História The Ship of Dreams - Capítulo 10


Escrita por: ~

Visualizações 88
Palavras 4.190
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olaaaaaaaaaaaaaaaaa, olha quem voltou em tres dias com att! Sera isso uma visao? NAAAAAAAAAAO SHAUSHUASHUA
Bom, como eu havia dito, nao vou demorar muito pra terminar essa fic...
e como eu tambem havia dito, nao irei termina-la como o filme do James Cameron, apesar de ter seguido a risca todo o roteiro dele até entao.
no entanto, eu pretendo dar um toque bem pessoal a historia e pretendo ensinar um pouco de historia. Nao a historia que estamos acostumados a ter na escola, apesar de possuir bastantes relatos aqui q sao sim ensinados nas salas de aula.
voces irao conhecer fatos que nao sao relatados ainda, mas q eu espero que muito em breve eles sejam!

Sem me prolongar muito, espero que gostem desse final alternativo para todos os personagens envolvidos.
BOA LEITURAAAAAAAA <3
BEIJOOOX

Capítulo 10 - Seguindo em frente


Fanfic / Fanfiction The Ship of Dreams - Capítulo 10 - Seguindo em frente

1912, dia 20 de Abril.

O cheiro de álcool e formol impregnava o local. A sala branca deixava o ambiente mais claro juntamente com a luz do sol que entrava pela janela. Algumas flores enfeitavam a pequena mesa ao lado da cama e o remédio pingava lentamente pelo abcesso preso ao braço inerte da paciente. Seus olhos focavam o vazio o teto branco e, com dificuldade, tentava fixar em algum ponto e acostumar-se com a claridade. Ela havia acordado. Ela havia, finalmente, acordado. Zelena a encarava, de forma preocupada, e esperava por qualquer reação provinda dos olhos curiosos e lábios selados.

─ Como está se sentindo? ─ a ruiva fitou o cenho franzido e sorriu de forma carinhosa.

─ E-eu... como..o que... ─ sua voz falha saiu como um sussurro rouco.

─ Fique calma, não se esforce ─ Zelena sorriu e segurou em suas mãos ─ irei chamar o médico.

Ela retirou-se do quarto e avisou a enfermeira que passava pelo corredor do hospital. A moça de meia idade assentiu e dirigiu-se para o lado contrario. Não demorou muito para que ela encontrasse o jovem médico que estava responsável pelo quarto 108 e que já não acreditava em uma melhora. Há dois dias, o Sr. Jones avisou a Srta. Mader que não acreditava que haveria um quadro de melhora e que ela deveria se preparar para uma resposta negativa. A ruiva, com toda sua positividade, não desistiu.

─ Bom dia, Srta. Mader ─ ele sorriu e seus olhos azuis brilharam.

─ Bom dia, doutor ─ ela sorriu de volta. Estava apreensiva.

─ Que boa notícia temos aqui ─ o moreno se dirigiu para a cama e analisou a “notícia” ─ o sinais estão bons. Sente isso? ─ ele apertou levemente seus braços ─ ótimo! Sente isso também? ─ apertou suas pernas e recebeu, novamente, um aceno positivo.

─ E então? O que será agora, doutor? ─ Zelena perguntou ainda eufórica pela melhora.

─ Precisamos fazer mais alguns exames, verificar se temos alguma sequela do coma e continuar em observação por mais alguns dias ─ Killian sorriu ─ não demoraremos muito, tudo dependerá somente dela.

─ Regina... ─ a paciente murmurou ainda em baixo tom.

─ O que disse? Poderia repetir, por favor? ─ o doutor aproximou-se.

─ Regina! ─ ela repetiu e seus olhos marejaram.

─ Oh, minha querida Emma ─ a ruiva segurou em suas mãos ─ tente não ficar nervosa, logo você saberá de tudo, prometo!

