História The red thread - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren
Exibições 34
Palavras 2.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - O que foi aquilo?


Fanfic / Fanfiction The red thread - Capítulo 4 - O que foi aquilo?

Os dias se passavam e cada vez mais Dinah, Lauren e eu ficávamos mais e mais unidas e nos tornávamos inseparáveis. Sentíamos que nos conhecíamos há anos. O mundo parecia bem melhor depois da chegada da Lauren em nossas vidas. Nós três parecíamos viver em nossa própria bolha, nos divertíamos como nunca todos os dias. Isso (ao contrário do que eu pensava) agradou a Simon, talvez porque paramos de pegar no pé da Ahsley. Para mim, ela sequer existia mais. Lauren adotou uma mania absurda de cuidar de mim e me mimar de uma forma protetora e incondicional. Até quando eu tropeçava, ela parecia estar sempre perto para me segurar. Isso fazia eu me sentir importante e protegida. Eu também estava sempre cuidando dela e fazia de tudo para não perder os ensaios do musical que ela estava participando. Vê-la cantar e atuar naquele cenário tornou-se meu hobby preferido no mundo. A realidade é que eu estava me tornando dependente dela e não sabia se isso era bom ou ruim. Mas procurava não pensar nisso.

 Por incrível que pareça, Dinah parou de implicar comigo em relação a Lauren, acho que ela percebeu que nosso carinho incondicional não passava da mais pura e linda amizade. Minha amiga abusava da inteligência da Lauren para nos ajudar em nossas atividades. Lolo (como eu passei a chama-la carinhosamente)  apesar de não anotar nada que os professores explicavam, sabia bem mais que Dinah e eu juntas, dizia que sempre escutava as explicações e isso bastava para aprender. Eu entendia muito mais rápido quando Lauren me explicava do que com professores. E ela tinha paciência de me explicar duas ou mais vezes quando minha mente vagava pra longe nas vezes em que eu me perdia em seus olhos. Ela era tão linda explicando.

Sempre passávamos quase todas as tardes às três juntas na casa da Dinah ou na minha. Ainda não tínhamos ido à casa da Lauren por ser mais longe e sempre ter um imprevisto. Iriamos esse fim de semana e eu estava desesperada em casa, com as mochilas prontas para depois do colégio, ir com Lauren e Dinah direto para a casa de campo da avó da Lolo e eu estava presa, pois meu pai inventou de fazer plantão no hospital justo hoje, e minha mãe saiu cedo para ir trabalhar justo no dia em que Sofia não tem aula. Resultado: tive que tomar conta da minha irmã até dar a hora da Maria chegar para ficar com ela.

Quase beijei os pés da Maria quando ela cruzou a porta da minha casa. Só que ao me lembrar do caminho inteiro para o colégio me deu uma preguiça enoooooorme. Não me restou outra alternativa a não ser abusar da boa vontade da Lauren, que já tinha mandado dezenas de mensagens perguntando porque eu ainda não cheguei, se eu estava bem mesmo e se eu realmente iria para sua casa. Isso me fazia sorrir largamente. Ela estava sentindo minha falta e comigo não era diferente. Aproveitei para abusar um pouco dela e pedi para que desse uma fugidinha do colégio para vir me buscar de moto.

“Lolo você me ama?” — Enviei a mensagem.

“O que você quer, Camz? haha” — É, essa foi a resposta.

Sorri negando com a cabeça. 

“Sua grossa! Mas eu quero mesmo algo... Vem me buscar aqui em casa de moto? É que é tão longe, minhas perninhas reclamam” — Enviei com um emoji de carinha triste, torcendo para que ela tivesse um pouco de peninha de mim. E veio três mensagens seguidas.

A primeira: “Sabia que queria algo de mim, sua abusada, te conheço!”

A segunda: “O QUE? Como assim te buscar? Estou no meio da aula, Camila!” 

A terceira: “para de ser manhosa, sei que deve está de bico, mas eu não posso, alias não é você que tem medo de moto, mocinha?”

Ri baixinho. Como ela podia me conhecer tão bem se somos amigas a menos de um mês? 

“Por favor, Lolo, pede ajuda da Dinah pra sair daí, não sei, mas vem! Eu sei que tenho medo de moto, mas minha preguiça é maior e eu vou bem agarradinha em você para não ter medo. Só vem... “ — Enviei e não demorou a vir outra.

“Me convenceu! Espera na frente que daqui a pouco eu chego.”

YES!! CONGUI! Comemorei e corri para a frente de casa, e não demorou dez minutos para que ela chegasse. Meu ar faltou como sempre que a vejo naquela moto. Ainda mais quando usa aquele óculos de sol ray-ban em vez do capacete. Extremamente linda! Será que ela sabe o poder que tem?

— Oi — Eu disse abobada assim que ela parou.

— Oi — Ela respondeu sorrindo e desceu da moto para me abraçar apertado rapidamente — Só você mesmo para me fazer fugir do colégio pra te buscar. — Separou-se do abraço e ajeitou a tiara na minha cabeça. — Amo quando usa essas tiaras de laço... — parecia dizer mais para si mesma do que para mim.

