História The Red Thread G!P - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Camila Cabello, Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Visualizações 86
Palavras 1.837
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - A Praia


Minha cabeça descansava sobre o peito da morena. Nossas mãos entrelaçadas e os nossos polegares fazendo um carinho em nossas peles. Eu olhava para a porta a minha frente com um pequeno sorriso nos lábios. Camila estava comigo e me fazia sentir coisas que nunca senti antes.

Ela entrelaçou nossos pés e eu soltei uma risada nasal. Acho que alguém aqui está com frio.

— Por que a risada?

— Você entrelaçando nossos pés, está com frio? - Ela parou a carícia em minha pele.

— Estou. - Me sentei na cama e puxei o pano que estava em nossos pés e nos cobri me deitando novamente.

— Eu deveria ir embora. Sua família pode chegar e eu aqui.

— Relaxa minha mãe vai adorar ver outra pessoa aqui. - Me aconcheguei mais sobre seu corpo. - Ela reclama muito pois segundo ela, só tenho Vero, Ally e Charlie como amigos, nunca trouxe outras pessoas.

— Então né, eles são seus amigos e a gente é... O que a gente é?

— Não somos namoradas, você não me pediu em namoro - Ela ia falar algo mas interrompi - E nem quero, ainda.

— Ficantes? - Abraçou minha cintura e nos olhamos.

— Ficantes? Sério! - Perguntei indignada.

— Então não vamos colocar rótulos, entre nós duas, somos uma da outra, apenas.

— Uma da outra. Gostei - Camila sorriu com a língua entre os dentes e meu coração bateu mais forte. - Por que você faltou?

— Digamos que não aceitei muito bem o fora que levei. - Disse divertida.

— Você é uma babaca! - Ela gargalhou - Sério!

— Me desculpe - Me deu um selinho mas acabamos aprofundando o beijo. Sua língua dançava com a minha dentro de nossas bocas. O ar começou a faltar e então desgrudei nossos lábios.

— Desculpada. - Sorrimos em sincronia.

— Você quer sair comigo amanhã?

— Pra onde?

— Pensei em irmos até a praia.

— No frio? - Fiz careta e ela riu.

— Sim, não precisamos necessariamente entrar no mar. Vamos à noite acendemos uma fogueira e ficamos lá.

— Poxa meu primeiro encontro com você sempre achei que fosse em um restaurante como os outros.

— Mas eu não sou como os outros, você já deveria saber. - Enfiou sua cabeça em meu pescoço e quando sua respiração bateu contra minha pele me arrepiei.

— Eu sei. - Acariciei seus cabelos. - Que horas?

— Seis e meia passo pra te pegar.

— Acho melhor nos encontrarmos lá.

Ser vista com Camila não seria nada bom. Eu sabia que não podia esconder o que nós tínhamos por muito tempo, mas eu precisava primeiro criar coragem pra contar para Vero. Eu não gostava de mentiras, mas se pra fazer isso entre mim e Camila durar eu teria que mentir, eu mentiria.

[...]

— Pensei que não iria vir mais - A morena disse me abraçando.

Liguei pra Vero e ela disse que estava na casa do tio que morava na cidade vizinha e voltaria tarde para casa. Então eu falei para minha mãe que ia dormir na casa dela e como era de se imaginar ela não disse nada. Dona Clara confiava muito em mim e me doía mentir para ela, mas era preciso.

Tínhamos combinado de se encontrar atrás da escola para irmos direto pra praia. Camila reclamou o dia inteiro falando que podia me pegar na minha casa e não ligava que alguém visse. Mas eu ligava e depois de muito tentar eu consegui fazer ela aceitar.

— Vir a pé não é muito rápido até aqui - Ela fechou a cara e eu sorri. Ela ficava linda assim.

— Eu poderia ir pegar você na sua casa!

— Não, não pode. Agora vamos! - Deixei um beijo casto em seus lábios.

Camila abriu a porta para mim e fechou assim que entrei em seu carro, um Jeep sport 4x4 preto. Era incrível como tinha a cara dela aquele carro. Até o cheiro de amêndoas misturado com algo doce lembrava ela. Camila deu a volta no mesmo e entrou ligando-o e partindo pra praia.

— O que você disse para sua mãe? - Depois de um tempo em silêncio ela perguntou.

— Que iria dormir na Vero - Mordi meu lábio olhando pra estrada e ouvi ela suspirar.

— Você sabe que eu não vou levar esse nosso relacionamento em segredo por muito tempo.

— Eu sei Camz - Apertei seu joelho e ela me olhou. A estrada pra praia estava vazia.

— Eu quero sair com você. - Voltou a se concentrar na estrada - Ir no shopping, no cinema, num restaurante, num barzinho, na cidade pra passear. Quero falar com sua mãe, dizer quais são meus planos para gente, saber se ela apoia. - Voltou a me olhar - Quero pegar sua mão na escola - Pegou minha mão e entrelaçou - Na rua e não somente quando estivermos só nós duas. Quero te beijar em público.

— É o que eu mais desejo. Mas eu preciso falar com a Vero primeiro.

— Não tem o que falar com ela! Nunca tive nada e nunca terei. Eu não estou traindo ninguém muito menos você e...

— A gente é melhores amigas e eu estou sim traindo ela.

— Se você acha - Deu de ombros - Agora só não demore muito pra conversar. Não sou nenhuma criminosa pra viver algo escondido com você - Disse fria.

