História The Sex Teacher - Norminah G!P - Capítulo 6


Escrita por: ~ e ~normanizer

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Dinah Jane Hansen, Normani Hamilton
Tags Dinah Jane, Normani Kordei, Norminah, Norminah G!p
Visualizações 493
Palavras 4.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Mistério, Musical (Songfic), Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Spoilers
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá mores! Tem alguém aí? 😛
Mais um capítulo pra vocês, espero que gostem! Aproveitem. 💙

Capítulo 6 - Capítulo 6.


Fanfic / Fanfiction The Sex Teacher - Norminah G!P - Capítulo 6 - Capítulo 6.

Normani P.O.V

“Não é digno de saborear o mel, aquele que se afasta da colmeia com medo das picadas das abelhas”.

William Shakespeare

Este era o meu pensamento desde quando caí na real sobre o que estava fazendo. Ter estudado tanto Shakespeare não ajudava muito em uma hora como aquela. Na verdade, eu já acreditava que nada mais ajudaria. A culpa me consumia consideravelmente. Deixei Dinah em casa. Antes combinamos o que ela contaria à amiga. Em hipótese alguma poderia revelar a alguém o que tinha acontecido entre nós. Ela estava bastante empolgada e já havia terminado de modificar mais três capítulos do livro. Prometi que leria tudo e entraria em contato, só não sabia como fazer isso. Merda! Como fui me meter nesta confusão? Passei o dia tentando não pensar muito sobre o assunto, algo praticamente impossível. Ela estava lá, sua imagem me fazendo lembrar o tempo inteiro. Como pude acreditar que uns beijinhos e amassos seriam o suficiente para alguém como Dinah Jane Hansen? É óbvio que ela desejaria mais. Merda! Um milhão de vezes, merda! Ela era linda... e... gostosa. Exatamente o que não deveria ser. Até a porcaria da inocência dela era saborosa para mim. O que fazia eu me sentir cada vez mais uma merda. Não era para ser daquele jeito. Vê-la corar envergonhada e mesmo assim continuar o que estávamos fazendo foi... Puta que pariu! Aquilo foi demais até para uma mulher experiente como eu. Quando pensei que a vida não tinha mais nada para me oferecer, aos 34 anos recebo de presente uma bomba atômica disfarçada de aluna. Deus só podia estar de sacanagem comigo. Dei algumas voltas de carro sem procurar por nada específico. Apenas queria espairecer, embora acreditasse que não voltaria a ter paz tão cedo. Para piorar a situação, meu sexo não parava de latejar implorando por uma foda bem dada. Só que ele não estava interessado em qualquer foda. Ele queria a... Droga! A Dinah. Que castigo! Voltei para casa e preferi dormir no quarto de hóspedes. Não dava para encarar o meu quarto. Não depois do que aconteceu no closet. Caralho! Se as imagens não saíssem de minha cabeça, seria forçada a colocá-las para fora com a ajuda dos meus cinco dedos. Se masturbar na fase adulta era quase uma humilhação para alguém que poderia ter quantas mulheres quisesse em minha cama, separadas ou ao mesmo tempo. Só que naquele momento eu não tinha cabeça para qualquer outra pessoa. Nem seria justo. A Dinah Jane estava detonando o meu juízo. Eu nunca fui uma canalha, sempre joguei limpo, fui clara com todas as mulheres com quem me relacionei, por este motivo, levar qualquer outra para a cama apenas para que eu conseguisse arrancar de mim os efeitos dela, me colocaria em um patamar que eu sempre evitei estar. Por outro lado o que eu estava fazendo não era a mesma coisa? Transar pensando em outra pessoa seria tão injusto quanto fazer as coisas que eu estava fazendo com a minha aluna. Ou seja, mesmo sem a intenção eu estava ocupando o primeiro lugar no pódio das cafajestes. Dinah era linda, deliciosa, principalmente pela sua inocência e sede de aprender o quanto eu pudesse ensinar... E eu tinha tanto para ensiná-la... Porra, Normani! Foco, mulher! Ela era uma tentação. Quem não se aventuraria com uma garota tão cheia de hormônios prontinhos para explodir? E o melhor de tudo era que ela era maior de idade, ou seja, eu não estaria cometendo nenhum crime. Ou melhor, não estaria, se ela não fosse minha aluna. E pior, se não fosse virgem. Puta que pariu! Virgem? Ninguém mais era virgem no Rio de Janeiro, pelo menos não acima de dezoito anos. Onde aquela garota se escondeu por tanto tempo? Deve ser por isso que estava tão sedenta por experiências. Tantos anos apenas escrevendo sobre sexo sem dar sequer um amasso só poderia cozinhar os neurônios de qualquer pessoa. Era isso. Dinah estava louca e eu mais ainda por concordar em ajudá-la. Teria que pôr um ponto final naquela história e tinha que ser logo senão... Merda! Eu acabaria comendo uma aluna. Com certeza! Não podia permitir que isso acontecesse, além de não ser muito justa com ela. Coitada! Estava tão desesperada e perdida que aceitaria qualquer idiota para fazer o serviço. Podia até imaginar como seria. No banco de trás de um carro ou de pé em qualquer beco. Só imaginar que era tudo culpa minha já me deixava péssima. Por que fui falar aquelas besteiras para ela? Era só aprovar a merda do seu projeto e pronto. Ninguém publicaria aquilo mesmo. Aliás, era bem capaz que alguma editora meia boca publicasse e quando as críticas impiedosas e o fracasso das vendas chegassem ela já estaria pronta para escrever algo muito melhor e se tornar uma grande escritora. Mas como poderia aprovar um projeto que não gosto ou não concordo? Droga! Eu sou Normani Kordei, a editora mais respeitada do Brasil. Não posso aprovar um texto que não me agrada só para fugir de problemas. Não que ela não escrevesse bem, ou que o livro não fosse interessante. Era. Só que estava seriamente comprometida por causa dessa falha de conhecimento da Dinah. É mais ou menos como descrever um dia em Paris sem nunca ter estado lá. Você entra no Google, assiste vários vídeos, faz uma pesquisa vasta, lê vários depoimentos de quem esteve lá, mas nunca, jamais, vai conseguir descrever a emoção exata, a sensação correta. Exatamente como os textos da minha aluna, fantasioso demais e definitivamente sem nenhum conhecimento de causa. O que mais me corroía era a certeza de que ela só precisava disso. Se Dinah conseguisse conhecer as emoções, sentir cada sensação deliciosa e prazerosa do sexo, ela seria perfeita. Incrivelmente perfeita. Era a minha ruína. Eu seria julgada, condenada, desmoralizada, massacrada e descobririam o que eu realmente sou. E mesmo que isso tudo nunca viesse a acontecer, a minha consciência, com certeza, faria o serviço e me foderia eternamente, sem dó nem piedade.

