História The Red Loop (Emison) - Capítulo 17


Escrita por: ~

Postado
Categorias Pretty Little Liars
Personagens Alison DiLaurentis, Aria Montgomery, Emily Fields, Hanna Marin, Spencer Hastings
Tags Alison Dilaurentis, Emily Fields, Emison, Emison G!p, Pll, Pretty Little Liars
Visualizações 259
Palavras 3.352
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Intersexualidade (G!P)
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Heeeey gente♥.

Olha sei bem que esse capítulo era pra ter saído ontem, mas fiquei sem internet! Ele já estava pronto mas, imprevistos acontecem.
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O capítulo hoje vai dar uma reviravolta kkkk, sim vai! Eu sei que vocês vão sentir isso MAAAAAAS, espero que aproveitem e sintam o que quero transmitir, ok?

Boa leitura!

Capítulo 17 - Stone Cold


Fanfic / Fanfiction The Red Loop (Emison) - Capítulo 17 - Stone Cold

Pov Emily

Virei na cama mais uma vez e cansada dessa luta contra o meu sono, me sentei na beira da cama e fiquei olhando para a minha foto com a Alison. Hoje já é o quarto dia que ela ignora as minhas mensagens, ligações e recados. Até ontem eu ainda conseguia entender, já que ela tinha razão para estar chateada, eu sei. Ontem doeu, acho que não me lembrava de como era ter o coração apertado desde que o Toby me disse que ele foi até a casa dela terminar o namoro oficialmente à pedido dela.

Desde então ser ignorada pela minha garota, têm sido pesado, esse fardo de ter agido feito uma burra, pensando que estava protegendo-a invés de magoando-a. Nesse espaço de tempo, Emma tem se tornado a única que ainda fala comigo, já que Spencer e Hanna estão chateadas comigo e Aria está envolvida com a época de descontos no shopping e mal tem tempo para ela.

Até meu próprio pai deu razão a Alison, todos ultimamente resolveram ignorar que Ali é filha do Snow e isso requer o dobro de cuidados, jamais me perdoaria se ele fizesse algo com ela e isso me faz pensar se estou sendo tão errada quanto andam me julgando.

A amo. A quero. Alison é meu balsamo e eu amo correr pelas águas dos seus sentimentos puros. Imaginar que essa hora ela pode estar sofrendo me permite sofrimento dobrado. Ilimitado. Angustiante. Às vezes só penso em mandar a Emma sair de perto, mas eu também causei uma dor irreversível nela quando causei a perda do bebê.

Raios!

Definitivamente o problema sou eu, apenas eu. Me aproximo da janela, abrindo um pouco da cortina, observando os galhos das árvores agitados, coisas do outono, não tardará até as árvores perderem suas folhas e o cenário ser triste, tão triste quanto essa fase.

Pego meu caderno de músicas e vou para a sala, ligando a TV baixo para não incomodar meu pai que já deve estar no quinto sono. Perambulo meus pensamentos na imagem inspiradora da Alison, escrevendo algumas palavras numa folha no meio do caderno, fui me envolvendo até o fim. Pus o caderno no chão, a caneta encima e me virei pro lado contrário da TV, olhando para as minhas mãos segurando o fio do meu fone. É péssimo quando há lágrimas escorrendo, ainda mais para uma pessoa como eu que se mantém ou pelo tentar se manter acima de qualquer tipo de sofrimento.

Alison está descongelando o meu coração ao ponto de desestabilizar minha concentração e sentir falta de ter uma mãe para um conselho mais sensibilizado. Talvez as pessoas tenham razão quando dizem que sou egoísta demais e só olhe pro meu próprio umbigo, pensando a fundo, realmente faz sentido. Troco mais uma noite pelo dia, observando aquela greta da janela entrando claridade, passando a sentir minhas pálpebras pesarem.

Pov Alison

Seis, exatas seis da manhã o despertador me assusta.

Estou sentindo um peso em meu corpo, deve ter sido por ter dormido tão mal. Pego uma toalha e visto meu maiô indo para área da piscina. Todos exceto meu pai, estão dormindo. Ele está na sala tomando café, e ao me ver, dobra seu jornal e me observa ir para a piscina. Meus olhos estão inchados, meu corpo parece rejeitar minhas expressões e minhas expressões ignoram meus sentimentos, é nesse ciclo que estou tentando disfarçar, e se caso alguém pergunte se estou sofrendo, uso a desculpa do fim com o Toby.

