História The Sex Teacher – Norminah G!P - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~camrennorminahh

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Zendaya
Tags Norminah
Visualizações 215
Palavras 6.165
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Orange, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Olá, meus amores! Bom capítulo!
PS.: terá cenas hot's, se não gosta já sabe...

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction The Sex Teacher – Norminah G!P - Capítulo 5 - Capítulo 5

Dinah P.O.V

“O amor é a única loucura de um sábio e a única sabedoria de um tolo.”

William Shakespeare

Se eu considerasse o que tinha de exemplo de amor poderia acreditar nisso, Shakespeare. Afinal de contas, era para onde todos caminhávamos, não? No entanto, se tivéssemos um acordo sobre aquele parâmetro, amor deveria ser a única regra no quesito “sentimentos proibidos”. Eu não tinha medo. Não estava em condições de temer, mas também acreditava que não haveria tempo de inserirmos tais sentimentos em uma relação como aquela, por isso não recuei. Muito pelo contrário. Eu quis. Durante cada segundo que se passou me vi pensando em qual seria o nosso próximo passo. A professora Kordei quase não comeu. Fiquei sentada terminando o meu café enquanto ela lavava a louça, depois me deixou sozinha na cozinha indo sentar no sofá da sala com um livro na mão. Durante todo este processo não conversamos. Estava com receio de falar alguma besteira e acabar desencorajando-a. Afinal de contas falar e fazer besteiras era a minha especialidade. Depois que acabei meu café e lavei minha louça, fiquei indecisa se deveria ou não ir até ela. Estava confusa demais. Meus pensamentos eram contraditórios, ora eu era a mulher mais desinibida e corajosa que já conheci, ora eu tinha vergonha de me aproximar. Era incomum reagir desta forma. Por fim decidi que o melhor a fazer era ir até ela. E foi o que fiz. Aproximei-me dela, que continuava sentada no sofá com o livro aberto em suas mãos. Quando cheguei perto, ela voltou sua atenção para mim. Seus olhos eram quentes e faziam meu corpo ferver de uma maneira até então desconhecida, com vontade de avançar e de recuar ao mesmo tempo. Ficamos nos encarando, imóveis. Ciente de que algo deveria ser feito, ajoelhei-me à sua frente, entre suas pernas, como uma boa aluna e aguardei pelos seus ensinamentos. Tínhamos um acordo e precisávamos começar o quanto antes. A professora Kordei ficou surpresa com a minha atitude. Colocou o livro sobre o sofá olhando-me atentamente. Eu me sentia refém daqueles olhos, presa em sua profundidade. E ela me admirava, não fixando em meus olhos, mas observando meu rosto. Fechei os olhos pensando em recuar, mas foi neste exato instante que seus dedos acariciaram meu rosto. Outra vez a sensação de estar sendo queimada me invadiu. Ofeguei e mordi os lábios. Seus dedos desceram pelo meu pescoço, roçando a pele, passearam pelos ombros, indo em direção ao volume dos meus seios. Acredito que parei de respirar pois nunca desejei tanto por um toque como naquele momento, em frente a ela, expectante, aguardando por seus ensinamentos. No entanto, ela desviou no último segundo, deixando que descessem pelos meus braços. Meu coração estava acelerado e eu fiquei ofegante com a tentativa frustrada. Abri os olhos e a encontrei me encarando. Outra vez a sensação de estar presa em seu olhar.

– A primeira coisa que deve aprender é que precisa se conhecer.

Fiquei confusa. Não esperava por mais teorias, e para dizer bem a verdade, eu estava pronta para a prática. Ela sorriu demoradamente, saboreando minha reação.

– Sua personagem fica um pouco confusa quando está em uma situação envolvendo sexo. Normalmente ela não consegue expressar ao certo o que sente ou o que deseja. O que acontece é que não pode alguém saber do que gosta se não se conhece. Nenhum homem tem a capacidade de adivinhar do que uma mulher gosta, Dinah. Normalmente ele age de acordo com as indicações da mulher.

– Indicações? – praticamente sussurrei.

Ela falava como a professora que era, me ensinando e me prendendo a sua aula. Falar algo naquele momento era quase como profanar a história, como se isso fosse espalhar o nevoeiro que se formava no ambiente quando ela me fitava com aqueles olhos, me instruía com seus lábios maravilhosos, a voz suave e envolvente.

– Sim. Gemidos, toques mais apertados, pele arrepiada, movimentos acentuados do corpo, sempre são uma dica sobre o caminho a seguir, e você só poderá fazer isso se conhecer o seu corpo tão bem a ponto de saber exatamente como sentir.

– Entendi.

– Para o ativo/ativa, o sexo é bom mesmo quando não é tão bom, entendeu?

– Não.

Ela riu baixinho, me deixando deslumbrada com a maneira sensual que conduzia a conversa. Durante todo o tempo seus dedos subiam e desciam em meus braços. Eu ainda queimava.

– O homem sempre goza no final, já a mulher...

