História The Royal: A Seleção INTERATIVA - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Aspen Leger, Gavril Fadaye, Kile Woodwork, Lucy, Maxon Calix Schreave
Tags A Seleção, Ahren Schreave, America Singer, Amor, Eadlyn Schreave, Interativa, Kiera Cass, Maxon Schreave, The Heir
Exibições 39
Palavras 3.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oii meninas no tutorial de hoje eu vou ensinar a você a se emocionar!
hahaha ZUEIRAS A PARTE BOA LEITURA, USEM UM LENCINHO SE PRECISO!
MEU MUITO OBRIGADA A QUEM MANDOU POVS EU CHOREI BASTANTE :/
Deixem suas impressões nos comentários...
As respostas dadas no capitulo anterior será explorada nos próximos capitulos!

beijos

Capítulo 14 - Palavras que podem curar


Ahren foi até onde Lua Woodley estava, mas não estava pronto para lidar com o que viu, a garota estava abraçada em um guarda, os dois estavam abatidos. Ele deu meia volta, falaria com ela quando conseguisse estar mais preparado.

Enquanto ele se dirigia a sala de reuniões quando sentiu seu celular tocar. Era Camille, será que ela já sabia o que havia acontecido? Só existia um jeito de saber ― Camille ― ele disse atendendo a ligação.

― Mon amour ― ela respondeu do outro lado com certo desespero na voz ― eu soube do que aconteceu... Eady me contou, como você está mon amour?

― ah... eu estou bem, consegui me abrigar, não me machuquei ― ele responde.

― Mas e o seu coração mon amour? ― ela pergunta com uma voz mais melosa.

Ahren para de andar ― Está aos cacos... me sinto responsável

― Mon amour... não fiquei assim, você não tem culpa. Venha pra cá comigo eu posso cuidar de você inteirinho, não só do seu coração...

Ahren até abre um sorriso, mas logo o fecha ― Camille eu tenho de ir, obrigado pela generosa oferta ― ele desliga o celular antes que ela pudesse responde-lo.

[Sala de reunião]

― Ahren já deve estar a chegar, sente-se Marid ― pede Maxon com educação, o general Leger já estava com eles.

― Precisamos esperar por Ahren majestade? Com todo respeito é claro ― diz Marid.

Ahren adentra a sala ― desculpe o atraso... por onde vamos começar? ― ele se dirige ao lugar vago ao lado do pai, onde se senta.

Aspen se levanta ― ainda não sabemos quem atacou o castelo, pelas câmeras de segurança só conseguimos ver os homens vestido de branco...

― Não tinha estrela? ― Maried questiona e faz uma pausa ― devem ser os mesmos de anos atrás insatisfeitos já que infelizmente as coisas ainda não foram resolvidas...

― Milagres não caiem do céu, o que sugere Maried? ― Maxon pergunta em um tom severo, ele tinha um semblante cansado.

― As coisas já não estavam bem antes da seleção e temo que só piorem com ela, o povo não é mais bobo ― responde Maried.

― Está sugerindo acabar com a Seleção? ― Ahren pergunta com certa indignação, ele se levanta dando um tapa na mesa ― Duas vidas foram perdidas, sem contar a dos guardas... Não irei recuar, recuar é demonstrar fraqueza, é provar que eles estão certos ― ele faz uma pausa ― quando não estão...

― Ahren está certo, não podemos baixar guarda agora ― diz o general Leger.

Maxon ainda os observava pensando, ele geralmente fazia isso na presença do filho para que o mesmo tomasse a liderança.

― Mentir para o povo nunca foi uma boa opção, e quando chegar ao final e você decidir que é a francesa? O povo será enganado ― rebate Maried.

Ahren revira os olhos ― o que te faz pensar Maried que não estou a levar essa seleção a sério? Quando ela terminar estarei casado com uma delas e não com Camille...

Maxon fita o rapaz ― Em minha seleção também passamos por isso, não entendo Maried, você está insistindo muito para o cancelamento da seleção...

