História The Sex Teacher - Norminah G!P - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~normanizer

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Dinah Jane, Normani Kordei, Norminah, Norminah G!p
Visualizações 548
Palavras 4.070
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá carinhas! 😛
Gostaria de informar pra quem ainda não sabe que essa fanfic já havia sido postada há um tempo atrás aqui no social pela Layza porém foi excluída, e então estamos postando novamente. Só pra não ter nenhuma dúvida. Vamos ao capítulo! Aproveitem 💙

Capítulo 3 - Capítulo 3.


Fanfic / Fanfiction The Sex Teacher - Norminah G!P - Capítulo 3 - Capítulo 3.

“O amor é cego, por isso os namorados nunca veem as tolices que praticam.”

William Shakespeare


DINAH POV.

– É. Pode ser que seja verdade – fechei a mensagem e coloquei o celular no bolso da minha calça. Shakespeare podia estar certo, mas quem era eu para saber qualquer tolice sobre namorados? O sol da manhã no Rio de Janeiro não parecia mais me incomodar. Nem o trânsito, nem o calor... Nada. Aquela manhã tinha um sabor especial. Pela primeira vez em toda a minha vida eu tinha certeza de ter feito a coisa certa. A forma como descrevi o primeiro beijo entre meus personagens principais, estava não apenas bem escrita, também estava fantástica. Encontrei a professora Kordei na entrada da sala. Ela estava conversando com a professora Jilly Anais do departamento de Literatura brasileira e teoria da literatura, onde lecionava a matéria Literatura comparada. Eu já não gostava dela, não por nada pessoal, e sim pelo fato de ela conseguir ser mais chata do que qualquer outro professor e por agir como se estivesse acima de todos nós, meros mortais. Piorava vendo-a ali, tão perto dela. Pareciam mais íntimas do que o necessário e este fato a incomodava. Não que isso fosse da minha conta. A professora Kordei não era da minha conta e o meu relacionamento com ela não passava de aluna e professora, apesar do beijo... O beijo. Sorri sozinha e tive vontade de tocar os meus lábios, mas evitei, ajeitando meus óculos. Alguns alunos conversavam do lado de fora sem se importar com as duas, no entanto quando me aproximei nossos olhos se encontraram. Havia algo mais em seu olhar. Fiquei ansiosa. Será que ela não tinha gostado do que eu escrevi?

– Bom dia!

Sua voz baixa, porém suave, me surpreendeu. Ela não sorriu. Nem mesmo aquele meio sorriso que me deixava furiosa e encantada ao mesmo tempo.

– Bom dia, professora Kordei – analisei suas feições. Ela não deixava transparecer nada.

– Vou atender todos os alunos no pátio. Quero conversar individualmente com cada um de vocês.

A professora Anais continuava lá sem prestar muita atenção em mim. Ela realmente se achava o último biscoito do pacote.

– Ah, tudo bem!

A professora Anais não era nada de extraordinário. Era linda, assim como muitas mulheres que circulavam pelo campus. Possuía um corpo trabalhado, e se vestia decentemente, pelo menos isso. Seus cabelo era castanho na raiz e o resto era loiro, eram crespos com cachos e desciam até metade das costas. Fui direto para o pátio. Um que ficava bem próximo ao nosso prédio. Alguns alunos já se encontravam lá, conversando e se acomodando nos bancos de concreto.

▶ Leia ouvindo: Halo – Beyoncé

Quando a professora Kordei chegou, sem me olhar novamente, sentou em uma mesa afastada e, com uma lista nas mãos, foi chamando cada um dos alunos que orientava. Eu sabia que demoraria a chegar a minha vez, então coloquei os fones e fiquei ouvindo música, Beyoncé, a minha preferida. Foi Emma, uma colega que fazia algumas matérias comigo, quem me alertou dizendo que meu nome já fora chamado três vezes. Droga! Viajei completamente. Tirei os fones e fui sentar diante da professora. Ela me encarou por alguns instantes.

– Como está se sentindo? – cuidado era o seu nome do meio. Soltei o ar achando graça da sua abordagem.

– Ótima! – ela fez uma careta e baixou os olhos para o papel em suas mãos. Reconheci meu texto.

– Você refez os dois primeiros capítulos – a cabeça estava encostada em sua mão, que a sustentava.

– Sim.

Ela suspirou pesadamente e coçou a cabeça. Seus olhos correram o pátio. Fiz o mesmo. Os poucos alunos que faltavam estavam espalhados. Ninguém prestava atenção em nós duas.