Emma Swan estava bem. Depois de quase uma semana em um sono profundo, ela finalmente havia reagido e voltado a habitar o mundo dos vivos. Apesar de toda dificuldade do médico em fazê-la melhorar, a loira demorou mais que o habitual para responder a todas as medicações e cuidados. Sua mente ainda estava confusa. Não se recordava de muita coisa, não sabia como havia chegado até ali, muito menos o porquê de ter Zelena Mader ao seu lado. Tudo o que ela se lembrava eram dos encantadores olhos castanhos e do sorriso inconfundível de Regina Mills. No entanto, ela não estava lá.

Após mais uma semana de testes e exames, Emma pode finalmente voltar a andar e se sentar sozinha. Teve o acompanhamento de enfermeiros, fisioterapeutas, psiquiatras e do carinhoso doutor Jones, o qual havia feito questão de ajuda-la em toda e qualquer situação. Obviamente que, Zelena, a ruiva de sorriso largo e olhos brilhantes, não a deixou só em nenhum instante. Por mais que ela quisesse saber o que realmente havia acontecido consigo desde o naufrágio, tanto Emma quanto a Srta. Mader não tocaram no assunto.

Falar sobre a tragédia parecia cutucar uma ferida ainda não cicatrizada. Todos os sobreviventes a sentiam sangrar e doer. Os corpos resgatados no oceano estavam lentamente sendo entregues a cada família que era reconhecida e reportada. O luto e a dor continuavam sendo sentidos por cada um que se dirigia ao cemitério a fim de dar um ultimo leito e derramar as muitas lagrimas que insistiriam em continuar caindo por muito tempo ainda. Ninguém esqueceria aquele fatídico dia, entretanto, ninguém ousaria tocar mais no assunto.

Os jornais, tanto da Europa quanto da América, apenas reportavam o acidente ocorrido em alto mar. Diversas páginas continham fotos, relatos, números e dizeres sobres cada passageiro importante que estava a bordo, sobre o capitão que havia desistido de tentar se salvar, sobre a empresa que misteriosamente fechou as portas e não indenizou a ninguém e nem prestou depoimento a nenhum órgão do governo. Estranhamente, o Sr. Ismey, idealizador do TITANIC, também desaparecera. Os membros mais próximos do homem sabiam bem que ele apenas abafara tudo e seguira com sua vida.

Emma continuava confusa sobre todo o tratamento que estava recebendo. Diversas vezes ela tentava argumentar com Zelena e apenas recebia respostas breves. A ruiva havia se encarregado de todas as contas no hospital, havia permanecido em todo tempo em seu quarto e lhe fazia companhia quando o tempo parecia não passar e a dor em seu peito batia forte em sua alma. Queria agradecer a altura, mas não sabia como. Devia a vida àquela mulher cujo semblante jamais desfalecia e a alegria sempre contagiava.

Quando recebeu alta, finalmente, a loira não tinha muito que levar consigo. Suas roupas foram jogadas no lixo, não tinham condição de uso. Porem, Zelena sempre se adiantava e não demorou em comprar-lhe algumas peças novas para seu vestuário. Com um sorriso sem graça, Emma vestiu o leve tecido de algodão na cor azul marinho e amarrou a fita vermelha ao redor da cintura. O vestido chegava até suas canelas e possuía um leve bordado branco em sua gola. Vestiu a meia calça branca e calçou os sapatos vermelho de salto médio. Sentou em uma cadeira que havia ao lado da mesinha em seu quarto e deixou que Zelena cuidasse de seus longos fios loiros que finalmente retornavam ao aspecto normal.

─ Minha querida, eu sei que tudo lhe parece confuso e turbulento ─ a ruiva falava em tom manso ─ sei também que prefere calças a vestido ─ riu baixo ─, mas acredite em mim, tudo ficará bem.

─ Zele... Srta. Mader, eu... ─ Emma suspirou.

─ Pode me chamar de Zelena ─ virou o rosto da menina para si e sorriu para a nova imagem que tinha dela.

─ Só não sei como agradecer ─ enfim falou ─ e não quero viver de favores, não aceitaria isso ─ levantou-se e analisou os cabelos enfim presos em um coque perfeito ─ sei que passamos por muita coisa, mas eu já posso seguir sozinha...