― Estou apenas preocupado com o povo e as garotas aqui são um gasto ― o rapaz responde sem pestanejar.

― Não há com o que se preocupar no que diz respeito a administração do dinheiro. A seleção se manterá e se não pretende ajudar nas investigações... ― Maxon aponta para a porta.

Maried acompanha com o olhar a mão do rei ― estou aqui para servir Illéia...

[Pov Lua Woodley próximo a hora das homenagens]

A manhã não poderia ser mais triste, o som do vento era forte...era possível ouvir seu lamento, as horas insistiam em passar lentamente, as horas insistiam em castigar cada pessoa presente no castelo. A dor e o lamento corroía cada um por dentro, ninguém conseguia sorrir...

Me olhei mais uma vez no grande espelho, apesar do belo vestido preto eu aparentava tanta sofrencia no olhar, eu perdi meu amigo...Eu perdi um irmão. Fechei os olhos e deixei as finas lágrimas escorregarem pelo meu rosto, levei a mão ao rosto e sequei os vestígio...John não queria que eu chorasse.

Solto um suspiro cansado, a noite não veio para mim...nem o sono chegou, minhas Criadas tiveram trabalho para esconder minhas olheiras profundas mas não conseguiram esconder meu triste olhar. Tentei pensar que ainda tinha Peter minha memórias voltavam para John, voltavam para os tempos de diversão... voltavam para seu sorriso sarcástico, para seu olhar divertido...voltavam para ele.

― Eu te amo tanto meu amigo ― Sussurro sozinha deixando as lágrimas voltarem a descer.

Eu nunca disse isso a ele, eu fui tão orgulhosa todo esse tempo e hoje eu o perdi de forma bruta, ele foi arrancado de mim sem nenhum pudor.

Ouso o som de alguém batendo na porta, meu coração aperta ainda mais ao saber que não vou enxergar ele parado. Abri a porta para apenas enxergar Peter em seu traje, ele tinha olheiras profundas, seus olhos negros estavam sem brilho, ele estava sem brilho.

― Está na hora ― Peter fala de forma rouca.

Abraço ele com força, seus braços me envolvem gentilmente, ambos sentimos a mesma dor. Caminhamos até a orla onde aconteceria o enterro, o lugar estava cheio de pessoas, famílias lamentando as perdas, junto de Peter me dirigi até a família de John.

― Tia Lara ―  Digo abraçando fortemente a mãe de John.

― Minha querida... não acredito que perdi meu menino ― Lara fala chorando em meus braços.

John era o irmão mais velho, era uma família pequena, simples mas todos eram inteligentes como ele, John tinha uma irmã de 4 anos chamada Sara, seu pai Calígula era professor de matemática na nossa antiga escola, sua mãe era uma arquiteta famosa.

Olhei para Sara que olhava para mãe sem entender o motivo da mesma chorar, meus olhos embasaram ainda mais...como iria falar para Sara que seu Herói não voltaria mais?

― Não tivemos coragem de contar para ela ― Calígula fala se referindo a filha. Calígula tinha a aparência cansada, os olhos cinzas agora vermelhos de tanto chorar.

― Quer que eu conte? ― Pergunto com leve tremor na voz.

― Talvez seja melhor, você é boa com as palavras ― Peter se pronuncia pela primeira vez.

Calígula e Lara confirmaram, chamei Sara para andar pelo grande pátio comigo, me afastei de todos com a garotinha de cabelos chocolate balançando com o vento. Nós sentamos em um grande banco de pedra branco, olhei para os grandes olhos avelã da menina... tão parecida com os do irmão.

― Lu...porque está todo mundo chorando? E por que ainda John não veio nos encontrar? ― Ela pergunta inocentemente.

― Sara... ― a segunda pergunta faz meu coração apertar ainda mais ― olha, o John ele foi morar no céu com os anjinhos mas ele pediu para dizer que te ama muito ― Digo vendo os olhos da pequena se encherem de lágrimas.

― Meu irmão não vai voltar? ― Ela pergunta começando a chorar.