– Ah, entendi – fiquei envergonhada, vermelha e quente, embora continuasse firme.

– Por isso é fundamental que você se conheça. O orgasmo é complicado para as mulheres apenas enquanto seu corpo ainda é um estranho. Quando você descobrir o que gosta e como gosta, será muito mais fácil atingi-lo. E você nem precisará de uma pessoa para alcançar este objetivo.

Aquele sorriso torto desconcertante brincava em seus lábios. Puxei o ar com força.

– Você nunca se masturbou? – neguei com a cabeça. Agora sim meu rosto estava todo vermelho.

– Nem tentou? – mais uma vez, neguei.

– Mas precisa.

Puta merda! Como assim? Ali, na frente dela? Puxei o ar com força. Aquilo era absurdamente... Sexy! Porra, era muito sexy. Mas nem assim, com o meu corpo sendo "queimado" pelos pensamentos, eu teria coragem. Levei as mãos ao rosto para ajeitar os óculos e não os encontrei. Fiquei ainda mais desconcertada, ajoelhada entre as suas pernas e a ouvindo falar que eu precisava me masturbar.

– Eu... – tossi embaraçada.

– Tenho vergonha.

– Hoje pela manhã você ficou nua na minha frente e eu não sou a sua namorada nem nada parecido. Foi bem corajosa. Porém quando é para tocar o próprio corpo, sem que ninguém precise ver ou saber, você não consegue?

Ahhhhhhhhh! Não seria na frente dela. Bom... A ideia, apesar de não tão quente quanto, era menos constrangedora. Mesmo assim eu sabia que era um passo maior do que as minhas pernas.

– Não.

– Sem problemas. Vamos começar do zero mesmo. Este será o seu primeiro exercício, vai se tocar, conhecer o seu corpo, descobrir do que gosta, como gosta e onde gosta.

Ri desgostosa. Se Normani Kordei sabia alguma coisa naquela vida, era ser sacana. Como ela podia acariciar o meu rosto e me dar aquela ordem? E como eu podia reagir daquela forma tão... Aquilo não era normal. Definitivamente, não era.

– Não vou conseguir.

– Quer escrever ou não? Sua personagem é experiente, vivida, sabe do que gosta, você precisa entender como ela se sente.

– É constrangedor.

– Constrangedor? Sabe o que é realmente constrangedor? Uma aluna pedir para que eu tire a sua virgindade. Se masturbar não é constrangedor. É importante e necessário. Se todas as mulheres fizessem tornariam tudo muito mais fácil para os ativos.

Mordi o lábio inferior, fechei os olhos e quando os abri sentia que chamas lambiam meu corpo. Fiquei confusa. Era ou não para ela assistir? Porque ela disse para eu fazer, eu não sabia fazer... eu estava confusa, minha mente mandava imagens indecorosas que só conseguia raciocinar de forma coerente.

– E como quer que eu faça? Aqui? Na sua frente? – seus olhos ficaram imensos e ela sorriu largamente.

– Posso lhe garantir que seria um maravilhoso espetáculo. Qualquer pessoa adoraria assisti-la. Mas não. Quero que faça com calma. Sinta o seu corpo, se conheça, experimente... vai ser gostoso – ela falava e acariciava meu rosto, meus braços.

Porra! Não dava nem para respirar normalmente.

– E o que tenho que fazer agora? – ela parou por alguns segundos constrangedores.

Desviou os olhos, roçou o polegar nos lábios, mas quando voltou a me olhar eu senti que não estava em seu estado normal.

– Ainda não. Venha aqui – puxou-me para o sofá me deixando muito próxima a ela.

– Primeiro, precisa de incentivo, além de algumas instruções.

– Instruções?

Tenho certeza que estava sendo a virgem idiota, mas não conseguia me concentrar direito e ao mesmo tempo queria absorver o máximo possível o que ela me ensinava. A professora Kordei revirou os olhos.

– Vamos começar.