Dinah P.O.V

Acordei com um sentimento muito bom. Mesmo não tendo acontecido nada demais entre nós duas, eu me sentia mais mulher, mais experiente. Isso! O fato de estar um pouco mais experiente estava me fazendo um bem enorme. A professora Kordei, ou Normani, tinha razão. Era muito mais fácil escrever quando conhecemos o assunto. E era muito melhor conhecer o assunto do que somente escrever sobre ele. Sorri bobamente, me derretendo como uma maria-mole por debaixo do lençol. Aquilo foi simplesmente a coisa mais gostosa que eu tinha feito em toda a minha vida. Nem o bolo de chocolate da minha mãe se igualava às mãos da Normani em meu corpo, aos seus lábios, aos seus olhos... Sem contar que ter um orgasmo era... Era... Nossa! Não tenho nem palavras para descrever. Se apenas com os dedos era tão bom assim, imagine com... meu rosto pegou fogo. Normani tinha razão. Eu precisava mesmo ter um orgasmo para entender o que minha personagem sentiu. Então... Como ela está sempre com a razão... Achei que seria melhor obedecer às suas ordens e praticar mais um pouco, afinal de contas... A prática leva a perfeição. Ainda deitada em minha cama, com o calorzinho do momento, tentei pensar em algo que me animasse. De acordo com os livros este era o caminho mais rápido para estimular a excitação. Lógico que meus pensamentos se voltaram imediatamente para a noite passada. Aquelas mãos... Aqueles lábios... Sua ereção roçando em mim ou eu roçando em sua ereção... Nossa! Eu já estava molhada de novo. Isso era bom. Normani tinha dito que era assim que deveria ser então estava tudo certo. Fui sentindo o gostinho bom de ser tocada, mesmo que pelos meus próprios dedos e deixei que a sensação me dominasse. Ninguém estava me olhando ou aguardando do lado de fora para saber como foi então deixei rolar. Acariciei os lados e percebi que era bom apenas para apimentar. Gostoso mesmo era no meio, mais acima, sim... Naquele exato lugar onde todas as mulheres descreviam como a fonte do prazer e, quando estava quase lá...