─ Eu entendo perfeitamente, Emma ─ suspirou ─ posso te chamar assim? ─ Emma assentiu ─ entendo que não queira receber tantos cuidados, mas não faço isso apenas por você ou por mim ─ Zelena segurou suas mãos ─ faço também por Regina ─ a loira abaixou o olhar e não teve outra reação a não ser chorar ─ sei que ela gostaria de te ver bem. Ela era minha amiga e meu apreço tanto por ela quanto por ti sempre foi grande.

─ E-eu... me desculpe ─ Swan suspirou e sentiu as lagrimas pingarem ─ não sei como vou fazer sem ela...

─ Escute-me com atenção ─ a ruiva tocou-lhe a face ─ a Srta. Mills iria dizer-te para continuar lutando, para viver um dia de cada vez e não desistir apenas porque um momento fora ruim. O dia pode ser triste, mas a vida não é.

─ Como tem certeza? Como sabe que nenhuma merda vai acontecer? ─ a loira exaltou-se ─ roupas bonitas e boa aparência não irão melhorar nada.

─ E eu não espero que melhorem, porém enquanto não arrumarmos a bagunça do lado de dentro, podemos arrumar do lado de fora ─ Zelena novamente sorriu ─ aqui dentro, leva algum tempo ─ apontou para o peito de Emma.

─ Eu só queria ter ela comigo... ─ Emma colocou as mãos sobre o rosto e soluçou. Zelena não pensou duas vezes em abraça-la e conforta-la.

─ Vamos para casa, minha querida.

O caminho foi feito em silencio. Enquanto o motorista dirigia pela enorme metrópole americana, Emma se ateve aos prédios e as construções da cidade. Concentrou-se nas pessoas andando tranquilamente, nas crianças que corriam nas calçadas, nos mercadores que chamavam a atenção de quem passava por suas lojas e sentiu que, mesmo que tentasse muito, sua vida jamais seria a mesma. Não conseguiria mais ser a mesma Emma Swan de antes, não conseguiria apagar suas dores, suas memorias e começar tudo do zero. Claro, sua essência sempre seria a de sempre, porem suas atitudes começariam a mudar.

Não tardou muito para que chegassem finalmente ao casarão da Srta. Mader. Seu deslumbramento não foi contido e um longo suspirou escapou pela sua boca. A casa era incrivelmente grande, totalmente pintada de branco marfim, com exceção do telhado vermelho. As janelas eram decoradas por cortinas claras que eram vistas pela vidraria e Emma juraria que uma princesa sairia de lá de dentro a qualquer hora. Do lado de fora, assim que escutaram o barulho do motor do automóvel, empregados aguardavam por elas.

─ Boa tarde, Sra. French ─ uma senhora negra sorriu para a ruiva e segurou seus poucos pertences.

─ Boa tarde, Srta. Philips ─ Zelena lhe cumprimentou ─ por favor, peçam para que descarreguem o carro. Comprei algumas verduras no mercado e alguns acessórios para nossa nova moradora ─ a senhora assentiu.

─ Boa tarde, Srta. Swan ─ ela cumprimentou Emma ─ seja bem vinda!

─ Er... boa tarde ─ a loira sorriu sem jeito ─ pode me chamar de Emma, não gosto muito de formalidades, me sinto uma senhora de sessenta anos desse jeito ─ Nancy, a empregada, riu com a comparação da garota.

─ Como preferir, Emma ─ piscou para ela ─ fique a vontade. Logo serviremos o chá da tarde.

Emma assentiu e seguiu Zelena para dentro da casa. Tudo parecia extremamente luxuoso e ostentava uma organização que jamais tivera em seus míseros dezoito anos. Sabia que nem suas gavetas foram tão arrumadas quanto as duas salas conjugadas. Os sofás e as cadeiras tinham o estofado azuis claro, a madeira era pintada de branca, as almofadas vagavam entre a cor bege e carmim, a lareira era suntuosa e imperava no centro do ambiente, com vários porta-retratos distribuídos na beirada da mesma.