Seus lábios tomaram os meus quando pensei que conseguiria dizer mais alguma coisa. Novamente o beijo foi fantástico. Estávamos sentadas no sofá, uma de frente para a outra. Apesar de nossos corpos estarem separados o desejo era tão real que doía em mim. A professora Kordei tinha razão. Eu precisava realmente daquele incentivo se quisesse fazer qualquer loucura mais tarde. Precisava que ela me fizesse perder a cabeça. Que me fizesse perder a noção dos meus limites. Que me fizesse desejá-la a ponto de buscar alívio em mim mesma. E foi exatamente o que ela fez. Enquanto me beijava, acariciava minha nuca, levantando o meu cabelo, fazendo minha cabeça se movimentar da forma correta para o nosso beijo. Foi delicioso e ao mesmo tempo doloroso. Eu estava excitada. Apesar de nunca ter me sentido assim antes, eu sabia, o formigamento no ventre, a ansiedade latente e a umidade no meio de minhas pernas indicavam que era exatamente o que estava acontecendo. Para minha decepção ela não ultrapassava aquele limite. Eram apenas os nossos lábios e suas mãos em mim. Eu queria mais. Muito mais. Mas não sabia como agir. Ela demorou o máximo de tempo possível apenas me beijando. A angústia me devorava. No entanto, não estava me queixando. O beijo era realmente bom. Daqueles de deixar o corpo ardendo e o sexo pulsando. Meu Deus! De onde vinham estas palavras? O que um beijo era capaz de fazer comigo? Então ela mudou a intensidade. O beijo que até então era calmo foi ganhando força, logo estávamos embaladas por um beijo vivo, cheio de necessidades, desejo e completamente intenso. Ela diminuiu a distância entre nós me puxando para mais perto dela. Suas mãos percorreram minhas costas subindo pelos meus braços. Não eram toques leves, mas que demonstravam desejo puro. Ela desceu uma mão passando-a pela minha perna, se demorando em minha coxa, apertando-a. Ouvi um gemido escapar de seus lábios e aquilo mexeu realmente comigo. Foi quando me puxou, em um movimento forte, me colocando sentada em seu colo. Com minhas pernas acolhendo seu corpo entre elas. Meu Deus! Aquilo era mais do que eu poderia esperar para minha primeira aula. A professora Kordei apertou seu corpo ao meu enquanto sua mão me explorava rapidamente. Tudo isso sem interromper nosso beijo. Para me deixar ainda mais louca, ela com uma de suas mãos em meu pescoço, desceu a outra até o primeiro botão da camisa abrindo-o. Ofeguei ainda mais. Nosso beijo foi interrompido, não tive como falar ou fazer nada. Ela simplesmente arrastou seus lábios em minha pele. Ah, merda! Eu queria que ela me tocasse assim. Foi a minha vez de gemer. Ela intensificou as carícias e sua mão, a que não estava em meu pescoço, acariciou minha bunda. A princípio levemente, quando gemi ela me segurou naquela região e me puxou de encontro ao seu corpo, eliminando o espaço entre nós. De repente senti algo que não imaginei que sentiria até aquele momento da minha pacata e assexuada vida. Ela estava excitada. Seu sexo rígido era algo poderoso, mesmo preso a seu short, foi possível senti-lo. Tive uma imensa vontade de me esfregar em sua ereção. Queria muito saber como seria tê-la completamente em mim. Suas mãos avançaram o limite da blusa que eu usava, tocando minha pele. Senti minha calcinha completamente molhada e fiquei envergonhada. Eu sabia que era excitação, porém não sabia como reagir a estas sensações. E se não fosse assim tão normal? E se ela não gostasse desse jeito? E se eu acabasse molhando o short dela? Caramba! Seria extremamente constrangedor. A professora Kordei afastou os lábios da minha pele e me olhou de uma forma estranha. Sua respiração estava acelerada e seus olhos de um castanho profundo estavam tão escuros que por alguns segundos me perguntei se não estava enganada quanto à cor ou seria a pouca luz da sala? Com a mão em meu rosto ela me afastou. Eu estava atordoada, meu corpo não reagia com muita coerência e nada em mim estava em seu estado normal.

– Acho que já tivemos o suficiente – sua voz estava mais suave, mais sexy.

Suas mãos continuavam no meu corpo e eu ofegava como se tivesse acabado de correr uma maratona.

– Você acha?

– Você não? – um sorriso preguiçoso brincou em seus lábios.

Tive vontade de mordê-los.

– Agora me diga... Como está se sentindo? – ainda incapaz de respirar normalmente olhei para ela sem saber o que responder.

– Quero que descreva as sensações. O que pensa e como se sente nesse momento.

– Tá...

Eu não conseguiria. Uma coisa era escrever coisas eróticas e outra era falar para a minha professora que minha calcinha estava absurdamente molhada. Mordi os lábios.

– Feche os olhos – sua voz saiu baixa e melodiosa.

– Fica mais fácil – ela se movimentou embaixo de mim roçando sua ereção em meu sexo.

Oh, Deus! Era muito sensual. A professora Kordei mais uma vez passeou as mãos por baixo da minha camisa, tocando minha pele que ficou toda arrepiada. Pode não ser o correto, mas eu me sentia envergonhada por ter aquela reação na sua presença. Seus lábios tocaram os meus num beijo leve e rápido, depois sua língua percorreu meu pescoço e apertei um dos seios dela. Gemi manhosa.

– Agora diga – falou em meu pescoço.

Seus movimentos não pararam.

– Eu estou confusa... – comecei a falar tentando me concentrar em minhas palavras e não nas mãos dela ou em sua língua quente me explorando.

– Por que confusa?

– Nunca me senti assim, então... Não sei se é normal – confidenciei.

– Conte-me!

– Minha cabeça não consegue ter pensamentos coerentes... fica difícil pensar com clareza quando seus lábios estão em mim – fiz questão de manter os olhos fechados. Não queria ver o seu sorriso irônico, debochando da garota inexperiente.

– É um bom começo – não havia ironia em sua voz o que me estimulou.

– Continue.

