde é esse “House of Cards” que o TaeTae falou? —Uma das meninas usando uma blusinha branca e uma sainha vermelha rodada perguntou.

—Não é muito longe, é daqui umas quadras! —Hoseok sorriu e piscou para a garota que corou.

—É perto da linha do trem! —Jin revirou os olhos.

Então todos se puzeram a caminhar, iam Yoongi e Jin mais a frente, Namjoon, Hoseok, Taehyung, Jeongukk e as garotas logo depois e mais atrás Jimin, que vez ou outra tinha que fingir estar ouvindo música em seu fone de ouvido para não responder Tae, que gritava para o Park ir mais para frente.

Minutos depois, finalmente chegaram a casa. Era um lugar que cheirava a festa e bebida, cheio de pichações nas paredes, copos vazios em cima do sofá e na mesinha da sala e caixas de pizza com sobras para lá e pra cá. Era um antro de álcool e drogas, porém era um lugar que todos os sete herdeiros do Arco, chamavam de lar, toda vez que queriam fugir da rotina ou fugir de seus pais, iam para lá, muitas vezes dormiam nos quartos da casa, porque era melhor que suas camas luxuosas em suas enormes mansões.

—Bienvenidos a nuestra casita! —O Jung mais velho disse apontando a entrada do lugar.

—Seu espanhol é pior que meu Português! —O hyung mais velho falou.

—Você fala Português Seokjin-oppa?—Perguntou uma das meninas.

—Não! por isso mesmo! —O hyung ria.

—O espanhol eu posso até não dominar.—Se aproximou do Kim mais velho.—Mas sua língua hyung...—Jin não tinha para onde ir então se encostou na parede e Hoseok colocou o braço acima de sua cabeça. —Essa eu domino bem.

—Cala a boca Hoseok! —Jin empurrou o Jung dando risada.

—Vamos beber então né!—Disse Namjoon.

Os meninos ligaram o som, abriram as bebidas e despejaram nos copos, acenderam os cigarros e a festa começou. Jimin foi até a cozinha pegar uns salgadinhos no armário, quando fechou a porta, deu de cara com Jeon que coçava a orelha e olhava para o chão meio disconfortavel com a situação e o que ele teria pra falar:

—Você está bem? —O moreno perguntou.

—Estou! —”Não, não estou!” Jimin abriu o saco de salgados e despejou em uma tigela sem olhar para o moreno.

—Digo, entre a gente!—Passou a mão pelo pescoço.

—Está Jeongukk, não é como se você fosse obrigado a gostar de mim! —”Não está bem! Não está nada bem! Será que não percebe?”, o ruivo se virou e ia em direção a porta de saída, porém foi interrompido pelo Jung.

—Hyung… —Parou enfrente ao Park. —Eu gosto de você!—Então passou a mão no rosto do ruivo.—Mas como um irmão!

“Jeon, se você soubesse o quanto eu preferia ouvir que você apenas não gosta de mim, porque isso doeria menos que saber que sou como um irmão para você.”

Jeon… —O Park respirou fundo, se inclinou um pouco para o alto e beijou a boca do moreno. Depois de alguns segundos, ele se soltou. —Irmãos não fazem isso! — “Como isso dói!”.


Flashback off:

Jimin entrou na cafeteria que costumava esperar os garotos, quando era mais novo. Ao entrar foi até o balcão e pediu um americano, saiu da cafeteria e sem querer esbarrou em alguém que fez ele despejar o café em cima de si.

—Meu Deus, desculpa! —Disse a pessoa enquanto Jimin olhou sua própria blusa.

—Não tudo bem, não foi nada!

—Foi sim, como posso te compensar? —Jimin então levantou o rosto para ver quem era aquele que mesmo depois de o fazer derrubar seu café, ainda era gentil.

A luz do sol atrapalhou um pouco, mas logo o loiro podia ver com clareza, era um moreno, alto de blazer escuro e que sorria gentil para o Park.