As cortinas eram brancas e de seda, um piano de madeira escura descansava silencioso ao lado direito e ao lado esquerdo, uma grande mesa branca com seis cadeiras era enfeitada por um jarro contendo belas rosas vermelhas e brancas. Confessava, havia muito azul, vermelho e branco. Não entendia porque, mas achou tudo muito bem decorado e de bom gosto. Zelena a conduziu pelas escadas e a levou para o corredor acima. Ele possuía enormes janelas que deixavam tudo claro e as portas se distribuíam ao longo dele. A ruiva apresentou-lhe seu aposento, onde todos seus pertences estavam devidamente arrumados.

─ Atrapalho as senhoritas? ─ ambas se voltaram para a porta de entrada do cômodo encararam a mulher que lhes sorria simpática.

─ De maneira alguma, meu bem ─ Zelena retribuiu o sorriso e logo correu para seus braços ─ eu estava apenas mostrando o quarto para a Srta. Swan e mostrando-lhe o lugar de cada coisa.

─ Espero que tudo esteja em seu devido lugar, Nancy é bastante perfeccionista! ─ ela voltou seu olhar para a loira que lhe analisava. Belle French possuía uma beleza única que se destacava mais por sua simpatia e seu sorriso terno. Seus longos cabelos castanhos caiam em ondas em seu ombro e ornamentavam junto com seu vestido amarelo claro com fita roxa.

─ Está tudo perfeito, como sempre ─ a ruiva soltou gritinhos animados ─ lembre-me de agradecer Nancy por todo o trabalho! ─ ela então se voltou para Swan ─ Srta. Swan, essa é minha esposa, Belle French ─ Emma assustou-se com o termo “esposa” usado por Zelena. “Como pode ser?” pensou consigo.

─ Encantada, Srta. Swan ─ Belle lhe cumprimentou ─ espero que se sinta confortável e saiba que a casa também será sua, a partir de hoje ─ sorriu sincera.

─ Muito obrigada, Sra. French ─ a loira comentou ainda envergonhada ─ acho que ainda vai levar um tempo até eu me acostumar a dormir em um colchão que custa mais que meu ultimo quarto ─ as três riram ─ e, por favor, me chame de Emma...

─ Com todo prazer ─ Belle segurou as mãos de Zelena ─ o chá será servido, vamos descer?

─ Emma, gostaria de nos acompanhar? ─ Zelena olhou para a garota que ainda parecia perdida.

─ Eu logo desço, vou apenas usar o banheiro. Onde fica? ─ Emma perguntou.

─ Naquela porta no canto do quarto ─ Belle apontou para o lugar ─ terá sua própria suíte, Emma ─ a loira deixou o queixo cair e assentiu.

─ Aguardamos sua presença. Qualquer coisa pode gritar ─ Emma assentiu e observou as duas se retirando e fechando a porta atrás de si.

Swan não demorou a entrar no toalete e fechar a porta. Retirou seu enorme chapéu que combinava perfeitamente com sua vestimenta e o deixou de lado. Em suas mãos, luvas de algodão cobriam-lhe os dedos e deixava sua imagem totalmente diferente da antiga. Olhou-se no espelho e reparou que, lentamente, seu corpo recobrava sua tonalidade branca normal e o abatimento de antes já não se fazia tão presente. Apesar de biologicamente parecer bem, por dentro, Emma sentia-se destruída.

Encostou-se a umas das paredes cobertas por um belo papel florido e agachou-se. Sentou sobre o piso gelado e finalmente permitiu-se relaxar. Ao contrario do que muitos pensam, ela não se sentia mais forte, mais corajosa ou mais sortuda. Não considerava “sorte” o fato de ainda ter ar nos pulmões e sangue pulsando em suas veias. Não quando não veria nunca mais as incríveis orbes castanhas de uma morena. A sua garota. Regina Mills.