– Pode dizer, professora. Eu aguento. Você não gostou, não é? – o desânimo me invadiu. Eu nunca conseguiria ser aprovada por ela. Que droga! Normani Kordei era uma cretina, uma imbecil, uma idiota metida a...

– Na verdade... Está muito bom – mais uma vez seus olhos me avaliaram atentamente. Sorri para ela. Aliviada e constrangida pelos pensamentos de segundos antes.

– Caramba! Isso foi uma injeção de ânimo.

– Você refez os capítulos ontem? Depois... – ela olhou novamente para o pátio procurando testemunhas.

– Sim, professora. Acho que descobri a fórmula – sorri me movendo agitada no banco duro de concreto.

– Ah, Dinah, não! – novamente a careta de desaprovação.

– Dinah...

– Não se preocupe, professora. Eu entendi.

– Não, você não entendeu.

– Entendi. Você estava com razão. Realmente preciso de experiências. Preciso sentir o que meus personagens sentem para compreender como funciona. Viu? Eu a beijei ontem e olha só o que aconteceu... Escrevi como deveria ser escrito. Era isso o que faltava.

– Não repita isso e... – olhou outra vez para os lados visivelmente preocupada.

– Pelo amor de Deus, não... não conte a ninguém. Foi um momento ruim. Um erro, Dinah.

Senti-me magoada. Claro que eu não esperava que ela me mandasse flores no dia seguinte nem que me pedisse em casamento por causa de um beijo, porém deixar explícito o quanto estava arrependida, abria uma ferida imensa em meu peito. Normani Kordei voltava a ser a babaca de sempre.

– Pode ter sido um erro, só que este erro me ajudou e muito. Não se preocupe, professora, nunca contarei nada a ninguém. Na verdade eu só tenho a agradecer por ter aberto os meus olhos. A única coisa que importa agora é que meu texto está no caminho certo. Você o aprovou não foi?

– Esta parte sim, mas existe muito mais do que um primeiro beijo, Dinah, e tenho medo do que fará para ajudá-la a escrever o que virá depois.

– Vou apenas escrever, professora. Estou dispensada?

Ela suspirou pesadamente.

– Não faça nenhuma besteira. Eu me sinto péssima pelo que fiz – forcei um sorriso amistoso.

– Quando o meu livro estiver pronto e for aprovado, vamos rir muito disso tudo.

Ela se afastou da mesa e olhou para os lados. Entendi que era a hora de eu ir embora. Peguei a minha bolsa e fui. Não parei para encarar para a minha professora. Sabia que a repulsa em seus olhos me faria desistir do que tinha em mente. Embora ela não concordasse, aquele beijo abriu a porta para o que eu precisava. Eu seguiria em frente.

▶ Music Off

– Dinah! – ouvi a voz de meu amigo me chamando e parei contra a minha vontade. Eu precisava correr contra o tempo e só Ally poderia me ajudar.

– Hey!

– Oi, Drizzy! Não apareceu para o jantar ontem. Que milagre! – Drizzy é o apelido dele.

– Até parece que vocês sentiram a minha falta. Allyson reclama todos os dias da minha presença.

– Ally não se importa que você detone a nossa comida. Só se diverte pegando no seu pé.

– Sei – Drake entortou a boca e me abraçou pelos ombros caminhando ao meu lado.

– O que fez ontem?

Continuei andando em direção ao meu carro. Era sábado e não teria que perder o meu tempo com outras aulas. Tinha que me apressar para encontrar Ally em casa.

– Saí com uma gata – ele parecia animado.

– Sério? E como foi? O que vocês fizeram?

– Desde quando você se interessa pelos detalhes? Está me usando como laboratório para mais um de seus personagens?

Ri achando graça do falso pudor do meu amigo.

– Digamos que estou colhendo informações para um novo projeto – ele riu e revirou os olhos.

– Quer carona? Estou indo para casa. – perguntei.

– Não. Mas a encontro lá.

– Ótimo! Preciso que me dê algumas informações – ele riu revirando os olhos de novo e se afastou.

[...]

