História The Ship of Dreams - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Palavras 5.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


OLHA EU DE NOVO SHAUSHUAHSUHAUSHA BERRO!
A PESSOA TA FAZENDO OQ? ESCREVENDO 18932 FANFICS AO MESMO TEMPO PRA QUE NE? PRA FICAR LOUCA DE GRAÇA! SHAUSHUAHSUAHSU
GALERIS SEGUINTE, TEM UNS BONS MESES JA QUE DESCOBRIRAM MEU FANATISMO POR TITANIC, SIM EU SOU DOIDA PELO FILME AO PONTO DE ASSISTIR NA TV E DEPOIS COLOCAR O DVD E ASSISTIR DE NOVO SHAUSHAUSH
AI FOI ASSIM, ME PEDIRAM PARA FAZER A VERSAO SWANQUEEN E EU PENSEI: PORQUE NAO? POREM JA ME DERAM O ULTIMATO DE QUE SE EU MATAR A EMMA OU A REGINA CONGELADA VAO ME CAÇAR ATE NO INFERNO SHAUHSUAHSUHA PQ CABE AS DUAS NA PORTA BERRROOO SHAUSHUAHSUAHS
MAS ASSIM, A HISTÓRIA VAI SEGUIR O FILME, COMO VCS VERAO NO PRIMEIRO CAPITULO, POREM EU IREI MUDANDO ALGUMAS COISAS CONFORME O ANDAR DA CARRUAGEM OU O NAVEGAR DO NAVIO, A HISTORIA TERA MEUS TOQUES E TERA CENAS DO FILME, PORQUE AFINAL É UM CLASSICO E NAO SE BRINCA COM UM CLASSICO CERTO?
BOM, ESPERO QUE GOSTEM E QUE NAO SE DESESPEREM ANTES DA HORAAAAA SHAUHSUAHSUAHS
BOA LEITURAAA <3 COMENTEM O QUE ACHARAAAAM!
PROMETO NAO ME ENROLAR PRA ATT
BEIJOOOOX

Capítulo 1 - Um mudança de vida


Fanfic / Fanfiction The Ship of Dreams - Capítulo 1 - Um mudança de vida

“O ano é 1996. Oitenta e dois anos do naufrágio do suntuoso RMS TITANIC. O navio fazia parte da linha Olympic Class e fora encomendado pela White Star Line para ser construído em Harland e Wolff Shipyard em Belfast. A construção começou em 1908 no dia 16 de Dezembro, porem os trabalhos no navio começou apenas em 1909 no dia 31 de Março. Esses magníficos navios eram as maravilhas industriais de seu tempo e o TITANIC deveria ser o maior, mais rápido e o mais luxuoso. Após três anos, ele foi terminado. Uma cidade flutuante, pronta para embarcar em sua viagem inaugural de Southaptom para New York.

O majestoso possuía 882 pés e 9 polegadas (269.1 metros) de comprimento, 825 toneladas, 10.000 lâmpadas é o numero estimado usado no navio e 20 cavalos foram necessários para carregar a âncora. Foram gastos 7.500.000 dólares no total. O TITANIC conseguia levar 3.547 pessoas a bordo, mas apenas 2.223 compraram as passagens para a primeira e única viagem que ele faria. Segundo as normas náuticas, ele deveria estar equipado com 64 botes salva-vidas em toda a sua extensão, porém ele zarpou com apenas 20 botes. Cada bote suportava um numero de 65 pessoas, no entanto, segundo fontes confiáveis, cada bote deixou o navio carregando apenas 28 pessoas.

Na noite de domingo do dia 14 de abril de 1912, o quinto dia da jornada do TITANIC, as temperaturas estavam caindo em direção ao congelamento e o mar estava calmo. Com essas condições, era muito difícil de detectar qualquer empecilho que houvesse no meio do caminho. As 11:40pm, o vigia soou o alarme e telefonou para a ponte avisando sobre o iceberg, porém já era tarde demais. O navio não conseguiu evitar e o atingiu em menos de 40 segundos depois, arrancando uma série de furos ao longo do lado do casco.

Ao inspecionar o dano, o principal arquiteto naval do TITANIC, Thomas Andrews, disse ao capitão Smith que o navio certamente afundaria. Seis dos compartimentos estanques na frente do casco do navio foram violados, cinco deles inundados dentro de uma hora. O navio não havia sido projetado para suportar tamanho peso de agua, apenas para manter-se a flutuar com apenas quatro compartimentos inundados. Menos de três horas depois, o gigantesco e impetuoso estava no fundo do Oceano Atlântico, ele chegou ao fundo exatamente as 2:30am do dia 15 de abril de 1912, quase quatro quilômetros abaixo ou 12.600 pés de profundidade. O arco penetrou 18 metros no fundo do mar. 31,6% é o total da tripulação e de passageiros que sobreviveram. 53,4% seria o numero correto de sobreviventes dado o numero de espaço que cabiam de pessoas nos botes.”