– DJ, você está aí? Posso entrar?

Oh, Droga! Ninguém pode ter um orgasmo em paz nesta casa?

– Você está aí ou não?

Santa inteligência!

– Entra, Allyson.

Minha amiga entrou um pouco tímida e tensa. Não entendi.

– Você está bem? – averiguou.

– Sim.

“Estaria muito melhor se tivesse conseguido o meu tão sagrado orgasmo”, tive vontade de completar em voz alta, só que eu nunca seria capaz de fazer isso. Jamais teria coragem de contar a Ally o que havia feito. No entanto, ela era minha amiga, minha única e melhor amiga e não dava para ficar escondendo tudo quando minha vontade era levantar, dançar alguma dança maluca, rir, gritar e me atirar no colchão contando todas as aventuras que me permiti viver. Sem contar que eu estava morrendo de vontade de compartilhar a melhora em meu texto, já que ela acompanhou todo o processo. Até que ponto eu poderia contar a minha amiga, o que estava acontecendo na minha vida?

– Está muito chateada comigo? – sentou na beira da minha cama ainda com muito receio.

– Por qual motivo?

– Deixei você sozinha nas mãos da "Senhora da Razão" quando mais precisava de mim – fez biquinho.

Entendi o que estava acontecendo. Ally achava que eu estava aborrecida por ela não ter ficado comigo na noite em que eu e Normani fizemos o acordo. Como eu poderia? Ela havia me dado na bandeja para aquela super professora delícia e eu pude ter meus primeiros amassos, primeiro orgasmo... Ah, Deus! Eu seria eternamente grata.

– Um pouco – desviei o olhar e fingi aborrecimento.

– Ela foi muito dura com você. Teve aquele papo de adulto onde nada é permitido... ameaçou contar para o padrinho? – completou com um sussurro.

Meu pai era o nosso maior medo, independentemente do que estivesse acontecendo no mundo, se houvesse a possibilidade de sermos atingidos por um tsunami ou se a terceira guerra mundial fosse declarada no Brasil, nada disso nos assustaria tanto quanto ter meu pai prontinho para nos dar uma bronca. Como eu costumava fingir não me importar, então...

– Eu tenho vinte e um anos, teoricamente sou uma adulta.

– Ok! Mas o que ela fez?

Ah, Ally! Se eu pudesse contar as coisas que ela fez comigo.

– Por que este sorriso gigantesco no rosto?

Minha amiga mudou sua entonação demonstrando insatisfação. Droga! Ally e sua obsessão pela professora Kordei. Droga duas vezes! Eu não só estava cometendo uma loucura aceitando que minha professora me ensinasse sobre sexo, como também estava passando por cima dos sentimentos da minha melhor amiga. Por que não pensei nisso antes?

– Nada, Ally, só que ela aceitou me ajudar com o livro. Vamos ter algumas aulas particulares e ela avaliará aos poucos o que eu escrever para não ter erro desta vez – evitei olhá-la e fingi arrumar o lençol, passando a mão sobre ele, mesmo estando ainda deitada na cama.

Ela me avaliou e depois decidiu ignorar o que eu disse.

– Conte sobre o gatinho que você ficou lá na boate.

Era melhor mudar o foco da conversa. Dava sempre certo com a minha amiga colocar a vida dela em primeiro lugar. Falar dos rapazes com quem ela saía era a melhor maneira de fugir de qualquer assunto.

– Aquele lá não foi nada... em compensação, o cara que eu conheci quando resolvi ir embora, depois que o outro arrumou uma briga, me deixando furiosa... Ah, Dinah! Este eu nem te conto. Ele é simplesmente... Tudo! Perfeito, romântico, carinhoso...

