História The Silver Town - Interativa - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~ILoveAmerica

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Deuses, Fantasia, Interativa, Original, Poderes
Visualizações 22
Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Aleatoriamente escolhi três personagens para aparecerem nesse capítulo. Mas relaxa q se não apareceu não significa que não foi aprovado. Link do jornal com os aprovados nas notas finais. Bjão.

Capítulo 3 - Capítulo II - Mensagem do céu


Alguns meses antes - Burkley

 

Andy havia acabado de voltar com sua cor natural de cabelo. Segurando em sua mão uma chave, ela se perguntava porquê não estava chorando. Trancada em seu quarto, horas após descobrir a morte de sua mãe. Por alguma razão, sentia que tinha algo que precisava fazer antes de sentir luto. Uma tarefa importante.

Em sua mente então, lhe veio algo que sua mãe costumava lhe contar. Algo sobre um segredo, que ela descobriria quando mais nova. Pensou que se tratasse de segredos femininos, para beleza ou até para paquera. Se lembrara de um livro dourado, que sua mãe escondia no closet de Andy. Quando menor havia procurado por horas, mas nunca encontrou nada.

Querendo agora saber, o que sua mãe tinha para lhe contar como última tarefa antes de iniciar seu luto, levantou-se da cama e caminhou até o closet. Olhou em volta, para as araras e os armários. Tirou cada peça de cada cabide, cada colar de cada gaveta, colocou em cima de sua própria cama e fitou todo o seu closet.

Começou pelo o óbvio, arrastando os móveis, olhando atrás do espelho, e então pisando no chão de madeira em busca de algo solto. Cabia-lhe agora apenas mais uma opção, às gavetas. Conferindo cada fundo, finalmente chegou à uma gaveta onde parecia ser rasa demais. Puxou o fundo com a unha, e se satisfez ao encontrar aquele velho livro dourado.

A capa era encouraçada, as folhas amareladas ao longo dos anos. Folheando as páginas, a escrita feita à mão lhe chamou a atenção. Mapas, guias. Tudo aquilo parecia uma história fictícia sobre um outro mundo. O segredo era que sua mãe sonhava em ser escritora? Ela não sabia. Algumas palavras se repetiam constantemente, Asten, Ayla, deuses, reencarnação, segredo.

Guardou-o onde achou com cuidado. Colocou cada coisa em seu devido lugar, por algum motivo, se sentia como se ainda não estivesse preparada para ler o livro, que por incrível que pareça, se assemelhava fortemente com uma carta à ela. Depois de ter lido a primeira página, não sabia se queria continuar.

 

Minha querida Andrômeda. Quando dei-lhe este nome, pensei no que você era. Não no frágil bebê que tinha nos braços, mas sim no que você viria à ser. No que estava destinada à ser. Uma grande responsabilidade, eu sei. Quando aflorar, este livro deverá ser lido. Mas se, minha doce estrela, as coisas ainda fizerem sentido, se ainda não conheceu ELE,  ainda não é a hora. Mas não se preocupe, quando acontecer, através destas páginas, eu vou ser sua guia.

Eu sei que vai ser estranho, que ELE tem um temperamento difícil, mas ouça ele, confie nele. Eu nunca confiei tanto em uma pessoa, quanto nele. Seja paciente.

Com amor, mamãe. Ayla Hale.

 

Atualmente - Burkley

 

Ela gostava de recorrer àquilo. Mas quando ele citou o nome de sua mãe, a primeira coisa que fez foi acender um cigarro. Okay, não é mais aquela coisa de gente legal como décadas atrás, acontece que ela precisava se acalmar um pouco. Não que mudasse alguma coisa no fim das contas.

-Existem muitas Aylas por aí, mas não sou uma delas se quer saber. - disse depois de uma tragada.

Ele a fitou. Da cabeça aos pés lhe dando uma sensação de incômodo.

-Quem é você à final? - Perguntou Andy.

-Asten. - Ele passou a mão nos cabelos loiros e abriu um sorriso sedutor. - Deus do sol e da luz.

Andy riu um pouco.

-Ah, claro.

-Não seja boba, você acabou de ver um homem sair de uma pedra de uma estátua. Não acha que não é hora de manter ceticismo?

Suspirou. Olhou para ele e jogou fora o cigarro que mal chegara na metade. Andy sempre achou que tinha algo de diferente nela e no mundo. Como se sempre houvesse um dia em que o grande segredo do mundo seria revelado. Mas como uma boa orgulhosa, odiaria dizer que ele tinha razão. Então apenas perguntou:

-E o que faz aqui entre meros mortais?

Ele suspirou. Olhando para ela como se Andy fosse a resposta que não conseguia decifrar.