─ Belo discurso chefe! ─ disse Lewis, um dos membros da equipe de Brock Lovett.

─ Estamos a treze metros, deve dar para ver ─ um dos pilotos do mini submarino que desbravava o Oceano Atlântico atrás do grande monstro da construção náutica do seu tempo.

A equipe de Brock Lovett esta em uma busca incansável dentro do que sobrou do TITANIC. Lovett, apaixonado por historias de naufrágios e especialmente pela historia desse fantasma que habita as profundezas do mar, contratou diversas pessoas para estarem com ele a deriva no navio russo Akademik Mstslav Keldysh. Cada membro de sua equipe possui uma especialização na área de engenharia náutica, oceanografia, mecânica e entre outras. Seu objetivo: encontrar o diamante conhecido como O Coração do Oceano.

Dia após dia eles submergem até o navio para, sem sucesso, revirar cada parte dos destroços do navio que um dia foi considerado incapaz de naufragar. Neste exato momento, eles observam a proa e passam por cima das grades de proteção. O intuito é conseguir entrar nos cômodos e procurar com mais afinco. Segundo o que eles acreditavam, o diamante poderia estar em algum cofre, armário, gaveta ou qualquer compartimento dos moveis cobertos de algas e corais.

─ Ok, Mir-2 estamos acima da proa ─ o submarino Mir-1 avisa ao outro que o acompanha.

─ Rodando novamente ─ Brock avisa e pega sua câmera ─ sexta submersão. Aqui estamos sob o deque do TITANIC ─ ele fala enquanto grava.

As luzes dos faróis dos dois submarinos iluminam o navio que permanece na penumbra do oceano, sendo agora moradia dos animais marinhos. Cada parte de sua construção se encontra coberta por lodo e escurecida pelo tempo exposto a agua salgada. O que já fora um dia considerado a maior conquista do ser humano na área náutica, hoje é apenas uma lembrança para aqueles que acompanharam de longe as noticias do naufrágio. E para aqueles que viveram o desespero e sobreviveram, olhar para ele é como arrancar a casca de uma ferida. Uma ferida dolorosa e que sempre deixara cicatrizes naqueles que viram de perto toda a agonia.

─ A pressão la fora é de três polegadas e meia por polegada quadrada ─ continua Lovett ─ as janelas possuem 23 cm de largura, vamos tentar entrar sem quebra-las! ─ ele avisa.

─ Se isso acontecer é adeus mundo! ─ diz Lewis em tom de brincadeira.

Os dois submarinos então se preparam para adentrar o navio com uma pequena extensão do submarino que se solta e fica preso a uma corda.

─ Va para o teto dos alojamentos da tripulação como fizemos ontem!

Lewis assenti positivamente e se senta para pegar o comando dos controles.

─ Ok Mir-2, estamos indo a Grande Escadaria, estão prontos para lançar? ─ pergunta Brock.

─ Sim Brock, lançando o Dunckin agora, pode ir Charlie ─ um dos tripulantes avisa e desprende “Dunckin” como chamam vulgarmente a extensão do pequeno submarino.

─ Ok, ele esta descendo perto do casco! ─ diz Charlie comandando os controles do “besouro submarino” que avança em direção a entrada pela janela.

─ Entendido! ─ diz Lovett ─ desça e passe pela entrada da Primeira Classe! Quero que vejamos a recepção, o deque D e o restaurante!

─ Entendido chefe! ─ respondeu Charlie.

O “besouro submarino” entra pela janela e ilumina a entrada pela porta principal. É possível enxergar cada detalhe com clareza e ver o quanto foi trabalhado naquela construção. Eles continuam seguindo para o destino requerido por Brock.

─ Va para esquerda! Esquerda! ─ Lovett fala diversas vezes e então o automóvel se vira e passa pela porta que antes havia iluminado.

O segundo “besouro submarino” se prepara para zarpar e avançar diante do navio.

─ Snoop Dog esta a caminho! ─ diz Lewis ─ estamos indo para a caixa da escada!

─ Que nome ridículo! ─ comenta Lovett e Lewis apenas ri. O cabo se estende e eles entram por umas das janelas ─ ok, agora siga para o deque B! ─ ele fica atento a cada detalhe enquanto passam pelos destroços ─ certo, deque A e agora deque B, isso! Entre la!

