História The Rescue - Capítulo 45


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, One Direction
Personagens Ally Brooke, Austin Mahone, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Harry Styles, Lauren Jauregui, Louis Tomlinson, Normani Hamilton
Tags Camren, Larry
Exibições 344
Palavras 4.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Policial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, bonitos!
Desculpa a demora, espero que gostem!

Capítulo 45 - Planos de proteção


Fanfic / Fanfiction The Rescue - Capítulo 45 - Planos de proteção

 

Versão Austin

— Ótimo! Uma infeliz a menos no meu caminho!

Eu disse alto ao ver pelo retrovisor o corpo de Keana estirado no chão. Dei um sorriso que logo se desfez ao ver a infeliz da Jauregui correndo atrás de mim. Os dois tiros que ela disparou contra mim me assustaram mas, por sorte, nenhum pegou em mim, só no carro mesmo, perfurando a janela de trás e provavelmente, a lanterna de trás. Mas o que são meros tiros quando se a frente do parabrisa está todo fodido devido à pancada que dei em Keana?

Dei um sorriso satisfeito ao dobrar a esquina e entrar numa rua deserta e abandonar o carro, afinal, não é meu mesmo!

Saí correndo, ainda com o rosto coberto por uma touca-ninja e me escondi atrás de uma caçamba cheia de entulho de resto de construção. Como eu estava de mochila, troquei de roupas ali atrás mesmo, coloquei uma roupa social e óculos escuros e coloquei a mochila de volta nos ombros, saindo do local despreocupado, como se nada tivesse acontecido e afinal, não aconteceu nada mesmo.

Meu destino agora era encontrar o amor da minha vida, a latina mais perfeita do mundo inteiro mas não poderia aparecer no trabalho dela sem ao menos um presentinho. Entrei numa loja qualquer que vende flores e paguei por um buquê de rosas vermelhas, como símbolo do amor que sinto por Camila Cabello. Fui andando rapidamente durante 30 minutos até entrar numa avenida principal e sorrir ao ver o logotipo da Apple, a empresa onde ela trabalha. Ao parar em frente, avistei dois seguranças distraídos mas iria passar por eles sem ser percebido.

— Boa tarde! — eu disse gentilmente e de cabeça baixa, mas nenhum deles me respondeu.

Passei pela porta giratória, onde por sorte não apitou apesar de eu estar usando chaves nos bolsos da minha calça. Andei pelo extenso pátio de chão liso e branco reluzente até parar no enorme balcão, onde havia um recepcionista com uma cara carrancuda e de cabelos raspados.

— Boa tarde! — saudei o homem.

— Boa. — ele foi curto e mal me olhou no rosto, sorte a minha.

— Gostaria de falar com Camila Cabello, do departamento de Marketing.

— Tem cadastro?

— Não. — respondi.

— Documento, por favor. — ele pediu.

Ainda bem que tenho meus contatos! Puxei do bolso uma identidade falsa confeccionada desde que virei fugitivo e lhe entreguei. O recepcionista digitava sério e não me olhava na cara. Com uma câmera pequena, tirou uma foto minha e puxou um crachá da gaveta.

— 5º andar. — ele disse ao jogar o crachá para mim e voltar sua atenção para o celular.

Sorri com a facilidade que isso estava sendo.

— Muito obrigado e tenha um ótimo trabalho!

Sorri ao prender o crachá na minha camisa social e passei pela catraca, indo ao elevador e apertando no número 5. Esperei pacientemente pelo mesmo e até dei uma conversadinha sobre o tempo com uma senhora. Finalmente eu estava no quinto andar, meu coração palpitava de ansiedade por ver meu amor novamente… ah, Camila!!!

Caminhei apressado até a porta da qual eu me lembro que ela trabalhava. Dei duas batidinhas e abri a maçaneta mas… ué? Cadê ela? O lugar estava totalmente vazio. Entrei e fechei a porta, não podia correr o risco de ser visto. Fui até seu computador, apertei qualquer tecla mas estava bloqueado e nem fiz questão de tentar descobrir a senha. Vi um bloco de folhas ali e peguei uma caneta que estava ali em cima e logo escrevi: “Estava pensando em você quando comprei essas rosas, espero que goste. Com todo o amor do mundo, Austin.”, e coloquei as rosas em cima da mesa dela, com o bilhete ao lado. Fiquei ali mais algum tempo, sentindo o cheiro do perfume dela… como eu poderia me esquecer desse cheiro? Ah, Camila!!!

