História The Selection - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Teen Wolf
Personagens Lydia Martin, Mieczyslaw “Stiles” Stilinski, Personagens Originais
Tags A Seleção, Kiera Cass, Scallison, Stydia
Visualizações 27
Palavras 2.839
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - "E é você que eu amo".


Fanfic / Fanfiction The Selection - Capítulo 2 - "E é você que eu amo".

ARRASTEI-ME MAIS PARA DENTRO da casa da árvore. Era um cubículo de um metro e meio por um metro e meio; nem mesmo Mike podia ficar em pé lá dentro. Mas eu amava aquela casa. Tinha uma entrada pela qual só se passava agachado e uma janela minúscula na parede oposta. Havia uma banqueta velha em um dos cantos para servir de suporte para a vela, e um carpete tão gasto que era quase o mesmo que sentar diretamente na madeira. Não era muita coisa, mas era o meu paraíso. Nosso paraíso.

— Por favor, não me chame de linda. Primeiro minha mãe, depois Andy e agora você. Isso está me dando nos nervos.

Pelo jeito que Jackson me olhava, notei que minhas palavras não me deixavam mais feia. Ele sorriu.

— Não consigo evitar. Você é a coisa mais linda que já vi na vida. Não me condene por dizer isso quando posso.

Ele segurou meu rosto com as mãos, e eu olhei bem fundo em seus olhos.

Foi o suficiente. Seus lábios tocaram os meus, e eu não consegui pensar em mais nada. Não havia Seleção, família pobre ou Califórnia.

 Havia apenas as mãos de Jackson nas minhas costas, puxando-me mais para perto; a respiração dele no meu rosto. Minhas mãos passaram por seus cabelos loiros, ainda úmidos do banho – ele sempre tomava banho à noite – e se uniram em um nó perfeito. Jackson cheirava ao sabonete que a mãe dele fazia. Eu sonhava com aquele cheiro.

Nós nos afastamos, e eu não consegui esconder um sorriso. As pernas dele estavam bem abertas. Sentei-me no meio delas, como uma criança que pede colo.

— Desculpe, não estou de bom humor hoje. É que... nós recebemos aquele aviso idiota pelo correio.

— Ah, sim, a carta — suspirou Jackson — A gente recebeu duas.

Claro. As gêmeas tinham acabado de fazer dezesseis anos.

Enquanto falava, ele observava cada detalhe do meu rosto. Jackson fazia isso quando estávamos juntos, como se quisesse fixar uma vez mais meu rosto em sua memória. Já fazia uma semana, e uns poucos dias sem nos encontrar bastavam para deixar os dois ansiosos.

Eu também o observava. Jackson era o garoto mais bonito da cidade. Ele era loiro, tinha olhos azuis esverdeados e um sorriso que fazia você pensar que ele estava escondendo alguma coisa. Era alto, mas não alto demais. Magro, mas não magro demais. A luz fraca revelava pequenas olheiras; com certeza ele tinha trabalhado até tarde a semana inteira. Sua camiseta preta estava gasta, assim como o jeans surrado que ele usava quase todos os dias.

Se eu pudesse pelo menos me sentar e costurar sua roupa... Era isso que eu queria. Não queria ser a princesa da Califórnia. Queria ser a princesa de Jackson.

Doía ficar longe dele. Alguns dias eu ficava maluca tentando imaginar o que ele estaria fazendo. Quando não aguentava mais, praticava música. Eu devia agradecê-lo por ser a musicista que era. Ele me levava à loucura. E isso era ruim.

Jackson era um Seis. Eles trabalhavam como ajudantes e estavam apenas um degrau acima dos Sete, porque tinham uma educação melhor e aprendiam a trabalhar em ambientes fechados. Jackson era mais inteligente do que qualquer pessoa que eu conhecia e era muito bonito, mas dificilmente uma mulher se casava com alguém de uma casta mais baixa. Um homem de casta inferior podia até pedir sua mão, mas raramente recebia um “sim” como resposta. E, quando pessoas de castas diferentes se casavam, tinham que preencher um monte de papelada e esperar uns noventa dias para poder tomar as outras medidas legais necessárias. Já ouvi mais de uma pessoa dizer que essa burocracia pretendia dar ao casal a chance de mudar de ideia. Assim, essa intimidade bem depois do toque de recolher da Cidade poderia nos meter em um problema sério. Isso sem falar no quanto minha mãe me infernizaria se soubesse.

Mas eu o amava. Fazia quase dois anos. E ele me amava. Com ele ali sentado, alisando meu cabelo, eu era incapaz até de pensar em participar da Seleção. Eu já estava apaixonada.

