História The Sociopath - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Cameron Monaghan, Gotham, Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Gothan, Hospicio, Jerome Valeska, Kaya Scodelario, Loucura, Manicómio, Psicopata, Romance, Sadomasoquismo, Sociopata, Suspense, Terror
Exibições 247
Palavras 1.850
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


+ Em primeiro lugar, sejam todas/todos muito bem vindos. Espero que gostem do que estou criando, afinal, literalmente dou meu sangue pela escrita, mesmo que ela ainda não seja perfeita.

+ PLÁGIO É CRIME E DÁ PROCESSO, ou seja, essa fanfic é totalmente minha, apesar de estar criando o personagem principal masculino com base em alguém que já existe na série Gothan. O recriei por completo, modificando boa parte de seu comportamento e mantendo aquilo que gosto, no demais, o enredo é meu, portanto, caso queiram se inspirar, pelo que me comuniquem antes de começarem.

+Caso não tenha lido os avisos acima, The Sociopath é um tanto "forte", não quero policiar ninguém, mas, acho que se forem muito novas, talvez se sintam incomodadas com algumas coisas que virão a acontecer, afinal, estaremos lidando com um manicômio e principalmente com um quase psicopata.

+Brooke pode não ter rosto pra vocês (pelo menos no inicio), porém, a criei usando a imagem da Kaya Scodelario, o que não impede que você a imaginem de outra maneira, sintam-se a vontade para mudar os atores caso queiram.

+ A história é sim movida a favoritos e comentários, então, quanto maior for o número desses dois, mais rapidamente posto a continuação, no entanto, não quero que se sintam obrigadas a comentar ou sei lá, amo conversar com leitores.

+ Esse primeiro capitulo está meio parado e pequeno, todavia, é apenas um prólogo, servirá para mostrar como Broke surgiu, não posso joga-la pra vocês no escuro, não é mesmo?

+Temos um trailer. Mas ainda não irei posta-lo, estou trabalhando na finalização dele.

+Também temos uma playlist que aumentará a casa novo capitulo, por enquanto só tem uma música, mas, já o deixarei nas notas finais.

Boa leitura

Capítulo 1 - Take Me Down


Fanfic / Fanfiction The Sociopath - Capítulo 1 - Take Me Down

"Esperando nessa encruzilhada para sempre e pelo dia

Em que o cara compre a minha alma

Passo a noite e o dia inteiro

O quanto eu posso jogar?"

THE PRETTY RECKLESS

 

Já haviam passado das dezoito horas da tarde quando o carro entrou na rodovia quase abandonada, afinal, até então ela se mantinha deserta, sem outros automóveis ou pessoas passando por ali, o que até era compreensível, afinal, ficava um pouco longe da estrada principal, ou pelo menos o bastante para que os motoristas encontrassem maneiras de cortar atalho. O dia estava chuvoso, com grossas nuvens cinzas cobrindo o céu anteriormente azul. Era realmente complicado enxergar algo no meio dos pingos da chuva que parecia cair com maior força a cada minuto, trazendo consigo o frio e a neblina.

O carro continuou seguindo o caminho mostrado pelo mapa sob o painel, os vidros escuros cercando as duas pessoas ali dentro, sem palavras sendo dirigidas uma a outra, o silencio brutal os esmagando pouco a pouco. No banco da frente, o homem não tão jovem e também não tão velho encarava atentamente o espelho retrovisor a cada cinco minutos, buscando algum barulho ou movimentação suspeita vinda do banco traseiro, no entanto, desde que saíram da delegacia, tudo parecia exatamente igual.

Em contra partida, a menina mantinha os olhos fechados, sentada, com a cabeça escorada no vidro a seu lado. Respirava calmamente, completamente adormecida, mas não por muito tempo. O freio foi acionado rapidamente devido a uma curva fechada, a acordando enquanto seu pequeno corpo era fracamente atirado para frente. Olhou para os lados, ainda se encontrava um pouco tonta, piscou rapidamente seus olhos acinzentados, percebendo que não fazia a menor ideia do que estava fazendo ali.

--- Para onde nós estamos indo? --- perguntou com a voz fraca e miada, não esperava uma resposta, acostumou-se a ser ignorada nas últimas semanas.

--- “Nós” não estamos indo a lugar algum. Você é que está, sozinha --- a voz do homem era rouca e grave, como se a juventude já o tivesse abandonado por completo --- Deveria saber que isto iria vir a acontecer mais cedo ou mais tarde.

--- Ainda não me respondeu --- tentou estreitar os olhos para enxergar algo além da água caindo, falhando em seguida, parecia uma tarefa impossível --- Vou para a cadeia?

--- Não exatamente. Você ainda é menor de ideia, e mesmo que não fosse, o júri decidiu outra coisa.

--- Que tipo de coisa?

Dessa vez, no entanto, a resposta não veio, o homem preferiu fazer uma espécie de voto de silencio, prestando atenção na estrada e no barulho das gotas se chocando violentamente contra o chão. Essa não era a primeira vez que fazia esse mesmo trajeto com esse mesmo objetivo, e sinceramente, sempre preferiu não manter contato com quem habitava o banco de trás, até porque, existia uma grande parcela de sentimentalismo barato preto dentro de si.

A jovem garota suspirou frustrada, já deveria ter aprendido que ninguém quer manter uma conversa consideravelmente longa com uma louca assassina, por mais que todos soubessem que existia a possibilidade de ela não ser. Julgar sempre foi extremamente mais prático do que escutar os dois lados da história. Contou mentalmente até dez, sentia o carro desacelerando aos poucos. Seja lá pra onde a estivessem levando naquele momento, chegaria em breve e não teria forma de escapar, seu destino estava selado.

