História The Runaway |ABO| - Capítulo 9


Escrita por: ~ e ~Junsun

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Kookmin, Taekook, Vkook
Visualizações 41
Palavras 1.178
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Cross-dresser, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


voltei!!
Primeiramente eu gostaria de agradecer a todos que me ofereceram apoio, tanto por comentários no meu "capítulo" anterior, quanto os que me mandaram mp. Peço desculpas se eu não respondi alguém, e venho dizer que eu estou melhor. Novamente, obrigada, vou me esforçar cada vez mais pra produzir um conteúdo de qualidade pra vocês, que eu amo tanto!!
gamsahabnida <3

Boa leitura ^^

Capítulo 9 - Carousel


Fanfic / Fanfiction The Runaway |ABO| - Capítulo 9 - Carousel

Park Jimin’s POV

 

As palavras fugiram da minha boca e eu me senti culpado por fazer aquela pergunta, ele já estava sofrendo tanto, e eu acabo de estragar mais as coisas. Burro, idiota! Como eu sou um babaca!:

-Eu não q-queria n-nada disso-o, me-eus pais me obri-ga-v-vam - sua voz embargada me faz tremer ainda mais, seguro sua mão levantando-o da cadeira e o abraço.

-Tá tudo bem, você vai ficar bem, não vai acontecer mais nada, você está comigo agora e eu vou cuidar de você e te proteger - minhas palavras em seus ouvidos parecem o acalmá-lo um pouco.

-Ji-min, tem mais uma coisa, Kim… - interrompo-o colocando meu indicador em seus lábios.

-Shh, você está muito abalado agora, a gente conversa sobre isso depois, pode ser? agora vamos tomar um banho e descansar. Quem sabe assistir um filme, você quer?

-Sim, pode ser, obrigada Jimin.

Passamos o resto do dia quase calados, eu tentava fazê-lo se sentir melhor, mas o menor continuava cabisbaixo, ou pelo menos era o que parecia. O filme pareceu acalmá-lo um pouco, mas não muito.

No dia seguinte, mais silêncio, e os dias foram se passando assim, silenciosos. Por vezes eu o escutava chorando baixinho em seu quarto, sozinho. Tento ajudar, mas não parece adiantar muito. Estou cansado, preciso investigar o que aconteceu, mas não tenho por onde começar, além do mais, são os pais dele que vão ser presos, isso é lamentável. Fico me perguntando se abrir um processo judicial é uma boa opção, Jeongguk merece justica, aqueles garotos merecem justiça.

Mas e Jeongguk? Ele merece o tormento de passar por um processo como esse? Os depoimentos, os exames, é tudo tão sôfrego e traumatizante. Não quero fazer isso com ele, e a dúvida continua me maltratando, assim como o silêncio, o maldito silêncio…

Decido mudar isso, não há condições de continuarmos assim. Vou até o quarto de hóspedes e o encontro dormindo, vejo as horas, 5:30 da manhã, não dormi mais essa noite. Merda, essa insônia está me destruindo. Volto para o meu quarto, leio um livro, me reviro na cama, vou ao jardim.

Os primeiros raios de sol começavam a brotar no horizonte.O vento é frio e suave, arrepia minha pele e me faz sorrir. O balanço parado, as flores brancas das cordas murcharam, decido arrancá-las, talvez eu o traga para brincar um pouco aqui, seu pé já está quase sarando, quem sabe ele não se diverte um pouco?

Ao terminar, volto à cozinha para preparar o café da manhã. Jungkook gosta de cereais de chocolate e achocolatado morno. Decido chamá-lo para comer, já são 8:15, ele já deve estar acordando. Subo as escadas, lembrando da primeira vez em que ele entrou na minha casa “tente confiar um pouco em mim, ok?”, as palavras rodeiam minha mente. Por que é tão difícil? Por que ele é tão fechado? Eu já o ajudei tanto, já tentei tanto, não mereço um pouco de confiança sequer?

Uma lágrima teimosa começa a rolar pela minha face, seco, mas vem outra e outra. Estou chorando, sentado na escada, a cabeça entre os joelhos, como um fraco inútil que não consegue fazer uma criança gostar de mim. Ah, espera, é exatamente isso que está acontecendo:

-Ji-Ji-min? - viro abruptamente para trás e vejo o pequeno atrás de mim, com uma mão em meu ombro - O que aconteceu? Por que você está chorando?

