História Red Queen - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Rainha, Rei, Romance
Exibições 14
Palavras 2.282
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Famí­lia, Ficção, Luta, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu sei, demorou sair! Desculpa, mas tento escrever o melhor por isso as vezes pode acabar demorando { ou talvez eu só tenha um bloqueio}. De qualquer forme vou tentar ser mais rápida.
Espero que tenham uma boa leitura!!!

Capítulo 2 - Baile de Mascaras


Pareceu uma eternidade os poucos segundos que ele havia demorado para responder-me. Então quando pude finalmente ouvi-lo pela primeira vez depois de anos, percebi que algo havia mudado.

Edwin- Lina... – falou visivelmente incomodado com algo.

Lina- Há quanto tempo. Você esta bem diferente – pronunciei sorrindo levemente apesar da insatisfação que percebi em sua voz.

Edwin- Anos se passaram... E eu não fui o único que mudei – os olhos dele me miravam de cima a baixo.

Lina- Não o vi hoje mais cedo... – mencionei ruborizada, tentando mudar de assunto – Seu pai disse que estava ocupado.

Edwin- Sim, eu estava. Alguns imprevistos impediram-me de assistir sua chegada – falou educadamente, porem aquele sorriso imenso que naturalmente habitava em seu rosto quando criança se ausentava – E agora você esta aqui...  – ao dizer isso ele deu uma pequena pausa como se estivesse refletindo o acontecimento. Foi neste momento que percebi que o motivo do seu incômodo não era algo, mas sim alguém... Era eu.

Lina- Esta tudo bem, eu entendo – soltei aquelas palavras sorrindo forcadamente. Eu não conseguia entender, eu não havia o provocado muito menos dado algum motivo para seu desconforto.

Edwin- Lamento ter que ir tão rapidamente, mas tenho algumas pendências a serem resolvidas – ele disse sem me dar tempo para pensar em uma resposta, mas eu tinha uma leve sensação de que ele não lamentava. 

Lina- Ha... – esta foi à primeira coisa que consegui dizer. Não conseguia esconder minha frustração – tudo bem, eu compreendo – um sorriso forçado instalou-se em meu rosto novamente.

Edwin- Com licença Alteza– disse depois de se curvar levemente.

 Lina- Lina! Por favor, chame de Lina como antes... – calmamente disse a ele. Então pude vê-lo confirma.

Edwin- Lina... – pronuncio lentamente me olhando, segundos depois se curvou novamente e saiu.

Eu não entendia o que tinha feito para incomodá-lo. Fiquei um bom tempo olhando as flores e tentando compreender, mas nenhum motivo plausível vinha em mente. Eu estava tão ansiosa para revê-lo, confesso que a reação dele me deixou desanimada.

Como o Rei e a Rainha decidiram planejar um baile de mascara para comemorar a minha chegada, eu não tinha muito tempo para ficar ali parada, então decidi subir para escolher um vestido. Antes de chegar aos meus aposentos, passei em frente ao do Rei e deixei uma carta que havia feito mais cedo de baixo da porta. Tinha um favor para lhe pedir.

Estava voltando pelos corredores em direção ao meu destino inicial, quando senti alguém me observar. Andei um pouco mais rápido, e logo pode ouvir passos atrás de mim andando no mesmo compasso. Os sons de passos estavam cada vez mais perto, e meu coração batia cada vez mais rápido. Tentei correr, mas o vestido não me ajudava, então andei o mais rápido possível até que me vi em um corredor sem saída.  Eu já estava sem ar, e não tinha para onde correr, eu queria poder gritar, mas o medo e minhas condições atuais me proibiam. As únicas coisas que fui capaz de fazer foi me encolher de costas para quem me perseguia, e fechar os olhos bem forte.  Senti a pessoa bem perto quase em contato comigo.

?????- Não como da tortilha com frutas...era homem! Ele sussurrou em meu ouvido fazendo meu corpo tremer. Eu não entendia porque ele estava dizendo aquilo.

Lina- Por quê? O que quer dizer com isso? – perguntei ofegante desafiando meu medo, apesar de estar tremendo.

?????- Não como da tortilha com frutas... repetiu o homem com voz jovial atrás de mim.

Lina- Como assim não estou te entendo. Por que diz isso? – perguntei mais uma vez, mas dessa vez não ouvi nada alem de um silêncio interminável.

Repirei fundo e decido olhar para trás, e surpreender-me com o corredor vazio sem nem se quer uma sobra. Eu tinha certeza de que aquela voz era real, de que tudo que havia acontecido era real, mas não havia ninguém ali. Precisei de alguns minutos para me recompor, durante esse tempo repeti algumas vez para mim mesma que eu não estava ficando doida.

 Assim que me acalmei, sai rapidamente. O que tinha acontecido naquele  corredor não saia da minha mente, aqueles passos e aquela voz ainda pareciam reais. Mas eu não podia deixar isso tomar meu tempo, então tentei direcionar meus pensamentos para o baile novamente.