Barulhos de sapatos de salto ecoaram de repente, dei um pulo da cadeira e me joguei no chão, atrás da outra mesa que tinha naquela repartição. A porta foi aberta e pessoas foram entrando

— Camila, você poderia me enviar os relatórios do mês? É para a estatística! — uma voz masculina era escutada.

— Passo sim, deixa só eu desbloquear meu… — Camila disse mas a frase parou no meio. — Quê isso aqui?

— Hummmm, Camila ganhou flores!! — uma mulher disse.

— Voltou com a gostosona lá? — um homem disse.

— Não voltamos não… — Camila disse e eu não pude deixar de sorrir. — Tem um bilhete, deixa eu ler. — Camila pigarreou. — “Estava pensando em você quando comprei essas rosas, espero que goste. Com todo o amor do mundo, A...us...tin.” — a voz de Camila falhou quando disse meu nome.

Houve um momento de silêncio e fiquei curioso. Fiz um esforço para poder enxergá-la e meu coração palpitou ao vê-la linda, toda de preto e cabelo amarrado num rabo de cavalo. Que mulher sensacional!

— Camila, tá tudo bem? — um dos homens se aproximou dela.

Camila parecia perdida, nervosa. A cor do seu rosto havia sumido. Ela cambaleou para trás e um dos homens a segurou nos braços.

— Austin? Não é esse o seu ex que te sequestrou? — uma das mulheres disse.

Camila não respondeu. Ela passava a mão na testa e seu rosto estava convertido em pânico.

— Li… — Camila estava arfando. — Liguem pra... polícia!! — ela disse.

Meus olhos arregalaram-se. Eu precisava sair correndo dali o mais rápido possível.

— Liguem pra polícia!!! — Camila gritou.

Os homens e as mulheres que estavam ali saíram apressados da sala em busca de ajuda, deixando ela sozinha na sala. Camila se apoiou numa das mesas, parecendo estar bem tonta e desnorteada. Aproveitei a deixa e me levantei.

— Oi, meu amor… — eu disse ao ficar de pé, atrás da mesa que eu estava agachado.

Camila ficou petrificada, os olhos arregalados, a boca meio aberta. Suas mãos tremiam. Pude perceber seus olhos começarem a marejar.

— Calma… não vou fazer nada contigo… — eu disse ao levantar as mãos em rendição e me aproximar dela aos poucos. — Está tudo bem! — eu fiquei frente à ela, levei minhas mãos ao seu belo rosto. — Eu senti saudades, muitas saudades! — olhei em seus olhos que estavam tomados pelo pânico. — Está tudo bem agora! Keana não está no nosso caminho, podemos ser felizes agora! Ela está morta! — sorri satisfeito.

Camila, de repente, começou a se tremer inteira, as lágrimas rolavam por seu rosto. Isso tudo era emoção em me ver?

— Eu te amo muito, amor! Gostou das flores? — sorri ao deslizar minhas mãos do seu rosto para seus ombros e apertar.

Camila deu um grito alto, agudo e assustador. Meu coração acelerou violentamente.

 

“Sai daí, seu imbecil!” — eu escutava a voz dizer na minha mente.

 

— Eu vou voltar pra te buscar, meu amor, eu volto! Não se preocupe, vai tudo ficar bem entre nós de novo! — eu disse ao sair apressado da sala e andar pelos corredores de cabeça baixa.

Vi dois homens correrem em direção à sala de Camila e apertei o passo, entrando numa outra sala, onde havia um casal trabalhando em seus computadores. Ambos me olharam, confusos.

— Estou meio perdido, onde fica o lado das escadas? — perguntei.

— Lado esquerdo, última porta. — a mulher disse entre sorrisos.

