História The Red Castle - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga
Tags Bangtan Boys, Bts, Jin, Suga, Sujin, Yoongi, Yoonjin
Exibições 42
Palavras 1.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá! Espero muito que gostem desse capítulo!
Boa leitura! *-*

Capítulo 2 - O Novo Rei


Yoongi POV

Manter as aparências era horrível. O caminho para aquele lugar também. Por que mesmo eu continuei com o acordo?

A carruagem sacudia e não dava para dormir confortavelmente, talvez seja por isso que eu odeio carruagens. Por outro lado elas são escuras e um tanto velozes, não dá para se cansar tanto de carruagem como se cansa de cavalo. Por isso eu ainda uso-as.

Passamos por um povoado e eu decidi parar. Um homem de uns 21 anos se aproximou perguntando se eu precisava de ajuda. O estudei e seu cheiro veio forte em minhas narinas.

— Na verdade, você poderia me ajudar com uma coisa aqui, por favor.

Tornei a entrar na carruagem logo após ele.

Saímos da cidade e alguns minutos depois larguei seu corpo adormecido perto da estrada. Continuei meu caminho em rumo ao Rei ou senhor feudal. Outra coisa que realmente me dá nojo é isso. Senhores, exploradores. Ao menos, esse não era explorador, foi ensinado pela esposa que morreu tempos atrás, assim que vieram à minha procura.

Por algum motivo eu estava nervoso, meus dedos não paravam de se mexer no banco. Fechei os olhos e repeti pra mim, _você não está com um piano, Yoongi_. Mas não adiantou.

Meus antepassados que me mandaram fazer esse acordo, mas sinto que eles erraram essa previsão em alguma coisa. A carta que eu li dizia que eu encontraria alguém para passar o resto da minha vida e, pelo o que eu sei, vou viver até o fim dos tempos. Então, eu deveria torná-lo alguém como eu. Cansativo, cansativo. Mas como todos dizem, solidão não é boa para o eterno.

Cheguei no palácio que ficava no meio das terras e desci da carruagem, logo respirei um ar impuro que não fez nada bem para meus pulmões. O rei não iria me receber pois estava doente e não podia se movimentar muito. Me esperaria na sala do trono. Um serviçal me acompanhou até lá enquanto outro levava minha única bagagem para um quarto de visita.

A sala do trono era ampla e possuia uma única cadeira grande no meio e outros dois menores ao lado. Só o maior estava ocupado.

— Alteza. — fiz reverência e me levantei o olhando sério.

— Sir. Yoongi —, ele sorriu e fez sinal para que eu me aproximasse. Dei alguns passos para ficar numa distância média. — Que bom que veio na hora marcada. Meus filhos estão vindo. Por favor, sinta-se a vontade.

— Obrigado, alteza —, disse e olhei ao redor, não havia nada de interessante ali, nada para olhar ou para se admirar. Era uma sala vazia, sem distrações.

Estava entediado até que dois jovens entraram. Tinham quase a mesma altura, ambos usavam roupas pretas de príncipe, ambos tinham uma coroa.

— Alteza —, cumprimentaram o pai. — Senhor. — cumprimentaram-me, fiz uma reverência em respeito e olhei para o Rei.

— Estes são os meus filhos, Seokjin e Jungkook. — Ambos sorriram contidos e voltaram a uma face seria. Eles não eram idênticos, mas alguns traços eram parecidos. — Este é Yoongi, o tutor que vós falei. — Fiz uma careta com o que ele me chamou e me segurei para não sorrir. Se assim ele falastes.

— É uma honra conhecê-los. — falei observando-os. Pelo trato, o mais novo voltaria comigo, já que o mais velho seria o novo rei.

— Além de tutor, Yoongi é dono de meios de transportes, todo nossos produtos e de vários outros reinos são transportados por sua companhia.

— Você pertence a algum reino? — Jungkook me perguntou estudando-me. Neguei paciente.

— Meu avô era rei, mas fizemos algumas trocas e agora minha família está melhor do que se tivéssemos continuado com o título real.

— Que tipo de trocas, senhor? — o mais velho perguntou.

— De terras. Mas deixamos o povo escolher onde ficar.

— Entendo —, ele disse pensativo. Talvez tivesse gostado disso. Porém logo ele fez outra face e sorriu. — Creio que meu pai não foi educado como costume, como foi a viagem, senhor?

— Um pouco cansativa. — respondi com sinceridade.

— Acredito que queira descansar. Ou deseja andar um pouco pelo palácio, eu poderia apresentar ao senhor.

— Na realidade, eu realmente quero descansar, quem sabe mais tarde poderia me mostrar o palácio.

— Por mim tudo bem. Eu lhe acompanho até seu quarto. — Seokjin fez uma reverência para seu pai e sorriu para o irmão, eu fiz o mesmo para o rei e para o príncipe e sai ao lado do herdeiro do trono.

Saímos da sala seguindo pelos corredores.

— O senhor vai mesmo levar um de nós? — ele perguntou de súbito.