O Snoop Dog então entra pela outra janela e chega ao deque B. Suas luzes iluminam cada parte daquele compartimento. As portas, lustres, cadeiras e objetos pessoas como óculos, sapatos e entre outros são vistos entre as areias que cobrem o chão que antes reluzia o brilho do luxuoso cristal escolhido para decorar cada lamparina. Eles chegam então a área dos quartos e tentam, com certa dificuldade, passar sem bater no batente da porta e causar um desmoronamento.

─ Cuidado com o batente da porta! ─ Brock avisa. Lewis então se concentra e com precisão manuseia o controle de forma a conseguir perpassar a entrada ─ Cuidado! Cuidado!

─ Estou vendo! ─ Lewis continua concentrado.

─ Ok, com calma, tudo bem ─ Lovett fala com certa ansiedade e temor.

─ Relaxa chefe! ─ Lewis avisa.

O quarto era de primeira classe. Luxuoso, perfeito e feito para receber ate a realeza se fosse o caso. Eles observam a penteadeira, feita de madeira de pinho e detalhes de ouro puro, seu espelho já borrado e corrompido pelo intemperismo causado pelo oceano. Objetos pessoais ainda povoam aquela parte, um espelho, escova de cabelo e outros mais. Como se tivessem congelados, como se o tempo, apesar de ter mudado sua constituição física, não tivesse mudado em nada na aparência de toda a organização do cômodo.

─ Ok, agora vire e cuidado com a parede! ─ diz Lovett.

─ Cabos para fora chefe! ─ avisa Lewis.

─ Brock, estamos no piano, entendido? ─ um dos tripulantes do Dunckin avisa pelo radio comunicador.

─ Entendido!

Lewis e Brock continuam prosseguindo e passam pelo hall do quarto e chegam ate a porta da entrada onde fica a região mais intima do cômodo. É possível enxergar a madeira da cama quebrada e jogada em um canto com o estrado enferrujado. Mais ao lado o banheiro da suíte com a porcelana da banheira coberta com algas e manchada.

─ Entramos! Cara, nós entramos! ─ comemora Lewis.

─ É a cama do Locksley ─ comenta Brock ─ é onde o filho da mãe dormia!

─ Opa, alguém deixou a torneira aberta! ─ ironiza Lewis e Lovett apenas ri. Ele sentia que iria encontrar algo importante ali. De acordo com o que sabia, o diamante havia sido comprado por Locksley e ele fora seu ultimo dono. Então se fosse para estar em algum lugar, seria ali.

─ Espere um segundo ─ diz Brock ─ volte para a direita! ─ Lewis obedece e vira dando de cara com mais destroços e a porta de um armário tombada no chão ─ a porta do guarda roupa, se aproxime! ─ o piloto segue as ordens novamente.

─ Você esta farejando algo chefe! ─ diz Lewis.

─ Quero ver o que há embaixo da porta! ─ ele ordena.

─ Mostre suas mãos amigo! ─ Lewis ativa as mãos mecânicas do “besouro submarino” e com cuidado a aproxima do que restou da porta.

─ Cuidado, ela pode quebrar! ─ Brock ficou atento a câmera que mostrava cada detalhe do ato ─ isso, vire! Vire!

─ Certo! ─ com as mãos mecânicas ele segurou em uma das bordas da madeira podre e quase esfarelada e lentamente a virou para a esquerda, revelando um cofre de metal que estava jogado e escondido embaixo dela.

─ Cara! Você esta vendo isso chefe! ─ disse animado.

─ É Lewis, hoje é dia do pagamento! ─ Lovett sorriu satisfeito.

Ambos os submarinos voltaram ao navio, submergindo e sendo erguidos por braços mecânicos. A tripulação do navio comemorava a descoberta e a aparente chegada do fim da expedição pela busca do diamante perdido. Bobby parabenizou Brock pelo excelente trabalho enquanto Lewis abria uma garrafa de champanhe. Outro membro da tripulação filmava para que tudo fosse documentado e relembrado por cada parte do time que havia participado daquela aventura.

─ Nós conseguimos! ─ comemorou Lewis ─ quem é o melhor? ─ ele abraçou Brock ─ diga, quem é o melhor? ─ ele sorriu.

─ Você é o melhor Lewis! ─ Lovett falou rindo e recebeu um beijo na testa do enorme amigo barbudo.

─ Meus parabéns Lovett! ─ Bobbie abraçou o colega.

─ Nós o trouxemos Bobbie, conseguimos! ─ sorriu Brock

Eles então engancharam uma corrente na porta do cofre e uma enxurrada de agua lamelada escorreu de dentro dele. Brock colocou as mãos em cada compartimento, tirando pedaços de documentos, papeis, dinheiro antigo e entre outros papeis. Porem, não havia sinal do diamante. Ele retirou uma pasta de couro e ficou indignado. Todos olhavam sem acreditar.