Seu sorriso revelou. Ela já estava transando com ele. Como podia?

– Amiga! Ele é maravilhoso! – rimos juntas.

– Que tal um dia de compras? Preciso de coisinhas novas para impressionar meu novo namorado. – disse empolgada.

– Novo namorado? Rápida você, hein?

– Passamos praticamente um dia inteirinho trancados num quarto. Acho que posso acreditar que este vai dar certo.

– Claro! Claro que vai, bisshh!

– Vamos?

Pensei no assunto. Seria bom ter algumas coisas interessantes para as minhas aulas particulares. Algumas coisas que me deixasse mais sexy ou desejável para Normani. Quem sabe assim ela desistiria da ideia de não querer tirar a minha virgindade. Além do mais, meu pai vivia reclamando de que eu nunca usava o dinheiro que ele depositava em minha conta todos os meses e minha mãe das minhas roupas. Era um bom momento para gastar.

– Vamos. Deixa só eu tomar um banho.

– Ok.

– Ok. Encontro você lá embaixo. Preciso acertar algumas coisas na recepção.

Ah, sim! Nós morávamos em um flat (edifício, tipo hotel). Não um flat qualquer, mas um que pertencia a meu pai e que ficava no melhor lugar de Ipanema. Quando nós decidimos que iríamos morar sozinhas, ele achou que nos colocar em um lugar de sua confiança, onde pudesse controlar nossos passos, com empregados suficientes para nos impedir de tocar fogo na casa ou de fazer do apartamento um bordel, satisfaria sua consciência e deixaria minha mãe mais tranquila também. Como meu pai nunca agiria de forma normal, ele simplesmente utilizou os dois últimos andares transformando-os em um duplex extenso e cheio de mordomias. Não tínhamos empregada, cozinheira, nem nada disso. Uma exigência minha, que não queria ser monitorada por ninguém, mas os empregados do flat faziam o seu serviço normal e diário. De qualquer forma a recepção era sempre o quartel-general, onde todas as informações eram coletadas e transmitidas ao ditador maior, meu pai. Com certeza este era o motivo de Ally precisar descer e conversar com o Alex, o carinha da recepção e, de alguma forma, persuadi-lo a subtrair algumas informações que seriam repassadas ao meu pai. Tá vendo? É justamente por isso que eu nunca cometo nenhum erro... Ou não cometia. Hum! Era melhor tentar retirar a informação de que eu não havia dormido em casa, e fazer isso sem a presença da minha amiga, ou ela também descobriria este detalhe. Assim que Ally saiu, corri para o banheiro, afinal de contas... Compras não era a minha única necessidade naquele momento. Eu precisava de conteúdo e para tanto a prática era fundamental, palavras da minha professora.

Normani P.O.V

Acordei como sempre acordava, com um tesão filho da puta. Por isso gostava que as mulheres com quem eu saía dormissem comigo. Transar de manhã é muito bom. Imediatamente as lembranças me invadiram: Dinah Jane Hansen. Ah. Meu. Deus! Eu tinha que dar um fim nisso. Tomei uma ducha fria, ingeri apenas café preto e amargo, em uma tentativa de enganar meu cérebro e fazê-lo desviar seus pensamentos para outra coisa. Escolhi a roupa formal de sempre, blusa branca, casaqueto preto e saia justa. Passei rímel, lápis de olho e um batom matte vinho. Conferi minha imagem no