— Segundo seu pai, sim, Majestade.

— Por quê? — ele parou e me olhou.

— Negócios — respondi sem me abalar com as perguntas.

— Qualquer um de nós dois serve a esse negócio? — achei tal pergunta estranha, porém assim mesmo eu respondi.

— Qualquer um, alteza.

Pude sentir um nervosismo súbito nele, então ele se foi. Foi educado e contido. Sorriu e saiu. E por algum motivo senti que ele iria me surpreender.


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Escutava os sons da noite se aproximando aos poucos. Via ao longe todos os trabalhadores voltando às suas casas após o cansativo dia de trabalho nas lavouras. Estava em pé na janela do quarto que me ofereceram.

Duas batidas na porta não me deixaram avançar em meus devaneios.

— Um instante —, abri a porta e me deparei com o príncipe mais velho. — Majestade.

— Senhor — ele estava sorrindo. Um sorriso singelo que me impressionou. — Desculpe atrapalhar, mas como eu prometi, eu devo lhe apresentar o castelo.

Sorri para ele em concordância, fechei a porta atrás de mim e o segui pelos corredores. Ele me mostrou alguns cômodos, acredito que apenas para passar o tempo ou porque ele havia prometido. Contudo, educação não faltou e o tédio não tinha. Observei seus movimentos e toda a maneira que ele agia. Como sorria e como andava, até sua maneira de piscar chamou minha atenção. Ele era uma pessoa especial e isso era notável. Seria um rei admirável. Fazia boas escolhas até nas palavras para descrever seu lar, mas talvez só fosse para isso, porém a forma que dizia qualquer coisa era impressionantemente calma. Em algum ponto do nosso passeio, um serviçal parou-nos e disse numa voz rápida.

— O advogado chegou e seu pai não está nada bem. — Depois saiu.

— Meu irmão deve estar preocupado. — Seokjin disse pra si mesmo, depois virou-se pra mim. — Poderia me acompanhar?

Assenti e em passos apressados começamos a atravessar o palácio em direção à sala do trono. Ao chegarmos lá, o Rei estava em pé com ajuda de uma muleta e o Príncipe mais novo estava conversando com um advogado.

— Seokjin, nós devemos fazer a cerimônia agora. — disse o rei. — Eu preciso... Antes que eu. — Seokjin o segurou antes que ele caísse. Depois virou-se para o advogado.

— Fizestes do jeito que eu pedi?

— Sim, majestade, está do jeito que pediu.

Seokjin pegou alguns papéis que ele estava lhe dando e leu rapidamente. Passou para seu pai que a este momento estava sentado na beira de um dos tronos e pediu firme.

— Assine, pai.

Seu pai estava sorrindo, assinou com dificuldade. Sua mão tremendo e um sorriso orgulhoso nos lábios.

— Jungkook — ele foi até o irmão. — Assine.

— Por que está pedindo para seu irmão assinar, Jin? — perguntou o rei.

— Desculpe, pai. Assine, Kook. — ele falou mais uma vez.

Observei a maneira que o mais novo olhava para o seu irmão. Uma pergunta invisível em seus olhos e um semblante curioso. Até que ele entendeu o que estava acontecendo. Nessas terras, o poder passado de pai para filho ainda era um troca. A assinatura dos papéis das terras eram necessárias para que o poder mudasse de mãos, as vezes assinavam assim que aprendessem a escrever para o caso de morte do rei, como neste caso estava prestes a acontecer. Me vi surpreso por eles não terem feito isso antes.

— Por quê? — perguntou Jungkook para o mais velho.

— Você é meu irmão, eu tenho e vou te proteger. Eu sei que você não quer ir, que prefere ficar e enfrentar todos os outros governantes do que um senhor. Eu te conheço, Kook. Por favor, por mim, assine.

Jungkook encarou seu irmão por alguns segundos e assinou. Seokjin assinou logo depois, sem delongas. Passou o papel para agora o rei, Jungkook. E virou-se pra mim. Eu sorri pra ele.

— Eu irei com você.

— Eu percebi. Será muito bem vindo.

Vi ele ficar calmo e sorrir. Foi até seu pai. E pediu desculpas, mas seu pai já não estava mais tão atento.

— Pai? — chamou.

— Sua mãe diz que fizestes uma boa coisa, Jin. Que Kook será um bom rei. — ele estava delirando. Ele estava morrendo. Seus dois filhos começaram a se desesperar, mas respiraram fundo e se acalmaram.

— O que mais ela diz?

— Que vocês serão felizes. E que os amam.

Ele fechou os olhos e agora, tudo havia mudado. Seokjin iria comigo, desistiria de seu nome e Jungkook viraria rei. Entretando nenhum de nós sabíamos o que nos esperava no futuro. Nem eles e nem eu.


Notas Finais


Então, acho que o que aconteceu aqui estava bem claro no primeiro capitulo, mas espero que tenham gostado!
No próximo capitulo, vou deixar alguns dias passar e espero que isso não incomode vocês!
Me desculpe por qualquer coisa e até a próxima! :-*


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