História The Red Prince - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Palavras 2.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom dia, tarde e noite! Para mim, particularmente, é noite, estou postando 21:12. Esse capítulo e o próximo costumavam ser um só, mas ficou muito grande e decidi dividir. Então, eu estou indecisa. Não sei se posto o sétimo logo amanhã ou espero semana que vem, porque eu acho esse capítulo tão sem sal... Mas isso é com vocês!

Capítulo 6 - 06


Pensei que não encontraria mais Jimin. Contudo, por sorte, o achei na fila da cantina para pegar o almoço. Ou melhor, apenas ele sozinho pegando comida, então não era bem uma fila. Quase hiperventilei quando avistei as costas do acastanhado, pois não sabia o que dizer para o mesmo. Deveria pedir desculpas? Creio que essa era a opção mais razoável, visto que eu não estava em posição para dizer outra coisa, isso iria apenas irritá-lo. Tudo bem, isso eu já tinha decidido, mas, porra, como se pede desculpas por esse tipo de coisa? Na minha concepção, eu deveria explicar porquê de ter feito aquilo, no mínimo, porém, tal decisão iria garantir meu embaraço profundo, já que não poderia simplesmente dizer que queria muito beijá-lo e descontrolei-me por um minuto. Decidi andar até ele e pensar depois, a imprudência era a única coisa que me ajudava a fazer coisas que não queria fazer e sabia que o deveria. Parei ao lado dele, cutucando levemente seu braço. Jimin olhou para mim de relance e voltou a discutir com a moça da cantina, que retrucava, de cara feia, todos os seus argumentos. Não entendi nada que estava acontecendo, ainda demorei um bom tempo para raciocinar o fato de que ele estava pegando comida quando o sinal que indicava o fim do intervalo havia, literalmente, tocado há uns dois minutos atrás. Contudo, fui entendendo aos poucos a situação, pelo contexto da conversa.

- Eu estou falando sério, não estava vadiando nem nada. – assegurou Jimin, sério. Finalmente entendi que o mesmo queria comer porque passou o intervalo inteiro no banheiro comigo e que fui trouxa o suficiente para fazer o mesmo e continuar de barriga vazia. Claro, eu não me arrependia de ter feito tal coisa, só achei muito idiota de minha parte, nem perceber que havia esquecido do almoço. Como se fosse para confirmar aquele fato, minha barriga começou a roncar, fazendo uma careta se formar em meu rosto. Jimin pareceu perceber isso, pois decidiu me incluir na furada: - O meu amigo também.

Ah, merda. Eu já havia aceitado o fato de que não iria comer e teria um lanche bem reforçado quando chegasse em casa, mas Jimin pensava bem diferente em comparação a mim. Queria dizer que não precisava se preocupar comigo, mas não queria interrompê-lo. Por mais que, tenho que admitir, ficara feliz por ele também ter pensado, nem que um pouco, no meu bem-estar.

- E o que os dois bonitões estavam fazendo? – questionou a moça, com o tom carregado de sarcasmo.

- Estávamos ajudando o zelador a guardar algumas coisas no armário, foi ele que pediu. – disse Jimin. Seu tom soava surpreendentemente indignado com o que ela insinuava, se contarmos com o fato de que estava mentindo de forma descarada. – Nós percebemos que havíamos perdido o almoço e Jungkook... – O moreno segurou meu ombro, como se para reforçar sua afirmação. - ...disse que não conseguiríamos comer mais, só que pensei que alguém entenderia nossa situação e vim aqui mesmo assim. Pelo jeito, eu estava enganado.

A mulher estreitou os olhos e apertou os lábios, a desconfiança clara em sua expressão. Não pude deixar de admirar a convicção que Jimin usava para mentir, por mais que esse fosse o tipo de coisa que eu não deveria admirar, e sim, temer um pouco.

- E como vou saber que realmente estava ajudando o Sr. Wu?

Nunca tinha parado para pensar no nome do zelador. Será que ele era chinês?

- Ele me deu as chaves. – Jimin pegou as citadas em seu bolso, balançando-as em frente ao rosto da mulher de cabelos grisalhos. – Ele me deu para fechar o armário com os produtos de limpeza, mas ainda irei devolvê-lo.

Menino esperto, pensei. Por algum motivo, senti um nuance âmbar de orgulho ao ver a mulher resmungar um tudo bem e pegar dois pratos para nós dois. Jimin deu um sorriso agradecido, aparentemente humilde, para ela e perguntei-me como ele deveria estar se sentindo por dentro. Será que se sentia vitorioso?

- Aqui.

