História The Scientist - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren
Exibições 70
Palavras 1.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Heeeey, Brazeeeeel! Olha quem voltei!!! Sei que vocês estão surtando com tanta fic sendo atualizada na mesma hora, mas esse é um projeto maravilhoso que uma autora lançou com o propósito de mostrar o quão contra nós somos em relação a essa rivalidade entre autoras. Espero que gostem!
BOA LEITURA, BRAZEEEEL!!
P.S: Erros conserto mais tarde!

Capítulo 26 - Capítulo XXVI


POV Lauren.

 

Bagagem. Atire a primeira pedra quem nunca embarcou numa nova aventura com excesso de bagagem. Daqui eu posso escutar os vidros se quebrando com o pacto das pedras, e olha que nem estava me referindo à bagagem no sentido literal da palavra. Todo mundo tem uma história pra contar, experiências pra compartilhar e amores vividos para recordar. Mas e quando nos permitimos vivenciar algo novo? Será que deixamos a bagagem em casa e embarcamos de mãos vazias? Será mesmo que tiramos o peso do passado de nossas malas quando estamos indo para outro destino? Nem sempre. Mas aí vai uma dica, meus caros: viajar é bom, mas viajar para dentro de si é ainda melhor. Viajar é despir-se de si próprio e estar aberto ao que está por vir, é estar apto a novas experiências. Viajar exige de você uma liberdade para se arriscar. Então, diga-me: bagagem pra quê? Deixa o que ficou lá. Passe despercebido pelo despacho de bagagem e vá direto ao portão de embarque apenas com uma sacola de mão. Nesta, carregue apena o necessário: avontade e a coragem.

​— Eu ainda não entendi como sua cura pode estar nesse livro desgastado e com cheiro de guardado — Normani bufava enquanto Ally se perdia nas diversas folhas que espalhamos pelo laboratório.

​— Onde está sua namorada para nos ajudar nessa hora? — Ally falava em meio aquele caos de papéis. Seria engraçado se a situação não fosse tão séria.

​— Eu não sei. Já liguei umas trezentas vezes e todas dão na caixa postal.

​— Então, vocês estão mesmo namorando? — Normani larga o livro sobre a mesa e encara-me por alguns segundos. Ally repete o ato.

​— Acho que sim. Não houve pedido oficial. Será que vocês podem me ajudar agora?

​Ambas reviraram os olhos antes de continuar na missão impossível de desvendar todo aquele livro.

​Após Charlotte ter me mostrado aquele exemplar, a minha primeira reação foi ligar para Camila e as meninas. Mas, evidentemente, apenas elas sabem como usar um telefone. Eu tinha certeza que a resposta que eu procurava se encontrava naquele livro. Nada me faria pensar o contrário.

​De repente, uma Camila pálida e assustada adentrou o laboratório na velocidade da luz.

​— O que vocês estão fazendo aqui? — ela perguntou numa seriedade nunca vista antes por mim.

​— Bom, nós ainda trabalhamos aqui — Normaniestralou os dedos como se isso fosse a coisa mais óbvia do mundo.

​— Sim, mas o que a Lauren está fazendo aqui?

​— Você saberia se atendesse ao telefone — agora era a minha vez de revirar os olhos.

​— Certo. Eu já liguei para a Brianna e Kim, ambas estão trazendo a Dinah. A Charlotte está vindo também e, devo ressaltar: contra a minha vontade. Agora vocês precisam vir comigo na minha sala, há uma saída subterrânea.

​— Isso tudo foi pela multa que a Normani levou na semana passada? — Ally indagou genuinamente.

​— Não, Ally. Isso tudo é para manter a Lauren viva.

​Eu não conseguia entender o que estava acontecendo ao meu redor. A situação estava ficando fora de controle, então, sem perguntar nada, segui Camila até sua sala enquanto Normani e Ally faziam o mesmo.

​Quando adentramos a saída secreta, que ficava atrás de sua estante de livros, fiquei me perguntando se estava em algum tipo de filme de ação. Tudo parecia irreal demais, e tal irrealidade se intensificou quando vi Brianna, Kim, Dinah e Charlotte – esta com uma expressão de medo em seu rosto – esperando a gente em uma van que eu, particularmente, nunca tinha visto na vida.