— E o que você acha disso? Quer dizer, da Seleção? — perguntei.

— Acho normal. O coitado precisa dar um jeito de arrumar uma namorada.

Senti o sarcasmo, mas queria saber sua opinião de verdade.

— Jackson...

— Tudo bem, tudo bem. Por um lado, acho meio triste. O príncipe não sai com ninguém? Quer dizer, será que ele não arruma ninguém de verdade? Se eles tentam casar as princesas com outros príncipes, por que não fazem o mesmo com ele? Deve ter alguma nobre por aí que sirva para ele. Não entendo. E é isso. Mas... — ele suspirou. — Por outro lado, acho uma boa ideia. É emocionante. Ele vai se apaixonar na frente de todo mundo. Gosto dessa história de felizes para sempre e tal. Qualquer uma pode ser a próxima rainha. Dá esperança. Me faz pensar que eu também posso ser feliz para sempre.

Ele passava os dedos em volta dos meus lábios. Aqueles olhos azuis esverdeados penetravam fundo na minha alma, e eu sentia aquela química incrível que só tinha com ele. Eu também queria ser feliz para sempre.

— Então você está incentivando as gêmeas a entrar no concurso? — perguntei.

— Sim. Quer dizer, a gente já viu o príncipe algumas vezes. Ele parece ser um cara legal. Quer dizer, é um imbecil, com certeza, mas é simpático. E as meninas estão empolgadas; é engraçado de ver. Elas estavam dançando pela casa quando cheguei do trabalho hoje. E ninguém pode negar que seria bom para a família. Minha mãe está otimista, porque temos duas participantes em casa.

Era a primeira boa notícia que eu recebia sobre essa competição terrível. Não podia acreditar que tinha pensado tanto em mim que nem cheguei a me lembrar das irmãs de Jackson. Se uma delas passasse, se uma delas entrasse...

— Jack, você tem noção do que isso significaria? Se Miley ou Tina ganhassem?

Ele me abraçou mais forte, acariciando minha testa com os lábios. Uma de suas mãos subia e descia nas minhas costas.

— Só pensei nisso hoje — ele confessou.

O tom rouco de sua voz não deixava espaço para nenhum outro pensamento. Eu só queria que ele me tocasse e me beijasse. E era exatamente isso que aconteceria naquela noite se seu estômago não tivesse roncado e me acordado para a realidade.

— Ei, trouxe um lanche para nós — eu disse com delicadeza.

— Ah, é? — pude notar que ele tentava não soar empolgado, mas um pouco de sua impaciência acabou transparecendo.

— Você vai amar esse frango. Eu que fiz.

Peguei o embrulho e entreguei a ele, que começou a beliscar a comida sem afobação. Deu uma mordida na maçã, insinuando que era nossa, mas abri mão da minha parte e deixei que comesse o resto.

Se a alimentação era uma preocupação na minha casa, na de Jack era uma tragédia. Ele tinha um trabalho muito mais exigente que o nosso, mas ganhava um salário bem menor. Nunca havia comida suficiente. Ele era o mais velho de sete irmãos. Assim como comecei a ajudar em casa logo que pude, ele fez o mesmo. Ele passava o pouquinho de comida que lhe cabia para as irmãs e a mãe, sempre cansada de tanto trabalhar. O pai tinha morrido três anos antes, e a família dependia dele para quase tudo.

Vi com satisfação Jackson lamber o tempero do frango dos dedos e partir para cima do pão. Eu não fazia ideia de quando havia sido sua última refeição.

— Você cozinha tão bem. Um dia vai dar muitas alegrias e quilos a mais para alguém — comentou enquanto mastigava a maçã.

— Vou dar alegrias e quilos a mais para você. Sabe disso.

— Ah, engordar!

Rimos, e ele me contou as novidades desde a última vez que nos vimos. Jackson tinha trabalhado no escritório de uma fábrica e ia ficar mais uma semana nesse serviço. Sua mãe tinha finalmente conseguido um emprego fixo de faxineira na casa de alguns Dois da nossa região. As gêmeas estavam tristes porque a mãe as fizera largar o curso de teatro da escola para que pudessem trabalhar mais.

— Vou ver se arranjo um trabalho aos domingos para ganhar um pouquinho mais. Detesto ver as duas abandonarem uma coisa que adoram — ele disse, esperançoso, como se fosse mesmo conseguir.

— Jackson Whittemore nem se atreva! Você já trabalha demais.

— Aaah, Lydia..— ele sussurrou ao meu ouvido. Arrepiei. — Você sabe como Miley e Tina são. Elas precisam ver gente. Não aturam ficar limpando e escrevendo o tempo todo. Não é da natureza delas.