— Minha pele parece queimar nos lugares por onde suas mãos passam e ela, como provocação, apertou minha cintura, para que eu pudesse saborear um pouco mais daquela sensação.

– E você gosta? – perguntou.

– Muito!

– Ótimo! Já sabemos de alguma coisa – continuou as carícias. Aquela conversa toda mantinha a minha excitação.

– Como prefere que eu a toque, com leveza ou com mais força?

– Posso gostar dos dois? – abri os olhos sentindo e absorvendo cada detalhe dos seus ensinamentos.

Ela sorriu lindamente e demorou alguns segundos apenas me encarando.

– Claro que sim! Você pode tudo o que quiser – suas mãos quentes e espalmadas brincaram em minhas costas.

– Pode gostar só de uma forma ou das duas ao mesmo tempo – ela me apertou com mais força.

Quase, quase mesmo, gemi satisfeita com seu toque, consegui impedir o gemido tão explícito mas não consegui deixar de fechar os olhos e morder os lábios.

– Fale mais – abri os olhos de novo.

– Meu estômago parece que fica cheio de borboletas e existe uma ansiedade por algo que eu não sei o que é, vibrando dentro de mim... não em meu corpo todo, mas... centralizado... – não tive coragem de dizer a ela que meu sexo pulsava.

– É uma visão romântica, Dinah – me analisou com atenção, depois piscou voltando ao seu modo professora.

– Mas o fato é que você está excitada – ela falava naturalmente apesar de continuar passando as mãos em mim e de roçar levemente sua ereção em meu sexo latejante.

– É natural que queira mais. Isso é físico. O que você está sentindo é apenas a resposta do seu corpo aos estímulos.

Nesse momento ela só consegue pedir por uma única coisa: um orgasmo. Céus! Como ela podia me dizer essas coisas como se estivesse me passando uma receita de panquecas?

– Tem algo mais que eu deveria saber? – questionou como se eu estivesse escondendo alguma coisa.

– Não sei. Acho que não – respondi visivelmente envergonhada.

Meu rosto vermelho entregava minha mentira.

– Tem certeza?

Mordi os lábios e fugi do seu olhar. Ela riu baixinho.

– Sua calcinha, Dinah, não está molhada? – respirei profundamente e fechei os olhos.

Era óbvio que ela saberia como estava a minha calcinha. Ela era uma mulher experiente.

– Está ou não?

– Sim.

– Por que tanta vergonha?

– Porque é estranho.

– Não é estranho. É muito sexy saber que uma mulher está excitada. Quando tiver um namorado ele vai adorar saber que sua calcinha está molhada por causa dele.

– Você está gostando de saber que a minha calcinha está molhada por sua causa, professora?

De onde vinham aquelas palavras? Eu nunca imaginei que fosse capaz de fazer uma pergunta daquela a alguém. Ela desfez seu sorriso amigável e me encarou confusa.

– Isso não vem ao caso. Vamos começar eliminando esta formalidade entre nós duas. Não precisa me chamar de professora agora, nem quando estivermos... assim. Normani é o suficiente. Não preciso ser lembrada que estou... fazendo estas coisas com uma aluna.

– Tudo bem... Normani – umedeci meus lábios com a língua, sentindo minha garganta seca.

– Mas você está gostando ou não? – arrisquei perguntar.

Ela acompanhou o movimento dos meus lábios. Os dela levemente abertos, as pupilas dilatadas e a respiração tão irregular quanto a minha. Vi quando fechou a boca, engoliu em seco e suas feições endureceram.

– Isso não importa, Dinah. Não estamos aqui por minha causa. Agora eu preciso sair.

Rapidamente me tirou do seu colo, me colocando ao seu lado. Por que não me respondia? Será que não tinha gostado?

– Vai sair? E eu?

– Você fica. Aproveite para fazer o exercício que passei – voltou a sorrir.

– Utilize o meu computador para escrever. Seu texto está aberto nele. Quando voltar verifico sua evolução.

Ela levantou me deixando no sofá com todas as minhas dúvidas e inseguranças, e subiu em direção aos quartos. Fiquei parada sem saber o que fazer. Eu poderia dizer que me frustrava não saber se tinha gostado ou não? Permaneci sentada, sentindo tudo o que ela tinha deixado em mim, entendendo como o desejo chegava com força quando minha professora me tocava e como enfraquecia, tornando-se apenas uma lembrança suave, quase uma brisa em minha pele ainda quente, quando ela não estava mais por perto. Toquei meus lábios e procurei por meus óculos, lembrando-me rapidamente que eles não estavam ali e sentindo a pequena ardência das lentes já quase ressecadas. Nossa! Tudo foi tão... foi muito mais do que eu poderia esperar. A professora Kordei, ou Normani, como me pedira para chamá-la, desceu as escadas fazendo barulho com seus saltos e seus passos rápidos. Olhei para ela que já estava arrumada como se fosse trabalhar, mas era domingo. Ela usava um terninho azul cintilante, uma gargantilha e estava de cabelo solto. 