─ Merda! ─ esbravejou Brock.

Dentro do navio, os peritos analisavam cada pertence que retiravam do TITANIC. Cada parte dele era averiguada e datada e devidamente guardada. Mas eles não queriam peças para compor um museu sobre um navio naufragado, não queriam ser apenas aventureiros. Pessoas importantes estavam investindo seu dinheiro nessa expedição e cobravam o retorno todos os dias e cada vez mais impaciente. Brock recebeu uma ligação de um dos sócios querendo uma resposta sobre o ultimo achado deles, porem sua atenção foi desviada quando viu o desenho de uma bela garota datado de 14 de abril de 1912.

─ Espere, o que é isso? ─ ele deixou Dave, um de seus sócios falando sozinho e foi direto onde uma das peritas limpava o desenho com cuidado e revelava cada traço do rosto e das curvas do corpo da mulher.

─ Ei! Parece que temos algo novo? ─ perguntou Bobbie.

─ Cadê a foto do colar? ─ perguntou Brock e rapidamente Bobbie estendeu a figura. Brock comparou com o desenho e assustou-se. A moça usava o colar em seu pescoço ─ minha nossa! ─ exclamou.

Algumas fotografias compunham a decoração da aconchegante e simples sala de uma velha senhora. Suas mobílias demonstravam o quanto ela não se importava com luxo, com dinheiro, com pompa. Para ela o importante era estar vivo, ter o ar em seus pulmões, poder escutar suas musicas em alguma radio antiga e fazer seus jarros de barro em sua pequena varanda repleta de plantas. Nada ali era do mais requintado, tudo fazia parte de sua historia, tudo ela havia construído e carregado consigo ao longo dos anos. Sua casa cheirava a madeira, colônia de jasmim e talco.

Sua pele enrugada, suas veias saltadas, seus cabelos curtos grisalhos e seu olhar manso e cálido aparentava a doce senhora de anos já avançados, de coluna curvada e cheiro de lavanda. Suas mãos sujas tentavam formar um pequeno jarro na plataforma que girava sem parar. Seus olhos que estavam concentrados em sua pequena bagunça não foram suficientes para mantê-la distante do barulho da pequena televisão em cima do balcão da cozinha. Uma repórter entrevistava via satélite Brock Lovett e lhe fazias perguntas sobre suas expedições.

─ Estamos aqui com o pesquisador Brock Lovett, responsável por encontrar o ouro espanhol ─ falava a moça pela pequena tela ─ recentemente ele tem focado sua atenção para o excêntrico navio naufragado, o TITANIC, muitos o chamam de ladrão de tumbas, o que você pensa disso Lovett? ─ a repórter perguntou. A velha senhora se levantou com dificuldade devido a sua idade, segurou em sua bengala e foi ate o balcão.

─ Não estou roubando nada, pois ninguém fez o pedido pelas coisas que estão no navio ─ explicou Brock ─ meu interesse é nas historias não contadas sobre ele, as que nós ainda não sabemos! É de ciência de todos a historia dos músicos que tocaram durante o naufrágio, mas e quanto aos outros? ─ a senhora se aproximou mais para escutar a reportagem.

─ Algum problema vovó? ─ perguntou a neta da senhora. Uma bela moça loira de traços delicados e olhos azuis.

─ Aumente o volume querida, por favor! ─ pediu a senhora. A mulher atendeu prontamente o pedido da avó.

─ Nós apenas estamos encontrando artefatos ─ continuou Brock na reportagem ─ deem uma olhada neste desenho que encontramos hoje ─ a câmera filmou o papel amarelado onde mostrava o desenho feito com grafite grosso ─ minha equipe conseguiu mantê-lo intacto, vocês acham que algo assim merece ficar no fundo do oceano? ─ a velha senhora forçou a vista para enxergar o desenho. Ela o reconhecia. Reconhecia aqueles traços, aquele rosto, aquelas curvas. Como em um filme, sua memoria passou pelos seus olhos e ela teve uma súbita lembrança daquele momento.

─ Minha nossa! ─ ela exclamou estupefata e ainda incrédula com o que via.

Era noite no meio do Oceano Atlântico e Brock se preparava para lançar mais uma vez o submarino. Terminavam de averiguar tudo e organizar as equipes que iriam descer com ele ate o navio. Porem, Bobbie apareceu arfando e chamou sua atenção.

─ Tem uma ligação via satélite para você! ─ ele avisou.

─ Bobbie estamos quase saindo, não posso atender agora! ─ Lovett bufou.

─ Acredite em mim! Vai querer atender essa ligação! ─ Bobbie fitou seriamente o colega. Brock então convencido deixou seu posto de lado por alguns minutos.