Ele a princípio ficou com raiva por desistir do plano. Mas como poderia? Correr tantos riscos por alguém que desfilava seu primeiro amor? Se pelo menos ela se importasse com as pancadas que causava em meu coração, pelo menos evitaria.

Hoje me sinto com a Alison de alguns meses atrás, filha de Snow e solitária. Pensando bem, erguendo o drama e estendendo os fatos, essa Alison ainda dói menos do que a que fui vendo Emma Watson tocar em Emily, enquanto fiz papel de boba. Devo aceitar as coisas como elas são… eu sou essa Alison.

Jogo a toalha para o lado, solto meu cabelo e dou um salto de ponta contra a piscina, permitindo-me ir até o fundo com as mãos. Seis da manhã. Domingo. Tudo que eu tenho agora é o fundo da piscina e nesses segundos que estou no fundo meus pensamentos dolorosos se calam. Pena que, meu fôlego não me permite continuar no fundo. Submergi e comecei a boiar, com meus braços abertos, olhando para o céu, deixando meus ouvidos dentro da água.

– O que está fazendo? – Ouço a voz do meu pai, afundando de uma vez com o susto. – São seis da manhã, Alison!

Estou sofrendo de amor pai, coração partido na verdade.

– Estava com muito calor, por isso vim.

– Vou passar na empresa… quer vir comigo?

Não. Claro que não. Quero apenas sofrer posso?

– Pai…

– Por favor Alison, quero te mostrar uma coisa.

Estranho ele pedir algo e usar por favor e isso acabara por me fazer aceitar seu convite. Vou para a escada da piscina e saiu, pegando minha toalha e me enrolando. Fui para meu quarto e escolhi um vestido branco, deixei o cabelo solto e coloquei algumas joias.

Todo caminho meu pai foi falando sobre como as pessoas adoram transformá-lo em Diabo, sem entender o que há por detrás da sua empresa. Quando ele fala as pessoas sei que se refere principalmente dos Fields, isso me faz entender o intuito do seu convite. Será que ele descobriu sobre o desvio? Espero que não! Chegamos na empresa e fomos para a parte superior, aonde fui apresentada a uma sala vazia, com parede de vidro que da uma vista para toda Cleveland.

– Era aqui, meu sonho era vê-la aqui ao meu lado.

Ou meu pai está muito estranho, ou eu quem estou louca. Seu tom está bastante suave e seu semblante pacífico, ele sempre manda! Exige! Magoa! Por que agora tanta calmaria? Será que finalmente meu pai quer paz? Quem me dera… quem me dera se tal coisa fosse mesmo possível.

– Eu nunca quis isso, pai. – Digo, hipnotizada pela sensação que é olhar para baixo.

– Eu sei. – Ele fica ao meu lado e põe suas mãos no bolso. – Eu sei que sou ranzinza e grosso, mas isso não elimina o fato de querer muitas coisas para você. Eu nunca deixei alguém entrar aqui, porque essa sala foi feita para sua chegada.

Depois que visitei a central, voltamos para casa, aonde meu pai entrou e eu me desviei para o quartinho. Joguei a bolsa no pufe, tirei os saltos e bati a porta, tomando um grande susto com a Emily parada atrás delas. Eu tentei falar mas as palavras iam falhando.

Pov Emily

Quando acordei, perdi a paciência e implorei para o Toby me levar até a Alison. Ele pensou até ter uma idéia. Não foi fácil entrar no que ele chamou de quartinho, mas consegui. Aqui dentro pude sentir sem dificuldades o amor da Alison pelas suas coisas, e enxerguei sua alma. O piano, o plástico-bolha no chão perto de um caderno, minucias que identificam a Alison. Fui vendo suas fotos e encontrei um álbum de recorte, o peguei e vi tudo por dentro do: “Sonhos, talvez reias.”. Para a minha surpresa, eu estava nele, ela arrancou a cabeça de algum modelo vestido de noivo e colocou a minha.

Talvez seja muito infantil, talvez seja a forma dela de sonhar… mas independente de tudo, são os sonhos dela e ninguém deve zombar dos sonhos alheios, tão pouco eu posso zombar dos sonhos da mulher que amo. Ouço uma agitação do lado de fora e volto tudo pro lugar indo para trás da porta. Ela entrou, descalçou e pôs sua bolsa no pufe, fechando a porta finalmente, dando de cara comigo. Vejo ela tentar falar, mas não dou tempo.