Lágrimas grossas escorreram pelo seu rosto. Era a primeira vez desde que acordara. A primeira vez em que chorava. Não que ela tivesse segurado o choro ou escondido sua dor. Emma não tivera tempo para estar sozinha e realmente considerar tudo o que havia acontecido em poucas horas e poder enxergar dentro do seu coração. Ela ao menos sabia dizer se estava feliz ou aliviada por estar viva. Nem sequer sabia como havia alcançado tal feito. Sua memoria não estava tão boa quanto imaginava e todas as vezes que se tentava lembrar-se do naufrágio, acabava por desistir. Sua mente sempre voltava para a bela moça da primeira classe que havia arrebatado sua alma.

Abraçou suas pernas e deixou que seu choro invadisse o cômodo. Seus soluços seriam facilmente ouvidos caso houvesse alguém no quarto ou até mesmo no corredor do lado de fora. Não se importou. Seu coração estava partido, estava apertado e por mais que no fundo ela soubesse que jamais encontraria Regina novamente, algo dentro de si dizia que talvez ela pudesse ter sobrevivido. Porem, ao pensar em viver com essa expectativa, seu coração voltava a se partir e sua alma a diminuir. A dor e agonia de nunca saber que fim teria levado sua amada era deveras insuportável.

Limpando o rosto da maneira que pode, a loira retirou-se do local e resolveu enfrentar o que quer que tivesse para ser enfrentado no andar debaixo. Havia algumas perguntas que ela gostaria que fossem respondidas, caso tivessem respostas. Mesmo que aparentemente ela não estivesse disposta a sequer levantar-se de sua cama, Emma queria mostrar que faria valer a pena todo o esforço da Sra. French. “Seriam senhora ou senhoras?” pensou consigo. Divagando entre quais pronomes deveriam ser usados para referir-se ao casal que estava lhe abrigando, a garota desceu as enormes escadaria e dirigiu-se para a ampla varanda que o casarão possuía nos fundos.

O lugar era extremamente aconchegante apesar de toda sua grandiosidade ainda assusta-la por demasia. Observou cada detalhe que compunha toda sua estrutura e percebeu que tudo ali se parecia muito com as duas mulheres que habitavam a casa. A construção parecia antiga, no entanto, todo o designe de interior e paisagismo do enorme jardim aos fundos, lhe remetia a Zelena. Como não conhecia Belle, não saberia dizer o que ela teria a ver com toda a decoração. No entanto, a morena parecia ter ares mais intelectuais. Não poderia afirmar, mas algo dizia que Belle deveria ser muito inteligente.

─ Oh, Emma querida, por favor, sente-se e faça-se a vontade ─ Zelena lhe indicou o assento a sua frente e sorriu convidativa. Junto a elas, as empregadas da casa e os jardineiros lanchavam e conversavam de forma espontânea e alegre.

─ Não lhe apresentamos todos da casa, porém faremos isso muito em breve ─ Belle tomou a palavra ─ espero que não se importe com todos a mesa. Não costumamos fazer as refeições sem cada membro dessa casa presente.

─ Ah... não, não me importo ─ Emma sorriu fraco ─ pra ser bem sincera, não pensei que os ricos deixassem, bom... achei que só... ─ ambas mulheres riram da reação da loira.

─ Entendo, Emma ─ a ruiva sorriu ─ sabemos bem o tipo de pessoa com as quais conviveu e temo dizer que concordo com sua opinião sobre, mesmo que eu nunca tenha ouvido.

─ Aposto que sei ─ Belle encarou a esposa ─ pretenciosos, avarentos, arrogantes e um tanto quanto descorteses ─ a ruiva riu e Emma sentiu as bochechas corarem.

─ Não diga bobagens, você jamais se encaixaria nesses predicados e caso sim, eu mesma daria um jeito nessa prepotência toda ─ Zelena piscou para a morena.