– Ainda aqui? Pro quarto, Dinah. Seu tempo é curto e precisamos de produção – se aproximou de mim sorrindo.

Eu estava de joelhos no sofá, olhando para a minha professora como se ela fosse uma divindade. Ela acariciou meu rosto.

– Não se esqueça do que falei. Você precisa se conhecer. Conhecer o seu corpo. Saber como ele reage – se afastou voltando ao seu tom normal.

– Tem comida na geladeira. Vou ficar fora a tarde toda. Se precisar de algo me ligue.

E partiu. Demorei alguns minutos para me convencer de que precisava ir ao quarto da minha professora, deitar em sua cama e me masturbar. Caramba, como conseguiria? Minha cabeça fervilhava. Estava prestes a fazer algo tão proibido para mim que comecei a me sentir uma menina assustada, desobedecendo aos pais e com medo de ser pega. Ok. Nunca pensaria na masturbação como algo anormal. Apenas não era normal para mim. Podia alguém sentir vergonha de si mesma? Porque eu poderia fazer aquilo e mentir dizendo que não fiz. Apenas eu saberia a verdade e ninguém mais. Porém, eu tinha vergonha de saber que eu sabia e isso já era o suficiente. Definitivamente, eu não era normal. Ir à missa todos os domingos também não me ajudava muito. Claro que não. O que me lembrou que eu estava cometendo uma falha grave pois havia faltado à daquele dia.

– Bom, Deus! É por uma boa causa. Afinal de contas eu tenho sido uma boa filha e o Senhor mais do que ninguém conhece a a minha vontade de tornar este livro algo real, então, tenha um pouco de paciência que mais tarde eu rezo um rosário – mordi os lábios sentindo meu rosto corar.

E comecei a me sentir absurda por falar sozinha. Se precisava ser feito, então que fosse logo. Não podia esperar meu corpo amolecer e esquecer o que tínhamos feito, por isso peguei o computador que estava sobre a mesa da sala e fui para o quarto dela. Demorei outro tanto olhando para a cama. Merda! Eu não podia simplesmente deitar ali e me tocar. Não seria tão fácil. Aliás, não seria nada fácil. Complicado. Realmente complicado. Decidi que seria melhor escrever antes de qualquer coisa. Enquanto ainda as emoções dos amassos no sofá estavam vívidas. Sentei na cama e liguei o computador. O texto estava realmente aberto, comecei quase que imediatamente. Percebi que, quanto mais descrevia a sensação mais excitada me sentia. Era quente e prazeroso. E meu sexo voltou a pulsar e a umedecer. Será que conseguiria? Continuei escrevendo, fazendo com que minha personagem fosse se entregando aos poucos, se permitindo, porém travei exatamente no momento em que ela precisava chegar ao orgasmo. Não consegui escrever mais nenhuma linha. Era o meu limite. Fiquei deitada na cama observando o tempo passar. O computador continuou ao lado, a tela me acusando. Desci para comer alguma coisa. Encontrei lasanha e refrigerante na geladeira. Esquentei e comi pensando em como faria para conseguir a emoção certa. Teria que fazer o que ela havia dito. Eu precisava mesmo me masturbar, mas onde estava a coragem?

– Tudo tem que ter uma primeira vez, Dinah Jane! O mais difícil você já conseguiu – coloquei um pedaço da lasanha na boca e sorri enquanto mastigava.

– Uma professora experiente, linda pra cacete e cheia das artimanha – ri ainda mais.

– Se masturbar será fichinha perto do que ainda teremos pela frente – e com este pensamento consegui devorar a comida.

Voltei ao quarto e resolvi tomar um banho. Vestir a mesma calcinha estava me matando. Descobri, tarde demais, que ficar excitada tinha as suas desvantagens. A calcinha molhada era uma delas. Eu tinha sensação de estar suja. Tudo bem, não suja de uma forma ruim e sim suja de uma forma... safadamente suja. O que me desconcentrava bastante. Dispensei o chuveiro. Já que estava lá como hóspede poderia aproveitar um pouco daquela banheira maravilhosa. Fiquei deitada na água quente, sentindo o cheiro gostoso da espuma que já dominava todo o banheiro. Inevitavelmente comecei a reviver os momentos em que estava nos braços dela. Deus! Aquilo era gostoso demais. Como pude me permitir não viver sem tudo o que ela me proporcionava, por tanto tempo? A sensação das suas mãos, seus lábios, sua pele... Era muito, muito bom. Imediatamente voltei a sentir o formigamento em meu ventre. Fechei os olhos e imaginei que ela poderia estar ali, seria ótimo sentir seus dedos em mim. Sem perceber passei as mãos em minhas pernas. Fiquei arrepiada. Era bom. Eu gostava. Deixei que meus dedos fossem mais ousados e toquei meus seios. Claro que imaginei que era ela. Minha imaginação era uma ótima companheira nesta hora. Pude sentir meu corpo entrando novamente no clima. Eu gostava? Sim, gostava. Era bom ser tocada nos seios, mesmo que por minhas próprias mãos. Descobri que esta carícia também era boa e imaginei como deveria ser se no lugar dos dedos fossem os lábios dela. Caramba! Eu queria muito. Toquei meu corpo. Desta vez com mais vontade. Apalpei, só rocei os dedos até que, finalmente, achei que era o momento de conhecer a outra região. Levei as mãos para as minhas coxas, acariciei dos joelhos até perto do meu sexo. Deixei que um dedo tocasse timidamente o local onde a vibração se concentrava. Eu sabia o que era e sabia também que era um dos pontos de prazer da mulher, só não sabia como fazer. Passei o dedo por cima. Foi bom, mas não maravilhosamente bom. O que seria necessário? O que deveria fazer? Apertei um pouco sentindo a vibração aumentar e...