─ Melhor que seja importante mesmo! ─ ele reclamou.

─ É bom falar alto, ela é meio velha! ─ Bobbie comentou e Brock rolou os olhos pegando o telefone.

─ Brock Lovett, em que posso ajuda-la Sra...? ─ ele olhou para Bobbie e colocou a mão no telefone esperando a resposta.

─ Nolan, Sra Regina Nolan! ─ Bobbie falou.

─ Sra Nolan! ─ ele atendeu.

─ Sr. Lovett, eu gostaria de saber se por acaso já encontrou O Coração do Oceano? ─ a senhora falou calmamente e Brock ficou pasmo.

─ Eu disse que iria querer atender!

─ Ok Sra. Regina, tem minha atenção ─ ele suspirou ─ sabe quem é a pessoa do desenho? ─ ele a questionou.

─ Oh! Sim! A pessoa no desenho sou eu! ─ ela falou com tranquilidade.

Com aquela afirmação, Brock providenciou que a senhora fosse trazida as pressas para o navio. Se ela estivesse dizendo a verdade, ela seria uma das ultimas ou talvez a única sobrevivente do naufrágio ainda viva. Ele não pensou duas vezes. Mandou que pagassem seu deslocamento ate o porto e então um helicóptero a buscou juntamente com sua neta que sempre estava ao seu encalço, cuidando dela e de tudo o que ela precisava. Com o avançar da idade, ela precisava sempre ter alguém a acompanhando.

Chegaram ao navio pela manha e Brock saiu da cabine para recebê-la. Lewis não acreditava que ela poderia estar contando a verdade ou que poderia ser a garota do desenho. Tentava exaustivamente convencer o amigo de que tudo aquilo era loucura. Acreditar numa velha que poderia estar delirando e simplesmente inventando uma historia seria o fim das suas expedições.

─ Ela é uma mentirosa que só quer fama e dinheiro, como aquela historia da russa a Anastasia! ─ Lewis falava sem parar.

─ Eles pousaram! ─ um dos tripulantes avisou e Brock se dirigiu para a área externa do navio.

─ Regina Mills morreu aos 17 anos no TITANIC, certo? ─ Lewis perguntou.

─ Certo! ─ Brock respondia e continuava andando.

─ Se tivesse vivido teria mais de 100 anos agora! ─ o barbudo resmungou.

─ Fara 101 mês que vem! ─ respondeu Lovett.

─ Ok! Entao ela é uma mentirosa muito velha! ─ Lewis reclamou ─ escute, eu pesquisei o passado dela e ate a década de 20 ela era atriz! Ai esta sua resposta Sherlock! ─ ele continuava falando sem para enquanto Brock continuava andando ─ Seu nome era Regina Swan, então ela se casou com algum Nolan e eles se mudaram para Cedar Rapids e tiveram dois filhos! Pelo o que eu sei esse Nolan não esta vivo!

─ Teoricamente todos que sabiam sobre o diamante deveriam estar mortos ou neste navio, mas ela sabe! ─ rebateu Brock e Lewis se calou.

Eles chegaram ate o helicóptero. Alguns tripulantes ajudaram a descê-la na cadeira de rodas onde ela segurava seu pequeno cachorro em seu colo e todas as suas bagagens, que não eram poucas, incluindo um aquário com um peixe laranja. Sua neta também foi ajudada a descer e então eles seguiram para o quarto onde ela ficaria.

Para onde ela viajava, ela levava suas fotografias. Gostava de olhar para elas e lembrar de tudo o que havia feito, o que havia conquistado e todas as coisas que havia jurado fazer e tinha realizado. Tudo isso era a construção da sua vida. Regina considerava que sua vida havia começado em um certo momento único na viagem rumo aos Estados Unidos. Para ela, tudo o que havia feito e vivido antes era apenas um borrão e que não valia a pena ser lembrado. Sua vida era contada depois que ela tinha quase a perdido por desespero.

Quando Brock entrou em sua pequena cabine, ela lhe sorriu como era de costume. Apesar de ter vivido a sua maneira como sempre sonhara, algumas manias e aprendizados que ela considerava ate que importantes e de certa forma de bom caráter ela não tinha perdido. Foi educada para ser uma dama da mais alta sociedade. Para fazer parte da nobreza, da alta sociedade e ter os trejeitos mais doces e singelos que uma pétala de uma flor. Brock perguntou se ela precisava de mais alguma coisa e sim, ela precisava. Queria ver o desenho.

Ao ficar frente a frente com a caricatura. Varias coisas lhe vieram a mente. Os olhos verdes que lhe fitavam com seriedade, o barulho do grafite riscando o papel, a luz amarela da sala de sua cabine, a emoção que não cabia em seu peito naquele momento e os sentimentos que tomavam conta do seu coração enquanto ela tinha que manter a pose para que fosse devidamente desenhava e retratada naquele papel que havia se perdido no oceano.