— Mas não é justo que esperem tudo de você, Jackson. Sei exatamente como se sente, mas você precisa se cuidar. Se ama suas irmãs de verdade, tem que se preocupar também com o responsável por elas.

— Fique tranquila, Lyd.Acho que coisas boas vão surgir lá na frente. Não vou ficar fazendo isso para sempre.

Mas ele ia. Porque sua família sempre ia precisar de dinheiro.

— Jack, sei que você aguenta. Mas há um limite. Você não pode achar que é capaz de dar tudo para todo mundo que ama. Não dá para você fazer tudo.

Ficamos em silêncio por uns instantes. Eu tinha esperança de que ele estivesse refletindo sobre minhas palavras, de que percebesse que, se não diminuísse o ritmo, podia se desgastar demais. Não era raro que pessoas da Seis, da Sete e da Oito morressem de exaustão. Eu não suportaria isso. Apertei-me ainda mais contra o peito dele, tentando apagar essa imagem da minha mente.

— Lydia?

— Sim? — sussurrei.

— Você vai entrar na Seleção?

— Não! Claro que não! Não quero que as pessoas pensem que considero a hipótese de me casar com um estranho. É você que eu amo — disse bruscamente.

— Você quer ser uma Seis? Sempre faminta? Sempre preocupada? — ele perguntou.

Sua voz carregava muita dor e uma pergunta sincera: se eu pudesse escolher entre dormir no palácio real rodeada de empregados e num apartamento de três cômodos rodeada pela família Whittemore, o que seria?

— Jackson, nós vamos conseguir. Somos inteligentes. Vamos ficar bem — eu disse, desejando que isso acontecesse de verdade.

— Você sabe que as coisas não vão ser assim,Lydia. Eu ainda teria que sustentar minha família. Não sou do tipo que abandona os outros.

Estremeci nos braços de Jackson, que continuou:

— E se tivermos filhos...

— Quando tivermos filhos. E vamos tomar cuidado. Não precisamos ter mais de dois.

— Você sabe que isso é uma coisa que não podemos controlar!

Sentia a raiva tomando conta da voz dele. Não podia culpá-lo. Quem tinha dinheiro podia controlar o número de filhos. Mas os Quatro em diante tinham que se virar. Esse foi o assunto de muitas das nossas discussões nos seis meses anteriores, quando começamos a pensar seriamente num jeito de ficar juntos. Filhos eram uma incógnita. E quanto mais deles, mais trabalho. Já havia tantas bocas famintas...

De novo veio o silêncio. Nenhum dos dois sabia ao certo o que dizer. Jackson era passional; tendia a se exaltar nas discussões. Ele tinha aprendido a se conter antes de ficar irritado demais. Era o que estava fazendo agora.

Eu não queria deixá-lo preocupado ou nervoso. Acreditava mesmo que podíamos lidar com a situação. Se planejássemos, sobreviveríamos ao impossível. Talvez eu fosse esperançosa demais. Talvez estivesse apaixonada demais. O fato é que realmente acreditava que Jackson e eu alcançaríamos tudo o que quiséssemos de coração.

— Acho que você devia... — ele soltou de repente.

— Devia o quê?

— Participar da Seleção.

Olhei para ele furiosa:

— Você perdeu o juízo?

— Escute, Lydia.

Sua boca estava bem perto do meu ouvido. Não era justo; ele sabia que isso ia me distrair. Sua voz veio devagar, aos sussurros, como se ele fosse dizer algo romântico, embora se tratasse do contrário.

— Se você tivesse a oportunidade de melhorar de vida e não a aproveitasse por minha causa, eu nunca ia me perdoar. Não ia aguentar uma coisa dessas.

Respondi bufando:

— Mas que ridículo. Pense nos milhares de garotas que vão participar. Não vou nem ser sorteada.

— Se não vai ser sorteada, por que se preocupar?

Ele esfregava meus braços com as mãos. Eu não conseguia resistir.

— Só quero que você participe, que tente. E, se for sorteada, vá para o castelo. Se não for, pelo menos não vou sofrer por ter impedido você.

— Mas, Jackson, eu não amo o príncipe. Não gosto dele. Nem o conheço.

— Ninguém o conhece. E esse é o ponto: talvez você goste dele.

— Chega! É você que eu amo.

— E é você que eu amo.

Ele me beijou para confirmar essas palavras.

— E se me ama, vai fazer isso, para que eu não fique louco de tanto pensar no que poderia ter acontecido.