– Eu sei que errei, mas me ignorar? Alison, não faz isso! – Profiro e ela corre para fechar a janelinha.

– Você está louca? Meu pai te encontrar aqui acabou tudo!

– Esse é o problema… eu me importei com o que seu pai pensa e olha no que deu?

– Falei baixo! – Ela pede em sussurros.

– Alison, não aguento mais ser ignorada – vou sussurrando – no começo pensei que era só uma loucura sua e um pedido de tempo, mas agora estou com medo e você sabe… eu nunca tenho medo.

– Medo? – Rir. – Você teve medo de magoar?

– Tive.

– Não me pareceu Emily. – Noto seu olhar, olheiras, ar de cansaço.

 – Eu tô sofrendo e sei que você também esta. – Digo e seguro seu braço, puxando-a para mim.

– O desamor causa tristeza, até você amar novamente e rir dos motivos pelo qual sofreu.

– Isso é literário Ali, você não pensa assim. – Aproximo meu rosto, fazendo menção de beijá-la. – Eu te amo, Sweet Ali.

– Deve rever esse amor, senhorita Fields. – Me afasta com força. – Eu vou te ajudar ir embora sem ser vista.

Vejo ela abrir a porta e espreitar do lado de fora se alguém está a vista, mas a puxo para dentro novamente e torno a fechá-la. Alison parece ter se assustado e eu cedo a pressão que é sentir o quanto ela está decidida à isso tudo, a levar nosso fim para frente. Certa aflição me contagia e eu prefiro dar as costas para ela, tentando me recompor.

Por favor, não chore coração, não me deixe chorar e demonstrar fragilidade. Puta. Que. Pariu!

– Você está bem, Em?

– Não Ali… – Me viro pra ela e ela muda sua feição, vendo que choro por me sentir sem saber como agir. – Fala pra mim fala… fala que eu sou uma idiota, um tonta, mas que não vamos terminar… não me deixe ir.

Ela abaixa a sua cabeça e vem até mim, abraçando meu corpo e aconchegando-me. No entanto, enquanto suas mãos deslizam por meu braços tenho a impressão que algo bem ruim está por vir. Alison se afasta, acaricia a lateral do meu rosto e passa seu polegar em meu queixo. Temo ao ver teus olhos azuis encharcados de lágrimas e isso, vai no fundo da minha alma como gumes de prata que fere, sangra e parte bem no meio.

– Não posso amar alguém que não me ama da mesma forma. Não posso amar alguém mais que a mim e vê-la brincar com esse excesso de amor. – Ela põe minha mão na sua boca e beija. – Eu não sou teu brinquedo. Eu sou de vidro e estou quebrada.

Dei passos para trás e sem pensar abri a porta, indo em direção na qual entrei, ignorando se posso ou não ser vista. Pulo o muro e vejo o Toby encostado em seu carro à minha espera. Sem falar nada entro, sentindo náuseas e enjoos fortes, pareço estar me desfazendo completamente e dói sentir essa incapacidade. Sinto o carro se movimentar, mas minha cabeça ainda está na Alison, nas palavras dela.

Pov Alison

Vejo Emily sair, indo até a porta para fechar e finalmente me sentar no chão, encolhendo meu corpo, sentindo tudo dentro de mim esvaziar e, por mais frio que seja, Emily mereceu isso. Ela se acha no poder de tudo e todos, como se magoar fosse um sentimento comum, que um pedido de perdão ajude. O primeiro achamos fofo, o segundo toleramos, o terceiro dói… mas sempre? Sempre é demais para mim.

Eu a amo. Ela que ama meu corpo, ela quem me faz sentir viva e dona de mim, no entanto, ela me machuca de um jeito que ninguém foi capaz também e isso é péssimo.

Sento secando as minhas lágrimas e me levanto do chão… estou tão cansada de sair do chão! Limpo a poeira do meu corpo, lanço meus fios de cabelo para trás e respiro, respiro forte o bastante para encher meus pulmões de convicção.

Saiu do quartinho e vou para a casa principal, imaginando que meu pai esteja em seu escritório. Abro a porta sem aviso e passo minhas mãos por baixo dos olhos, secando os últimos vestígios de Alison coitadinha do meu rosto. Meu pai admirado com a minha entrada, tira as mãos dos bolsos e estende seu lenço que costuma carregar, um belo ato de sutileza. Eu posso odiar as atitudes do meu pai e talvez eu ajude a mudar algumas coisas deixando de ser a insuportável e passando a ser a dona da situação.