— Oh, muito obrigado, moça! Bom trabalho.

Assim, saí apressado para o lado esquerdo até a última porta e encontrar as escadas de saídas de emergência. Desci por elas em pulos, até que finalmente parei no térreo e larguei o crachá dentro de uma das catracas e saí pelas portas giratórias. Eu já estava do lado de fora da Apple quando um carro de polícia chegou e eu corri para entrar no estabelecimento de frente à empresa. Vi que Lauren e quatro homens saíram do carro e entrarem armados dentro da empresa. Não sou otário de ficar ali, tratei de meter o pé para voltar ao meu esconderijo.


 

Versão Lauren

Meu coração estava acelerado e eu estava extremamente nervosa.

A imagem de Keana sendo atropelada violentamente não saía da minha cabeça, ainda mais com o puta remorso que estou sentindo por ter cuspido que queria a morte dela. Estúpida Jauregui!!!

Mas meu nervosismo ficou pior ao receber notícias de que Austin havia ido atrás de Camila. Ainda quero saber como aquele imbecil entrou nesse lugar cheio de câmeras.

Meus homens e eu entramos armados pela Apple e todos dispersamos à procura do maldito. Eu fui direto para o andar da sala de Camila, atrás dela. Assim que cheguei no 5° andar e em sua sala, Camila estava sentada numa cadeira, visivelmente nervosa, bebendo um copo de água e algumas pessoas ao redor dela.

— Camila! — eu disse, entrando na sala.

As pessoas, assim que me viram, abriram o círculos até que nossos olhares se encontraram. Tiffany, uma das mulheres que estavam ali, sabia que Camila e eu já namoramos, então ela fez questão de pedir para todos se retirarem e nos deixar à sós. Com um aceno de cabeça, agradeci à ela por isso.

Camila deixou o copo de água em cima da mesa e uniu suas mãos, abaixando a cabeça. Seus ombros tremiam e sua pose era frágil. Caminhei em sua direção e me agachei, até nossos olhares se encontrarem novamente.

— Camila? — meu tom de voz ficou suave. Peguei em suas mãos e tentei acariciar. — Está tudo bem? Ele te machucou?

— Não, para as duas perguntas. — ela disse.

— Sabe como ele entrou aqui?

— Não, só sei que ele deixou essas flores aqui. — ela apontou com a cabeça para as flores em cima da mesa. — Assim que li o bilhete que ele deixou, eu tive um colapso nervoso. Depois, ele se materializou bem ali. — ela apontou para o canto da sala. — Ele veio até mim, me disse que ia ficar tudo bem, que Keana está morta e que não iria atrapalhar nós dois.

— Eu sabia!!! — rosnei com raiva e me levantei de uma vez.

— Keana está morta, Lauren? — a voz de Camila era fraca, querendo chorar.

— Não sei ainda, mas o estado dela é grave. Eu ia acompanhá-la na ambulância mas recebi a ligação de que esse desgraçado estava aqui.

— O que aconteceu com ela?

— Austin a atropelou. Em plena velocidade. Eu e meio mundo presenciamos isso.

Camila começou a chorar, afundando seu rosto nas mãos. Eu quis chorar também mas não podia.

— Meu Deus!!! — ela disse.

Eu nada disse, apenas tentei fazer meu cérebro pensar mas parecia que eu tinha entrado em pane, não conseguia como raciocinar e agir.

— Eu estou com medo, Lauren! Se ele fez isso com ela, imagina o que pode fazer contigo!

— Eu não estou preocupada comigo! Eu estou preocupada com sua segurança!

— Ele pode fazer algo pior contigo, Lauren! Eu não quero nem imaginar isso!!!

— Austin não vai fazer nada comigo porque eu estou dois passos à frente dele. E se fizer, e daí? Minha morte não fará diferença nenhuma.

— Como você pode dizer uma merda dessas? — Camila se levantou da cadeira, franzindo o rosto para mim. — E nossos amigos, como você pensa que eles vão ficar? E sua família? E eu!?

Dei de ombros.

— Não seja egoísta de pensar dessa forma!!