do closet mexendo no meu cabelo e, satisfeita com o visual, fui para a faculdade. Dinah não teria aula comigo o que me deixava mais à vontade. Passei a manhã inteira conversando com os alunos, falando sobre seus trabalhos e, durante todo o tempo, a única coisa que eu pensava era no texto dela. Era melhor abrir logo o e-mail para saber o que ela havia enviado. Na hora do almoço fui ler o que Dinah me enviou antes de ir embora da minha casa. Li tudo enquanto comia e... Caralho! Ela estava mesmo tornando o texto incrível. Fiquei excitada enquanto lia a forma como ela descreveu o orgasmo da sua personagem. Confesso que também fiquei orgulhosa. Claro! Ela nunca havia gozado na vida e o seu primeiro orgasmo foi oferecido por mim. E foi incrível de assistir. Porra! Foi mais do que incrível, foi delicioso, me deixou sem chão, ansiosa para continuar tocando-a, para arrancar aquele roupão e... Puta que pariu, Normani! Não pode pensar nela deste jeito. Não deve. O fato é que ela conseguiu descrever um orgasmo de forma perfeita, não apenas na sensação, o que me deixava mais excitada ainda, pois descobrir como ela se sentiu engrandecia o meu ego, mas também a magia que conseguiu adicionar, típica de mulheres que escrevem romances, deixando tudo muito mais bonito e encantador. Aquele era o tipo de texto que o público feminino compraria com toda certeza. Se Dinah continuasse assim, seria uma escritora incrível. Era nítida a mudança dos seus textos. Porra! Isso me deixou ainda mais ferrada. Fodidamente excitada. Tive reunião com Lauren, minha irmã caçula, que cuidava da seleção dos originais recebidos e Christopher, meu irmão do meio, que era o responsável por toda a trajetória de um livro até o seu lançamento. Eu sou adotada, meus pais morreram em um acidente quando estavam viajando para resolver negócios (eu tinha apenas 5 anos). Os pais da Lauren e do Chris, estavam tendo dificuldade para ter filhos, não aguentavam mais esperar e me adotaram. Depois de alguns anos, nasceram Lauren e Chris. Permaneci apenas com um sobrenome dos meus pais biológicos: Kordei.

Minha editora tinha destaque no mercado editorial brasileiro e já alcançávamos o mercado mundial, através de muitas parcerias e contratos com editoras estrangeiras o que nos permitia trazer para o mercado interno os livros mais procurados de autores de fora, além de lançar os nossos autores em outros países. Apesar do crescimento e da constante expansão, tentávamos manter o controle nas mãos da nossa família. Por isso Lern, (como apelidavamos a nossa irmã), e Jauregay, apelido do Chris, (ele fica puto quando chamamos ele assim), estavam sempre no centro das decisões, junto comigo. Conversamos sobre três originais que discutíramos antes e nós decidimos por apenas um deles. Questionei-me se um dia deveria sugerir o original de Dinah. Era melhor não. Ou era melhor sim? Puta merda! Ela estava acabando comigo.

– Este com certeza é o melhor – Lauren reafirmou.

– Pelo estudo de mercado que recebi hoje, acredito que fará sucesso, sem contar que o autor já tem uma ótima aceitação nas plataformas de auto publicação. Possui um ótimo público, está sempre bem posicionado nas listas de vendas de e-books e nunca lançou um livro físico. Uma ótima oportunidade – concordei com a cabeça fazendo algumas anotações pertinentes.

– E você, Jauregay? Como estamos de publicações para o primeiro semestre do próximo ano? – perguntei.

– Jauregay é o cacete! – ele esbravejou e Lauren riu balançando a cabeça.

– Você está vendo alguma menininha aqui? É Chris, caralho! – rimos incapazes de nos conter.

– Se eu pegar algum funcionário me chamando de Jauregay ou qualquer coisa do tipo aqui dentro, vou descer o cacete em vocês duas.

– Vai mesmo, Jauregay, O Brigador? – Lauren "humilhou" ainda mais.

– E brigador existe, fedelha?

Lembrei de Dinah.

– Podemos continuar? – fui mais rude do que o habitual.

Nunca fiz o tipo patroa que mandava em tudo e tratava todos a ferro e fogo. Tudo culpa da Dinah.

– Ainda existe espaço para o primeiro semestre, Normani. Lauren não conseguiu escolher muitos originais para o próximo semestre, o que dirá para o próximo ano.

– Porque eu escolho o que realmente vale a pena e não o que você precisa para justificar o orçamento.

– Como assim justificar o orçamento, garota? Enlouqueceu? – Chris rebateu com raiva e Lauren fez biquinho, sorrindo descaradamente em seguida.

– Crianças, podemos nos concentrar? O dia está lindo e eu ainda pretendo pegar algumas ondas.

– O grupo da Espanha pediu mais dois originais, além do da Zendaya, é claro – Chris informou.

– Ah, sim! O grupo da Espanha pediu mais dois originais – Lauren falou como se o nosso irmão não tivesse dito nada. Olhei para Chris e ele revirou os olhos, deixando-a conduzir a conversa.