– Quando começo? – Pergunto-o, sentindo meu corpo ficar leve.

– O quê? – Perguntou, só para ter certeza.

– A assumir os negócios da família, pai.

Seu sorriso foi de orelha à orelha e quer saber? É ótimo vê-lo olhar para mim com tanto orgulho. Eu odeio tudo que meu pai fez e sempre serei contra, porém uma coisa ele tem razão, os Fields são tóxicos demais para misturar, insistir nisso sempre significará andar para trás, essas famílias não foram feitas para haver misturas. Nunca. Como dizem; Existe coisas que aprendemos apenas na dor, e a própria posso senti-la. Por isso, deixe-me conhecer o outro lado da vida, o poder, o controle sem vitimismo.

Pov Emily

Deixei o Toby e pedi para ficar só, como não temos muita intimidade ele não insistiu. Entrei em meu apartamento e vi um buquê de amarelas. Quando dei por mim um soar bastante familiar tomou meus tímpanos com tamanha suavidade.

– Sei que adora amarelo.

– Emma…

Ela está linda, usando o perfume de quanto tínhamos 17 anos. Sua mão acaricia meu rosto e seu sorriso soma a perfeição de seu traje e beleza natural. Ela parece estar aqui por algum tempo, à espera que eu chegasse, bom plano. Sou colocada contra a parede por ela o que faz meu corpo arder, diante dela. Ela aproximou a sua boca da minha, beijando a minha bochecha, meu queixo e pronta para beijar minha boca, virei o rosto. Ela torna a abrir seus olhos espantada e eu a afasto.

– Você não me quer, Emma.

– Eu quero, muito Em, eu quero muito mesmo.

Sorriu, porque de alguma forma Emma pareceu suspeita para mim, por um segundo quando ela tentou o beijo, eu senti maldade invés de desejo. Começo a rir descontrolavelmente como uma maluca e eu não sei se isso é devido ao colapso dentro de mim com o término, ou, minha ficha caindo. Vejo ela franzindo sua testa, mas nesses olhos nada maldosos, existe a causa pela qual Alison não quis me perdoar.

– Emily…

– Emma. – Vou até a porta. – Saí da minha casa, por favor?

Injusto? Talvez. O problema é que o ser-humano é assim mesmo, precisa ter alguém para culpar. Vejo-a juntar suas coisas e sair, falando que chegou a pensar que as coisas entre nós se acertariam. Risos. Será que também sou de vidro? Porque quebrei. Ao pisar porta a fora, fecho-a e fecho os olhos. Vou até as rosas amarelas e junto-as para finalmente jogá-las dentro do lixo.

Pov Alison

Dia seguinte…

Desistir? É bem provável que seja esse o termo correto que o Ian Fields usará quando eu falar com ele. Estou saindo da sala do meu advogado, pondo os pápeis dentro da minha pasta cinza. Vou até Francis que já me espera na porta e sigo para a CIM, aonde marquei uma reunião com Ian. Ao chegar, peço que Francis vá comer algo e que o ligaria assim que a reunião terminasse, uma vez que, pode demorar muito ou nada.

Passei pelo corredor do piano, para ter um momento de despedida, deslizando meus dedos pelas paredes, porque não vou negar que é horrível. Entro na sala do Ian e o cumprimento. Eu sei que contar a ele minha decisão, vai ser uma decepção, Ian realmente acreditou que eu seria uma DiLaurentis diferente de todos, pois é, falhei.

Ele me pediu para sentar e então comecei a contá-lo que vou para empresa, abrir mão dos meus 30% e dá-lo com muito gosto, pois sei que ele mais do que ninguém merece fazer parte da CIM tanto na parte burocrática quanto, percentual.

Depois de terminar tudo e dizer com o tom firme e confiante, que, já não faço parte da CIM e que estou deixando ele com minha porcentagem, o homem que mais admiro chorou. Chorou olhando para mim. Chorou sem mudar seu semblante decepcionado. O peço para assinar e lhe dou uma caneta,  para que assine e concretize a minha doação para ele.

Assim que fez menção de assinar, Ian levanta a sua cabeça e me encara.