Não foi complicado contar a Ally o que aconteceu. Claro que deixei de lado a parte do beijo, só contei a ela que ele havia dito que sem as experiências eu não conseguiria escrever. Ela fez cara feia para o que a professora Kordei disse, apesar de concordar com ela de que já tinha passado da hora de deixar as coisas acontecerem. Drake apenas achou tudo muito engraçado e não se importou em me dizer sobre o que excitava e o que não excitava um homem e como eu deveria agir para chamar a atenção de um cara. Combinamos de sair naquela noite em busca das minhas primeiras experiências. Ally já havia marcado um encontro com um paquerinha novo, então fomos todos a uma boate da moda que estava atraindo a atenção dos jovens. Ally arranjou um macacão colado ao corpo de mangas compridas e curto, que me deixou mais do que envergonhada. Era tão diferente dos meus jeans largos. Não parecia nada comigo. Usei umas botas pretas com salto que foram um espetáculo à parte. Treinei quase a tarde toda e a noite meus pés doíam mais do que pandeiro depois do ensaio e eu ainda teria que aguentá-las por mais algumas horas. Ally e Drake concordaram que saltos altos davam um “que” a mais à mulher. Deixei que minha amiga tentasse fazer cachos no meu cabelo e brincasse de “Barbie” comigo. No final, fiquei espantada com a imagem refletida no espelho. Era eu, mesmo que não parecesse em nada.

– Você está incrível! – ela sussurrou em meu ouvido sem tirar os olhos do espelho.

– E você, como sempre, está exagerando.

– É sério, DJ! A maquiagem deveria fazer parte do seu dia a dia. Seus olhos ficam incríveis sem os óculos e com o rímel.

– As lentes incomodam, Allyson – levantei a mão para coçar os olhos, mas desisti ao lembrar que estragaria toda a maquiagem.

– Porque você não usa com frequência. Se usasse já estaria acostumada – ouvimos a batida na porta do meu quarto e eu sabia que era o meu amigo.

– Wow! Alguém vai se dar bem hoje!

Revirei os olhos e soltei os ombros perdendo toda a postura que ensaiamos o dia todo.

– Ela não está perfeita? – Ally me fez levantar e rodar para que Drake conferisse o resultado de um dia de trabalho.

– Está, só não vá com a ideia de que tem que transar, sua doidinha! Primeiro você precisa conhecer a pessoa, ter a certeza de que é o cara certo...

– Não tenho tempo, Drake – resmunguei sem me importar com a cara feia que ele fazia.

– E pelo visto nem juízo. Até parece que não conhece o papai.

– Vou pensar nisso depois que aquela otária da minha professora aprovar o meu projeto, eu me formar e me ver finalmente livre dela. Com meu pai eu me entendo depois.

– Ata – Ally resmungou.

– Ela fica bem corajosinha longe do padrinho – meu amigo brincou e Ally riu. Tive que rir também pois era a mais pura verdade.

[...]

▶ Leia ouvindo: Wild Thoughts – DJ Khaled ft. Rihanna and Bryson Tiller

Na boate, o som alto e as pessoas aglomeradas na pista quase me fizeram desistir. Então Drake me convenceu de que se queria adquirir experiência, aquele era o local ideal. Ele só não sabia que eu pretendia muito mais. Se conseguisse ficar com alguém, não perderia tempo. Por isso aceitei a tequila que Ally me ofereceu assim que chegamos. Era bem forte, ideal para me ajudar com minha timidez. Não bebi apenas uma. Bebi todas as bebidas que Ally e Drake me ofereceram. À medida que ia bebendo sentia meu corpo relaxar. Era ótimo! Para executar o meu plano a tranquilidade seria fundamental. A música tocava, as pessoas dançavam e eu deixava meu corpo acompanhar cada movimento.

– Você está ótima! Tem uma porção de caras de olho – Drake falou em meu ouvido. Ele evitava ficar tão perto, pois sabia que isso assustaria qualquer pretendente, mas se mantinha perto o suficiente para espantar aqueles que não servissem. Por isso bebíamos e dançávamos. Dançávamos, bebíamos e eu já não era mais dona de mim.

– Onde está a Allycat? – gritei me balançado ao som da voz da rainha, Rihanna. A batida parecia estar dentro de mim, vibrando em meu corpo, sacudindo meus órgãos. Era uma delícia.

– Nos fundos com o carinha novo – ele riu.

– Vou dar uma volta. Você vai ficar bem? – perguntou.