― Não ele não vai princesa, o trabalho dele agora é te proteger de lá de cima ― Digo passando a mão nos cabelos dela.

― Ele é um anjo? ― Ela pergunta inocentemente entre lagrimas.

― O melhor anjo do mundo minha flor... ele é nosso anjo ― Digo chorando.

Sara olha para o céu curiosa.

― Eu te amo mano ― Ela fala.

Dou um pequeno sorriso e seco as lágrimas, abraço Sara e depois voltamos para perto dos outros, já estava quase na hora da solenidade.

 

[ Alguns momentos mais tarde]  

Os familiares das vítimas já haviam chegado a família real recebeu a todos antes das homenagens começarem. Cadeiras brancas foram colocadas no jardim, um palco foi montado e atrás dele a bandeira de Illeia estava hasteada balançando com o vento do outono.

Ahren estava se preparando para o seu discurso, o que dizer para pais que perderam seus filhos? O que dizer para um filho que perdeu seu pai? Uma batida na porta tira a atenção dele ― Ambers...

― Alteza, com licença ― ela pede já entrando no pequeno escritório.

― O que deseja Amber? ― ele pergunta.

― Como eu digo isso... ah, algumas selecionadas querem fazer uma homenagem as garotas e aos guardas ― ela diz e esboça um pequeno sorriso.

Ahren sorri, como aquelas garotas poderiam ser tão incríveis? Tão genuínas ― certo, veja direitinho quem vai querer dizer algo e a ordem.

― Certo alteza farei isso.

― Elas estão bem? ― ele pergunta preocupado.

― Estão na medida do possível ― ela tenta transmitir um olhar de força.

― Obrigado, era apenas isso Amber ― diz ele e a mulher se retira. E após um tempo Ahren também deixou o local e foi para o jardim onde a cerimônia seria realizada.  

 

[Pov Hope]

Eu nunca gostei de velórios. Para mim sempre foi algo meio macabro, assustador, sem compaixão. Mórbido. Não entendo como a pessoa pode ser homenageada após a morte, é como se morrer fosse algo bom para pessoa. As flores funcionam como um prêmio e as pessoas que ela conheceu na infância retornam sem interesse.

Não queria ir ao enterro, velório ou qualquer porcaria relacionada a morte de Ezra e Alisson.

Me olhei no espelho. Nunca gostei de vestir preto. Tá, talvez eu seja um pouco chata com tudo que é mais misterioso e mal, mas é eu não fui criada assim! Estou acostumada a cantar pela casa e rir da desgraça. Aqui não faço isso, nem poderia o fazer.

Enquanto caminhava pensava nas meninas que mal pude conhecer antes daquele maldito ataque. Não sabia seus rostos, não sabia seus sobrenomes, seus gostos, seus sonhos, seu perfume favorito, o nome das mães... Não sabia nada e isso fez meu coração latejar.

Dói mais perder alguém que você não conhece do que seu melhor amigo. Claro, você vai chorar muito mais na segunda opção por estar a acostumada a ter presença daquela pessoa, mas perder alguém que você não conheceu te faz pensar o que tinham em comum. O que você poderia ter dito quando se conheceram que te aproximaria dessa pessoa. Será que ela passaria a noite no meu quarto jogando conversa fora? Será que ela me contaria todos os segredos? Será que seriamos melhores amigas como América é amiga de Marlee? Jamais terei respostas e isso machuca.

O último velório que fui foi o da minha bisavó. Eu era muito pequena e fiquei desenhando no colo da minha tia. Não quis ver o corpo, não quis saber como morreu. E também não gostaria de ter detalhes da morte das garotas. Infelizmente eu sei como elas morreram. Do mesmo jeito que eu poderia ter morrido e do mesmo jeito que meu medo se foi.

Era um enterro para três, mesmo que só avistasse dois caixões. Ezra, Alisson e meu medo. Aproveitaria cada segundo em que não fosse a pior e Ahren ainda não me odiasse para fazer algo que não tinha costume de ter e nem tentar arranjar.

