História The Seven Princes - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Anjos, Demonios, Os Sete Príncipes
Exibições 18
Palavras 1.584
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Harem, Hentai, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


-- Nergal

Capítulo 19 - Raptor.


Fanfic / Fanfiction The Seven Princes - Capítulo 19 - Raptor.

 

Caim e Leviathan continuavam a seguir seu caminho em silêncio total. O nefilin olhava a besta com certo medo. Está certo que Leviathan não demonstrava muitos sentimentos desde que o mais novo juntou coragem para falar com tal, entretanto, ele parecia diferente, embora para qualquer um que o visse achasse que ele parecia normal.

Leviathan percebia a presença de um demônio os seguindo, mas não conseguia identificar o cheiro ou a energia maligna que este exalava. Portanto ele ficou mais cuidadoso, ficando mais quieto e forçando-se a não apresentar estar de algum lado da batalha interna e secreta entre Lúcifer e Lilith. Para a besta há duas opções, ou é um demônio que ele não conhece, o que é bem difícil, ou é um demônio que esteja disfarçando sua presença com algum feitiço, o que é mais provável.

A presença parecia oscilar, chegando vez ou outra mais perto, outras vezes mais longe e em algumas raras ocasiões parecia desaparecer, mas, depois de alguns minutos, retornava demonstrando-se estar bem perto a ponto de sentir que esta presença poderia lhe tocar com um mínimo movimentar de dedos.

Todo esse showzinho de ir e vir de quem quer que fosse estava atiçando o desejo por sangue de Leviathan. Como uma besta ancestral, ele tinha uma fome inexplicável por sangue, não como um vampiro e sim como um assassino, ele não mata apenas para beber o sangue, ele mata para vê-lo, para senti-lo escorrer por sua pele e tingir-se de vermelho, o sangue o fazia se sentir mais vivo e mais onipotente sobre todas as criaturas da grande criação divina. A besta queria enfiar suas pressas na tal presença, estraçalhá-la e espalhá-la como se fosse um artista trabalhando em sua obra. Tingindo-se de vermelho, banhando-se em entranhas, devorando órgãos, desfrutando da pele e dos ossos. Tais pensamentos obscuros tomavam conta de Leviathan, fazendo-o desejar tudo aquilo a um ponto em que esqueceu-se até de olhar para onde caminhava e para onde iria seguir.

 Quando voltou a si, notou em fim que estava sozinho, não havia a presença, também não havia mais o Caim o seguindo. Ele ficou olhando para trás, procurando somente com os olhos algum indício do mais novo, como não o encontrou decidiu então voltar, e certificou-se de olhar em qualquer beco que passasse.

Os minutos e talvez horas foram passando e a ausência do menor o preocupou, um nefilin, sem conhecimento do mundo moderno e sozinho por ai poderia ser perigoso, não só pelos poucos segredos sobre o inferno que ele conhecia, e que talvez nem soubesse que fosse tão importante, mas sim para sua segurança em si.

A besta como sempre não entrou em pânico, em vez disso, manteve-se calmo e concentrou-se em rastrear a energia da alma do menor ao mesmo tempo em que olhava para todos os lugares a procura dele. 

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Nem tão longe dali, Caim encontrava-se desacordado e amarrado. Seus pés, pernas, mãos e braços estavam presos com cordas vermelhas extremamente fortes, com nós complexos e impossíveis de serem desamarrados com facilidade. O moreno também estava vendado e com uma mordaça na boca. Este foi acordando aos poucos, atordoado e com medo por não conseguir enxergar, com pavor por não conseguir se mexer e nem falar. Inicialmente tentou mover-se mas não obteve sucesso, então optou por ficar quieto e imóvel.

Algum tempo depois, ele pode ouvir um barulho estridente, parecia que algo metálico estava sendo arrastado, embora o som viesse de cima. Em seguida ouviu passos se aproximarem e risadas de duas pessoas, sendo que uma parecia feminina, Caim ouviu também uma dessas presenças abaixar-se ao seu lado e lhe puxar pela mandíbula, forçando-o a virar o rosto e então sentiu o alívio ao perceber que lhe retiraram a mordaça, com isso mais uma risadinha pode ser ouvida e então uma pergunta lhe fora feita, agora era uma voz masculina.


– Vai me dizer seu nome?
– C-Caim. -respondeu receoso o moreno.
– Caim? Como aquele carinha da bíblia?
– E-Eu sou a pessoa da Bíblia. -sussurrou.

O homem que segurava seu rosto riu baixinho e aproximou-se mais dele, sussurrando em seu ouvido com uma voz um tanto sensual.


– Então você é aquele nefilin? -questionou abrindo um largo sorriso safado.

A mulher que estava em pé próxima deles ouvia a conversa com um sorriso macabro, ela certamente tinha planos não conveniente com o menor e se limitava a somente morder o lábio inferior e sorrir vez ou outra quando notava o medo aumentar no nefilin.


– O que você quer dizer com... "Aquele"? -questionou.
– Nem mesmo você sabe quem é, garoto? -respondeu-lhe com outra pergunta.