Engoli em seco.

— Camz - Apertei sua mão - Olha pra mim? - Ela me olhou - Eu prometo que não vai demorar muito.

—Espero - Sorri de lado e dei um pequeno selinho em seus lábios e ela voltou a atenção na estrada. Nossas mãos ficaram entrelaçadas o caminho todo, o silêncio não era incômodo era até um silêncio bom.

Eram só vinte e cinco quilômetros de Forks à La Push, e o caminho todo a gente só via as florestas verdes e densas na beira da maioria das estradas no caminho ao grande Rio Quillayute. A beleza daquela cidade ainda era surreal para mim.

Camila estacionou o carro na fina faixa de areia perto da água.

— Vou pegar um pouco de madeira já volto. - Me deu um beijo na bochecha e saiu do carro.

Camila tinha trazido bastante cobertas e todas estavam bem dobradas nos bancos de trás junto de alguns travesseiros e uma caixa térmica, os bancos estavam todos baixados e um colchão estava em cima deles. Saí do carro e o sol estava quase se pondo. Abri a porta do bagageiro entrando no carro e me sentando ali.

Logo vi Camila se aproximar com alguns galhos de árvores e um bico nos lábios.

— Você poderia me ajudar aqui! - Disse jogando os galhos no chão.

— Não sei acender fogueira. - Fiz careta e me aproximei dela.

— Eu te ensino!

— Não, obrigada. Pode fazer porque sei que faz melhor e não quero atrapalhar. - Voltei para onde eu estava.

Ela reclamou um pouco mas acendeu rápido a fogueira. Limpou suas mãos na blusa e se aproximou pegando minha mão.

— Você é ainda mais linda nessa luz do pôr do sol. - Seu sorriso iluminava seu rosto.

— Você é uma galanteadora de mão cheia! - Ela gargalhou e selou nossos lábios.

— Obrigado por me fazer sentir essas coisas que nunca senti antes - Sussurrou.

— Obrigado também. - Falei baixinho em seu ouvido.

Ela arrumou os cobertores em cima do colchão e puxou minha mão para deitarmos. Ela tinha parado num ponto onde dava para ver bem o horizonte atrás das águas onde apareciam milhares de pedras grandes e com aparência suave que pareciam uniformemente cinza de longe. O sol já tinha dado lugar a linda lua cheia.

A fogueira a nossa frente queimava aquecendo nossos corpos. Estávamos ali, observando o luar e o queimar das brasas, o quebrar das ondas cinza-escuro e o vento fresco vindo das ondas em silêncio na mesma posição que estávamos em meu quarto. O carinho de nossos polegares presentes.

— Eu sempre fazia isso. - Camila quebrou o silêncio.

— O que? - Perguntei confusa.

— Vim aqui na praia e ficar olhando o luar pensando na minha vida até eu adormecer. Mas parei de vim.

— por que?

— Não tinha graça vir sozinha, fazer a mesma coisa sempre, é bom ficar sozinha mas eu sentia que faltava algo. Agora não sinto mais. Você está aqui. É como se preenche-se todo o vazio que estava em minha vida.

— Eu também me sinto assim.

— E é tão novo tudo isso, eu nunca fui de ter algo com alguém, era sempre ficadas e nada mais. A gente chegou uma na vida da outra mudando tudo completamente.

— Sim, e espero que nunca haja uma saída para essa chegada. - Levantei meu rosto encarando os castanhos da latina.

— Sempre há uma saída em uma chegada. Mas podemos não fazer isso acontecer. - Ela levou sua mão até minha bochecha e acariciou. - Eu nunca deixaria você ir sem nem ao menos lutar.

— Muito menos eu - Sussurrei logo depois beijando seus lábios com carinho.

Ficamos ali. Aproveitando uma a outra e o que a natureza tinha para oferecer. Estava começando a esfriar e o sono chegar. Camila me apertou mais contra seu corpo e senti seu sorriso em meu pescoço.

— Por que o sorriso? - Perguntei divertida.

— Você.

— Eu?

— Você me faz querer sorri pra tudo e nada ao mesmo tempo.

— É o efeito Lauren Jauregui nas pessoas - Rimos.

— Eu gosto de você, não, não o melhor, estou apaixonada por você.

— Eu gosto de você também - Confessei. - Gosto dos seus olhos castanhos, do seu cheiro de amêndoas com algo doce, do seus piercings, dos seus lábios, das suas palavras, do seu jeito. De tudo que à em você.

— Eu gosto dos seus olhos verdes que parecem dois planetas verdes prontos para atacar, das sardinhas que tem nas maçãs do seu rosto e nariz, da sua risada e cheiro de bebê, dos seu beijos e do seu corpo colado ao meu.

— A gente se conhece a tão pouco tempo mas posso sentir que estamos juntas a anos.

— Quem sabe você já foi minha em outra vida. - Ela acariciou meus cabelos.

— Você não é do tipo que acredita nisso. - Falei divertida.

— Você não é do tipo que se relaciona com pessoas com o meu estilo e eu não falei nada! - Disse emburrada.

— E você acha que me relaciono com que tipo de estilo?

— Sei lá! - Deu de ombros e eu ri do seu jeito.

— Você é muito engraçada! - Falei juntando nossos lábios.

— E você é muito linda!

Nos beijamos e Camila sorriu durante o beijo e não tinha nada melhor e mais gostoso do que tê-la sorrindo durante o beijo em meus lábios. 



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