Faria amizade com cada uma das selecionadas, e antes de tudo faria amizade com Ahren. Talvez até com Eadlyn eu forçasse a barra para receber um "Bom dia". Faria tudo de bom que Ezra e Alisson não puderam. A timidez havia ido com elas.

Quando cheguei mais perto do lugar onde a "cerimônia" aconteceria, pensei na família daquelas duas inocentes que morreram sem razão. Acho que eu ficaria devastada, minha mãe morreria. Será que as pessoas que a amavam pensaram nisso? Em morrer para viver com elas? Espero que não.

Me sentei em uma cadeira no fundo. O mais longe possível, esperando me lembrar de algo delas, mas não havia nada. Eu simplesmente não troquei sílabas com elas. E agora não poderia.

Uma lágrima escorreu quente pelo meu rosto, mas não era pena. Era saudades de algo que jamais terei.

“Descansem em paz, garotas ― pensei e suspirei ― Faça tudo que elas não puderam fazer, Hope. Seja gentil, seja amiga e não deixe que nada aconteça a mais ninguém”.

Me convenci, tomada de coragem. Tudo acabariam bem. Havíamos perdido a batalha, mas seguraria meus soldados até essa guerra sem fim acabar.

                                                                      

[Pov Ahren]

Meu pai queria discursar, afinal a maioria das mortes foram de homens que trabalhavam para ele, para o castelo. Mas eu não poderia deixar de falar, de ao menos tentar consolar todas aquelas almas tristes que ali estavam. 

Pela primeira vez meu discurso não era algo bem ensaiado que poderia ser regravado, era o discurso mais triste que estaria a dar não posso dizer que em toda a minha vida pois o futuro é uma grande incógnita.

Encho meus pulmões de ar, as selecionadas estavam a minha direita, minha família a esquerda e os familiares de todos a minha frente, engulo em seco. Reconheço a mãe de Allysson, o mesmo tom de pele e os olhos cor de caramelo, a maquiagem borrada. Ao lado estava apenas uma mulher loura, ela torcia um lenço, perdeu o único membro de sua família... perdeu Erza.

“Devo começar com um boa noite... não” ― Olá ― faço uma pausa ― Queria poder dizer que estou honrado em conhece-los... mas não seria correto dizer isso devido ao momento em que estamos a viver.  

No meu caminho até chegar aqui, na frente de vocês pensei o que eu gostaria de ouvir se estivesse, só que não a nada. Nada possa arrancar a dor, ou algo que nos faça acreditar no que aconteceu.

Eu não quero acreditar, mas preciso ― ele respira fundo, estava tentado a chorar, pensou em Eadlyn, em seus irmãos e em seus pais ― Preciso, pois a justiça se faz necessária e eu me sinto em dívida com todos vocês. E esse é o meu juramento aqui hoje, meu e de minha família. Justiça será feita em nome de todos os que perderam suas vidas ― minhas mãos suavam e comecei a sentir uma raiva, olhei para cima rapidamente tentando conte-la ― Suas filhas eram garotas encantadoras e seus filhos foram grandes heróis, se o castelo é o coração de Illéia, seus filhos e filhas eram o sangue.  Não conheci todos eles, mas os honro essa noite e os honrarei para sempre e eles serão lembrados por mim como exemplo de força e coragem. Obrigado.

Volto ao meu lugar na cadeira próxima aos meus pais, Amber vai até o microfone ― algumas selecionadas desejam proferir algumas palavras... Lua Woodley ― ela chamou.

 

[Pov Lua Woodley]

Ahren fez um discurso generoso, percebi sua dor e até mesmo raivaguardas, sinto meu estômago embrulhar quando minha vez chega, me dirijo ao centro onde todos podem me ver, observo todos...Ahren parecia desolado, tinha uma forma sofrida...um olhar culpado.