─ Bem sabe que, mesmo tendo nascido privilegiada, eu jamais me permitiria ter tal descrição ─ Belle riu ─, mas gostaria de saber mais sobre seus métodos de conversão a pessoas ricas e mimadas ─ Emma pigarreou e desejou ser invisível ─ presumo que acertei na escolha de palavras, certo Srta. Swan?

─ Er... bom, com certeza eu não seria capaz de colocar tantas palavras bonitas na mesma frase ─ sorriu sem graça.

─ Interessante ─ Belle a fitou maravilhada ─, pois então, quais palavras a senhorita usaria?

─ Um bando de gente merda de nariz empinado, fedendo a charuto e whisky, falando sobre suas contas bancárias, sobre suas amantes ou casos e se achando o ultimo pão na padaria ─ a loira suspirou e Zelena e Belle a encaravam divertidas ─ sendo que não valem nem uma fruta podre da feira.

─ Ótima colocação, Emma ─ a ruiva lhe sorriu.

─ Bem, ela tem toda razão e posso afirmar veementemente que ela será muito bem vinda à nossas reuniões de apoio ao movimento feminista ─ Belle piscou para Swan e ela a encarou confusa.

─ Olha, não me peça para falar em publico ─ Emma defendeu-se ─ é certo que irei me cagar inteira se tiver que enfrentar uma multidão me olhando e esperando que eu fale bonito ─ as duas gargalharam e não conseguiam conter a diversão que sentiam por ter Emma com elas.

─ Querida Emma, tenho certeza que não sujaria seu vestido dessa maneira ─ Belle comentou.

─ Sim, porque eu estaria usando calças ─ Emma desembuchou.

─ Oh, sim! ─ a ruiva animou-se ─ não contei que nossa nova moradora é adepta de sua própria moda.

─ Eu não chamaria de moda e sim de preguiça ─ a loira sorriu ─ detesto esse monte de pano!

─ Concordo plenamente, Swan ─ Zelena afirmou ─ não demoraremos muito para comprar-lhe novas vestimentas.

─ Com toda certeza você poderá escolher algo mais próximo do seu estilo e que te faça sentir confortável ─ Belle comentou.

─ Não, por favor, não me façam sentir mais devedora ─ Emma suplicou ─ já sinto que vou ter que vender meu cabelo e algum órgão pra pagar por tudo!

─ Não diga isso, querida ─ Belle a interrompeu ─ não estamos fazendo nada esperando algo em troca ou qualquer dinheiro.

─ Certamente que não ─ Zelena ratificou.

─ Bom, isso faz parte da lista grande pra cacete de perguntas que eu tenho a fazer ─ a loira suspirou ─, mas a primeira de todas é a que mais martelou na minha cabeça.

─ Sinta-se a vontade para perguntar e sanar suas interrogações ─ Belle esperou enquanto Emma era servida de chá.

─ Interrogações estão flutuando pelo meu cérebro de passarinho, pode ver que, se eu pensar demais, sairá fumaça como em chaminés ─ Emma respirou fundo.

─ Suponho que seja apenas exagero, meu bem ─ Zelena riu ─, mas pergunte então.

─ Como foi que sai da água e fui parar no hospital? Er... digo ─ ela suspirou ─ como me resgataram? ─ Emma tentou fazer sua indagação da melhor maneira, entretanto, resolver não delongar-se e fazer rodeios. Observou a expressão de Zelena mudar e sabia que todas aquelas lembranças também lhe eram dolorosas.

...

Regina saiu de seu pequeno apartamento em um bairro de classe baixa em Nova Iorque. Sabia que não conseguiria muito com o trabalho que havia arranjado. Por mais que não estivesse habituada a tal feito, a morena não desistia e não se fazia rogada. Acordava cedo, tomava seu café preto logo no primeiro horário do dia e seguia para a pequena escola publica onde lecionava para o ensino infantil. Fora o máximo que ela conseguira arranjar com a pouca formação que tinha.