– Dinah? – quase pulei da banheira.

Abracei meu corpo, apavorada. Claro que eu sabia que era ela e que provavelmente estava dentro do quarto, o que não poderia ser considerada uma situação fora do normal, mas daí a deixar que me flagrasse naquela situação era outra história.

– Aqui.

– Tomando banho? – sua voz estava mais próxima.

Ela não entrou no banheiro.

– Já estou acabando.

– Certo. Posso dar uma olhada em como ficou o texto?

– Ah... claro! Fique à vontade – ela riu.

Levantei correndo e peguei a toalha ao lado da banheira. Não imaginava que fosse voltar tão rápido, ou o tempo passou e eu não percebi? Enxuguei-me, vesti o roupão e sequei os cabelos com a toalha. Desembaracei, penteei, fiquei longos minutos tentando normalizar a respiração, então decidi que já poderia sair do banheiro. Ela estava na cama, encostada na cabeceira, com as pernas estiradas e cruzadas sobre o colchão. O computador estava em seu colo enquanto lia o que eu tinha escrito. Subi na cama ficando ao seu lado. Aguardei até que ela dissesse alguma coisa.

– Gostei. Muito bom. Ficou ótimo! Você pegou o espírito da coisa, por que parou?

Fiquei vermelha como um tomate. Ela deixou o computador de lado e me puxou para mais perto. Sua mão correu meus cabelos e seus olhos atentos vagaram pelo meu rosto.

– Fez o que pedi?

Dava para ser menos direta? Seria muito mais confortável se não tivesse que explicar a ela que eu não sabia como me masturbar.

– Não.

– Foi por isso que parou o texto justo na hora em que ela se masturbaria?

– Acho que sim.

– Acha que sim – repetiu me analisando.

– Qual foi o problema? – perguntou.

– Não me sinto à vontade conversando sobre essas coisas.

– Mas se sente à vontade para me pedir para tirar a sua virgindade.

Tudo bem! Preciso contar que meu rosto quase virou um tomate maduro e prestes a explodir?

– Professora... Normani. Não é fácil para mim.

– Eu sei que não, mas eu estou aqui, não estou? Quero ajudá-la. E se não conversarmos abertamente não saberei como fazê-lo.

– Tudo bem – falei mais para mim mesma do que para ela.

– Conte-me o que aconteceu. Por que não fez o que combinamos?

– Porque não consegui.

– Não conseguiu?

– Não – ficamos nos olhando.

Ela em dúvida e eu com raiva por ter que me abrir daquela forma.

– Ok. O que faltou?

– Não sei – eu queria morrer.

O que poderia dizer?

 Você se tocou?

Fechei os olhos e abaixei a cabeça.

– Toquei sim, fiquei excitada, mas não consegui fazer da maneira certa.

– Não consigo entender. O problema está em sua cabeça, Dinah. Vença esse obstáculo. Vai ser gostoso! Seu corpo deve estar muito tenso, depois de tantos quase orgasmos. Deve ser por isso que está tão furiosa.

– Não estou furiosa!

Ok! Quase gritei exaltada e tenho consciência de que meus olhos ficaram imensos. Ela estreitou os dela e me encarou com uma expressão do tipo “eu te conheço melhor do que você mesma”. Era irritante.

– É claro que está.

– NÃO ESTOU!

Desta vez eu gritei mesmo e ela arqueou uma sobrancelha e brincou com os dedos nos lábios. Claro que minha atenção se voltou para aquela mão e muitas lembranças me invadiram. Era impossível não pensar no que elas fizeram comigo, horas antes.

– Está vendo?

– Ok, estou furiosa. Detesto não conseguir fazer algo que sei precisa ser feito.

– E o que está faltando?

– Você! – ficamos as duas em choque pelas minhas palavras ditas impensadamente.

– Desculpe, eu não...

– Tudo bem, Dinah – ela respirou enchendo os pulmões de maneira nítida e passou as mãos nos cabelos.

– Como posso ajudar?

– Você é a professora – mais alguns segundos constrangedores.

Puta merda! Eu estava mesmo pedindo que ela me masturbasse? Eu merecia o inferno. Com certeza era para lá que iria e, definitivamente, não me confessaria no domingo seguinte.

– Certo – ela olhou para os lados, meio confusa.

– Certo – repetiu.