Fiz que sim com a cabeça e vi tudo ganhar formato e cor diferente. Ri adorando o efeito. Ele segurou meus ombros me avaliando, mas com um suspiro desistiu de tentar ser o meu guarda-costas. Drake com certeza já estava de olho em alguém. Meu amigo estava com os hormônios em ebulição e não seria eu a atrapalhá-lo. Continuei dançando. Não sei dizer o quanto a bebida contribuiu. Aliás, não naquele momento, afinal de contas o bêbado nunca sabe quando é ele ou o álcool no comando. Estava achando tudo quente e divertido. Continuei dançando, sendo levada pelos corpos que se aglomeravam na pista. E então eles chegaram. Dois rapazes, lindos, apesar de não poder avaliar com muita precisão, já que meus olhos me traíam, colaram-se em mim. Eu dancei com eles permitindo que a música ditasse nossos movimentos, tendo total consciência de que eles se esfregavam em meu corpo.

– Você é quente!

Um sussurrou em meu ouvido. Gostei de ouvir aquilo. Se eu era quente era desejável. E, se era desejável, poderia colocar meu plano em prática.

– Sim, ela é.

O outro falou passando as mãos pelas laterais do meu corpo. Não foi como as mãos da professora Kordei, no entanto eram mãos de homem e isso já era o suficiente.

– Por que não sobe e faz um “showzinho”?

▶ Leia ouvindo: 24K Magic – Bruno Mars

Antes que eu pudesse responder fui levantada e colocada sobre o balcão do bar. As pessoas gritaram exigindo que eu dançasse. Era engraçado. As luzes piscavam e um som oco me impedia de ouvir direito. Tudo estava fosco. Mesmo assim dancei. Os gritos aumentavam. As botas não ajudavam muito, apesar disso, soltei o corpo, rebolei, me sacudi e me permiti. A música que estava tocando era umas das minhas favoritas, então me envolvi mais e mais.

– Tira a roupa! – alguém gritou. Dei risada.

– É, tira a roupa, sua gostosa! – uau! Isso foi mais do que já consegui até então de alguém. O máximo que já tinham dito era que eu era muito bonita e isso foi só um dia antes. E foi aquela imbecil da minha professora. Até então eram apenas elogios à minha inteligência e capacidade. E nada de beijos. Definitivamente tinha algo de errado comigo.

– VOCÊ ENLOUQUECEU DE VEZ?!

Alguém me agarrou com força me puxando do balcão. Confesso que no primeiro momento pensei que desabaria com a cara no chão, então meu corpo flutuou e as mesmas mãos me carregaram, segurando meus braços até que eu conseguisse colocar os pés no chão. Eu não conseguia reagir. Droga! Estava bêbada demais para fazer qualquer coisa.

– PERDEU O JUÍZO, DINAH?! MEU DEUS! – reconheci aquela voz aveludada. Era severa e sensual ao mesmo tempo. Era a professora Kordei. Oh, droga! Ela me puxou passando pelas pessoas, sem se importar com os gritos de protesto. Comecei a rir descontroladamente, até que chegamos num local mais vazio, onde era possível respirar com mais facilidade. Ela me encostou em um lugar gelado, ou molhado, sei lá. Só sei que puxei o ar com força e me dei conta de que realmente havia passado dos limites.

▶ Music Off

– Uma água, por favor! – pediu muito perto de mim. Senti seu cheiro misturado a tudo o que se espalhava no ambiente. Aquele perfume se destacava de uma maneira consideravelmente agradável. Tive vontade de aproveitar a desculpa da bebida e me encostar em seu peito só para sentir mais de perto, no entanto, quando consegui focar seu rosto, o queixo duro, os olhos parecendo soltar chamas e a expressão mais desaprovadora que alguém já me deu, recuei de imediato. Os lábios estavam tão esmagados um no outro que imaginei o tanto de coisas que ela gostaria de me dizer, e tive a certeza de não seria nada agradável ouvi-las. Senti raiva, sem saber muito bem o motivo de me sentir assim.

– O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?!

– Aparentemente estou livrando-a de uma ressaca terrível e de lembranças que só estragariam a sua vida – ela disse sem deixar de me encarar e sem desfazer nem um fio da sua expressão aborrecida.

– Oh! "O príncipe encantado”, quis dizer: princesa não mesmo? – dei risada, descobrindo que isso me fazia ficar ainda mais tonta. Eu estava louca.

– Você não sabe o que está falando. Está sozinha? O que pretendia fazer?

– Uma pergunta de cada vez, bisshh. Não estou em meu melhor momento – ri mais uma vez ao ouvir a minha voz arrastada e por ter chamado-a de bish.

– Estou vendo. Tome. Beba.

Normani levantou uma garrafinha de água mineral em minha direção. Arqueei uma sobrancelha e incrivelmente senti uma vontade incontrolável de confrontá-la.