Quando se pôs como vítima, ele ganhou: eu era incapaz de magoá-lo. Fazia de tudo para facilitar a vida dele. E estava certa: não havia nenhuma chance de ser escolhida. Assim, tudo o que precisava fazer era me submeter ao processo e agradar a todos. Depois, quando não fosse sorteada, o assunto seria esquecido.

— Por favor? — Jackson suspirou no meu ouvido, e eu pude sentir um arrepio por todo o corpo.

— Certo — sussurrei. — Vou me inscrever. Mas sei que não quero ser princesa. Tudo o que quero é ficar com você.

Ele passou a mão no meu cabelo.

— E você vai ficar.

Acho que foi a luz, ou a falta dela, mas juro que os olhos dele marejaram quando disse isso. Jackson tinha passado por muita coisa, mas só o vi chorar uma vez, quando chicotearam seu irmão no meio da praça. O pequeno Philip tinha roubado uma fruta de uma banca no mercado. Um adulto teria sido submetido a um julgamento rápido e seria jogado na prisão ou condenado à morte, dependendo do valor do item roubado. Philip tinha apenas nove anos e por isso foi espancado. A mãe deles não tinha dinheiro para levar o menino a um médico decente, por isso Philip ficou com cicatrizes de alto a baixo.

Naquela noite, esperei na janela para ver se Jackson subiria até a casa da árvore. Ele subiu, e saí escondida para encontrá-lo. Ele chorou em meus braços por uma hora, lamentando-se por não ter trabalhado mais, por não ter sido melhor, para que Philip não precisasse roubar. Chorava porque era injusto Philip ter sido punido por suas próprias falhas.

Foi uma agonia. Aquilo não era verdade. Mas eu não podia dizer isso a Jackson: ele não me daria ouvidos. Carregava nas costas as necessidades de todas as pessoas que amava. Como que por milagre, eu me tornei uma delas, e tentava pesar o mínimo possível.

— Você pode cantar para mim? Uma música bem bonita, para eu lembrar na hora de dormir?

Sorri. Adorava cantar para ele. Aconcheguei-me mais e comecei uma cantiga de ninar bem serena.

Jackson me deixou cantar por uns minutos antes de começar a descer os dedos distraidamente por minha orelha. Abaixou a gola da minha camiseta e me beijou do pescoço às orelhas. Em seguida, arregaçou minhas mangas e foi beijando meu braço de ponta a ponta. Comecei a perder o fôlego. Ele fazia isso quase todas as vezes em que eu cantava. Acho que gostava mais da minha respiração aguda do que das próprias músicas.

Em pouco tempo estávamos enlaçados sobre o tapete sujo e gasto.

Jackson me puxava para cima dele, e eu acariciava seus cabelos bagunçados, hipnotizada por aquelas sensações. Ele me dava beijos ardentes e intensos. Eu sentia seus dedos apertarem minha cintura, meus quadris, minhas coxas. Sempre ficava surpresa que não deixasse marcas no meu corpo.

Tomávamos o cuidado de sempre parar antes de chegar ao que realmente queríamos. Desrespeitar o toque de recolher já era o bastante. Ainda assim, com todas as limitações, eu não conseguia imaginar que alguém em Illéa estivesse mais apaixonado que nós.

— Eu te amo,Lydia Martin. Vou te amar enquanto viver.

A voz dele transmitia uma emoção profunda e me pegou desprevenida.

— Eu te amo, Jackson. Você sempre será meu príncipe.

E ele me beijou até a vela se consumir por inteiro.




Devia fazer horas que estávamos lá, e meus olhos começaram a pesar. Jackson nunca se importava com o próprio sono, mas não podia suportar o meu. Assim, desci a escada cansada, levando o prato e uma moeda.

Jackson se deliciava com minhas canções. Às vezes, quando tinha algum dinheiro no bolso, ele me dava uma moeda para pagar pela música. Eu queria que ele desse cada moeda que conseguisse juntar para a própria família: sem dúvida, eles precisavam até do último centavo. Mas aquelas moedas – que eu era incapaz de gastar – serviam como um lembrete de tudo o que Jackson queria fazer por mim e de tudo o que eu significava para ele.

De volta ao quarto, tirei o pote cheio de moedas do esconderijo e escutei o alegre tilintar da mais nova sobre as antigas. Esperei dez minutos na janela até ver a silhueta dele descer a escada e correr pela estrada.

Fiquei acordada mais um pouco, pensando em Jackson e no quanto eu o amava e me sentia amada por ele. Era uma sensação especial, insubstituível, que não tinha preço. Nenhuma rainha no trono poderia se sentir mais importante que eu.

Adormeci com esse pensamento gravado no fundo do coração.



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