História The Seven Phobias Of Mark Tuan. - Capítulo 5


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags Got7, Horror, Mark, Markbam, Markbum, Markgyeom, Markjae, Markjin, Markson, Suícidio
Visualizações 74
Palavras 1.754
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Slash, Survival, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Filofobia.


Jackson Wang , oque falar sobre um baixinho problemático? Bom, Mark tinha muito à dizer.

  Jackson era um aluno que apesar de ser rebelde, tinha boas notas. Mark era o oposto, ele era um aluno extremamente calado, e suas notas não eram lá grande coisa. E foi por essas diferenças que eles cruzaram o mesmo caminho.

  Mark tinha dificuldades na maioria das matérias, fazendo com que a coordenação decidisse que ele deveria passar mais tempo estudando, e pra isso o colocaram junto a Jackson. Não era como se ele não se esforçasse, ele apenas não absorvia as informações necessárias, mas todos nós sabemos que mesmo se ele quisesse, ele não conseguiria.

  A cabeça do pequeno vivia sempre cheia, como que ele acrescentaria algo a mais ali? Se pelo menos oque tomasse conta de seus pensamentos fossem lembranças boas, mas ai que eu te pergunto, que lembranças?

  As de quando era mais novo talvez, mas mesmo que ele ainda tivesse alguma, não seriam o suficiente para cobrir a escuridão que havia nos seus pensamentos, assim também como o vazio no seu coração.

 A única coisa que o livrava da escuridão, era Jackson Wang, dono de um sorriso charmoso e um físico muito bem estruturado. Mas nós sabemos que não foi isso que atraiu o pequeno garoto, não foi o extraordinário físico de Jackson que atraiu o coração de Mark, aquele garoto tinha algo a mais.

 

                                                                     (JW)/(MT)

 

  Mark tinha seu olhar direcionado apenas para o garoto à sua frente, ele ouvia cada palavra dita pelo mesmo, mesmo que não absorvesse nada em sua pequena cabeça. Mark estava enfeitiçado pelo pequeno garoto, ele nunca achou que um dia fosse encontrar alguém mais baixo que ele, mesmo que a diferença seja apenas de 1 cm.

 Mark gostava dele, mesmo que doesse admitir isso, ele sabia que gostava, gostava mais do que devia. Ele amava o seu sorriso, ele amava o seu jeito explosivo e como uma ruguinha aparecia em sua testa quando o mesmo esforçava-se demasiadamente, ele amava tudo nele, desde seus defeitos às sua qualidades, e isso o deixava sem chão, ele temia que isso um dia acontecesse, o dia em que fosse apaixonar-se perdidamente por alguém.

 Ele acreditava que nada era pra sempre, que tudo um dia acabava, e só as pessoas insignificantes ficavam para sofrer enquanto as outras partiam para uma vida mais feliz, Mark acreditava que ele era uma delas, uma das que eram insignificantes, mas ele já não temia mais a isso, ele estava conformado com o seu triste destino.

- Mark! Você está me ouvindo? - Mark olhou assustado para o garoto à sua frente.

- Hãm, estou sim - Jackson sorriu ao ouvir, causando uma pequena faísca no peito do mais alto.

- Ótimo! então oque acha de irmos tomar um sorvete hoje, huh? - O mais alto paralisou, aquilo realmente estava acontecendo? Ele não queria ter gostado daquilo, mas não pode ignorar como seu coração falhou uma batida. Será que aquilo seria uma boa ideia, ele não queria relembrar o seu passado novamente.

- Eu não sei, eu tenho muitas coisas para fazer em casa e - Jackson bufou, não acreditava que Mark estava dando uma de difícil com ele.

- Vamos lá Mark, eu pago - A proposta era tentadora e Mark não pode recusar, mas não porque o mais baixo pagaria para si, e sim porque não pode dizer não à carinha que Jackson fez ao pedir novamente, era adorável e ele amou isso.

 

 

                                                                   (JW)/(MT)

 

 Havia se passado dois meses desde que foram à sorveteria, Mark estava muito feliz, mais do que acharia que fosse possível estar um dia. 

 Ele amava Jackson, e o sentimento era reciproco, os dois se amavam na mesma intensidade, ao ponto de um dar a vida pelo outro. Era lindo ver o relacionamento dos dois, muitos tinham inveja do quanto os dois se amavam e não tinham vergonha de demonstrar isso em público.

 Eles andavam de mãos dadas enquanto deixavam o hospital, Jackson tinha ficado muito doente recentemente e por isso precisou fazer uns exames, naquele dia fora sua última consulta.

 Mark estava calmo, ele estava feliz por saber que seu namorado não iria mais precisar ir ao médico, pelo menos era oque ele achava.

 Jackson estava tremulo, ele já sabia a resposta do exame à dois dias, ele só temia qual seria a reação do mais novo. Aquilo era triste, muito triste por sinal, mas Jackson não se incomodava tanto quanto achara que Mark iria se incomodar.

- Vai, me diz qual foi o resultado! - Fala o mais alto, ansioso para ver oque continha no papel, que agora estava nas mãos de Jackson.

- Calma amor! Antes me prometa uma coisa - Jackson parou de andar e pois-se à frente do mais alto, segurando suas mãos num ato carinhoso. Mark assentiu para que ele continuasse, e assim Jackson o fez.

- Você sabe que eu te amo - Suspirou - Olha, eu não sei se vou poder estar aqui pra te dizer isso sempre, então eu preciso que você siga sua vida depois que tudo acabar  - O mais baixo sentiu o seu peito apertar e as lágrimas que ele havia contido durante dois dias encherem seu olhos enquanto proferia aquelas palavras.