– Tem álcool?

– Claro que não!

– Não tem graça – dei língua para ela e depois comecei a rir.

– Você ia tirar a roupa? O que está passando em sua cabeça, Dinah? Perdeu o juízo?

– Vou perder a virgindade, e não preciso da sua permissão – a encarei notando que meus olhos voltavam a enxergar melhor. Talvez a raiva ajudasse a dissipar o álcool.

– Que absurdo!

– VÁ À MERDA!

- O QUÊ?!?!?!

- VÁ À MERDA! Não estou na faculdade. Não tenho que respeitá-la. Saia do meu caminho, tenho coisas a fazer – tentei me afastar, mas os saltos das minhas botas me traíram e eu despenquei em seus braços. Minhas mãos foram imediatamente em direção ao seu corpo em uma tentativa de me equilibrar e o que eu encontrei foi simplesmente maravilhoso. O que estava acontecendo comigo? Voltei a olhá-la. Ela ainda me encarava, feições fechadas. Eu não a afetava em nada. Por isso a empurrei para conseguir me libertar.

– Você não vai voltar lá para terminar o seu showzinho – a forma rude e autoritária como falou fez algo dentro de mim se rebelar, o que eu encarei como aquela parte da minha personalidade infantil e mimada.

– Quem vai me impedir? VOCÊ?!

– Dinah? – Ally se aproximou encarando a professora Kordei.

– O que está acontecendo? – perguntou.

– Allyson. Eu deveria imaginar – Normani disse em desagrado.

– Dinah está bêbada. Estava fazendo um espetáculo. Se não fosse eu para impedi-la...

Ally ficou visivelmente sem graça pela repreensão da professora.

– Você está bem? – ela se aproximou já com as mãos em mim.

– Não – Normani respondeu no meu lugar.

– Leve-a para casa.

– Não preciso de mais uma mãe – a desafiei.

– E posso voltar para casa sozinha. Quando eu quiser – a empurrei me libertando, mas não saí, nem fiz mais uma ceninha. Apenas cruzei os braços e a encarei.

– Não pode e não vai ficar. Allyson, leve Dinah para casa!

– Tudo bem – Ally resmungou contrariada.

– Só preciso... – olhou para trás e eu já sabia do que se tratava. Ally tinha outros planos. Eu não queria estragar a sua noite.

– Não precisa, Ally. Eu pego um táxi.

– Você não vai voltar sozinha para casa – Normani reclamou me fazendo tremer.

– Não sou obrigada a cumprir suas ordens.

– Eu vou, Dinah. Só preciso de um minuto.

– Não, Ally. Eu irei sozinha – me apressei a caminhar prestando mais atenção aos meus saltos. Cair não seria nada digno.

– Droga! – a ouvi praguejar atrás de mim.

– Você é um problema, Dinah.

– É só se manter afastada.

Entreguei o meu cartão e a garota passou uma máquina na pulseira do meu braço, depois me entregou a maquineta, no entanto minha professora afastou o meu cartão e entregou o dela, oferecendo também a pulseira. Suspirei e percebi que não estava conseguindo respirar com facilidade. Dei as costas para me afastar e ela me reteve ao seu lado.

– Vamos. Não vou deixar você ir de táxi sozinha neste estado. Vou levá-la para casa, já que sua amiga prefere ficar com o namorado.

– Você não sabe nada sobre Allyson. Não fale assim dela!

– Não falo dela de forma alguma – ela segurava em meu braço, como se conduzisse uma pessoa incapaz, enquanto saíamos e andávamos em direção ao seu carro.

– Este não é o meu papel. Além do mais, é um problema seu.

– Isso. É um problema meu. E você não vai para o inferno se me deixar sozinha. Não precisa bancar a boa moça.

– Pode calar a boca um minuto, Dinah?

– O quê?

Ela abriu a porta do carro me forçando a entrar. Sentei contra a minha vontade e ela entrou rapidamente do lado do motorista. Olhou para mim e suspirou impaciente para logo depois se debruçar sobre mim e prender o meu cinto de segurança. Seus dedos longos roçaram no tecido do meu macacão, no meu braço, me deixando arrepiada. Nossos olhos se encontraram neste momento. Percebi o medo que passava pelos dela. Normani ligou o carro e seguimos em silêncio. Até certo ponto.

