História The Redhead - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Romance
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Palavras 1.541
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Festa, Luta, Poesias, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


primeira original <3

Capítulo 1 - Seleção artificial


Fanfic / Fanfiction The Redhead - Capítulo 1 - Seleção artificial

Já havia três semanas que o internato Santa Joana de Alencar recebeu seu maior prodígio e pior desastre. O fato era: havia escolhas boas a serem feitas, escolhas ruins que davam para reverter, e escolhas totalmente péssimas que nem o Donald Trump com toda a sua arrogância satânica poderia ajudar.

América Forles era a escolha péssima. Mas todos já sabiam disso, inclusive ela.

Em três semanas, era a quarta vez que estava sentada nas cadeiras de madeira rústica olhando para o vidro fumê do escritório do diretor.

— Então você sabe o que ele disse? Ele disse que era casado, Meri! Eu fiquei abismada, que falta de consideração comigo e com a esposa dele! – Srta. Lourenço, secretária do diretor, falou enquanto Meri lixava suas unhas de forma quadrada. Ela era possivelmente a pessoa mais legal daquele lugar.

— Não acredito! Que cara de pau. É por isso que eu não confio no Tinder, uma vez eu usei e tinha um cara muito gostoso que deu match comigo, mas, na verdade, era um menino de 11 anos que me mandou…

— América, nos vemos aqui no mesmo lugar de sempre, e dessa vez demorou bastante até. O que acha, Flávia? O que aconteceu dessa vez? – O diretor Paulo perguntou, saindo da sua sala. Ele era um homem jovem, no máximo 35 anos, mas com cara de 25. América achava que ele era um charme, mas muito velho pra ela. Tinha um cabelo cortado em um corte militar e sua pele morena era linda. Seus óculos sempre ficavam pendurados no bolso de sua camisa social. Era bem capaz de ter 1,90 e ser um dos morenos mais lindos do mundo.

— Nada. – América disse rapidamente. Mas o choque era inevitável.

— Ela interrompeu a aula do professor Enzo sem ele a convidar para falar, dizendo que ele estava doutrinando os alunos para pensar da forma que ele queria e que era um ditador que deveria começar a procurar uma…

— Tudo bem, Flávia, já entendi. – O diretor suspirou pesadamente. – Já estamos na terceira semana de aula e vamos ficar o ano todo nisso, América? Você sabe que não dá pra continuar dessa forma.

— Ele quer oprimir o pensamento dos alunos e você quer que eu fique quieta? Nada disso, diretor. – Ela sacudiu a cabeça, mesmo que isso fizesse com que os cabelos batessem em seu rosto. – Eu sou um ser pensante ainda, então acho que essa conversa deveria ser com ele, não comigo.

Srta. Lourenço tomou a lixa da mão de América e suspirou pesadamente enquanto ia buscar mais café. América queria rir, mas não podia, já que Paulo continuava a olhar para ela seriamente. Às vezes ela pensava que a vida não podia melhorar.

Depois de ter sido enviada para esse pequeno fim de mundo, com a intenção de sua vida virar um pequeno purgatório, seu pai conseguiu fazer com que fosse ainda pior já que ele reduziu sua mesada pela metade e fez com que instalassem uma câmera no seu quarto (mas esse problema já estava sendo resolvido pelo Lucas do 9° ano que recebeu um lanche pra dar um jeito nela).

América achava um pouco desnecessário todo esses excessos. Já não bastasse ter que morar na escola, ter 1,60, ter 22 matérias, ter sido expulsa de 8 escolas, seu pai não a queria perto porque lembrava muito sua mãe e ter que dividir a parede com um cara que gosta de ouvir música clássica, ela ainda tinha que lidar com aquilo.

Nem tudo era perfeito, ela sabia. Mas ela realmente não havia feito de propósito o incidente da 8° escola. Na verdade, não fora nem ela que havia feito aquilo, mas o assunto da oitava escola era proibido em todos os meios sociais e pessoais.

América se proibiu de pensar sobre.

Porém ela havia decidido que terminaria o ensino médio no Colégio de Aplicação. Ela não achava que colégios internos existiam no Brasil, nem que seu pai chegaria tão longe, mas ali estava ela, a ponto de ver o maior desastre de seu ano letivo acontecer.

— Você é bem inteligente, pode agir melhor que isso, sra. Forles. Tenho certeza que sabe que isso não é uma atitude direita, mas conversarei com o professor. Você pode voltar para sua sala no próximo tempo. – Seu olhar e voz eram duros, mas Meri deu de ombros e levantou para ir embora.

Era preciso ceder de vez em quando.

— Valeu, Paulo. Até semana que vem. FLÁVIA, DESINSTALA O TINDER! – Gritou para que Flávia pudesse ouvir da sala dos professores. Tivera a certeza que ela entendeu quando ouviu dois engasgos, um deles sendo do diretor.