 Mark franziu o cenho, ele não tinha entendido o porquê do mais baixo ter dito aquilo. Mas ai ele lembrou, ele nunca seria feliz, ele era o tipo de pessoa destinada a insignificância, ele seria aquele que ficaria para sofrer.

Amor! Eu não entendo...

Mark! Eu estou com Câncer - Berrou deixando as lagrimas escorrerem pelos seu olhos e o nó forma-se em sua garganta - Está em estagio final, eu não vou passar muito tempo aqui, e eu preciso que você seja forte - Jackson sabia da condição psicológica de Mark, sabia que talvez ele não suportasse mais viver ali, sozinho, de novo.

 A dor tomou conta do sofrido coração de Mark de uma forma que ele mal pode manter-se em pé, deixando apenas o seu corpo magro cair no chão. Ele não suportaria perder alguém que ele amou profunda e dolorosamente, ele não conseguiria seguir em frente se tudo estava o mandando para trás, o impossibilitando de esquecer o seu trágico passado, e agora, presente também.

 Jackson chorava tanto quanto o garoto jogado no chão, ele não queria o deixar, Mark precisava dele, ele necessitava do mais baixo ali. Jackson abaixou-se para levantar o corpo frágil de Mark, colocando-o em pé para poder lhe dar um abraço, Mark retribuiu o aperto colando ainda mais o seu corpo ao de Jackson.

- Eu te amo, Jackson!

- Eu também te amo, Mark!

 Jackson liberta-se do aperto de Mark para olha-lo nos olhos, e assim selar seu lábios iniciando um beijo doloroso e apaixonado.

- Vai ficar tudo bem meu amor - Mark queria acreditar naquelas palavras, mas ele sabia que depois de sua partida tudo ficaria mais escuro, mais vazio, e ele voltaria ao seu estado de decadência e podridão novamente.

 

 

                                                                                        (JW)/(MT)

 

 

 

- Eu te amo.

 Aquela frase já fora dita milhares de vezes pelos mesmos durante todo o dia, enquanto um cuidava do outro para que nenhum desabasse, tomando cuidado com as palavras.

 Eles saíram da pequena sorveteria de mãos dadas, era a primeira vez que apareceram ali durante a semana. Mark não largou a mão do menor um minuto sequer, ele tinha medo que se o fizesse, ele não voltaria mais para seus braços, o perdendo para sempre. Eles estavam em um estado muito frágil, e isso era notado por todos que estavam ao redor, pois se um não comentasse sobre o assunto, o seus olhos e narizes vermelhos pelo choro excessivo já diziam muito por si mesmos.

 Enquanto caminhavam pela rua movimentada, falavam sobre coisas superficiais, não querendo tocar no assunto novamente naquele dia, já estava sendo doloroso o suficiente. E por um breve momento Jackson teve sua atenção roubada por um pequeno cachorrinho jogado em baixo de um banco na praça do outro lado da rua, Mark notou isso.

- Quer levar? - Jackson encarou os olhos vermelhos do outro não entendendo oque ele havia falado, mas depois de ver seu braço levantar e apontar para o filhote do outro lado da rua ele pode entender oque ele queria dizer com aquilo.

 Jackson balançou a cabeça afirmando, ele sempre quis ter um cão, já que isso não era possível por sua mãe ser alérgica a cães. Mas agora ele morava sozinho.

 Mark puxou a mão do menor para que eles atravessassem a rua juntos. Jackson tinha um sorriso estampado no rosto enquanto via Mark o puxar, como ele amava aquele garoto, Jackson firma os pés no chão para que os dois parassem de andar, Mark vira seu corpo ficando frente à figura parada o encarando com um olhar dolorido e cheio de paixão, Mark tinha o cenho franzido enquanto encarava, mas seu rosto tornou-se pacifico quando sentiu seus lábios serem preenchidos com os macios do mais baixo.

Eu te amo muito, Mark! - A dor que antes estava guardada volta dando um enorme golpe no coração de Mark.

- Eu também te amo muito, muito mesmo, Jackson! - Jackson sentiu seus olhos embaçarem e um nó forma-se em sua garganta. Ele da um abraço apertado no mais magro, enquanto engole o choro.

 Mark começa a caminhar novamente o deixando pra trás, ele aproximasse do filhote todo encolhido por causa do enorme frio que estava fazendo naquele dia, e o coloca em seus braços cobertos para o aquecer. Ele olha pra trás e vê que Jackson tinha um belo sorriso estampado no rosto, ele sentiu seu coração apertar, ele sentiu a mesma emoção quando o viu pela primeira vez, na primeira vez que viu o seu sorriso, na primeira vez em que sentiu seus lábios serem cobertos pelos do mais baixo, ele apaixonou-se novamente.

 Jackson também fora invadido pela mesma emoção, e por isso nenhum dos dois viu quando o carro aproximou-se do mais baixo. O carro passou pelo corpo de Jackson como se aquilo não fosse nada, e seguiu seu caminho deixando o corpo ensaguentado jogado na pista. Mark correu na direção do corpo, ele ainda tinha o mesmo sorriso no rosto e seus olhos agora estavam fechados, apesar da maior parte de seu corpo estar totalmente destroçado e coberto por sangue seu rosto estava intacto, e Mark pode vê-lo uma última vez antes que tirassem seu corpo de perto do dele.

 Jackson estava morto assim como a alma de Mark.


Notas Finais


Filofobia: Medo irracional de apaixonar-se por alguém.


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