Peguei o prato hesitante, mas apressei-me assim que vi o Park andar despreocupadamente para sua mesa. Assim que sentei ao seu lado, o peso do arrependimento voltou, para o meu tormento. Eu precisava me desculpar. Não podia deixar as coisas como estavam.

- Jimin, eu-

- Jungkook, o intervalo já acabou e estamos atrasados para a aula. – cortou-me, olhando para o próprio prato. – Que tal comermos rápido e evitarmos papo-furado?

Emudeci, chateado, mas ainda concordei. Sabia que o mais velho tinha razão, porém, não parava de imaginar se aquele era o verdadeiro problema. Afinal, havia acabado de presenciar sua habilidade de disfarçar e fingir emoções. Mesmo que tenha falado com um tom neutro, Jimin poderia estar irritado comigo. Eu só esperava que estivesse apenas pensando demais.

 

 

As aulas já haviam acabado e o professor pediu para conversar comigo, enquanto a sala esvaziava aos poucos. Comecei a suar frio quase de imediato, tentando lembrar-me de qualquer coisa errada que eu possa ter feito de errado nos últimos dias. Provavelmente era sobre minha completa falta atenção durante as aulas, mas eu já havia tido essa conversa com aquele professor. Será que estava tão ruim assim?

- Não fique tão nervoso, Jungkook. Eu não vou te repreender. – assegurou Junmyeon, meu professor de literatura. – Sente-se um pouco. Prometo que não vou demorar.

Fiz como pediu e abracei minha mochila, o que mostrava minha ansiedade em sair. Tinha planos de encontrar Jimin na saída e tentar conversar com o mesmo, certificar-me de que não estava com raiva de mim e tudo mais. Mas desisti da ideia ao ver o Kim sentar na carteira à minha direita. Para ser mais específico, no lugar de Jimin.

- Jungkook, hoje você parecia um pouco mais distraído que o normal. Pedi que lesse um trecho de um texto para mim, mas você não ouviu. Nem quando chamei mais duas vezes, tive que pedir que Jisoo lesse para você. – explicou ele, soando preocupado. – Você sempre é distraído, só que hoje parecia um pouco diferente. Isso me preocupa um pouco.

Apenas assenti, sem saber ao certo o que dizer. Não era novidade para ninguém que Junmyeon tinha um carinho e atenção especial por seus alunos, afinal, era por isso que todos gostavam dele. Eu só não esperava que ele pudesse perceber até mesmo meu comportamento nervoso durante a aula.

- Tem alguma coisa acontecendo ultimamente...? – perguntou, parecendo um pouco inseguro com a pergunta. – Algo que vem te incomodando? Algum problema?

Neguei, franzindo o cenho. Mesmo assim, não disse nada. Ele podia ser extremamente simpático, mas eu ainda ficava um “travado” quando falava com professores. Devido ao meu silêncio, Junmyeon suspirou, coçando um pouco sua nuca.

- Eu percebi que está se aproximando de Park Jimin. – Senti meus músculos ficarem tensos, assim que ouvi o nome do mais velho ser mencionado. Infelizmente, o Kim pareceu perceber isso. – Aconteceu alguma coisa entre vocês dois...?

Maldito seja Kim Junmyeon e sua preocupação excessiva.

- Não. – disse, na lata. Minha expressão exasperada, porém, deveria me contradizer. – O que você quer dizer com isso?

- Não estou perguntando sem nenhum fundamento. – esclareceu o mais velho. – Eu vi como você fica o olhando durante a aula. Talvez eu esteja sendo muito intrometido, mas, vocês entraram em algum tipo de briga? Ou o Sr. Park fez alguma coisa que pudesse te machucar?

Ele realmente estava insinuando que Jimin me bateu? Ele achava que meus olhares direcionados a ele eram movidos pelo medo? Que eu ficava inquieto por estar assustado, e não atraído? Claro, Junmyeon não era culpado por não saber o que se passava em minha cabeça, mas ainda achei aquilo inacreditável. Revoltante, para ser sincero. Toda a minha distração era culpa minha e minha apenas; não era justo que ele jogasse a culpa em Jimin daquele jeito. Nem que o acusasse.

- Vejo que esse não é o caso. – apressou-se em dizer, ao ver minha expressão indignada. – Não quero denegrir a imagem do Sr. Park, não me entenda mal. Ele é um bom garoto, seu único problema é que se descontrola um pouco quando o provocam. Temo que ele possa ter feito algo-

- Ele não fez nada. Não se preocupe com isso. – cortei, esquecendo dos modos que um aluno deveria ter com um professor. Primeiro, era os alunos da nossa sala, ou melhor, de nossa escola ignorando a existência de Jimin, agora era um professor o tratando como um selvagem. De onde veio toda essa loucura? – Por que você acha isso? Jimin é sempre tão calmo...