-Preciso encontrar alguém. Ayla, e se eu estiver certo, você tem algo à ver com isso.

-Se você é um Deus não deveria ter algum rastreador divino, e saber o nome de cada pessoa ou sei lá?

Ele rolou os olhos. Embora as roupas fossem antigas, o linguajar era até bem atual.

-Ayla criou tudo e todos, mesmo sendo o segundo mais forte, eu não tinha a função de cuidar de tudo ou saber de tudo. E ela é mais forte, me bloquear não seria difícil.

Ele a tocou, especificamente em seu ombro. Mas quando o fez, seus olhos brilharam como se tudo estivesse claro. Seu rosto preocupado ficou sério. Os lábio formaram uma linha reta em seu rosto.

-Você vem comigo.

Antes que dissesse algo, Andrômeda sentiu o estômago se revirar e então, já não estava mais na fonte. Um enjoo repentino assolou seu estômago por alguns segundos. O rapaz usava estava ao seu lado, olhando em volta, logo, fez o mesmo.

Estavam em nada mais nada menos que em Nova York. Especificamente, nas ruas escuras e consideravelmente perigosas do Brooklyn. Ela sabia pois havia morado em Nova York antes de seu pai se mudar para Burkley.

“Como”? Era o que não saía de sua cabeça. Um leve tremor percorreu seu corpo. Estava frio, e ela não fazia a mínima ideia de porque diabos estavam parados em frente à um prédio abandonado.

-O que estamos fazendo aqui?

Ele olhou para Andy com um pequeno sorriso no rosto. Andy teve uma sensação de que seria uma história longa e que ele não queria contar agora. Suspirou irritada, esperando mesmo que uma resposta evasiva. Rolando os olhos, o rapaz respondeu.

-Estamos aqui para receber uma enorme festa de boas vindas. - Abriu um grande sorriso caminhando até a entrada do prédio.

Andy ficou parada. Olhou em volta considerando se não deveria ir para casa. Qual desculpa daria? Ela tinha dinheiro para voltar? Em um suspiro amargo, tomou a decisão de continuar essa pequena aventura. Embora ela mal tivesse começado, já se sentia dentro demais disso para sair agora.

 

[…]

 

-O que você sabe? - O rapaz perguntou pela enésima vez. Se o homem não respondesse mais uma vez, provavelmente ficaria sem conseguir falar querendo ou não.

Mais um soco foi sentido pelo rosto do homem em aparência deplorável. A sala mal iluminada permitia ver aquele homem gordo e nojento amarrado à cadeira. Erick o rondou. Primeiro, os interrogatórios faziam progresso. Mas quanto mais perto chegava, mais ficava difícil fazer falar. E agora, era como se eles nem tivessem línguas.

Zangado, olhou para um colega no fundo da sala. Não era bem um colega, ele vendia informações que conseguia. Ele se mostrava útil até alguns meses atrás.

-Isso não vai dar em nada. Esse homem com barriga de chop vai morrer antes de falar alguma coisa. Suspeito que nem tenha inteligência para dizer algo.

O homem se mexeu, ofendido.

-Você sabe que quanto mais perto chega, de mais confiança são os membros.

Erick rolou os olhos.

-Joga ele na rua. Não serve pra nada. E não espere receber dinheiro por algo que só perdeu meu tempo.

Erick saiu do prédio abandonado que havia utilizado. Todas as pistas levavam à Nova York. Teve um pequeno desvio e acabou em Burkley no meio do nada, mas tudo dizia que em Nova York iria encontrar quem havia feito isso. Já sabia de qual facção era, agora seria necessário paciência.

Olhou para o céu, onde não se viam estrelas pela iluminação da parte movimentada da cidade. Mas havia algo estranho lá. Algo que o deixara perplexo. Muitos, muitos corvos vindos de um mesmo lugar em direções diferentes. E quando um deles pousou em sua frente, notou que havia algo em sua pata.

Aproximando-se sem tentar assustar o animal, notou um pequeno bilhete amarrado. Pegando em sua mão e o abrindo, pôde ler as palavras que no momento não faziam sentido algum, mas que em breve iriam fazer. Os olhos do moreno brilharam com o sentimento do mistério.

 

[…]

 

Graça acariciou uma última vez a cabeça da pequena cadela. Ela precisava voltar, antes que a diretora do orfanato pegasse mais uma vez em seu pé. Dando às costas a pequena filhote atrapalhada, notou um estranho bater de asas. A garota negra olhou para trás procurando por algum pássaro. Mas só viu os cachorros que ainda comiam a comida que havia trago.

