História The Red Garden - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Chapeuzinho Vermelho, Drama, Lobisomem, Lobo Mau, Mogeko, Romance, Vampiros
Visualizações 15
Palavras 1.377
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Mistério, Poesias, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Boa leitura Minna!

Capítulo 9 - My friend...


  

Alas caminhava ate o final do corredor, onde se encontravam grandes portas de madeira bruta, assim que la entrava se deparava com seu pai de costas para ele, enquanto observava atraves da enorme vidraça colorida que iam do chão ao teto.

 O homem mantinha uma postura respeitável, usava uma roupa escura com partes de armadura de prata e uma capa com capuz preto, seus longos cabelos negros estavam jogados pra trás da orelha. Erguia a mão direita para que Alas entrasse.

- Soube de suas arte manhas, o que esta pretendendo? – Perguntou Minos com a voz suave e calma. – Sei que em algumas delas envolveram os lobos.

- E dai? – questionou com deboche. – Foram apenas brincadeiras, nenhum dos nossos foi ferido ou prejudicado. – deu de ombros.

- Eu não teria tanta certeza, filho. – o lorde se sentava no trono e olhava para o filho com certo tédio. – As mulheres de nossa especie são delicadas quando se trata de morder alguem... – o olhar azul de Minos era paralisante, e ele encarava Alas completamente inerte.

 O mais novo se aproximava do trono e encarava de volta, sabendo de seu lugar não ousou ser autoritário então apenas começou a se preocupar.

- Alas, quando uma vampira morde um ser humano, ou no caso, um lobo como você a fez morder. – Se corrigiu um tanto zangado. – É como se um sentimento materno fosse criado. Existe um motivo para apenas os homens transformarem suas vitimas. – o lorde se levantava e andava ate o filho. – Agora entendeu a gravidade do que você fez?

 Alas fitava o chão com o olhar assustado, ele concordava porem não acreditava nas consequências que seus atos o trouxeram, muito menos no que havia causado.

- Mas não foi por isso que te chamei aqui. – voltando a encarar a vista que a vidraça o fornecia, Minos sorriu. – Faltam poucos dias pra lua de sangue... – seu sorriso se alargava.

- Sei disso... Estarei preparado. – erguendo o rosto Alas se demonstrava serio, como se sua insanidade fosse ocultada.

- É bom que esteja. – continuou Minos ainda observando a vasta escuridão através da vidraça. – Você sera um bom lorde... – ia dizer algo mais, nas se calou. – Era apenas isso. – um sorriso perverso moldou os labios escurecidos do lorde.

 Então Alas saiu do cômodo de forma respeitável, mas assim que fechou as portas sentiu uma forte palpitação, sua insanidade havia voltada a tona e a vontade de derramar sangue estava sendo alimentada, assim como palha na fogueira.

 Ele andava pelos corredores com a mão tapando o rosto, respirava com força e um panico percorrendo todo seu corpo. Se tornaria um lorde afinal, como teve a capacidade de prejudicar sua amada por uma vingança pessoal... 

 Estava quase surtando, e se isso acontecesse era melhor que todos sumissem de sua frente, se a raiva o dominasse acabaria com a própria espécie; Então ouviu uma musica, o belo som calmo do piano do salão do castelo.

 Alas andou ate lá em passos largos, desceu as escadas e entrou no salão vazio, apenas com um piano de calda branca que era tocado por Vênus e Litto que parecia interessado em aprender a tocar como a irmã.

- Espiar é feio querido. – a voz mansa da ruiva ecoou pelo salão, um eco curto e calmo direcionado a Alas. – Esta assustado. – afirmou com os olhos fechados.

 Litto ainda a acompanhava no piano, sem dar muita importancia pro que ela dizia.

- Vênus... O que você sente em relação a garota que transformou? – se aproximou quase no centro do salão.

- O que eu sinto...? – continuou a tocar enquanto moldava um sorriso. – Ela é minha cria, oras... – parou de tocar, deixando todas as teclas nas mãos do irmão e caminhou ate Alas.

- Isso significa que ama? – disse com nojo, cabisbaixo e cerrava os punhos, Alas não conseguia a encarar. – Desculpe... Não devia a ter forçado...

 Vênus sorria tranquilamente, o verde de seus olhos brilhavam encantando o vampiro a sua frente que mal a encarava

 De surpresa ela pegava a mão de Alas e a botava em sua cintura, tocava no ombro dele e o segurava a outra mão, o guiando em uma dança enquanto Litto tocava o pouco que sabia sobre piano.