Sua sorte era que, nascida em família rica, sua mãe jamais a privou dos estudos e de obter conhecimento sobre o máximo de coisas possível. Estudou duas línguas além do inglês, literatura, matemática, historia, geografia e economia. Não pensou em uma graduação universitária, afinal estava noiva de um milionário não muito tempo atrás e como Cora mesmo dizia: “universidade é feita para arranjar marido e Regina já o conseguiu”. Riu de si própria ao recordar de tal dito e uma pontada de remorso abateu seu coração.

Não pretendia procurar a mãe. Em quase uma semana de estadia na cidade americana, Regina decidiu que iria lutar para conseguir sobreviver e ser uma pessoa digna perante a sociedade. Ela reconhecia que a apuração de todo seu esforço seria menor do que se estivesse em casa com sua mãe e tentando recuperar seu noivado com Robin De Locksley. Definitivamente não desejaria tornar-se nenhuma madame, principalmente se isso envolvia um casamento com alguém tão inescrupuloso e enjoativo como De Locksley.

Apesar de não querer enfrentar a mãe, ela sabia que uma hora teria que procura-la. Por mais que Cora Mills, membro ativo da sociedade conservadora e antifeminista da maior classe opressora, fosse um poço de arrogância e hostilidade, ela ainda sim era sua mãe, mesmo que não aceitasse sua maneira de viver, a matriarca não merecia viver uma vida onde ela acreditasse veementemente que sua única filha havia morrido em um trágico acidente em alto mar.

Caminhando de volta para casa naquele final de tarde do mês de Abril, Regina observava o belo por do sol que se mostrava caloroso. Agradeceu mentalmente por poder voltar para casa e refestelar o corpo no sofá com os pés para cima. Desejou muito ter alguém para massagear seus pobres pés que doíam dentro do sapato. Sua vida jamais seria a mesma. Nunca mais saberia como era ser servida na hora do chá ou ter suas costas esfregadas por uma empregada afetuosa e até mesmo ter seus cabelos penteados. Porem, algo que ela lembrava-se sempre de não reclamar, era do fato de não ter que usar espartilhos apertados.

Abriu a porta do pequeno apartamento e retirou os sapatos deixando-os ao lado da porta. Pendurou seu casaco e chapéu e sentou-se ao lado da amiga que a observava cautelosamente do sofá. Não reclamava por ter que dividir o minúsculo lugar onde morava. Ter as duas amigas junto a ela facilitava demais no seu processo de mudança de estilo de vida. Sem contar que, uma delas também era sobrevivente do TITANIC e sempre a escutava com atenção ao falar sobre seus medos, pesadelos e sua dor por perder Emma Swan.

─ Muito boa noite, querida ─ a morena cumprimentou a amiga de cabelos tão escuros quanto seu café e sorriu ─ espero que toda essa ociosidade momentânea tenha um motivo ─ debochou.

─ Cala a boca e senta aqui ─ ela sorriu ─ como foi com os alunos? Mais alguém berrando por ter perdido um lápis ou tirando catota do nariz e grudando na mesa?

─ Não me faça recordar desses detalhes sórdidos sobre meus pequenos anjinhos ─ Regina rolou os olhos e se aconchegou no sofá ─ produtivo, suponho que essa seja a palavra que responda sua indagação.

─ Produtivo? Que caralho de resposta é essa? ─ ela rolou os olhos.

─ Contente-se com apenas isso, no momento, querida Fiona ─ a morena suspirou e fechou os olhos ─ logo Kristin chegará e terei que repetir todo o questionário ─ Fiona riu e voltou a focar em sua leitura. Odiava ter que estar ali e saber que a morena poderia estar vivendo muito bem em uma mansão, mas desperdiçava tudo isso ao tentar provar algo para alguém que já havia morrido. Ou não. Fiona bem sabia que, na verdade, Emma Swan estava muito viva.


Notas Finais


EU FALEI PRA VOCES CONFIAREM EM MIMMMMMMMMMMMMMM
QUE VENHA AS TRETAS E O ODIO SHAUSHUAHSUAHUSHA
ATE MAIS!


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