─ Luis XVI usou o diamante conhecido como Diamante da Coroa, que se perdeu em 1792 ─ explicou Brock ─ o mesmo ano em que ele perdeu tudo, inclusive a cabeça ─ ele riu ─ disseram então que além da cabeça dele, o diamante também havia sido cortado e lapidado em forma de coração, ficando conhecido como O Coração do Oceano ─ ele mostrou a foto ─ hoje em dia ele vale mais que o diamante Hope!

─ Ele era uma coisa horrível e pesada! ─ reclamou Regina ─ só usei uma vez!

─ Tem certeza que é a senhora vovó? ─ perguntou Lizzie, sua neta. Regina a encarou.

─ Claro que sou eu! ─ falou em tom de orgulho ─ eu não era linda? ─ Lizzie sorriu.

─ Fizeram o pedido do seguro do diamante em absoluto sigilo, consegue lembrar quem teria feito esse pedido? ─ Brock a questinou. Regina forçou um pouco a memoria.

─ Alguém com o nome Locksley, eu suponho ─ ela respondeu.

─ Exato ─ Lovett ficou contente. Ela não estava mentindo ─ Nathan Locksley, um magnata de Pittsburgh! O pedido era para o seu filho, Robin Locksley, que iria dar a sua noiva, no caso, você! ─ ele a encarou.

─ Se sua avó for a pessoa quem ela estiver falando, ela estava usando o colar no dia que o navio afundou ─ disse Lewis ─ olhem a data! O que significa que ele afundou junto com o navio...

Regina ainda pode ver outras coisas que foram pegos de sua cabine no navio. Seu espelho, sua escova de cabelo, seus prendedores de cabelo e tantas outras coisas que por mais que estivessem um pouco deterioradas, ainda lhe traziam as lembranças da sua juventude e do tempo que passou dentro daquela cidade flutuante. Seus olhos marejaram. Eram tantos sentimentos únicos naquele momento.

─ Esta pronta para voltar ao TITANIC? ─ Lovett a encarou.

Eles foram então para outra parte do navio onde possuíam as filmagens feitas em todas as submersões que eles fizeram. Lewis explicou a ela o que aconteceu exatamente com o navio quando ele colidiu com o iceberg. Explicou a questão dos compartimentos, do peso que fez o navio se partir em dois e levantar uma das partes a fazendo ficar em pé. Explicou quanto tempo demorou para que tudo isso ocorresse e qual seria possivelmente o erro técnico do capitão do navio.

Regina agradeceu a explicação. Porem nada daquilo importava para ela. A experiência de estar la, sentindo a agua em temperaturas negativas cobrir seu corpo, ouvir o grito desesperado dos passageiros, ver a confusão de perto era totalmente diferente de qualquer explicação que qualquer técnico poderia dar sobre o naufrágio do navio. Seus olhos se prenderam na proa do navio, na entrada do grande salão, no deque e em cada parte que ia sendo mostrada nas telas. Pouco a pouco ela ia rememorando o navio com a madeira nova, os lustres brilhantes, os empregados e tudo tão diferente daquele fantasma submerso a sua frente.

─ Obrigada Sr. Bodine pela explicação ─ ela olhou para Lewis ─ claro que a experiência de estar lá é totalmente diferente... ─ ela se levantou da cadeira e se aproximou das telas.

─ Voce contaria para nós? ─ perguntou Brock. Ela encostou-se à tela e lagrimas escorreram em sua face. Tantos anos haviam se passado, mas tudo ainda continuava vivo dentro de si. Ela voltou para sua cadeira.

─ Faz 84 anos ─ ela começou.

─ Tudo bem, tente se lembrar de qualquer coisa ─ disse Brock.

─ Quer ouvir ou não Sr. Lovett? ─ ela o encarou e ele sorriu ficando calado ─ faz 84 anos e eu ainda posso sentir o cheiro da tinta fresca, a louça que nunca fora usada, os lençóis que nunca foram vistos ─ ela suspirou ─ o TITANIC foi chamado de O Navio dos Sonhos ─ ela sorriu ─ e ele era. Ele realmente era!

ANO 1912, DATA 10 DE ABRIL

Uma multidão de pessoas se aglomerava no porto para ver a grande construção que era o TITANIC. Ele estava ancorado perto dos depósitos da White Star Line e todos os trabalhadores estavam focados em colocar as bagagens para dentro dele. Carro e mais carros chegavam com os passageiros e suas famílias que buscavam por uma vida e um futuro na América. Os boatos sobre fazer dinheiro no outro continente eram espalhados como vento e faziam fama nos ouvidos daqueles que procuravam novas oportunidades.