Não fazia ideia de qual vestido eu usaria, e demoraria muito tempo para arrumar tudo sozinha. A Rainha havia me oferecido suas criadas, mas eu não me sentia a vontade para que elas me ajudassem com os preparativos pessoais ainda.

Cheguei a meus aposentos e abri meu armário e baús para escolher o vestido e uma mascara, mas não sabia ao certo qual escolher. Já estava cansada de ficar ali vendo  tudo sozinha quando pedi que chamassem alguém para me ajudar com esta tarefa. Esperei poucos minutos ate que um som de batidas na porta ecoou pelo quarto.

Lina- Entre! – disse animada, pois eu queria muito que ela me ajudasse.

Gabbie- Mandou me chamar Rainha Lina? – disse um pouco envergonhada. Eu não queria que ela me chamasse de Rainha, mas já tinha sido um avanço ela me chamar assim e não de “Majestade”, “Rainha Adeline”, ou “Alteza”.

Lina- Sim, eu queria a sua ajuda – falei em tom de suplica misturado com animação – Não consigo encontrar um vestido para o baile de mascaras. Poderia me ajudar?- novamente pude ver a expressão de duvida tomar seu rosto cheio de sardas.

 Gabbie- Eu não entendo muito bem, mas será um prazer – disse chegando mais perto.

Lina- Ótimo! Eu precisava de alguém para me ajudar com isso – comentei olhando meus vestidos – sempre tive dificuldade em deixar que me arrumassem, ainda mais quando não conhecia.

Gabbie- Desculpe, mas não me conhece... – falou em um tom de voz bem baixo- Nos conhecemos hoje, quando ainda era manhã.

Lina- Tem razão, mas em pouco tempo já sei algumas coisas sobre você – disse enquanto vasculhava um dos meus baús – Além disso, por algum motivo confio em você.

Gabbei- Já eu não sei nada sobre a você Alteza... – comentou no mesmo tom baixo de antes, mas eu pude ouvir nitidamente. Então naquele instante parei de mexer em meu baú e olhei para ela – M-Me desculpe Rainha, eu não tive a intenção de...

Lina- Você tem razão! – afirmei antes que ela terminasse seu pedido de desculpas – Você não sabe nada sobre mim além do meu nome, e que me tornei Rainha a partir da morte de meu pai quando eu era muito jovem, não é?! – ela me olhava fixamente e disse um pequeno “sim” esperando pela minha continuação – Eu proponho que você me ajude a me arrumar e faça quais quer perguntas que quiser. O que acha? – o sorriso em meu rosto foi correspondido, e assim começamos a escolher os vestidos.

Durante os preparativos perguntas eram feitas, e pude responder cada uma delas sem nenhuma dificuldade, mas o que mais me encantou era que pela primeira vez Gabbie não estava me tratando diferente, ela me chamava apenas de Lina algumas vezes, ria comigo, e não demonstrava aquele receio. Pode vê-la sorrir e dar sua verdadeira opinião sobre alguns assuntos.

Por fim optamos por um fim vestido preto e leve, ele era lindo. Minha masca era formada por penas negras para parecer com o vestido. Quando eu havia terminado de vestir todas as peças e estava completamente pronta, olhei diretamente para minha generosa ajudante.

Lina- Sua vez! – sorrio para ela. Eu a queria bem bonita e elegante.

Gabbie- Minha vez? Acho que não entendi – ela disse enquanto dava uns últimos retoques em mim.

Lina- Sim sua vez – andei até minha cama olhando alguns vestidos – Você vai comigo ao baile- sorri olhando para ela.

Gabbie- C-Como?! Lina eu não, digo... Rainha – ela falou, mas ignorei o que ela disse e continuei olhando os vestidos – Eu sou uma criada qualquer, se me virem no baile vão me punir e talvez pior.

Lina- Você pode ser uma criada, mas não é uma “qualquer” – falei puxando ela pela mão para olhas os vestidos – Além do mais você ira como minha covidada.

Gabbie- Mas irão me tratar diferente... – Ela soltou em um tom triste, isso me deixou triste também.

Lina- Vão estar todos de mascaras, e você logo será uma Lady – segurei as duas mão dela quando vi sua tão comum expressão de confusão – Eu deixei uma carta nos aposentos do Rei quando estava voltado para meus aposentos. Nela eu escrevi pedindo para que você seja minha Lady, para que fique sobre minha jurisdição. Se ele aceitar, ninguém aqui terá algum poder sobre você além de mim, mas não precisa se preocupar.

Gabbie- Eu sua Lady? – sorrio para ela respondendo sua pergunta – Mas eu não tenho nenhuma experiência como Lady.

Lina- Eu também não tenho experiências com Lady  – olhando firme mente para ela eu disse – Vamos aprender juntas?! – um alívio veio assim que ela que ela disse um pequeno “tudo bem” – Agora venha, temos que escolher um vestido para você.