– A Emily magoou você, não é? – Ele sorrir de lado. – Eu entendo, eu entendo bem…

– Isso não é por ela, trata-se de mim. Cansei de ser a coitada Ian, apenas isso.

Ele cerrou seus olhos e voltou a se concentrar na assinatura, dando as rúbricas. Depois de voltar a recolher os papéis e por na pasta, para entregar meu advogado, Ian me abraçou e eu odiei esse abraço, quer dizer, eu odiei a intenção desse abraço, como se ele estivesse se despedindo de algo que nunca mais verá.

Saiu do abraço, mantendo a confiança, mesmo com o ombro molhado pelas lágrimas dele. Talvez eu tenha destruído o resto da sua fé, e… e eu sinto muito por isso. Despedi-me dele, dando o pior adeus que já dei na vida e saí sem olhar para trás e foi nesse segundo que meu coração acelerou, Emily Fields, caminhando em direção da sala de seu pai.

Ergui a cabeça, estufei o tórax e passei por ela. Nossos braços se esbarraram e nossos olhares se encontraram. Ela não disse, eu não disse, ambas seguiram o caminho normalmente, mas só precisou cinco passos, sim, eu os contei, para que eu parasse e a chamasse, vendo-a girar com seus olhos desconfiados, seu sorriso apagado e tristeza nítida.

– Deixe de ser egoísta, porque até seu pai sente muito por você ser assim.

– Faço isso. Para orgulhar o meu pai, não preciso sacrificar ninguém, senhorita DiLaurentis.

Não me espanto em ouvi-la lançar meu sobrenome ao vento para jogar o passado na minha cara, mas não me permito ir abaixo, ao chão ou qualquer coisa do tipo por erros de meu pai. Sigo o caminho, deixando-a sentir raiva só, caminhando para o que serei agora: A futura presidente da Corporação DiLaurentis.

Pov Emily

Ela me deu as costas e eu dei as costas em seguida, indo até a sala do meu pai que há pouco me ligou pedindo que eu viesse para a CIM. Quando chego em sua sala, me deparo com ele chorando, tirando logo as conclusões plausíveis, me encrenquei novamente! Me ajoelho na sua frente, já que está sentado e de cabeça baixa, por isso logo vejo que não tem nada a ver comigo suas lágrimas, pelo menos acho que não.

– Pai? – Vejo levantar a cabeça e sua expressão dilacerou meu coração inteiro.

– Ela se foi… ela se foi. – Sua voz quase não sai.

Muitas vezes depois que conheci Alison, meu pai falava que a tinha como filha, como uma coisa boa que ele fez por minha mãe.

– Pai… eu… eu sinto muito.

– Por isso impliquei no começo com a relação de vocês. – Ele põe a mão em meu rosto. – Infelizmente filha, você jamais reconheceria o amor, nem mesmo a um palmo de você. Você se ama demais para ceder…

Chego para trás e me levanto, eu não acredito que meu pai está culpando a mim! Eu fui atrás dela! Eu a quis! Eu joguei meu orgulho pro vento! Droga, droga, droga!

– Eu vou embora!

– Não, você não vai! – Ele levanta e me levanta em seguida. – Eu preciso de você no piano amanhã, eu sei que você consegue isso. Ajude seu velho pai.

– Ei… eu toco! Me dê as partituras, ensaio até criar calos nos dedos!

– Não acha que estou te castigando?

– Alison me ensinou a amar tocar piano pai, e eu amo. – Mexo em seu cabelo, endurecendo meu maxilar. – Vai ser uma honra.

Ele me puxou num abraço forte e ficou, tão pouco eu quis sair dali. Mais uma vez, um DiLaurentis está tomando nossos corações e esmagando. Eu realmente acreditei que Alison era diferente, meu pai também mas, como tudo na vida, temos o direito de nos enganar. Culpa minha? Eu sei que sim, mas deixar a CIM foi radical, radical demais. 


Notas Finais


Como eu disse, uma reviravolta 180 GRAUS KSKSKSK.
Mas como estamos em? Curtiram essa reviravolta?

Sei que vai vim um e falar que isso não foi bom, vai vir outros e adorar, maaas estou criando um enredo e preciso tombar ou animar as coisas gente. SORRY NOT SORRY♥.

Respondam nos comentários: Vão aguentar desapegar da Alison coitadinha? AHAHA.
Beijos e até quinta gente!


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