– Você me deixa confusa, Dinah. Não dormi direito e hoje não consegui me concentrar em nada me culpando pela merda que falei. Parece que despertei um monstro em você, obrigando-a cometer todos estes absurdos.

– Eu a absolvo de todos os seus pecados, mas, pelo amor de Deus, me deixe cometer os meus – ela riu sem vontade.

– Sabe o que está desejando?

– Sei.

– Não sabe nada. Perder a virgindade não é como nos contos de fadas onde a mocinha sente apenas o prazer do momento. É simplesmente uma merda. Você não vai sentir nada além de dor e incômodo. Não vai ter prazer e o cara que conseguir isso de você, provavelmente, não vai querer uma segunda rodada simplesmente porque não existe vínculo entre vocês. Não vai existir carinho, amizade, compreensão, nada. É isso o que quer? Um idiota qualquer se satisfazendo em você? Foi para isso que esperou tanto tempo?

Minha coragem ia diminuindo à medida que suas palavras me atingiam.

▶ Leia ouvindo: Alone – Halsey

– A primeira vez vai doer e muito provavelmente a segunda também, mas em algum momento as coisas começarão a acontecer... – rebati sem me deixar intimidar. Na verdade, não queria desistir de provar a ela que eu era sim capaz de escrever aquele livro.

– NÃO É DISSO QUE VOCÊ PRECISA! – ela gritou.

– Deixe de ser tão idiota! Será que não percebe o mal que vai causar a si mesma?!

– FOI VOCÊ QUEM DISSE QUE EU PRECISAVA! – gritei em resposta me sentindo completamente humilhada. As lágrimas rolavam em meu rosto sem nenhum impedimento. Eu sabia que a qualquer momento as lentes sairiam do lugar e isso seria um inferno.

– EU NÃO DISSE! – ela gritou outra vez.

– Só depois daquele beijo eu consegui escrever da forma que você acredita ser a melhor para o meu livro.

– Eu estava errada.

– Não estava.

– Merda! – bateu com força no volante e eu me assustei. Nunca tinha visto a professora Kordei descontrolada. Parou o carro no acostamento. Percebi que não seguíamos para lugar nenhum, apenas dávamos voltas aleatórias. Ela respirou fundo enquanto tentava controlar suas emoções.

– Tudo bem, eu estava certa, Dinah, só que isso não deve ser motivo para você sair por aí dando para todo mundo, tá? É burrice. Você precisa de muito mais do que um imbecil te comendo. Precisa aprender a ciência da coisa. Vai muito além do ato em si. Aliás, o ato não é grande coisa sem o antes e o depois. É aí que está a diferença.

– A diferença entre você e os carinhas que eu poderia arrumar naquela boate.

Era para ser uma pergunta, entretanto a certeza que eu tinha de que era isso o que ela queria me dizer era tão grande que as palavras saíram de minha boca como uma afirmação. Normani era intersexual, poucas pessoas sabem, e eu sou uma delas, no dia que nos beijamos pude perceber.

– Eu não disse isso – ela se defendeu nervosa.

– Mas foi o que quis dizer.

Ela me encarou com seus olhos penetrantes. Eram absurdamente intensos.

– Isso é tão errado, Dinah! – gemeu desviando o olhar.

– Eu sei o que você esconde. Se você não me ensinar não terei como aprender, ou então vou correr o risco de me aventurar com qualquer outra pessoa que esteja disposta a me ajudar.

Que loucura eu estava dizendo? Estava propondo a minha professora que tirasse a minha virgindade? Propondo a ela que me ensinasse a arte do amor? Meu Deus! Eu estava mesmo muito bêbada.

– Como você... – ela pareceu lembrar do dia que nos beijamos.

– Ok... eu sou sim, intersexual, mas não significa que posso tirar sua virgindade. Não vai mesmo desistir, não é?

– Não – mantive meus olhos firmes nos dela. Era o que eu queria? Sim. Definitivamente era tudo o que eu queria. A professora Kordei deu partida no carro e voltamos a nos movimentar. Ela estava séria, olhando para frente num debate interno e conflituoso.

– Para onde está me levando?

– Para a minha casa.

Um milhão de borboletas levantaram voo em meu estômago causando formigamento em meu ventre.


Notas Finais


Gente, espero que vocês comentem pois é muito importante para o desenvolvimento da fic, eu sei que muitas de vcs já leram a 1° temporada, mas estamos contando com o apoio de vcs com essa nova postagem e também com as outras temporadas que virão. Espero que tenham gostado e até outro dia. 💙😛 @darksdinah.


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