Demoramos mais alguns logos minutos para terminarmos de arrumar Gabbie, mas no fim ela estava tão bela como imaginei que ficaria. Eu pude ver o brilho em seus olhos quando ela se olho no espelho, então presumi que ela nunca tinha se visto tão arrumada como estará.

 Lina- Está linda – disse ao segurara seus ombros levemente enquanto sorrio apara seu reflexo no espelho.

Gabbie- Graças a você – ela se virou para mim e deu uma leve curvada – Obrigada Lina.

Lina- Não agradeça – assim que disse, tomei uma postura menos casual e a olhei – Vamos! Temos um Baile para ir.

Descemos direto para onde estava sendo realizado o festejo. Todos os rostos mascarados viraram diretamente para mim e se curvaram assim que adentrei o grande salão, me fazendo sorrir levemente para cada um deles. Pude reconhecer o Rei e a Rainha devido as suas coroas e vestes mais elaboradas, eles sorrindo e conversando com alguns convidados próximos a eles.

A noite foi passando e Gabbie já não estava comigo, ela tinha ido provar da comida e dançar um pouco. Eu já estava cansada quando decidi me sentar um pouco e assistir a festa, não havia visto Edwin até aquele momento. Ele esta se aproximando de mim e quando me dei conta esta se curvando em minha frente.

Edwin- Me concede esta dança?! – perguntou sorrindo. Meu corpo reagiu sonho quando peguei a mão dei e aceitei positivamente para seu convite.

Ele me levou para o meio do salão onde todos haviam acabado suas danças. Assim que a musica começo a tocar novamente, ele me conduziu gentilmente enquanto rodopiávamos de forma elegante. Enquanto me fitava diretamente, eu me senti perdida naqueles olhos de imensidões azuis. Tudo pareceu correr lentamente, até que a musica acabou e aplausos foram dados a nós dois nos forçando a terminar a dança. Por um breve momento fiquei brava pela musica parecer tão curta.

Saímos lentamente da visão de todos quando os aplausos terminaram. Eu não consegui pensar em exatamente nada além dele. Estava sendo o Edwin que eu conhecia quando criança, isso fez um sorriso bobo surgir em meus lábios.

Edwin- Por que esta sorrindo? – assim que disse, sua voz me tirou dos meus pensamentos.

Lina- Essa dança... Eu me lembro de quando imitávamos os adultos quando éramos menores e-...

Edwin- Por favor, não se anime – me surpreendi com sei corte repentino – Apenas dançamos porque era a nossa obrigação passar ao povo a certeza do nosso noivado – através dessas palavras pude rever o homem frio e rude com quem conversei mais cedo.

Lina- Sim, mas eles já sabem disso – tentei permanecer com o sorriso no rosto – Vamos nos casar e governar juntos.

Edwin- Não quero que confunda esse casamento com sentimentos falsos – suas palavras eram fortes e impiedosas – Estamos casando apenas por negocio que fará bem aos nossos países. Por mim nada disso aconteceria, e você muito menos estaria aqui – e por essas palavras nossa conversa chegou ao fim.

Eu não estava bem, ao vê-lo se distanciar senti uma pontada no peito. Eu não queria mais ficar ali, mas meu dever com Rainha me obrigava. Então assim que recuperei o fôlego me encorajei a entrar novamente onde todos estavam. Sorri como se tudo estivesse perfeitamente bem.

Fui procurar Gabbie para ver se ela pelo menos estava se divertindo. Assim que a encontrei pode ver o sorriso em seu rosto, ela esta realmente feliz com aquilo tudo. Aproximei-me dela e ficamos conversando e comendo felizes da vida. Durante a nossa conversa tortilhas foram servidas, e tinha apenas uma do meu sabor favorito, frutas. Tinha um “L” desenha sobre a tortilha, como minha mãe fazia quando era criança, então a peguei rapidamente.  Eu admirava aquela pequena torta, e estava preste a mordê-la quando vieram em minha mente aquelas palavras: “Não como a tortilha de frutas”.

Todos estavam se aproximando para pegar as tortilhas, enquanto eu não era capaz de morder a minha. Aquelas palavras se repetiam sem parar em minha mente, até que afastei aquela única que era feita de frutas e a pus novamente na mesa. Não demorou muito para que um homem mais maduro a pegasse. Ele parecia mais satisfeito a cada mordida até que...

Homem Maduro- Cof, Cof ,cof... – Ele tossia fortemente – Cof... Ajudem-me... – estava agoniado. Ele se ajoelhou virado em minha direção suplicando por ajuda, eu só conseguia ficar apavorar junto com todos que assistiam – Por favor... Cof, cof – essas foram suas ultimas palavras antes de ir de encontro ao chão com a tortilha em sua mão.

Sangue saia da boca do homem lentamente molhando o chão, as mulheres gritavam horrorizadas.  Cochichos rondavam o salão, enquanto alguns homens chegavam perto do recém-falecido. Em meio a tanto horror eu só conseguia pensar em uma coisa... Alguém acabara de tentar me matar 



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