​Camila tomou o volante de Brianna, e eu me sentei ao seu lado, no carona. Enquanto todas se ajeitavam no fundo. Dando uma olhada para trás, vi o IBCA ficando cada vez mais distante assim que Camila deu partida e acelerou. Não havia como eu ter alucinações, já que tudo que ingeri hoje foi um comprimido para manter a minha imunidade alta.

​— Ok. Algumas coisas precisam ser esclarecidas aqui — Camila disse após chegarmos ao seu apartamento.

​— Disso eu não tenho dúvidas — de alguma forma, toda essa situação estava me dando náuseas e causando um mau humor imenso.

​— Você poderia ouvir o que eu tenho a dizer antes de começar a dar piti — Ela rebateu e eu arqueei as sobrancelhas em descrença — Quero que todas vocês mantenham a calma, ok? — Ela fez uma pausa — Estou chegando à raiz de um problema que está sendo ignorado há tempo demais. 

​Eu quero não acreditar nisso, mas uma boa parte de mim – talvez toda — sempre soube que Camila nunca havia sido totalmente honesta. Mas agora eu estava receosa sobre querer ouvir a verdade.

​— Se você fizer mais uma pausa dramática, eu juro que você vai ter que falar por outro buraco que não vai ser sua boca — Brianna ralhou, e Ally automaticamente colocou as mãos no ouvido de Charlotte, pedindo para que ela fosse para algum quarto.

​— Megan está de volta e com sede de vingança.

​— E? Se tem uma pessoa a qual ela quer se vingar, essa pessoa sou eu. Afinal, eu a fiz perder a visão de um dos olhos — Brianna diz sarcasticamente, como se tal ato fosse um triunfo.

​— O problema não é a Megan, tão pouco o que houve entre vocês — Camila respira fundo pela milésima vez — A questão principal é quem está por trás de Megan e todas as clones que eles querem mortas.

​— Como? — Kim, que até então se mantinha imparcial, agora estava de boca aberta.

​— Quando todo esse projeto de clones começou, o professor Connor precisava de algum apoio financeiro, o que o levou a uma corporação de investimentos. Eles disseram que concordariam em assinar o contrato, contanto que todas as clones fossem mortas caso houvesse o risco de quebra de sigilo ou a possibilidade do nome deles surgir publicamente.  As coisas estão tomando proporções que não foram previstas, e é por isso que eu estou aqui.

​— Sua missão... — Eu disse, quase sem voz, na tentativa de lembrar o por quê de eu a ter conhecido e fazer não doer.

​— Sim, a minha missão — Dessa vez, Camila não sustentava o olhar com o meu.

​— Mas por que eles não matam a Megan também? — Ally questiona.

​— Porque foi feita uma lavagem cerebral na Megan. Ela realmente pensa que é a clone original, e até eles mesmo pensavam isso. Por isso, não acho que demore muito até que ela seja descartada. Ela só está viva enquanto está sendo útil. 

​— Então ela a única que acha isso. Até o Papa deve sacar que ela é falsificada lá de Roma — Dinah, pela primeira vez, dá um palpite, e faz com que Brianna dê uma leve gargalhada.

​— Vaticano, baby — Normani diz, e Dinah a encara com uma expressão de dúvida — É lá onde fica o Papa.

​— Vocês precisam sair daqui — Camila disse em alto e bom som. Ela não estava para gracinhas hoje. — Vocês não têm noção da gravidade dessa situação. Tem um voo num jatinho particular marcado para daqui a três horas. Todas as suas roupas já estão a caminho do avião nesse exato momento — ela checa a hora no relógio — A minha missão agora é manter vocês bem. Por isso, vocês só saberão para onde estão indo quando pousarem.

​— Oi? — Brianna estava prestes a se exaltar.

​— Vocês não têm tempo para debater comigo. É a vida de vocês que está em risco. Dinah vai acompanhá-las por questão de segurança.

​— A Dinah? — Brianna a encara por longos segundos — Por que a Dinah...? Espera... Você era a monitora da Kim esse tempo todo? — ela pergunta retoricamente, incrédula.

​— Como eu não notei? — Kim arregala os olhos — Eu desconfiei até do meu marido! Eu achava que você era uma boa amiga que me fornecia armas. Como? Impossível você me vigiar o tempo todo!

​— Impossível para você, honey. O que Deus não me deu de inteligência, deu de habilidade com armas e espionagem.