—Realmente está tudo bem moço! —Jimin sorriu de volta.

—Então ao invés de apenas compensar você, que tal um encontro? —Jimin engoliu em seco, depois que foi para Boston, sempre se manteve afastado de todos, principalmente dos caras que sorriam para ele. —A propósito me chamo Kwon, Jongkwon!

—Me chamo Jimin, P… —O loiro sabia que embora as pessoas não conhecessem tanto seu rosto, seu nome, esse era inconfundível. —Lee Jimin!

“Sério que de todos os sobrenomes possíveis, o único que me veio à cabeça foi o Lee?”

—Lee Jimin? Seu nome é tão lindo quanto você!—O Park corou, pois as pessoas que passavam envolta ouviram. —mas então, aceita o encontro?

Jimin pensou bem, ele não pretendia ficar muito tempo na Coréia, queria apenas resolver alguns assuntos pendentes e então voltar para os Estados Unidos, por isso um encontro com um cara desconhecido que derrubou café em sua roupa, não era o melhor por agora.

—Sinto muito, mas eu prefiro não sair com ninguém e eu tenho que ir. —Jimin saiu andando e se virou para o moreno. —Até mais Jongkwon! —O loiro sorriu.

—Então até mais Lee Jimin! eu posso te ligar? —Perguntou fazendo sinal de telefone com a mão.

—Eu nem te dei meu número! —O loiro ria enquanto se afastava do moreno, “O que foi isso?” perguntava a si mesmo não acreditando.


Delegacia de Seul

Namjoon estava conversando com o chefe de polícia e com um dos detetives que trabalhava no caso do homem do Min que foi assassinado.

—Estamos fazendo o máximo para descobrir o que aconteceu senhor Park, peço que nos dê mais algum tempo. —O chefe de polícia dizia curvado.

—Eu dei a vocês dois dias, então se até amanhã vocês não resolverem isso, terei que fazer uma visita a suas esposas e filhos! —O loiro dizia excêntrico.

—Por favor senhor Park… —Os dois se puseram ajoelhados ao chão. —Nós imploramos que nos dê mais algum dia.

—Vocês acha que eu sou o que? Algum tipo de madre Teresa misericordiosa? —Tirou o revólver da cintura e aproximou o cano da arma na cabeça do detetive, que cerrava os olhos forte e suava frio. —Eu já disse que o que eu digo é lei, então seus merdas, é até amanhã!

Namjoon deu uma coronhada no rosto do detetive que caiu ao chão com o nariz sangrando.

—Tudo bem senhor Park, até amanhã te daremos um nome! —O chefe de polícia dizia com o coração acelerado de medo.

—Eu espero que sim! —Namjoon cuspiu no chão e saiu da delegacia acompanhado de seus homens. Na porta do local, pegou o celular e ligou para o Park mais novo.

—Jimin? —Falou assim que alguém atendeu do outro lado.

—Sim hyung!?—O loiro respondeu. 

—Onde você está?

—Bom, eu saí agora de pouco da cafeteria que a gente iá, agora vou em alguma loja comprar outra blusa.

—Porque outra blusa?—Perguntou não entendendo.

—Bom, a hora que eu estava saindo de lá, um cara se esbarrou em mim e eu acabei derrubando todo o café na roupa.

—E quem é esse babaca?

—Está tudo bem, foi um acidente e ele me pediu desculpas! —Ria pois imaginava a cara do irmão do outro lado da linha.

—Okay, então eu vou ai te buscar para a reunião pode ser?

—Na verdade hyung, eu prefiro ir sozinho e encontro vocês lá tá bom?

Namjoon não gostou muito da idéia, porém não sabia muito bem como dizer não para Jimin.

—Tá… Tá, pode ser!

Depois de se falarem por mais alguns segundos, Namjoon desligou o celular se despedindo do irmão e entrou no carro.