— Eu sabia que viria, você é meu anjo da guarda e me ama que eu sei! — Mostrei a língua, ajeitando a gola de seu uniforme.

— Amo mesmo — Me olhou profundamente antes de pegar minha mochila de minhas mãos e subir na moto com a mesma. Fiquei parada a olhando e ela riu — Vem camz, não tenha medo, eu vou de vagar e você pode me apertar o quanto quiser pra se sentir segura.

— Promete? — perguntei chorosa, ela segurou minha mão.

— Prometo! Confia em mim?— Assenti. Lauren colocou o capacete em minha cabeça e me ajudou a sentar atrás dela. Segurou minhas mãos, colocando-as ao redor de si — Preparada?  

Apertei-a contra mim e confirmei com um som nasal. Rapidamente chegamos ao colégio e ao contrario do que imaginei, andar de moto era maravilhoso, ainda mais quando se está abraçada a Lauren Jauregui.

— Nossa! Me arrependo mil vezes de não ter feito isso antes! — Disse empolgada quando chegamos ao colégio e caminhávamos pelos corredores. — Foi muito bom e agora você tem que ir me buscar em casa todos os dias!

— Se prometer me agarrar desse jeito, com certeza eu vou! — ela riu jogando a cabeça pra trás.

— Safada! — Dei um tapa em seu braço, fazendo-a rir mais. — Você estava correndo muito! — Eu sabia que era mentira, apertei porque quis!

Conseguimos fazer a professora nos deixar entrar, com uma desculpa qualquer. Agradecemos a Dinah pela ajuda e ela disse que cobraria depois. Típico de Dinah Jane. Logo chegou a melhor hora do dia: o intervalo! Ficamos um pouco na sala de aula conversando sobre como iriamos para a casa da Lauren.

— Não tem como você levar a nós duas de moto ao mesmo tempo Lauren! — Dinah protestou contra a ideia da Lolo. Eu apenas dei de ombros, não tenho mais medo, mesmo.

— Claro que tem, Hansen! Nós somos todas magras e cabemos perfeitamente na moto! — Lauren rebateu, como sempre defendendo suas ideias.

— Impossível! Só a bunda da Mila ocupa a moto inteirinha! — Gesticulou exageradamente e Lauren jogou a cabeça para trás em uma gargalhada alta.

Olhei rindo ironicamente para Dinah e olhei feio para Lauren por estar rindo, prontamente ela colocou a mão na boca prendendo o riso. Quando iam parar de me bulinar por causa da minha bunda?

— Desculpa Chancho, mas é a realidade. Você que tem uma bunda gorda, eu só comento.— Dinah ergueu as mãos em rendição — Não é Laur?

Olhei mortalmente para Lauren, esperando sua resposta.

— Mas é uma baita bunda gostosa! — Ela respondeu de uma forma tão sincera que minhas bochechas chegaram a arder.

— Viu só, sua bunda seduziu até a Jauregui! — Dinah gargalhou.

— Olha se decidam sobre como iremos para a casa da Lolo que eu vou esperar lá fora — respondi envergonhada e sai da sala de aula, esbarrando com um corpo másculo a minha frente, já ia xingar quando seus braços me envolveram e eu o encarei. — Shawn. — arqueei as sobrancelhas me dando conta de algo. Nossa! Faz um bom tempo que eu sequer conversava com ele. Acho que ele percebeu o mesmo.

— Mila, que saudades de você... — me apertou mais contra si em um abraço, baixou seu rosto para me dá um selinho. — Nunca mais ficamos, sinto falta de você — ele disse sincero, tão lindo e tão fofo como sempre.

— Eu... Eu também... — Não era mentira, era? Acho que não. Eu sentia falta dele.

— Então que tal matarmos a saudade segunda feira a tarde? Te levarei ao clube que íamos antes, o que acha? Meus pais também vão.

O que eu acho? Eu acho que passar a tarde com as meninas é mais divertido... Mas eu não podia fazer isso com ele. Shawn é tão bebê e eu gosto de passar o tempo com ele às vezes. Acabei aceitando já que vou passar o fim de semana com as meninas mesmo e estou carente de uns bons beijos. Estávamos terminando de marcar quando escutamos um pigarro.

— Estamos interrompendo algo? — Lauren questionou, arqueando uma sobrancelha. Entreabri meus lábios com sua expressão tão fria. Vi seus olhos pousarem na mão do Shawn em minha cintura e por impulso a afastei do meu corpo.

— Oh não, só estávamos... — Ela não deixou Shawn terminar de explicar e segurou meu braço, puxando-me para perto dela.

— Ótimo, porque estamos famintas! — Disse com aquela voz grave irreconhecível por mim. Dinah a olhava um tanto surpresa, com uma sobrancelha arqueada e eu só engoli em seco quando ela praticamente me arrastou pelos corredores.