- Esta tudo bem Alas...– encostou a cabeça no peitoral dele, aproximando mais seus corpos. –... Não a nada que eu faria por ela que não faria por você...– fechou os olhos, Alas continuou a seguir a dança.

 Então também enterrou o rosto entre o pescoço e ombro de Vênus, a abraçando deixando pra la a postura da dança e sentindo o cheiro doce de sua mulher. O cheiro de rosas e sangue... Se lembrava que ela passava muito tempo no jardim de rosas e que vivia em meio ao sangue por causa dele. 

 Aquele momento romântico continuou por vários minutos, nenhum tinha a intenção de se afastar.

.

.

.

 *de volta a cabana*

  Kael e eu estamos limpando a bagunça que ele fez quando bateu naquela moça, se bem que bater foi pouco pro que ele fez. ele a ameaçou com vontade.

 Luany continuava com aquele olhar morto, parecia com medo e nojo do que havia acontecido, por mais que eu tentasse segurar minhas inúmeras perguntas estava difícil, afinal de alguma forma eu estava envolvida e assumi que eu tinha o direito de saber, mas no momento evitei tocar no assunto, já que os pareciam muito distantes.

- Ahgg...– grunhiu Luany tocando o rosto e quase caindo no chão. – Kael!...

 Ele correu ate ela preocupado, eles haviam me dito que por ela ter sido mordida sua fome não era saciada como deveria, agora ela teria que.. Bem, acho que deu pra entender, só de pensar nisso me embrulha o estomago, imagino que ela deve sentir uma sensação pior.

- Em algum momento vai ter que fazer isso Lu... – Kael parecia apreensivo em dizer aquilo. – Sei que não quer matar ninguém por esse motivo, mas ou é isso ou você que acaba morta!

 Ela concordou mas se negou a matar, ela havia me contado um dia que era pacifista, que sempre detestou envolvimentos em guerras e passou a vida aprendendo a como cuidar devidamente dos feridos, o oposto de Kael, que adorava entrar numa briga.

 Comecei a pensar sobre enquanto olhava para os dois, ele estava abaixado na frente dela enquanto a abraçava a cabeça, Luany nem mesmo se movia, o medo dela era grande demais.

 Então pensei em algo que a pudesse ajudar, andei mais pra cozinha e peguei um dos recipientes de vidro, era grande e arredondado, o levei ate a sala e acabei por chamar a atenção deles.

- O que foi, Scarlett...? – Perguntou Kael, ele pareceu um pouco curioso quando se afastou da irmã. 

- Não posso dizer que entendo o que esta acontecendo, muito menos sobre a condição da Luany. – comecei a falar e sentei de frente pra mesa, no chão, botei o recipiente em cima da mesinha e o encarei. – Mas as vezes me pego pensando o quão difícil é ter que lidar com a vontade de beber o sangue de alguem, desculpe, isso esta alem da minha compreensão. – sorri de canto e estendi a mão em cima do recipiente de vidro. – Mas eu sou humana, e é normal que eu me importe e sinta que é meu dever ajudar de alguma forma. – com a outra mão que segurava uma faca afiada, fiz um corte na mão estendida, deixando meu sangue cair em grande quantidade na vasilha, eles me olhavam assustados.– Mas mesmo assim, me sinto responsável pelo acontecimento de hoje... – deixei o sangue cair ate encher o recipiente, fechei a mão e a enrolei no vestido. – Espero que isso sirva...

 Era engraçado, os dois me olhavam assustados, Luany tinha a pele pálida e suas bochechas estavam muito vermelhas, assim como a ponta de seu nariz o que me fez perceber que ela estava segurando o choro. Kael abaixou a cabeça e fitou o chão.

- Você não precisava fazer isso... – a voz falha da loira estava chorosa. 

- Não precisava, mas fiz. – Sorri e botei o recipiente cheio em suas mãos, ela abaixou a cabeça e vi suas lagrimas se misturarem no sangue. – Acho que vai se sentir melhor em fazer isso sozinha, Kael, vamos esperar la fora. – o estendia a mão mas ele negou e caminhou ate a porta a abrindo pra mim. Seus gestos estavam confusos.

  



Notas Finais


Oieee!
ainda hoje tenho uma surpresa pra algumas pessoinhas!
Espero que tenham gostado do cap!
Beijos e fiquem bem!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...