– E o da Zendaya também... – e sorriu como uma criança pirracenta.

Tive que rir.

– Jaure... Chris, encaixe este autor e peça para o pessoal enviar o contrato para análise. Lauren, e aquela...

– O material dela é um lixo.

– Tudo bem. Continue sua busca por autores que nos mantenham no topo.

– Com toda certeza. – Lauren disse confiante.

– Vamos encerrar?

Eu estava angustiada e ansiosa para sair. Respirar um pouco. Algo que não me lembrasse a loucura que estava fazendo, ou que me fizesse refletir melhor e me convencer a desistir.

– Por mim está ótimo! – Chris levantou recolhendo seu material.

– A Camila vai com você? – Lauren se voltou para mim antes de sair.

Camila era a minha melhor amiga e, por um acaso da vida, era a mulher da minha irmã caçula. Uma "desgraça", já que Camila conseguia dominar Lauren de todas as formas possíveis. Eu perdi uma companheira de farra no momento em que a convidei para conhecer a minha família. Quando saí o dia já estava caminhando para o final, resolvi que era hora de entrar no mar. Nada como surfar para relaxar a mente. Fiquei com as ondas por uma hora e meia e só saí porque estava ficando tarde. Foi quando encontrei a Camila. Eu sabia que Lauren daria um jeito de impedi-la de me acompanhar. Óbvio que ela daria! Praia exigia biquínis, corpos morenos e perfeitos, meninas ansiosas para conversar com os surfistas... A Camz era uma danada mesmo. Também era a pessoa com a qual eu desabafava. Além de minha colega na editora, era professora da UERJ, assim como eu, e conhecia muito bem o meu problema em forma de aluna, afinal de contas, era professora dela também.

– Seu escritório é na praia?

Brinquei por ela ainda estar vestida com roupas formais. Camila fez uma careta engraçada e tirou o blazer.

– Lauren me passou um original para revisão. Disse que foi ordem sua.

– Ordem minha, nada – caminhamos em direção ao quiosque do Seu Tobias.

Ele sempre me deixava guardar minhas coisas lá.

– Eu sei. Ela queria era me impedir de estar aqui. Minha branquela é ciumenta.

– Duas águas, por favor! – pedi ao garoto que me entregou minha mochila.

Tirei a toalha de lá e sequei meu cabelo.

– Você é sempre muito fresca, Normani. Para que secar o cabelo? Você estava surfando!

– Meu cabelo é muito volumoso, fica escorrendo água em meu rosto e eu fico agoniada.

– Hey. Você é hétero?

– Quer descobrir? Você me conhece muito bem, Cabello – ela riu sentanda em um dos bancos na sombra do quiosque.

– O que você precisa tanto conversar comigo que não podia esperar até amanhã?

– Estou com um problema imenso.

– Quem você engravidou?!

– Cala a boca, Camila! – ela riu dando um gole em sua água.

Contei tudo a minha amiga que me escutou em silêncio. Não deixei nenhum detalhe de fora. Nenhum mesmo. Precisava que ela tivesse a dimensão exata da merda em que eu estava me metendo.

– Você é uma filha da puta, Normani! – eu merecia aquilo, mesmo assim fiquei chocada com sua reação.

– Camz eu...

– Por que não comeu a menina?

– O quê?

– Você é a maior filha de uma puta, falsa puritana, que conheço. Vai ficar cozinhando a garota até quando?

Aquela era a Karla, não a Camila. Meu. Deus. Me dê paciência.

– Karla, eu acho que você não ouviu nada do que eu disse. Dinah é minha aluna, aliás, sua aluna também e, para piorar tudo, virgem.

– E está esfregando na sua cara e você não faz nada. Tô desconhecendo você, Normani. Acho que este papo de ser hétero é sério.

– Sabe... definitivamente o casamento não fez bem a você.

– Rá! Sua irmã é uma tarada. Não me dá sossego. Ela torra a minha paciência com todo esse sexo que exige de mim, mas eu gosto, principalmente quando ela é a ativa.

Ri do que minha amiga dizia.