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Pelos seus cálculos, havia tempo para passar em seu quarto. Ser baixinha era bom porque mesmo com a distância entre o prédio central, e os prédios dos dormitórios, ela conseguia andar rápido. O Colégio era um lugar lindo. Incentivava a igualdade de gênero, entendia que era preciso ensinar seus alunos a colocarem em prática seus talentos, desde música a direito. Seu campus era enorme e fazia parte do Top 5 de escolas inovadoras do Brasil.

Seus prédios eram grandes, que contavam com a tecnologia de ponta desenvolvida pelos antigos alunos que viraram grandes nomes da informática. Prédios antigos com coisas novas, fazia a escola parecer um grande museu em campo aberto. Era inspirado na arquitetura antiga de Petrópolis e fazia isso com muito êxito.

Então, quando chegou na porta do casarão M2, onde ficavam localizados 25 quartos, ela correu escada acima, sem se preocupar com o eco que seus sapatos faziam no chão polido. Seu quarto era no final do corredor do primeiro andar, um dos melhores quartos que tinha, já que havia um frigobar e uma televisão smart com um sofá tão bom quanto sua cama (até agora não sabia como seu pai havia conseguido e$$a proeza).

Passando pela sala bagunçada com os papéis e pacotes de batata que ela e Max haviam comido na noite anterior, passou mais uma vez o cartão na sua porta e correu até seu criado-mudo para pegar seu remédio. Ela quase havia esquecido do remédio das 10hr.

Quando o despertador começou a tocar, ela relaxou e pegou a garrafinha de água e engoliu o remédio. O próximo tempo era de artes e começava em 20 min, então ela pegou sua mochila.

— Não acredito que você seja tão imprestável ao ponto de esquecer de tomar o próprio remédio. – Infelizmente, não dava para ter sorte em tudo na vida, então, quando saiu de seu quarto, a única pessoa que sabia do seu segredinho estava a esperando.

— Alguma coisa tem que me fornecer um pouco de ação por aqui, não é mesmo? – Ela sabia que Max não ia deixar passar batido, mas não custava tentar. Ela quis se socar por esquecer que ele tinha um tempo vago. – E imprestável é você que nem consegue tirar um 5 em música.

— Sem tocar em assuntos do passado, por favor. Se você morrer, minha companheira de quarto será a Adrielle, então por favor, tome seu remédio direito.

— A importância que você me dá é encantadora, mas por favor, continue a fingir que não me conhece que eu continuo a viver. – disse passando por ele, sentindo os olhos dele nas suas costas.

Meri sabia que ela era relativamente bonita. Seus cabelos ruivos iam até o final das suas costas, ser baixinha e delicada a tornava um encanto, os olhos castanhos claros reluziam e sua pele era tão branca que até mesmo o mínimo de sol deixava marcas avermelhadas. E ela sabia que seu corpo não era dos piores.

Mas também estava bem ciente de que Max não era de se jogar fora. Ele tinha quase 1,80 de altura e seu cabelo preto era cortado que deixava só em cima grande o suficiente para cair na sua testa. Sem falar naquele maldito sorriso de lado. Meri tinha fé em Deus que por baixo da blusa havia um tanquinho, mas tinha que guardar seus pensamentos obscenos e substituí-lo pela sabedoria que a Seleção Artificial produzia (sua justificativa é que estava muito tempo sem sexo).

Depois de três semanas vivendo juntos, eles estabeleceram regras de convivência bem simples (na medida do possível):

1°. Nada de contato no exterior. Cada um por si, e mesmo que o quarto precisasse de alguma coisa urgente, não há nada que uma mensagem pelo WhatsApp não resolva.

2°. As maratonas de Star Wars e Harry Potter nas noites de quinta-feira são segredos de Estado.

3°. Nada de sexo no sofá (era um local sagrado).

4°. Mandar um F por mensagem caso estiver fazendo coisas impróprias para menores de 18 anos (sem ser no sofá).

5°. Quando levar amigos pro quarto, avisar para que não saia do quarto o outro, ou sair disfarçadamente.

6°. Nada de cuecas/calcinhas no box do banheiro.

7°. Nada de cuecas/calcinhas em lugares visíveis (incluindo o corpo).

8°. Sem festinhas (interprete como quiser).

9°. É ESTRITAMENTE PROIBIDA A ENTRADA DA ADRIELLE.

10°. Os segredos nunca devem ser contados, mesmo que seja o seu melhor amigo, mesmo que seja o Papa para realizar um milagre. Os segredos nunca devem ser contados.

Mas o maior segredo dos dois é que todas as regras existem com um único objetivo: ninguém, nem mesmo o diretor, pode saber que os dois são colegas de quarto.



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