— Capitã Jauregui!? — Tobby disse ao entrar na sala.

— Sim?

— Austin usou uma identidade falsa ao entrar e o recepcionista não é lá bem atento…ele conseguiu entrar aqui numa boa. Acabamos de assistir pelo circuito interno ele entrando e saindo.

— Desgraçado!

— O que faremos agora, Capitã?

Olhei para o chão, tentando pensar, mas nenhuma ideia chegava.

— Austin é perigoso, mas não é um ladrão, ele não quer roubar nada daqui. A única coisa daqui que ele quer…

— Sou eu! — Camila disse ao me interromper.

— Exatamente. — eu disse. — Faz assim, Tobby, chame o chefe da equipe de segurança, quero conversar com ele. Diz para vir até aqui.

— Sim senhora! — Tobby saiu.

— Camila, me desculpe, mas você não vai poder ficar por aí dando sopa…

— Eu sei que não.

— Você…

— Sim?

— Você… se incomodaria se eu te levasse e buscasse todo dia? Por motivos de segurança, somente. — eu disse, insegura.

Apesar de ainda estar assustada, pude ver um breve sorriso em seus lábios.  

— Eu não me importaria.

— Ok… vamos começar com sua proteção hoje mesmo… eu te busco mais tarde.

— Certo.

Ficamos em silêncio, até que eu vi as flores em cima de sua mesa e fui até lá, lendo o bilhete que o desgraçado havia deixado.

— Destrua isso, por favor. — Camila pediu.

Peguei o buquê de rosas e o bilhete, coloquei dentro da lixeira metálica dali. Camila mal esperou eu terminar a ação que logo puxou um isqueiro da gaveta de uma das mesas dali e queimou um pedaço de papel, jogando dentro da lixeira, que logo pegou fogo.

— Capitã Jauregui?

Me virei para trás e um homem alto e calvo me olhava.

— Sou William Sacker, chefe do departamento de segurança.

— Muito bem, sente-se. — eu disse. — Camila, você também.

Os dois me obedeceram.

— Senhor Sacker, eu não sei se o senhor sabe quem é essa mulher. — apontei para Camila e ele a olhou com indiferença. — Ela se chama Camila Cabello e já foi noiva de um homem chamado Austin Mahone. Aconteceram coisas e ela decidiu terminar o noivado e, desde então, Austin já sequestrou ela e a tem perseguido e ameaçado a integridade física dela. Eu, como chefe da Polícia Militar, não estou conseguindo capturar esse bastardo, ele parece água e sempre me escapa pelos dedos. Austin é fugitivo perigoso da Polícia. Agora há pouco, ele entrou aqui, como uma pessoa qualquer e invadiu a sala dela. Camila tem trauma e está em estado de choque desde deu de cara com ele aqui. Isso só aconteceu porque a tua segurança não foi boa o suficiente para barrá-lo na entrada.

— Mas…

— Silêncio, eu ainda estou falando. — levantei o dedo indicador. — Sei muito bem que estou deixando a desejar de não estar conseguindo prendê-lo mas estou dando meu melhor. Camila precisa de segurança, além da minha, ela precisa da segurança dessa empresa durante as horas de trabalho dela. E é por isso que te peço para reforçar a segurança dessa empresa, não só por Camila, mas por todos aqui. Poderia muito bem ser uma equipe de bandidos que sequestram, roubam e matam, não acha?

O homem concordou com a cabeça.

— Portanto, quero confiar no teu trabalho de vigiar melhor esse local. Posso contar contigo?

— Está coberta de razão, Capitã.

Caminhei até o homem e lhe estendi a mão. Ele apertou.

— Qualquer coisa, pode entrar em contato comigo. — peguei uma caneta e um papel que estavam avulsos em cima de uma das mesas e anotei meu número da MPC. — Aqui está meu contato da Military Police Corps. Se precisar, mando minha equipe vir aqui ajudar. Estamos combinados? — entreguei o papel.

— Estamos sim. — ele pegou o papel e se levantou.

— Muito bem, pode se retirar.