Sim, eu sabia que ele era impaciente. E, sim, eu também sabia que ele gostava de lutar. Mas isso não significava que o mais velho pulava em cima de qualquer um que aparecesse à sua frente.

- Você não sabe? – questionou Junmyeon, parecendo surpreso. Apenas assenti, impaciente. – Ano passado, Kim Taehyung apareceu todo machucado na escola e afirmou que o Sr. Park era o culpado daquilo. Eu não acreditei de cara, já que ele não tinha nenhuma prova, mas quando perguntaram para o Sr. Park, ele afirmou com convicção que havia batido no Kim e não se arrependia de ter feito isso.

Engoli em seco, sentindo o pouco de saliva que restava em minha boca descer, arranhando minha garganta. Aquele história era muito estranha, mas sabia Junmyeon não mentiria sobre algo assim. Tal ideia me deixou ainda mais preocupado.

- Foi um choque para todo mundo, tenho certeza. Como você disse, o Sr. Park sempre aparentou ser muito calmo. Nunca pensei que ele poderia fazer algo assim. – admitiu Junmyeon. Ele soava completamente sincero. – Claro, a primeira reação dos alunos foi perguntar o porquê de disso tudo. De dar uma surra no rapaz, quero dizer. Mas ele não quis dizer e ainda afirmou que isso era algo que deveriam perguntar ao Sr. Kim, e não ele.

- E o que Taehyung disse? – indaguei, assim que o professor fez uma pausa. Junmyeon suspirou e balançou a cabeça de um lado para o outro.

- Ele não disse nada. Se recusou a falar mais sobre o assunto e ainda pediu que esquecêssemos disso. – afirmou, franzindo o cenho. Sua expressão de estranhamento demonstrava a confusão que ele deve ter sentido na época. – Imagino que ele pense que era culpa dele, mesmo.

- Como assim?

- Eu acho que... – Ele pausou, parecendo procurar pelas palavras certas. – Eu acho que Sr. Kim acha que a culpa de ter levado uma surra não foi do Sr. Park, e sim dele próprio. Como se tivesse sido uma consequência de uma atitude dele.

Isso não faz mais sentido nenhum, pensei. Quase sentia um marrom confuso nublar minha mente aos poucos, enquanto eu tentava encaixar as peças e imaginar o que havia acontecido.

- Na verdade, o Sr. Kim até mesmo se arrependeu de ter falado sobre a surra, para início de conversa. Pediu que deixassem o Sr. Park em paz, pois a turma passou a trata-lo como arruaceiro ou simplesmente ignorá-lo. Você sabe, a maioria ama o Sr. Kim. – Isso explica muita coisa. – Porém, mesmo com seus pedidos, nada mudou. A turma continua sentindo um misto de medo e raiva pelo o pobre garoto. Então, eu entendo que ele se estresse de vez em quando. E ele também não parece simpatizar com muitas pessoas.

Eu nem sabia o que dizer. Era informação demais para assimilar. Será que é essa a razão de Jimin e Taehyung terem uma relação tão amargurada? O que aconteceu, que levou Jimin a bater nele? Eu nem conseguia imaginar. Minha expressão provavelmente era neutra, mas minha mente deveria estar prestes a explodir, de tão rápido que eu pensava. Um turbilhão de soluções corriam velozes em minha cabeça, enquanto eu tentava achar a correta para aquele problema extremamente complexo.

- E-eu vou para casa. – anunciei, pegando minha mochila pela alça e ajeitando-a em meu ombro. – Está tarde e não quero que minha mãe se preocupe.

Mentira. Estava até cedo para ir para casa, se eu considerar o horário que costumo chegar.

- Mas, Jungkook-

- Eu não briguei com Jimin. Ele nem encostou em mim. – cuspi, praticamente atropelando uma palavra na outra. – Apenas tivemos uma discussão, mas foi culpa minha, de qualquer forma. Nós nos resolvemos até amanhã, não se preocupe!

Fugi da sala, antes que ele pudesse dizer mais uma palavra. Não me entenda mal, eu adorava o Junmyeon, assim como toda pessoa sã, porém, ainda queria ficar um tempo sozinho para pensar direito em toda aquela história envolvendo Jimin. Já sabia que ele e o Kim não se davam bem, isso não era novidade para ninguém, só não esperava que as coisas chegassem a esse ponto. Assim, andando até a saída, pensando fervorosamente na tal luta. Porém, parei de súbito, quando fui surpreendido pela voz do principal causador de meu conflito interno.

- Eu já não falei para tirar a mão de mim, porra? 


Notas Finais


Ainda não corrigi! (Juro que vou corrigir.) Espero que tenham gostado!


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