Porem havia aqueles que estavam indo apenas para aumentar mais a sua fortuna ou para herdar uma enorme quantia em ouro ou terras do outro lado do oceano. Havia uma grande parte da alta sociedade partindo da Europa para mudar de vida, não no sentido financeiro, apenas no sentido de local e de experiência. Regina Mills era uma dessas pessoas. Filha de Cora Mills e do falecido Henry Mills, fazia parte da mais alta sociedade. Fora educada nos melhores preceitos que uma garota poderia receber. Era eloquente, inteligente, astuta, ríspida, de uma postura invejável e de uma beleza única.

Sua mãe sempre fora rígida em sua criação e sempre lhe exigiu o melhor. Nunca aceitou menos que isso. Regina nunca pode expressar o que realmente gostava, o que realmente queria fazer. Nunca teve liberdade para ir aonde bem quisesse e nem para escolher com quem iria se casar. Seu casamento já estava arranjado com Robin Locksley, um herdeiro de um magnata que possuía mais dinheiro do que fios de cabelo. Sua mãe a fez noivar o mais depressa que pode e ela, em seus plenos dezessetes anos, não pode reclamar ou dizer que se opunha a tudo aquilo. Na verdade, ela nunca havia enfrentado a mãe em nada.

REGINA’S POV

Estávamos tentando nos movimentar em meio a toda aquela gente aglomerada no porto. O motorista buzinava e aos poucos elas se moviam saindo da frente para que o carro passasse. Ele então estacionou e desceu para abri a porta. Eu estendi a mao e ele me ajudou a descer. Encarei aquele gigante branco a minha frente e confesso que não me surpreendi. Não entendia o porquê de tanto alvoroço por causa de um navio. Robin veio ao meu lado com minha mãe para que pudéssemos seguir ate a área de embarque.

─ Não vejo o porquê de tanto movimento ─ bufei já irritada com aquela bagunça e todo aquele barulho de gente falando ─ não me parece maior que o Mauritânia ─ comentei.

─ Você pode dizer o que quiser querida, mas estará enganada sobre o TITANIC ─ Robin comentou ─ ele tem trinta metros a mais que o Mauritânia e é bem mais luxuoso! ─ eu apenas o ignorei ─ sua filha é bem difícil de ser surpreendida! ─ eu o ouvi cochichar com minha mãe.

─ Vai com calma ─ ela respondeu a ele ─ então esse é o navio que não afunda? ─ minha mãe perguntou e eu rolei os olhos.

─ Nada pode afunda-lo! ─ Robin respondeu com exatidão ─ nem Deus pode afunda-lo!

Um dos responsáveis pela área das bagagens chegou para perguntar onde eles colocariam tudo aquilo. Robin apenas entregou algumas notas para ele e deixou que ele resolvesse tudo com seu segurança e serviçal William Scarlet.

─ Todas essas bagagens, de ambos os carros, devem ser levados para as cabines B 52, 54 e 56 ─ ele explicou ao responsável.

─ Vamos, temos que nos apressar! ─ Robin falou e ofereceu o braço para minha mãe.

─ Pegou meu casaco Marian? ─ perguntei a minha dama de companhia e ela assentiu.

─ Passageiros da terceira classe devem passar pela fila do exame medico! ─ gritou um dos tripulantes do navio. Muitos estavam sendo examinados antes de entrar.

Fomos caminhando em direção a subida para entrar no navio. Para todos ali, o TITANIC era o navios dos sonhos, mas para mim, era como um navio de escravos que me levava acorrentada de volta a América. Por fora eu era tudo o que uma garota da alta sociedade deveria ser. Bem vestida, bem acompanhada e educada. Mas por dentro, eu queria gritar.

EMMA’S POV

Eu estava concentrada. Eu tinha que ganhar aquele jogo. Minha vida dependia daquilo. Meu sonho de voltar a América, o país onde nasci, onde cresci e onde eu poderia começar e tentar de novo. Definitivamente eu não poderia perder essa oportunidade. Infelizmente, eu sou do tipo que tem que depender da sorte. Não tenho um tostão furado no bolso, nada de valor. Tenho apenas a minha cara de pau, minhas falhas tentativas de conseguir ser alguém com meus desenhos e minha amiga Ruby Luccas, uma italiana alegre e divertida mais ferrada do que eu que topava todas as minhas loucuras.