Acompanhei o homem com o olhar até o mesmo sair da sala. Depois, transferi meu olhar para Camila.

— Você está menos nervosa?

Ela respirou fundo.

— Creio que sim, você me deixou segura… como sempre.

— Certo.

— Camila? — Tiffany apareceu na porta. — O chefão quer falar contigo.

Camila fez careta.

— Ok…— ela caminhou até a porta.

— Eu vou estar lá embaixo, se precisar de mim é só ligar…

Camila apenas assentiu. Eu ainda fiquei na sala dela observando o local. A lata de lixo metálica ainda pegava fogo, então, fui até o bebedouro da sala, enchi um copo descartável com água e joguei dentro da lixeira, a fim de apagar o fogo. Feito isso, saí da sala fechando a porta.

Peguei o elevador e logo parei no térreo, onde meus quatro policiais estavam. Eles me deram algumas informações e depois fui conversar com o recepcionista. Alguns minutos depois, Camila apareceu segurando sua bolsa e sendo acompanhada por Tiffany. Saí de perto do recepcionista e fui até elas.

— Fui liberada por hoje.

— Não é por menos, né. — eu disse.

— Pode deixar, Lauren, eu cuido da Camila por aqui na empresa. — Tiffany sorriu, tentando quebrar o clima estranho que estava naquele lugar.

— Obrigada, você é muito prestativa. — eu disse.

— Tiff, as estatísticas estão no meu computador, a senha é CC97.

— Beleza. Eu imprimo ou envio para o e-mail do departamento?

— Envia por e-mail, é melhor. Agora com essa política de economia de papéis, é melhor fazermos tudo digitalmente.

— Ok, senhorita Cabello, farei isso hoje mesmo.

— Obrigada, Tiff, você é um amor! — Camila a abraçou.

— Por nada, amiga!

— Já que você foi liberada, eu te levo para casa. — eu disse.

Camila e Tiffany trocaram um olhar suspeito e se abraçaram mais uma vez.

— Tchau, Jauregui.

— Até mais, Tiffany.

Saímos da empresa e Apollo Carter estava num outro carro da MPC. Fomos até ele.

— Olá, Camila! Tudo bom?

— Depois do susto, tudo bem sim!

— Que bom! Lauren entrou num desespero quando soube que o louco te fez uma visitinha… — Apollo debochou.

Revirei os olhos.

— Vamos, Apollo, vamos deixar Camila no apartamento dela.

Entramos no carro, Apollo assumiu a direção, eu estava no banco passageiro e Camila no banco de trás. Estávamos na avenida principal quando o rádio de patrulha policial avisava que um carro foi achado numa rua abandonada.

— É o carro que Austin usou para atropelar Keana!!! — eu disse assim que os policiais do outro lado deram detalhes físicos do carro.

— Provavelmente é um carro roubado. — Apollo disse.

— Por falar em Keana, como será que ela está? — Camila perguntou baixinho.

— Eu acompanhei a ambulância, deu entrada no hospital e desde então não tivemos mais notícias. Daí eu vim atrás de ti para saber o que fazer agora.

— Agora o foco é Camila, Apollo. — eu disse. — Austin está atrás dela, por isso, teremos que fazer patrulha pelo trabalho e por onde ela mora. São os únicos lugares onde ela fica. E Austin sabe disso.

— É, Camilinha, não queria estar na sua pele, hein? — Apollo sorriu.

Olhei para Camila e ela estava séria, com o semblante preocupado. Me deu pena.

— Vai ficar tudo bem, eu prometo. — eu disse, tentando passar segurança à ela.

Minutos depois, estacionamos em frente ao prédio dela.

— Fica aqui, vou acompanhá-la até o apartamento. — eu disse assim que me desprendi do cinto de segurança.

— Beleza!

Saí do carro e abri a porta para ela sair. A acompanhei pelo elevador até seu andar, ela abriu a porta e eu pedi para ela esperar que eu ia entrar primeiro. Com minha arma em mãos, entrei no apartamento, apontando para os lados e estava tudo bem, sem nenhum sinal da presença de Austin por ali.