Caim não teve nem tempo de responder, os passos de uma terceira pessoa estava adentrando o lugar e somente sua presença fez fez os dois que estavam a frente de Caim se calarem. Tal presença caminhava a passos lentos e calmos, o homem que segurava a mandíbula de Caim o soltou e se levantou, os dois, o homem e a mulher se afastaram do garoto e ficaram no lado direito da presença, esta por sua vez aproximou-se bem de Caim, acariciou seu rosto e por fim falou:


– Finalmente o encontrei, príncipe de inferno. -diz quase em um sussurro que foi perfeitamente ouvido pelo nefilin que não estava entendendo mais nada.–  Esperei muito por isso... Mas por hora, você deve apenas deitar-se e descansar, sua noite não irá acabar tão cedo, pequeno -disse soltando o rosto do moreno e então se afastando.

O menor sentiu um baque forte em sua cabeça o suficiente para o apagar de vez, agora estava perdido em um mundo escuro e vazio, que, para ele havia durado a eternidade.

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Leviathan finalmente conseguiu achar um rastro do menor, sua alma de nefilin que pode ser lida tanto como humana quanto de anjo facilitou, ao menos para a besta, a encontrá-lo. Ele passou a seguir o praticamente sinal que recebia até reparar que vinha de dentro de um prédio, aparentemente abandonado. Leviathan o escalou pelo lado externo mesmo e entrou em uma das janelas centrais, onde teve acesso a um quarto luxuoso, porém com todas as luzes apagadas.

Ele observou bem aquele grande quarto, reparando nos detalhes das mobilhas de aspecto de século passado, os papéis de paredes quase descolando, as cortinas das janelas rasgadas, o piso de tacos de madeira levemente apodrecidos, detalhes dourados pelos tapetes... Os olhos atenciosos da besta parou somente quando olhou para a cama, onde viu aquilo que procurava, o pequeno nefilin que lhe servia de única companhia.

A primeira besta marinha aproximou-se do menor , e desatou as mãos e pés deste que estavam amarradas por cordas que ligavam à cabeceira e ao pé da cama. Leviathan então o pegou no colo e saiu daquele lugar pelo mesmo local que havia entrado. Entretanto, ao cair perfeitamente no chão, um homem manteve-se de pé a frente de Leviathan, levantando seu rosto e o olhando de cima como se fosse superior a ele.


– Quem você acha que é para levá-lo de mim? -questionou o homem.
– Aquele quem matou Behemoth, e irá te levar para o mesmo buraco do qual mandei aquele touro. -respondeu ríspido e encarando o homem com um olhar assassino, e mesmo assim o homem não pareceu se preocupar com tal ameaça.
– Devolva-o... Não quer que eu corte sua cabeça, ou quer?
– Suas ameaças não são efetivas à mim, agora saia do meu caminho se não quiser ser destruído junto dessa cidade!
– Eu tenho nome... E não será você quem virá com tanta falta de respeito para cima de mim.
– Diga de uma vez, poupe meu tempo de perguntar quem é o idiota que eu matarei
– Quanta falta de educação. -disse com desdém– Nergal....
– O que?
– Nergal é meu nome... Sou um demônio encarregado da denominada Corte Infernal. Ex espião honorário de Belzebu. Sou um deus das regiões infernais. Eu habitava originariamente os céus assim como Lúcifer. Sou considerados por muitos como demônio de segunda classe. Os demônios do mal e da morte são seus descendentes. -ditou olhando o outro que o olhava com desinteresse.
– Tá... Eu sou Leviathan.

Disse seu nome e aparentemente fez efeito no outro, que pareceu surpreso em ouvi-lo. Diferente de Nergal, Leviathan não precisava de apresentações chatas, apenas seu nome já era conhecido por muitos como a descrição de quem ele é, o que ele pode fazer com quem cruzar seu caminho e sua posição. Para alguns a tradução de seu nome é "Serpente Tortuosa", porém, para a língua original dos Succubus e Inccubus, a tradução se transforma em "Primeira Besta, Serpente de Sangue" e essa tradução é a mais famosa entre todos os demônios, sem exceções.


– Se não quer morrer... -a besta começou com uma voz baixa e ameaçadora.–  Saia do meu caminho...

Nergal temeu o pior por alguns segundos e se afastou, dando espaço para a serpente, que caminhou com Caim nos braços para longe dali.

É claro que Nargal não iria enfrentar sozinho uma besta, sabia o quão perigoso seria lutar contra um, afinal quando se há uma besta, somente outra besta poderá enfim lutar sozinha contra esta, e Nargal, mesmo sendo um poderoso deus sumeriano não se seria tal louco a ponto de cometer um suicídio desses. Sendo assim, apenas observou Leviathan se afastar, é claro que não estava bem com isso, queria matá-lo naquele instante, mas tinha que se controlar, sabia que para se neutralizar por alguns segundos uma besta é necessário uma estratégia infalível.

Portanto, Nargal escolheu esperar por uma oportunidade de conseguir pegar Caim novamente...


Notas Finais




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