Estávamos nós duas contra duas mulheres que eu nem sequer faço ideia dos seus nomes. Era algo como Aurora e Ariel, ou não, não sei. O jogo já estava demorando demais, mas graças a Deus já tinha chegado ao ponto onde cada um mostraria seu jogo e que vencesse a melhor. Para nossa sorte, conseguimos faze-las apostar as passagens do RMS TITANIC e algumas moedas, mas ainda faltava ganhar. Olhei para Ruby e ela me encarou com uma cara não muito agradável. Olhei para as outras duas e então mostramos as cartas. Tomei meu gole de whisky.

─ Emma você é uma pazzo ─ Ruby falou com seu sotaque italiano inconfundível ─ apostou tudo o que tínhamos! ─ ela me encarou.

─ Quando não se tem nada, não se tem nada a perder! ─ a encarei de volta. As outras duas mulheres falavam algo em alemão. Eu não entendia nada. Só queria que aquele jogo de pôquer acabasse. Nós no entreolhamos ─ Ariel? ─ ela então pegou uma carta e eu arquei a sobrancelha ─ bom, agora é a hora da verdade, a vida de alguém vai mudar! ─ suspirei ─ Ruby?

Niente! ─ ela respondeu em italiano.

Niente... ─ repeti ─ Aurora? ─ ela então mostrou as cartas ─ hum, dois pares ─ respirei fundo ─ sinto muito Ruby... ─ olhei para a minha amiga e ela arregalou os olhos.

─ Como assim sinto muito? ─ ela começou a reclamar ─ non poteva mancare Emma! ─ ela como sempre falando em italiano quando fica nervosa. Eu sorri.

─ Sinto muito Ruby, porque você não vai ver sua avó por um bom tempo! ─ ela me encarou ─ porque nós vamos para a América! FULL HOUSE GAROTA! ─ joguei as cartas na mesa e as duas mulheres bufaram.

─ Sua filha da puta! ─ ela sorriu e levantou comemorando comigo.

─ Xingar voce sabe em inglês né biscate! ─ eu ri ─ NÓS VAMOS PARA A AMÉRICA! ─ eu a abracei.

─ Não, o TITANIC vai para a América ─ o senhor do bar falou ─ em cinco minutos! ─ nós nos desesperamos. Jogamos tudo dentro da nossa sacola e saímos correndo.

Tentávamos desviar o mais rápido que conseguíamos das pessoas naquela multidão. Ao mesmo tempo em que corríamos também gritávamos em comemoração. Não acreditava que tinha tido tanta sorte como hoje! Realmente era meu dia. Eu sentia que essa viagem mudaria minha vida, mudaria de uma maneira completamente especial e nova.

─ Somo duas sortudas! ─ gritei para ela.

─ Voce é uma pazzo! ─ ela gritou de volta.

─ Talvez, mas ganhei as passagens! ─ gritei enquanto corria ─ vamos! Achei que fosse mais rápida!

 Desviamos dos carros, das passagens da primeira classe e chegamos enfim a entrada da terceira classe e mostramos nossas passagens para o tripulante.

─ Passaram pelo exame médico? ─ ele nos perguntou. Eu nem pensei.

─ Claro! ─ respondi ─ e nós duas somos americanas! Não temos piolhos! ─ falei olhando para Ruby. Ela apenas segurou o riso. Ele rasgou nossas passagens nos entregando apenas o que precisávamos e então entramos.

Corremos para o deque do navio onde todos estavam apoiados nas grades se despedindo de seus familiares que ficariam na Europa. Ninguém ali tinha certeza se um dia voltaria, se os veria novamente. Nós nos juntamos a eles e começamos a nos despedir também com vários “adeus” e “vamos sentir saudades”. Acenávamos para todos.

─ Você conhece alguém por acaso? ─ Ruby perguntou.

─ Eu não, mas que se dane! ─ ela riu e nós continuamos com nossas despedidas para ninguém. Apenas para a vida que deixávamos para trás.


Notas Finais


BOM COMO PUDERAM VER, EU FIZ UMA PEQUENA INTRODUÇAO SOBRE O NAUFRAGIO PQ SIM EU SEI TUDO SOBRE O TITANIC, QUANTAS PESSOAS TINHAM, QUANTAS MORRERAM, QUEM MORREU, QUEM NAO E TUDO SHAUSHUAHSUAHS ALOKA! SHAUHSUAHUSAHU VOCES PERCEBERAM QUE DIFERENTE DO FILME, QUE SO TEM A VISAO DA ROSE, MESMO QUANDO O JACK ESTA VIVO, EU COLOCO A VISAO DAS DUAS E O PENSAMENTO DAS DUAS! BOM, O FINAL FICA POR MINHA CONTA E SERA UMA SURPRESA, RESTA SABER SE VOCES TOPAM!
COMENTEM SE SIM, CASO CONTRARIO NUNCA EXISTIU SHAUSHAUHSUUAHS
BEIJOXXX


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