— Pode entrar. — eu disse e coloquei a arma dentro do coldre da minha calça.

— Obrigada por isso.

— Não há de quê! Mas fica atenta, qualquer coisa, me liga, liga pra Normani ou Louis…

— Eu sei, obrigada. — a voz dela estava fraca, ela estava chateada.

Me aproximei dela e peguei em sua mão.

— Vai ficar tudo bem, Camila, não se preocupe. — tentei soar tranquila mas por dentro eu também estava preocupada com a segurança dela.

Ela nada disse e seus olhos começaram a lacrimejar. A abracei forte e ela deitou a cabeça em meu ombro. Senti seu corpo tremer e seu choro ficou compulsivo. Acariciei sua cabeça e suas costas, ela não se acalmava.

— Eu nunca deixaria ele te fazer nenhum mal, sabe disso, não precisa se preocupar. Estou aqui o tempo inteiro… Apollo e os outros vão ficar vigiando seu prédio, seu trabalho. Eu vou te buscar, quando não der, Normani ou Louis vão te levar e buscar. Você está segura…

Ela se soltou de mim e me olhou nos olhos. Levei minha mão em seu rosto e limpei suas lágrimas. Camila estava frágil e vulnerável. Tudo o que eu mais queria era tirar ela dali e ir viver com ela em outro lugar, mas eu não tinha como fazer isso.

— Vai demorar muito até Dinah chegar do trabalho dela?

Camila deu de ombros.

— Se quiser, eu fico aqui até ela chegar.

— Não precisa, tá tudo bem. Eu vou tomar algum calmante. — Camila virou as costas e foi se sentar no sofá, retirando os sapatos de salto.

Senti meu celular no bolso da calça vibrar, era da MPC.

— Jauregui. — atendi. — Como é? Puta merda!! Beleza, já estou à caminho. — desliguei a chamada. — Camila, eu preciso ir, estão precisando de mim.

— Ok, vai lá.

— Me liga se precisar, tá bem?

Camila concordou.

— Tchau.

— Obrigada, Lauren, por tudo.

Dei um sorriso de lado e saí correndo dali. Entrei no carro e Apollo arrancou com o carro.


 

///

 

Que dia! Meu Deus, que dia!! Mas confesso que senti falta dessa adrenalina que é ser policial. É esse o mundo que pertenço mesmo!

Depois de organizar algumas papeladas e divulgar na imprensa o retrato falado de Austin, saí da MPC por volta das 22hs da noite. Dirigi para casa e ao chegar, não havia nem sinal de Normani e Louis no apartamento. Puxei o celular do bolso da calça e liguei para minha melhor amiga.

“Oi!”

— Normani, cadê tu?

“Aqui no apartamento de Dinah e Camila. Louis e Ally estão aqui também. Vem pra cá.”

— Vou sim, vou só tomar um banho e já vou.

“Ok!”

Desliguei a chamada e fui para meu quarto, tirei meu uniforme e entrei no banho. A água quente batia forte em meus músculos, os fazendo relaxar. Eu precisava daquilo. Ao sair, vesti uma calça jeans, tênis e a camiseta da MPC. Amarrei os cabelos num coque e fui até meu closet, peguei uma caixinha de primeiros socorros e peguei um remédio calmante, engolindo o comprimido sem água. Mas assim que senti o comprimido preso na garganta, tive que ir até a cozinha beber um copo de água. Voltei para meu quarto e peguei a carteira, o celular e as chaves, colocando nos bolsos da calça. Saí do apartamento e tranquei a porta. Pegando o elevador e parando no térreo, indo em direção ao meu carro estacionado, até que tinha um papel na palheta do limpador de parabrisa.

 

“Fica longe da Camila ou você pode ter o mesmo fim de Keana ;)”

 

Dei uma risada alta e dobrei o bilhete, colocando no bolso da calça, entrei no carro e dei partido em direção ao prédio de Camila. Alguns minutos depois, eu entrei pelo apartamento onde todos nossos amigos estavam lá.

— Capitã Jauregui! — Harry sorriu simpático e logo deu um gole na cerveja que estava tomando.