Esconderijo do Arco, região norte.

—O que você quer Hoseok?—Um de cabelos rosa e sentado em frente a mesa de escritório perguntou.

—O que acha que eu quero hyung? —Se aproximou e sentou na beirada da mesa.—Quero que me diga o que o Yoongi disse à você!

—Há!… —Soltou um riso meio nazal. —Você acha que eu ando falando com o Yoongi?

—Ora Hyung, você é o mais próximo dele, deve saber de algo!

—Ser próximo do Yoongi, não quer dizer que ele me diz as coisas e você sabe que faz muito tempo que não somos os mesmos!—O ruivo se arrastou mais para o lado, ficando de frente para o mais velho.

—Seokjin, você não me engana! —Se aproximou do rosto do Kim. —Prefere dizer, ou quer que eu tire de você?

O mais velho suspirou:

—Hoseok, quantas vezes vou ter que dizer que não sei de nada? E mesmo se eu soubesse, não diria nada a você!

—Você não tem medo do que eu posso fazer! —O Jung perguntou.

Novamente o Kim riu:

—Você não me afeta mais Hobi! —Passou o polegar nos lábios do mais novo.

—Sua boca diz que não, mas seu corpo diz que sim! —Hoseok se levantou empurrando a cadeira do Kim, até se encostar na parede.

—Isso é o que você diz! —Tentou se levantar, mas foi interrompido pelo ruivo que segurou seus braços no apoio da cadeira, e abaixou o rosto ficando frente à frente do rosado.

—Minha boca fala o que meus olhos vêem e… —Chegou cada vez mais perto do Kim, que já podia sentir a respiração e o hálito quente do Jung. — Eles vêem seu corpo, implorando para sentir meu toque!

Por mais que Seokjin negasse, Hoseok tinha controle sobre ele, e isso o deixava com raiva, raiva por querer dar um soco na cara do Jung, mas seu corpo querer ser marcado pela boca do mais novo. O jung então tentou beijar a boca do mais velho, porém Jin virou o rosto.

—Que tal beijar Taehyung? —Perguntou provocando o ruivo.

—Sério? De novo isso hyung? —Hoseok revirou os olhos. —Isso foi faz tempo! E eu não tenho culpa se seu irmão sabe o que é bom!

—Você é um tarado que deu em cima do meu irmão Hoseok! —Se levantou rindo.

—Péra lá que quem me beijou foi ele! —Levantou os braços como se fosse inocente.

—E quem tirou sua roupa também foi ele? —Perguntou sarcástico.

—Claro! Eu cheguei bem perto dele e o prendi contra parede. —O jung empurrou e prensou o Kim contra a parede. —Depois eu baixei sua blusa até o ombro deixando seu pescoço a mostra assim!—Fazia o mesmo com o mais alto. —Daí eu beijei seu pescoço e ele se arrepiou! —Hoseok beijou o pescoço do Kim o fazendo morder o lábio para não dar o prazer ao Jung, de ouvir seu leve gemido. —Por isso ele tirou minha roupa!

—E você…  Acha…  Que…  eu vou…  Me arrepiar? —Dizia meio ofegante em meio aos beijos e chupões que o Jung deixava em seu pescoço.

—Você… Não vai!—Dizia enquanto ainda beijava o pescoço do mais velho. —Você já está Nieh!

Dessa vez o Kim não conseguiu segurar o gemido, então segurou forte a camisa branca do ruivo enquanto fechava os olhos e deixava ser levado pela situação. Até que o barulho de porta sendo aberta ecoou:

—O que está acontecendo aqui?!


Continua… 


Notas Finais


Então foi isso meus docinhos, queria dizer que a adolescência dos meninos se passam meio que na era Run, já a fase adulta se passa na era Wings...

Por favor, me digam o que acham da história e o que esperam dela... Isso me ajuda muito mesmo...
Beijo amores ♡♡♡


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