-Jeongguk...As vezes é tão difícil. Me abraça, por favor - levanto-me e subo o degrau que nos separa, sinto seus braços pequenos envolvendo minha cintura, sinto-me melhor.

-Não gosto de te ver chorar Jimin, eu gosto muito de você pra te ver chorar, por favor - desvencilho-me dos seus braços e olho em seus olhinhos brilhantes.

- Vamos fazer alguma coisa hoje, vamos sair, é final de semana. O que você quer fazer?

- Quero ir em um parque de diversões, como eu vi naquele filme, parece ser divertido.

- Então hoje à noite vamos ao parque

 

(...)

 

A brisa sopra seus cabelos negros e balança a saia preta que cobre até a metade de suas pernas e marca sua cintura. Há um sorriso nesse rosto. Um sorriso. Mal posso acreditar que isso está acontecendo. Meu peito se enche de alegria a cada “o que é aquilo, Jimin-ah?”, que deixa explícito a animação de quem pela primeira vez está vivenciando, mesmo que tardiamente, um pouco de infância.

O primeiro sorvete, a primeira porção de batatas fritas, a primeira maçã do amor. Tudo para ele é novo e lindo, como um bebê que acabara de nascer, como alguém que enxerga o mundo após anos de cegueira:

-O que aquilo, Jimin-ah? - seu rosto se ilumina ao ver um carrossel cheio de unicórnios brancos.

-É um carrossel, Jeongguk, mas isso é um brinquedo para crianças pequenas, olhe - aponto para a crianças que riam enquanto giravam pelo brinquedo, todas obviamente abaixo dos 9 anos - você não quer escolher outro?

-Não! Jimin-ah, eu quero o carrossel! - sua boca pequena se contorce em um biquinho extremamente fofo, não resisto e dou um dos tickets para o ômega, que agradece saltitante. Ao ponto de fazer sua saia levantar, olho ao redor, alfas babando e olhando para Jeon, que se esconde atrás de minhas pernas, rosno baixinho para um, que ao ver meus olhos avermelhando, vira o rosto. Inúteis, idiotas.

-Tá tudo bem, Jeon, pode ir para a fila, as crianças já estão descendo do brinquedo - ele sai detrás de mim e vai animado para a fila, logo ele está lá, em cima de um unicórnio branco, olhando para mim com o sorriso mais lindo do mundo.

Eu senti um amor imenso nesse momento, um amor paterno. Não quero que passe. Ele está feliz, e eu também. Não posso esquecer de fotografar algo tão lindo como a alegria do meu pequeno ômega, lindo, brilhante e verdadeiro. E lá está, em minha tela reluzente, suas mãos segurando o bastão de ferro, suas pernas pendendo sobre o “corpo” do unicórnio metálico, o céu estrelado e a lua cheia quase tão brilhante como as orbes negras do protagonista da fotografia. Nem mesmo a lua brilha tanto quanto aqueles olhinhos felizes.

Reparo os olhares dos pais ao meu redor, estranhados, por um adolescente andar em um brinquedo tão infantil. Mas eles não entendem que há muita idade em Jeongguk, mas nenhuma infância, e é isso que eu vou dar-lhe, a alegria de uma criança, a alegria da criança que habita naquele coração ferido pela maldade alheia.

Ele desce do brinquedo, mostro-lhe a foto que tirei:

-É linda, Jimin-ah, obrigada.

-Você que é lindo, Kookie, agora vamos em um outro brinquedo, um brinquedo de adulto, e eu vou com você.

- Kookie? Um apelido? Que fofo! Eu também quero te dar um apelido, vai ser Chimchim, gostou?

-Adorei! Agora vamos no brinquedo que eu te falei, você vai gostar, ou não - olho para sua expressão curiosa e dou uma risadinha levemente sarcástica.

-Qual brinquedo é, Chimchim? - abaixo-me ficando na sua altura e sussurro no seu ouvido.

-Surpresa.

 


Notas Finais


obrigada por terem lido até aqui, até o próximo cap <3


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