— Harry Styles, cadê seu cabelo? — perguntei ao franzi o cenho.

— Tirei pra lavar! — ele piscou sorrindo.

— Ainda não me conformo dele ter cortado aquelas madeixas maravilhosas! — Dinah lamentou.

— Está lindo, de qualquer forma Harry fica divino! — Louis defendeu.

— Obrigado, amor! — Harry deu um selinho em Louis.

— Está tudo bem por aqui? — perguntei ao me sentar ao lado de Ally no sofá.

— Até então, tudo bem sim.— Dinah disse. — Mas, Lauren, estou preocupada com isso que aconteceu.

— Não precisa se preocupar, eu garanto que a MPC vai proteger todos vocês, não vai acontecer nada com ninguém. Principalmente com a Camila.

Ela se encolheu ainda mais no sofá e Sofi passou seu braço em volta do pescoço dela, a puxando para um colo.

— Camila, está mais calma? — perguntei.

— Estou sim. — ela disse.

— Claro que a segurança de Camila está em primeiro lugar mas quem é que está cuidando da sua segurança, Lauren? — Ally me perguntou.

— Eu sei me defender, baixinha! — sorri para ela enquanto apertei sua bochecha.

— Mas mesmo assim, Austin está por aí, temos que ficar de olho, todo mundo. — Sofi disse. — Esse cara é perigoso demais.

— Por isso mesmo que haverá patrulha por aqui e no trabalho de Camila. Eu mesma a levarei e buscarei, tudo por segurança. — eu disse.

— Assim eu fico mais aliviado. — Harry disse. — Juro que tive dor de barriga quando eu soube. Eu não trabalhei hoje mas quando soube, fui correndo pra lá, depois que me falaram que Camila foi liberada, vim correndo pra cá.

— Ótimo! — eu disse.

Ficamos até a meia-noite conversando sobre coisas distintas, tudo para distrair Camila e a atenção de todos sobre o assunto Austin Mahone.

— É, gente, eu vou dormir que amanhã cedo tenho que trabalhar para repor o dia anterior. — Camila disse ao se levantar do sofá.

— Tá cedo, Mila. — Harry disse ao se espreguiçar no sofá.

— Não, já é meia-noite.

Harry franziu o cenho e olhou o relógio de pulso, logo soltando um assovio ao ver as horas.

— Jesus! Preciso dormir, amanhã tenho relatórios para fazer! — Harry disse ao se levantar.

— É, está na minha hora também. — Ally se levantou e foi até cada um dar um beijo de boa noite, logo, ela foi embora.

— Vamos, Mani e Lou. — eu disse.

— Não, eu vou dormir com Harry essa noite. — Louis disse.

— Ok então.

— Vou dormir agarrada em Camila hoje. — Sofi disse. — Pode deixar que hoje ela dorme segura.

— Fico menos preocupada assim. — sorri para a Cabello mais nova.

Normani e Dinah estavam trocando um longo beijo e, enquanto esperei as duas pararem de se beijar, fui até Camila.

— Acha que consegue dormir bem?

— Acho sim, tomei um chá de camomila e logo eu pego no sono. — ela disse. — E obrigada por hoje, pela segurança, preocupação… por tudo.

— Não precisa agradecer, Camila, eu faço de tudo por você.

Ela me abraçou.

— Vou me deitar agora...

— Ei, amanhã às 7:30 estarei aqui na frente te esperando, tá?

— Tá bem.

— Dorme bem, Camz.

Camila sorriu e logo deu um beijo no canto da minha boca e, depois, caminhou em direção ao seu quarto.

— Pronto, agora podemos ir. — Normani disse.

— Tchau, Lauren! — Dinah falou alto.

— Tchau!

Me despedi de Louis, Harry, Dinah e Sofi. Normani e eu saímos do apartamento e enquanto esperamos o elevador, decidi mostrar para ela o bilhetinho de Austin.

— “Fica longe da Camila ou você pode ter o mesmo fim de Keana” e um emoji piscando. — Normani disse ao ler o bilhete. — Que otário!

— Nem fala!