– Pense nisso e pare de cozinhar a Dinah. Quando ela descobrir o que é sexo de verdade você estará perdida.

– Eu não. Estarei bem longe dela.

– Normani – ela se aproximou um pouco mais, jogando o corpo sobre a mesa pequena.

– Você vai comer a menina, e sabe o que vai acontecer? Ou ela vai ficar como uma praga no seu pé, ou vai sair dando para toda a cidade.

– Porra, Karla! Você não está ajudando nem um pouco.

– Se você continuar ensinando essas coisas pervertidas à garota, vai criar um monstro que ficará fora de controle. Dê a Dinah logo o que ela quer e caia fora antes que seja irreversível.

– Eu deveria ter contado ao Chris o que você e Lauren faziam quando ele não estava olhando – encostei-me na cadeira e cruzei os braços.

– Conte. Eu já casei mesmo, e posso comer a sua irmã a hora que quiser – arqueou uma sobrancelha e ajeitou sua franja me encarando em desafio.

Dei risada.

– Voltando ao seu problema... A solução é a seguinte: pare de bancar a certinha e admita que está doida, desesperada para comer Dinah Jane Hansen.

– Não estou doida para comer Dinah Jane Hansen. Dá para me ajudar?

– Estou ajudando. Você acha que é um erro, por isso não admite, mas se ela quer ser comida e você quer comê-la, não existe nenhum problema.

– Eu não quero comer a Dinah.

– Você quer.

– Não quero! – retruquei indignada.

Será que Camila não conseguia entender a gravidade do problema?

– Caralho, Normani! Seja honesta comigo e com você mesma.

– Eu senti um puta tesão por ela, o que você queria que acontecesse? Ela estava nua, me implorando para ensiná-la. Pelo amor de Deus...

–O que vai fazer?

– Não sei. Estou pensando em sair com a Jilly Anais.

– Jilly Anais? Você enlouqueceu? A última coisa de que precisa é de uma desequilibrada em sua vida.

– Ela não é desequilibrada.

– Ela nutre uma fixação por você, Mani. De onde tirou esta ideia? Por que não sai com uma das muitas mulheres que transariam com você num piscar de olhos. Dinah Jane Hansen, por exemplo.

Desisti da conversa com a minha amiga e decidi que era hora de ir para casa. Dali não sairia nada de interessante.

– Preciso de alguém novo em minha vida. Todas as outras eu já conheço e preciso de uma... Você sabe. Uma nova, que desperte a minha curiosidade.

– Uma nova vagina? – e gargalhou.

– É isso que está tentando me dizer? Pelo amor de Deus, Normani! Vá à merda com este falso decoro, sua puritana de merda! Não consegue dizer a palavra? O que está acontecendo com você?

Desta vez gargalhei. Karla Camila era uma filha da mãe desbocada.

– Valeu, Karla! Tenho que ir! Vejo você amanhã.

– Procure uma vagina nova em uma boate ou bar. A da Jilly não vale o sacrifício.

Olhei para ela, meio surpresa. Como poderia saber?

– Em outro momento, Normani.

– Traiu a minha irmã?

– Não. Nossa Senhora! Não é nada disso. Olha... Não coloque ideias erradas em sua cabeça, ok?

– Depois você precisa me contar direitinho esta história. – ela levantou o dedo do meio pra mim.

Levei minha prancha ao carro, louca para chegar em casa. Retirei o short molhado, coloquei a toalha sobre o banco de couro, entrei, liguei o som e “Halo” da Beyoncé. Imediatamente começou a tocar. Sorri apreciando o que ouvia, e acabei lembrando da Dinah, puta merda...

– Every rule I had you breaking. It's the risk that I'm taking – comecei a cantar (tradução: Todas as regras que eu tinha você está quebrando. É o risco que eu estou correndo.) Liguei o carro sentindo meu corpo relaxar, mas depois de andar apenas cinco metros precisei frear abruptamente o que não me impediu de atingir em cheio a pessoa que atravessou em minha frente.


Notas Finais


Espero que comentem o que estão achando e o que quiserem! É muito importante vocês sabem. 😊 Até outro dia, carinhas! 💙 @dinahizer
PS: Essa que está na capa do capítulo pra quem não sabe é a Jilly uma amiga da Normani na vida real.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...