​— Como assim? — Normani estava surpresa, mas parecia achar isso extremamente sexy.

Minha cabeça já estava girando com tantas informações juntas. Eu podia sentir o olhar curioso de Camila sobre mim enquanto as meninas discutiam o fato de Dinah ser uma monitora tão bem infiltrada.

​Eu ainda estava tentando recapitular todos os momentos das últimas vinte e quatro horas. O livro que o professor Connor deu a Charlotte. Megan metida com uma corporação que quer matar todas nós. Camila ainda cumprindo a sua missão. Dinah sendo uma monitora. Eu não sei como não tinha vomitado ainda.

​— MAS QUE MERDA VOCÊS SÃO, AFINAL? — Eu gritei, deixando um silêncio tortuoso pairando sobre a sala.

​Camila trocou um olhar com Dinah, que assentiu com a cabeça.

​— Nós somos do Serviço Secreto, Laur — Dinah responde com um tom de voz doce.

​— Serviço Secreto??? — todas disseram na mesmahora, exceto Camila e Dinah.

​— Mas Camila não é uma cientista, meu Jesus amado? — Ally perguntou, sentando-se em um dos sofás.

​— Camila é da base de inteligência, e eu sou agente de campo — Dinah explicou — Mas isso não impede dela ser agente de campo também, já que sempre lidou muito bem com armas.

​— Você atira? — Brianna perguntou para Camila, em um tom incrédulo.

​Enquanto isso, Camila se mantinha calada, sempre me observando com o canto dos olhos. Talvez ela estivesse esperando uma reação nada agradável da minha parte.

​— Qual era sua base? — Perguntei e mais um impiedoso silêncio se fez presente no ambiente. 

Camila estava imparcial. Agora seus olhos não abandonavam os meus.

— Base 134. Cinco bases após a sua.

— Ok, gente. Agora as coisas estão ficando interessantes aqui — Normani diz e senta ao lado de Ally.

— Você também é do Serviço Secreto? — Briannapergunta.

— Não, mas meus pais adotivos eram — revelei,ainda me sentindo enjoada. Aquele show de verdades estava pesado demais para um só dia — Eu cresci na base, mas fui mandada para a faculdade quando eles, repentinamente, pediram baixa.

— Ainda tem mais alguma coisa para ser revelada ainda hoje? — Kim abusa do sarcasmo que, geralmente, emana de Brianna.

— Eu tenho dois filhos — Dinah solta e levanta as mãos em sinal de rendição.

— Você o que? — Normani estava boquiaberta.

— É brincadeira! — Ela diz e dá um sorriso amarelo.

— Laur... — Camila tenta se aproximar, mas eu dou um passo para trás, o que a faz parar.

— Qual é a sua missão? — perguntei, mantendo os nossos olhares conectados.

— Proteger vocês — ela responde e dá mais um passo para frente, o que faz com que eu dê outro para trás.

— Não, Camila. Qual é a sua verdadeira missão?

Todos os olhares daquela sala se voltaram para Camila, e o dela sustentava o meu.

— Proteger a clone original a qualquer custo.

— Mas você sempre protegeu a... — Ally tentava assimilar as coisas.

Nada mais precisava ser dito.

— Puta merda! — Brianna exclama e põe as mãos na cabeça.

Ajoelhei-me antes de colocar para fora tudo o que tinha ingerido no decorrer o dia.

Eu era a clone original.

Talvez por isso eu estava doente. Mas isso não explica as outras clones que morreram com a mesma doença que eu.

Camila correu em minha direção e segurou os meus cabelos.

Eu queria socá-la, mas ela me abraçou com tanto carinho que tudo o que eu consegui fazer foi chorar.

É engraçado como a mesma pessoa que lhe faz chorar, é a única capaz de lhe confortar.

Dentro de sua bagagem estão as lágrimas represadas por dores que só você sabe e esconde sob sua pele. A gente nunca sabe a dosagem e o peso certo da dor e da alegria, a gente só carrega tudo mesclado. Quanto que pesa a bagagem que você carrega? Será que todos que te amam conseguem suportar o peso? 

Como eu ia dizendo, não há sensação melhor do que esvaziar as malas, deixar a bagagem mais leve – e a alma também. 

A lição que sempre fica é que só temos na vida o que dela podemos levar quando partirmos.


Notas Finais


Twitter: @heycincoaga


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