História The Scientist - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Tags Exo, Fim Do Mundo, Harem, Hetero, Políamor, Romance, Seriebruxas, Zhang Yixing
Visualizações 154
Palavras 977
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Harem, Magia, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá meus amores!
Então, eu relutei por semanas para fazer esse one Spin off geral da saga porque escrevê-la seria um rio de lágrimas para mim né, mas precisava ser escrito, então está aqui.
Preparem os lencinhos, pois é...
Boa leitura <3
Ps: O título da fic ficou como da música, sabem né, a música dela com Kai era Ed Sheeran - Thinking Out Loud, dela com Lay, é Coldplay - The Scientist.

Capítulo 1 - Tempo insuficiente


Fanfic / Fanfiction The Scientist - Capítulo 1 - Tempo insuficiente

 

  Lay caminhou lentamente até a cabana ainda igual a antes e fechou os olhos respirando fundo. Lembrava como se fosse ontem e não décadas atrás, os olhos dela quando a viu pela primeira vez, seu riso, sua voz, sua inocência e sabedoria para a idade.

  Foi amor à primeira vista, nunca teve dúvidas alguma sobre aquilo, foi amor arrebatador, sem volta, intenso.

  Ainda se lembrava de cada momento, do início até o fim da vida deles ali, no coração daquela floresta misteriosa, profunda e especial que agora esmorecia. Lembrava de cada segundo com o coração ardendo para que pudesse voltar, dizer que a amava mais, que nada foi e é tão importante, cada segundo passado rápido demais aos seus olhos. Milhões de segundos espremidos em horas que desejava terem sido mais longas, mais sorrisos, mais voz, mais beijos...

  Ergueu os olhos para o céu agora aprisionado naquele anoitecer pálido... Não tinha muito tempo, mas queria ter... Queria poder dizer mais uma vez que amava, que ela era seu tudo, que ela era mais do que sua vida.

  Foi até a cabana e tocou a porta se recordando exatamente do dia em que entrou com ela nos braços quando se mudaram de vez para lá, dos risos altos das suas filhas, do gato preguiçoso na janela e da natureza brilhante lhes dando bom dia.

  De Kai brincando de correr com ela, de Luhan assistindo tudo em um canto da pequena casa com um sorriso amável. Das lágrimas quando algo de ruim acontecia, dos risos quando algo de bom acontecia, das noites em que ela era uma mulher para os três.

  Do amor, das alegrias, das tristezas, de tudo o que resumia o amor deles.

  Décadas passadas velozes diante de seus olhos... Décadas insuficientes.

  Tempo de menos e então... Aquele dia.

  Viu como expectador agora, a noite de antes, quando Luhan entrou silencioso e a abraçou antes de chorar, pela primeira vez diante deles. Um deus não chorava, nunca, até que fosse algo irreversível. Ele e Kai já eram deuses agora, devido aos laços com a deusa Gaia, contudo... Contudo não eram fortes o suficiente para dormir como os deuses padrão. Ou morria em terra, ou partia para as estrelas com a família da Laine, ambas as escolhas iria terminar sem ela, sem sua metade, sem sua alma gêmea... Afinal Luana era a Terra e a terra precisava ficar na terra. Ainda que está fosse devastada.

  Não poderia deixá-la, jamais, nunca... Não era forte a esse ponto, ele ficaria ali, onde seu mundo começou e onde terminaria.

“Lay não! Por favor vá com as meninas, vá com Kai...”

“Essa é a minha escolha, Zhēnguì, eu jamais viverei em um lugar onde não esteja, eu sei que Kai pensa assim, mas ele precisa ir com nossas filhas... Contudo eu... Não posso, eu morreria lá, mais do que aqui. Me deixe ficar com você ao menos mais um pouquinho, nem que seja para morrer sobre o seu túmulo. É meu último pedido... Por favor...”

  E assim ela se agarrou nele e chorou, chorou muito antes de ser afastada dele, ela precisava descer o mais profundo que fosse possível e dormir, não havia mais tempo, dormiria até que em uma era nova pudesse despertar. Sem ele, sem Kai, sem ninguém. Talvez Luhan que era sua contraparte resistisse, porém enquanto ela era terra, ele era as florestas e a guerra arrancava tudo de vida que havia na superfície, ele podia ouvir ao longe as explosões, mesmo ali, no quase fim do mundo.

“Eu amo vocês, amo... A-amo...”

  Ela repetia trêmula enquanto Kai caia no chão soluçando em dor. As meninas foram adormecidas para serem poupadas, Luhan chorava também, o luto era massacrante. E então eles tiveram seu último abraço juntos enquanto lamentos ecoavam por todos os lados... O mundo morria... Os humanos os destruíam...

  Lay se despedaçava.

  Então Anúbis surgiu pelo espelho em sua forma imortal, e pegou suas filhas prometendo que ia cuidá-las com sua vida. Lay abraçou Kai o máximo que pode e então entregou o mais novo nos braços do amigo porque ele estava impossibilitado de agir mais do que aquilo, um deles tinha que ir com as filhas... Um deles precisava viver.

  Ainda podia ver os olhos dela se fechando e seu corpo já fraco caindo nos braços de Luhan sussurrando um ‘te amo’ fraquinho. Lay soluçou se escorando na porta, como fez antes.

“Cuide dela”

  Pediu fraco, Luhan assentiu e logo desapareceu em sua sempre luz brilhante.  Ele descia, ali mesmo ele descia...

  Lay deitou no centro da sala no exato lugar onde anos antes despertou para ser recebido pelo olhar amável da única mulher da sua vida. Ergueu uma das mãos para tocar a imagem das suas lembranças. Tão linda a luz das velas...

  O vestido de casamento que ela sempre guardou com cuidado estava esticado ao seu lado, ele cobriu com a outra mão o tecido sonhando que ainda fosse ela, sua Zhēnguì...

— Eu te amo, para sempre, sempre...

  Murmurou e fechou os olhos.

  Lá fora árvores caiam, havia mais lamentos das vozes que agora podia ouvir, a natureza, a natureza morria e chorava... Chorava porque sofria, choravam pela deusa delas.

  Então uma luz muito forte surgiu pela janela e ele acabou sorrindo.

  Estava ali afinal, estava com ela, em casa, ainda que separados por metros e metros de terra que sangrava...  

  Foi tempo insuficiente, tempo de menos, se ao mesmo pudesse voltar e ter mais um pouco de tempo, segundos, instantes, quando ela tocava harpa para eles, sorria pela floresta, o chamava doce.

  Nenhum tempo foi suficiente, mas foi o que foi lhe dado.

— Para sempre...

  Disse sorrindo enquanto as lagrimas o sufocavam.

  Ninguém disse que seria fácil, nem disseram que seria tão difícil assim. Mas ele podia ao menos sonhar que foi para sempre.

  E tudo então, desapareceu engolido por chamas e depois escuridão.

 

 

 

   


Notas Finais


Beijinhos!!!


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