– Acho que posso dar um jeito. – levantou e me estendeu a mão.

▶ Leia ouvindo: Confidently Lost – Sabrina Claúdio

Colocar a minha mão sobre a dela foi o maior gesto de confiança que já fiz em toda a minha vida. Estava confiando todo o meu eu a ela. Segurando firme ela me conduziu ao closet. Era grande, espaçoso e muito bem arrumado. Vestidos perfeitamente lindos. Ao fundo, um enorme espelho tomava toda a parede. Foi para lá que nós fomos. Ela acendeu apenas as lâmpadas do teto, deixando o ambiente em uma penumbra confortável. Um som, que eu ainda não conseguia identificar de onde vinha, invadiu o closet. Uma música lenta e sensual, pude identificar um pouco da letra:

I'm alone but not lonely (Estou sozinha, mas não solitária)

Comfortably indulging (Confortavelmente cedendo)

And trying to get to know me (E tentando me conhecer)

I'm just a outline of what I used to be (Eu sou apenas um esboço do que eu costumava ser)

Constantly evolving (Em constante evolução)

Steadily revolving (Constantemente girando)

Porra, aquela música me definia tanto naquele momento. Como ela conseguia fazer aquilo? Normani me virou de costas para ela e de frente para o espelho. Separou meus cabelos, deixando-os de lado, caídos sobre o ombro. Suas mãos que estavam sobre a minha cintura desceram até as minhas, colocando-se sobre elas.

– Quero que relaxe – disse em meu ouvido.

Seus lábios tocando minha orelha, enquanto falava. Estremeci.

– Essa é uma boa reação, Dinah. Agora foque em sua imagem no espelho.

Olhei para mim sem conseguir me encarar por muito tempo. Era constrangedor. Extremamente constrangedor.

– Você é linda! – meu sexo começou a ficar umedecido.

Ela era encantadora.

– Tem um corpo lindo!

Suas mãos começaram a se movimentar, desta vez levando as minhas como se estivesse me conduzindo, me ensinando. Primeiro tocou minhas pernas, ainda por cima do roupão macio. As mãos subiram para minha barriga. Seus dedos ditavam como as carícias deveriam ser. Ela desfez o nó do roupão. Eu estava nua, completamente nua por baixo. Fiquei mais do que envergonhada, mas não o retirou de mim, apenas abriu deixando que o tecido decidisse como ficar. Normani baixou os olhos sem me conferir pelo espelho e beijou meu pescoço. Arfei! Não sabia ao certo se o fato de ela não me olhar foi bom ou ruim. Bom pelo fato de não me deixar ainda mais constrangida, já que eu continuava me olhando atentamente. Perdi o fio do pensamento quando seus lábios se demoraram em minha pele, e esta, como um todo, começou a arder. Inexplicavelmente meu corpo começou a ganhar vida. Eu reagia ao que ela fazia e sem querer fazia alguns movimentos. As mãos dela, sobre as minhas, me levaram até meus seios. Exatamente como eu tinha imaginado um pouco antes, quando ainda estava na banheira. Ela fechou minha mão em um seio. Apertou um pouco e depois afrouxou, repetiu algumas vezes até que eu entendesse o processo e fizesse com mais vigor. Mordeu minha nuca e lambeu descendo um pouco sua mão para que a minha começasse a trabalhar sozinha.

– Você gosta? – outra vez sua voz estava baixa, suave e extremamente sensual ao som da música.

– Gosto.

– Ótimo!

Com as duas mãos ela me fez acariciar meus seios, levantando-os e apertando-os, ora suavemente, ora com força. Seus lábios continuavam em meu pescoço, o que estava me enlouquecendo. Outra vez deixou minhas mãos para que eu repetisse os movimentos sozinha. Já completamente arfando de prazer, deixei minha cabeça tombar para trás, o que lhe deu mais acesso a meu corpo. Ela não reclamou. Suas mãos estavam em minha cintura enquanto eu acariciava meus seios como ela tinha me ensinado.

– Assim – gemeu me puxando de encontro a sua ereção, pude sentir seus seios enrijecidos.

Meu roupão desceu pelo ombro revelando mais nitidamente meus seios. Levantei o rosto, um pouco sem jeito e, quando ia deixar suas mãos para arrumar o roupão, flagrei Normani me olhando pelo espelho. Foi só um breve segundo, mas que quase me fez enlouquecer. Seu olhar era de puro desejo. Decididamente eu me perdia e queimava sob aquele olhar, e era deliciosamente excitante. Ela mordeu meu pescoço novamente voltando a fechar os olhos. Eu podia sentir sua excitação roçando minha bunda. Normani, ciente de que meu corpo não suportaria muito mais, segurou minhas mãos, fazendo-as descer em direção ao meio de minhas pernas. Estremeci. Ela me tocaria? Ainda parcialmente coberta pelo roupão que descia apenas de um lado, escondendo o outro, o que me deixou menos tensa, pois não podia ser vista por ela, senti suas mãos pararem hesitantes na altura do meu ventre. Ela acariciou a região e, segurando em meu pulso esquerdo levou minha mão um pouco mais abaixo, sem segui-la. Ela não iria me tocar. Fiquei frustrada e não sabia o motivo já que tínhamos um acordo.