O elevador abriu as portas e entramos.

— Ele sabe onde moramos então.

— Creio que ele sempre soube. — eu disse.

— Temos que triplicar a vigilância, estou levemente preocupada. — Normani disse.

Saímos do elevador e fomos em direção ao meu carro e entramos.

— Preocupada eu só estou com Camila, isso sim. — eu disse enquanto dei partida no carro e pegamos a pista.

— Não é só a Camila nisso, tem Harry, Sofi e Dinah também. — Normani disse. — Temos que ficar de olho neles.

— Ficaremos!

— Você disse que ia voltar a levar e buscar Camila no trabalho…

— Sim, eu disse.

— Hum.

Olhei para Normani de canto de olho, ela estava sorrindo de lado.

— Por que está sorrindo?

— Nada não.

— Normani…

— Relaxa, presta atenção na via.

Rapidinho chegamos em nosso apartamento. Normani  logo foi dormir e eu fui me deitar. Não consegui dormir pois a imagem de Keana ainda estavam me atormentando. Lá pelas 3hs da madrugada, eu ainda não havia pregado os olhos. Estava preocupada e agoniada. Me levantei da cama e vesti minha farda policial. Saí de casa e fui até o Hospital Center, onde Keana estava internada. Ao chegar, pedi por informações e logo um médico apareceu, me levando até onde ela estava. Keana estava completamente machucada, seus braços estavam enfaixados. Ela estava deitada numa cama diferente, especial para a imobilização da coluna cervical. Ela estava com um colar cervical também. Seu lindo rosto estava roxo e com alguns cortes nos lábios e na testa.

— Senhorita Jauregui, é um milagre ela não ter morrido. O impacto do carro contra ela foi muito violento…

— Pois é, eu achei que ela tinha passado dessa para melhor…

— Ainda não era a hora dela… — o médico disse ao colocar as mãos no bolso do jaleco e ficar Keana adormecida. — Ela vai sentir tanta dor quando acordar que estou com pena.

— Espero que o estoque de anestesia esteja lotado.

— Nem só pela dor física… ela vai sentir dor emocional quando souber que ela perdeu os gêmeos… tivemos que tirar os fetos de dentro dela.

— Putz… — fiz careta.

— Ela precisará de apoio psicológico…

— Doutor, preciso de um imenso favor seu.

— Diga.

— Preciso que você mate ela.

O médico levou um susto, tanto que deu um pulo para trás.

— Calma, não é esse tipo de matar… é que assim, eu vou explicar… o homem responsável por ter feito essa atrocidade com ela, está solto e querendo matá-la a todo custo. Ele é uma espécie de bandido inteligente e saberá que ela está aqui. Preciso que nos papéis dela, Keana seja dada como morta, porque, com certeza ele vai aparecer por aqui pedindo informação. Também preciso que esconda ela, sei que aqui tem algumas salas secretas  no subsolo. Teria como você colocá-la e tratá-la por lá?

— Eu não sei…

— Doutor, esse homem é perigoso demais e eu estou desde o começo do ano atrás dele. Ele já machucou alguém que eu me importo e agora machucou Keana, que é alguém com quem me importo também. Ele quer matar ela e não posso deixar isso acontecer. Preciso do seu apoio…

Ele olhava para Keana e para mim diversas vezes até chegar numa conclusão.

— Ok, te ajudarei… está no meu código de ética proteger pessoas.

— Ótimo!

— Farei a transferência agora mesmo que está de madrugada e tem pouca gente circulando por aí…

— Se qualquer pessoa que chegar aqui e pedir informações em nome de Keana Marie Issartel, o senhor imediatamente me liga. Esse é meu número. — lhe entreguei meu cartão com informações. — É de extrema importância isso.

— Claro que sim. Quanto mais bandidos serem presos, melhor.

— Exatamente. — finalizei.

Depois de mais algum tempo de conversa, acompanhei o doutor e outros enfermeiros levarem Keana para o subsolo do Hospital Center. Depois, subi com o doutor e lá forjamos toda a documentação de Keana, anunciando que ela veio à óbito.


 


Notas Finais




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