― Eu não conhecia todos esses homens, eu só conhecia um deles...Eu sei que todos morreram de forma nobre, de forma corajosa...mas também sei que o pensamento deles no último momento foi em suas famílias, foi em como eles amavam cada um deles. Eu perdi meu amigo nesse ataque... não, eu perdi um irmão, eu sei como doi você pensar que não vai mais escutar a voz dele, não vai mais ver seus olhos...seu sorriso, eu sei que dói mas temos que se fortes por eles...chorar não vai traze-los de volta, não quero que finjam não. Não se importem mas que mantenham a cabeça erguida como eles queriam! ― Faço uma pausa para tomar fôlego e reprimir o soluço ― Os responsáveis por esse ataque não vão ganhar, não podemos deixar que a fraqueza da dor ganhe, somos um povo é temos que ser unidos contra isso... pessoas morrem todos os dias... hoje perdemos homens valentes de bom coração, homem incríveis mas amanhã vamos ganhar, vamos honrar nossas perdas...honrar o sacrifício de cada um dele. Vamos levantar a cabeça e mostrar que eles não podem nos vencer porque... porque nem a morte é capaz de vencer o amor que sentimos por cada um deles ― Término com lágrimas.

Saio de lá antes mesmo de alguém se pronunciar, só escuto Amber chamar por Kathrine, corro o mais rápido que consigo, deixo o vento bater, deixo as lágrimas virem...hoje eu vou chorar mas amanhã eu vou lutar.

 

[Pov Kathrine]

Observo Lua indo embora, suspiro triste. Estava sendo um momento difícil para todos nós, mas para ela. Penso em meu irmão, talvez se ele estivesse aqui. Afasto o pensamento assim que ouço Amber me chamar, vou até o palanque e olho para todos aqueles rostos.

― Primeiramente agradeço a todos os que lutaram para que estivéssemos aqui hoje, todos os bravos soldados que lutaram como tigres e perderam a vida, graças ao juramento que fizeram de proteger seu país, seu povo, estamos vivos e bem, na medida do possível. Tenham certeza suas vidas não foram em vão.

Não conheci Ezra, só falei com ela uma vez, percebi que era uma pessoa boa, como um coelho inteligente, alegre e humilde.

Eu conheci a Ally ela era como um beija-flor, delicada e forte, bela, verdadeira e elegante. Me lembro dela quando vejo uma flor, quando ouço o canto dos pássaros, quando olho para as outras e não a vejo entre nós, eu... eu não pude salvá-la, se eu pudesse... se houvesse uma chance, teria feito algo. –digo olhando para sua mãe ― eu sinto muito ― respiro fundo e tento controlar as lágrimas, tenho que ir até o fim.

Ally, Ezra e todos os soldados que perderam as vidas eram jovens, mas não avaliamos a vida pelos anos vividos e sim pelas pessoas que tocamos a nossa volta, sei que nada pode aliviar sua perda, um filho que enterra seu pai é órfão, um marido que enterra a esposa é viúvo, mas não há nomeação para um pai que enterra seu filho, porque isso não deveria acontecer e mesmo assim acontece, sei que dariam tudo para vê-los sorrir novamente, dar um abraço e isso não será mais possível. Eles não voltarão, mas as lembranças boas vão permanecer e tenham certeza que justiça será feita, quem fez isso pagará caro, não falo só por mim, mas por todos, todos iremos lutar até o fim por justiça, não iremos nos curvar diante desses monstros, sejam quem for.

Assim que termino volto ao meu lugar, e o rei toma a palavra. No final um representante de cada religião teve a oportunidade de fazer uma prece e dizer palavras que pudessem trazer algum consolo.

No final, nós todas juntamente com a princesa Eadlyn levamos uma rosa amarela e uma rosa branca para todos os familiares que ali estavam.  Dizem que o amarelo significa esperança, o que faz sentido todos ali estávamos a precisar disso. Já nos caixões haviam sido depositadas rosas pretas, como as que eu cultivavam em casa.

A solenidade teve fim ao cair da noite, todos fomos convidados a jantar no salão principal, haveria mais coisas. Mas o que ninguém sem dúvidas esperava era a garota loira que cruzou a porta. 


Notas Finais


E ai selecionadas? Estão vivas?! Espero que sim <3


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