– Toque – ordenou com a voz suave.

Tentei seguir sozinha, mas não foi a mesma coisa. Levei minha mão até meu sexo e me toquei. Era gostoso, mas não o suficiente. Claro que para um primeiro momento era tudo muito estranho, e eu sabia que dali em diante aquela poderia ser a minha realidade. Um dia eu até poderia fazer por ela, ou para ela, sendo observada... Porra! Era muito sexy ser observada. Mas não ali, não naquele momento, porque, além de estar envergonhada, eu não fazia ideia de como começar, que ritmo seguir, qual a melhor maneira. Fiquei perdida, a emoção cedendo aos poucos, perdendo para a incerteza. Normani ao perceber que a excitação se desfazia, intensificou os beijos em meu pescoço movimentando meu corpo pressionando sua ereção. Melhorou um pouco, não o suficiente. Eu não sabia como me tocar. Não sabia como fazer para que fosse tão gostoso como quando eram as mãos dela. Balancei a cabeça desistindo. Quase me atingi com um soco por ser tão idiota, mas não dava para continuar.

– Não posso.

– Pode! – ela foi incisiva.

– Não sei como fazer – sussurrei.

Podia sentir o desejo cedendo a cada segundo. Esvaindo-se do meu corpo.

– Claro que sabe. Continue!

Fiquei em dúvida se seu apelo era pelo meu prazer realmente ou se sua excitação era tanta que ela não poderia deixar passar. A mínima ideia de que ela estava realmente gostando de tudo me deixou um pouco mais empolgada e o calorzinho instalado em meu sexo ganhou um pouco mais de vida. Então teria que fazer, por ela e para ela. Recomecei as carícias no mesmo instante que Normani recomeçou as dela. Agora suas mãos, livres das minhas tocavam o restante do meu corpo. Pensei que chegaria ao orgasmo tão desejado no momento em que ela roçou os dedos em meus seios. Cheguei a estremecer com a expectativa, porém ela não os tocou de fato. Era como se fossem pontos proibidos. Voltei a me sentir frustrada.

– Não dá!

Tentei me afastar e ela me segurou com força onde estava. Pelo espelho pude ver a sua mandíbula apertada, como se estivesse se esforçando para evitar algo.

– Continue!

Sua voz mudou o tom outra vez. Além de suave e baixa, estava aguda. Fiquei apreensiva. O que estava acontecendo com ela?

– Normani...

– Eu mostro a você.

Antes que eu pudesse protestar ou questionar, sua mão estava sobre a minha e ambas já estavam no meio das minhas pernas. Seu dedo do meio se movimentava sobre o meu forçando a carícia sobre o meu clitóris. Desta vez foi exatamente como eu imaginava que seria. O prazer foi imenso. Gemi e meu corpo tremeu com o contato.

– Só acaricie. Movimentos circulares e lentos.

Seus lábios se fecharam em minha orelha e o calor do seu hálito percorria minha pele enlouquecendo todas as minhas células. Gemi alto. Ela roçava sua ereção em mim e seu dedo ditava os movimentos do meu. Eu sentia meu corpo começando a se comportar de maneira estranha... e... deliciosa! Deixei que meu dedo fizesse como ela me ensinava. A região ia ficando cada vez mais rígida. Isso era uma grande novidade. Estava muito difícil assimilar todas as sensações. Deixei que meus outros dedos me tocassem, completando a carícia.

– Sem penetrar, Dinah. Só acaricie. Assim!

Novamente ela me mostrou como fazer. O máximo aconteceu quando Normani deixou que sua mão esquerda continuasse me instruindo enquanto subia a direita até meus seios, agarrando-os como eu queria que fizesse. Foi demais. Neste momento meu corpo inteiro pareceu aquecer e eu gozei o prazer mais gostoso que poderia imaginar. Foi breve, muito breve, mas incrível e delicioso. Meu corpo inteiro acelerou naqueles segundos de prazer, para em seguida ir desacelerando bem devagar. E eu me senti leve, única, completa, feliz de uma forma impossível de descrever. Algo dentro de mim se partiu, esfarelou, e ao mesmo tempo, se refez, deixando-me inteira e pronta para enfrentar o mundo. Minha professora aos poucos foi retirando suas mãos de mim. Eu não estava pronta para sentir o vazio que elas deixaram em meu corpo. Tudo dentro de mim implorava por mais, muito mais, ao mesmo tempo que desfrutava da dormência deliciosa que me abraçava e acalentava.

– Agora volte para a cama e escreva. Vou estar no quarto ao lado.

Antes que eu conseguisse dizer alguma coisa ela partiu me deixando sozinha no closet.


Notas Finais


Cara, amo essa música (Confidently Lost), foi indicação da Dinah, e tipo, é muito linda.
Vejo vocês em breve... Beijo <3


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