Deu de ombros um pouco desconfiada no entanto e pelas ruas vazias do Brooklyn foi até o prédio antigo que ainda funcionava como um orfanato. Entrando lá de mansinho, procurando pela Madame Castle, mas não a encontrou. Em passos ágeis e silenciosos, ela subiu as escadas de madeira antiga que por sorte não haviam estalado. Entrou rapidamente no seu quarto, virada para porta soltou um suspiro aliviado. Mas o som de um pigarreio, formou calafrios em sua espinha.

Olhando para trás e vendo a senhora egocêntrica sentada em sua cama, lançou uma tentativa fracassada de demonstrar inocência.

-Posso ajudar, Madame Castle?

A mulher de expressão severa se levantou.

-Quando me contaram que você saía e só voltava tarde da noite como uma puta, eu não acreditei. - Torceu o nariz e direcionou um tapa no rosto da garota, que segurou a área atingida. Não havia sido muito forte, mas a mensagem era clara. - Como poderia alguém querer se deitar com uma garota tão… Escura. E uma garota tão idiota como você ter coragem para me trair assim.

Levou a mão ao peito se fazendo de ofendida e então mostrou o dinheiro que Graça havia escondido e guardado que usava para comprar ração para os cães abandonados.

-É meu! - Protestou tentando pegar o dinheiro.

A mulher riu.

-Dinheiro ganho com atos de tal calamidade não são aceitos aqui. - Guardou-o em seu sutiã.

-Eu não me deito com homem algum!

-Mulheres então? É pior do que pensei. Você precisa refletir sozinha um pouco, pedaço de carvão nojento. - A mulher andou até a porta segurando uma chave em sua mão. - É dê um jeito nesse cabelo duro, ninguém vai um dia gostar de você com esse cabelo. E claro, com essa cor.

A mulher saiu trancando graça em seu quarto. Graça soltou um grito irritado e algumas lágrimas raivosas. Como podiam as pessoas serem tão cruéis?! Não aguentaria por muito mais tempo e sabia disso.

Um barulho na janela, mudou seus sentimentos para uma curiosidade repentina. Um corvo bicava o vidro da janela. Curiosa, abriu a janela devagar, deixando o corvo entrar. De sua pata, tirou um pequeno bilhete e mesmo que ainda não fizesse muito sentido, aquelas palavras aqueceram seu coração, com mistério, curiosidade e um pouco de esperança.

 

[…]

 

O garoto que escrevia em seu caderno, se sentia inquieto por algum motivo. Um leve incômodo lhe pendurava enquanto observava a cidade pela janela de seu quarto no apartamento da sua mãe.

Agilmente, se lembrou que sua mãe logo sairia para viajar de novo. Fechou o caderno e o carregou consigo descendo as escadas do duplex até a sala onde sua mãe parecia verificar se já estava com tudo pronto. Ela abriu um pequeno sorriso quando o viu.

-Eu já ia chamar você.

Ele abriu um sorriso carinhoso, sem muito significado no entanto. Depois de um breve abraço, ela o olhou.

-Certeza que vai ficar bem?

O garoto confirmou com a cabeça.

-Tenho seu telefone salvo, o da polícia, dos bombeiros e sei que uma vez por semana nossa empregada vai vir aqui ver se está tudo certo.

Ele não achava que Rita, a empregada, fosse necessária. Ele dava conta de tudo muito bem sozinho. Mesmo que sua mãe fosse ficar fora por cerca de dois meses. De novo.

-Tudo bem. Boa sorte.

Ela o beijou na testa e saiu do apartamento. Sua mãe era embaixadora, por tanto era normal que ela viajasse, só que geralmente ele ia junto, mas achava que podia ficar bem sozinho, seria melhor para sua vida social também.

Um barulho no andar de cima fez suas sobrancelhas se franzirem. Na cozinha, pegou um rolo de macarrão, por via das dúvidas. Subindo as escadas, notou que o barulho vinha do seu quarto. Um pouco apreensivo, abriu a porta esperava que fosse algum pombo, já havia acontecido uma vez. Era uma ave, mas não um pombo. Era um corvo de asas negras e olhos púrpura que chamou sua atenção por um pequena bilhete em sua pata. Ao ler o bilhete, um sentimento de animação e confusão lhe tomou conta. Math o leu em voz alta.

-O rei e a rainha voltaram, e é hora dos deuses regressarem também. À todos os corações, amargos, aflitos ou apenas deslocados, esperamos seu regresso. 


Notas Finais


https://spiritfanfics.com/jornais/the-silver-town--os-escolhidos-9983937
Jornalzineo com os escolhidos. Desculpem a demora dia dos pais, sabem como é.


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