Já com nossos lanches sentamos na única mesa disponível. Lauren mal olhava para mim, colocou meu lanche e nem escutou quando eu disse que queria o suco de morango e não de uva.

— Lauren eu disse que não quero suco de uva hoje! — empurrei o copo, emburrada.

— E eu não te perguntei nada! — disse grossa. Eu perdi alguma coisa? Por ela estava me tratando assim? Olhei para Dinah como se pedisse socorro e ela apenas olhava curiosa, com um sorrisinho no canto dos lábios. Eu odiava não entender o que estava acontecendo.

— Lolo, o que eu te fiz? — Perguntei baixinho, minha voz já estava falhando. — Por que está me tratando assim?

Lauren ficou em silencio me fitando friamente por alguns segundos, mas logo seu olhar se amenizou quando provavelmente notou meus olhos molhados das lagrimas que queriam vir, é uma droga ser tão sensível.  Ela fechou os olhos balançando a cabeça, me puxou para  seu lado e logo me abraçou. Enfiei meu rosto em seu pescoço como já havia me acostumado a fazer.

— Não é nada Camz me desculpa ok? —pediu carinhosamente.

— Não gosto quando fica brava comigo... — Murmurei com a voz abafada em seu pescoço.

— Não estou, fica tranquila tá? — Acariciou meus cabelos.

 Assenti roçando meu nariz em seu pescoço, senti que ela se arrepiou e sorri contra sua pele para logo dar um beijinho na mesma e me afastar para comer. Olhei para Dinah que parecia esta vendo sua serie preferida, pois seu sorriso estava enorme e pareciam sair coraçõezinhos de seus olhos.

No fim da aula já estávamos prontas para ir à casa da Lauren, mas Dinah havia esquecido o carregador de seu celular em casa e foi buscar já que sua casa não é tão longe, enquanto isso Lauren e eu ficamos esperando no pátio vazio, pois todos já haviam ido embora. Ela estava sentada em um dos bancos e eu andando pra lá e pra cá impaciente. Odiava esperar.  

— Ela foi buscar o carregador ou fabricar um ? — perguntei cruzando os braços, de mau humor.

— Calma, Camz, não faz nem dois minutos que ela saiu — Lauren riu se esticando no banco

— Mas eu estou entediada, cansada e com soninho — disse manhosa, Fazendo beicinho.

— Vem cá, vem — Sorriu, estendendo sua mão.

Óbvio que eu não recusei o convite. Me aproximei e sentei no colo dela, na verdade deitei no mesmo como uma criança. No inicio seu corpo parecia um pouco tenso, mas logo ela envolveu minha cintura com seu braço e começou uma caricia em meus cabelos daquela forma cuidadosa que era só dela. A olhei e ela parecia um pouco... Nervosa? É acho que sim. Não contive um sorriso e quando fui levantar minha cabeça para lhe questionar, acabei batendo sem querer em seu nariz, fazendo-a gemer de dor, levando a mão ao mesmo.

— Ai Lolo, desculpa, machucou? — perguntei acariciando seu rosto, analisando-o de pertinho.

— Só um pouquinho — soltou uma risadinha nervosa.

— Quer que eu dê beijinho pra sarar? — Perguntei num impulso, como se tivesse falando com Sofia.

Lauren engoliu em seco tão forte que deu pra ver e ouvir. Confirmou com a cabeça de um jeito tímido, sem desviar seus verdes intensos dos meus castanhos. Beijei a ponta de seu nariz e ela fechou os olhos dando um longo suspiro. Eu estava adorando a sensação de saber o que estava causando nela, com um simples e inofensivo gesto.  Quando ela abriu seus olhos novamente eu sentia que ia derreter naquele momento. Acho que ela nunca havia me olhando tão de perto e com tanta intensidade. Seus olhos agora em um verde vivo desviaram para meus lábios, que estavam secos de mais, acabei os umedecendo com a ponta da lingua e acho que isso causou algo nela, que murmurou algo incompreensível, e eu senti meu corpo inteiro reagir, e meu coração acelerar como nunca antes quando também olhei os lábios dela tão próximos aos meus. Engoli em seco. O que eu estava fazendo?

— Camz... — Lauren chamou em um sussurro inaudível se aproximando ainda mais dos meus lábios entreabertos. Fiz um som nasal para que continuasse afalar. — .Eu... — Senti sua respiração se misturando a minha e acabei fechando os olhos quando ela colou nossas testas, roçando nossos narizes lentamente.

— Cheguei! — A voz da Dinah nos despertou, fazendo com que nos afastássemos e rápido. Eu saltei do colo dela, olhando assustada para Dinah. Sentia minhas pernas bambas. Pisquei varias vezes. Lauren não parecia estar diferente. O que havia sido aquela tensão toda?—Perdi alguma coisa? — Minha amiga perguntou desconfiada.

— Não! — neguei rapidamente, meu coração parecia querer sair da minha garganta — vamos logo que estou cansada! — sai andando na frente completamente nervosa e agoniada.

O que foi aquilo? 



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