Caso a chuva não estivesse tão intensa, teria visto a alguns metros atrás, a enorme placa de ferro enferrujado com as palavras “Casa Lennox: Para abandonos e problemas mentais” acima do portão por onde passaram. Assim como também teria visto o casarão antigo que lhe esperava no meio do nada, com grades nas janelas e trancas nas poucas portas, prevendo tentativas de fugas e já as impossibilitando.

Dois enfermeiros estavam em frente ao local, protegidos de baixo do telhado, suas vestes completamente brancas os denunciavam, e os crachás pendurados nos pescoços não os permitiam tentar negar, apesar de serem enfermeiros, lidavam na área da psiquiatria. Assim que o automóvel parou, se apressaram em caminhar até lá, abrindo a porta de trás e puxando a menina dali, a fazendo cair com os joelhos diretamente no chão sujo e molhado, já que vestia somente um vestido lilás um tanto largo, que chegava ao meio de suas coxas.

--- Calminha aí. Não quer se machucar à toa, não é mesmo? --- o loiro na faixa dos vinte e poucos anos perguntou debochado, com os olhos azuis faiscando em direção a nova inquilina, era bem mais nova do que pensou que seria --- Boa menina.

A levaram dali, cada um segurando-a por um braço para que não escapar, se bem que, duvidavam que ela pudesse tentar algo, afinal, aparentava estar totalmente assustada, respirando pesadamente a cada novo passo dado, olhando para os lados como se tentasse adivinhar que lugar era aquele, cosia que fez algumas dúvidas brotarem na mente do loiro...Não haviam contado a ela o que aconteceria a partir de agora?

Entraram em um corredor um tanto escuro, a porta atrás deles sendo rapidamente fechada. O barulho das trancas preencheu o ambiente até então silencioso, fazendo a menina olhar para trás por alguns instantes que mais pareciam intermináveis. Aquela era a sua única fonte de contato com o mundo exterior, e agora estava sob diversas fechaduras horrorosas. Viraram à direita, entrando numa sala não muito grande, onde duas pessoas os esperavam não tão ansiosos, um homem e uma mulher já conhecidos pela jovem.

--- Olá novamente, Brooke. Como está se sentindo hoje? --- o cara castanho e robusto se adiantou em falar, num tom levemente cômico, era óbvio que ela não estaria se sentindo bem --- Um pouco confusa, talvez?

--- Ninguém me avisou que me trariam pra cá. Pensei que seria levada para algum reformatório.

--- Não foi a única que pensou isso, te garanto. No entanto, o veredito do juiz mudou essa semana --- sentou-se na dura cadeira em uma das extremidades da mesa, fazendo sinal para que a menina senta-se à sua frente, tendo certa de cinquenta centímetros os separando --- Sabe onde está?

--- Em algum hospital, eu acho --- fez aquilo que lhe foi dito, repousando as mãos fechadas sob as pernas, o nervosismo a consumia lentamente.

--- Estamos na casa Lennox. Casa que serviu de teto para uma das famílias fundadoras dessa cidade, mas, foi transformada no fim do século dezessete --- ele ajeitou-se melhor, pondo os braços em cima da mesa, a encarando sem um pingo de emoção --- Transformada em um manicômio.

--- O-oque?...--- as palavras quase trancaram na boca da menor, a saliva foi dificilmente engolida, com dois milhões de coisas passando por sua cabeça --- Por que fui trazida pra cá?

--- Francamente, Brooke. Achou mesmo que seria levada para um local convencional após seu depoimento relacionado à morte de seus pais? --- foi a vez da mulher se pronunciar, ainda mais duramente do que o parceiro postado a sua frente --- Acordar toda ensanguentada no meio de uma floresta, sem lembrar do porque está ali e nem do como chegou, enquanto toda a sua família queima dentro de uma casa é no mínimo conversa de doido.

--- Eu não sou maluca! Contei a vocês exatamente o que aconteceu --- o desespero tomou conta de si, era como se de repente o ar faltasse em seus pulmões, quer dizer, já não bastava o mês terrível que estava tendo?

--- Não adianta fazer teatrinho. Você merece o lugar que lhe foi destinado.

Os enfermeiros se agitaram um pouco com as últimas palavras ditas pela mulher, e por mais que houvessem sido instruídos a não se intrometer na conversa, sabiam que era profundamente errado confrontar uma pessoa considerada incapaz por seus atos, ainda mais daquela maneira, se bem que, para ambos, aquela garota não aparentava ter traços de psicose. A única conclusão que tiravam dela era a de estar confusa e amedrontada.

Além de que, ela entraria ali sendo literalmente a mais jovem no momento, o que não a ajudaria em nada caso não tivesse uma personalidade no mínimo forte, e sinceramente, tendo a chance de a observar tão de perto, duvidavam profundamente disto. Pelo menos assim ficavam sabendo que precisariam dar uma atenção especial à Brooke, até porque, não seria nada agradável lidar com assassinos, canibais e psicopatas que possuíam o dobro de sua idade.

--- Você cumprirá toda a sua pena aqui. Bem...Pelo menos até aparentar lembrar de algo relacionado à aquela noite --- o policial tornou a falar, um pouco mais lentamente do que sua colega de trabalho, afinal, tinha uma filha quase da idade de Brooke, seu lado paternal ficava em evidência nesses momentos, era uma situação complicada.

--- Não podem me deixar em um hospício como se eu fosse uma completa maluca --- sua voz se tornava cada vez mais fraca conforme as lágrimas invadiam seus olhos, os tornando marejados. Até chegar ali, ainda possuía alguma esperança, e agora essa mesma esperança parecia estar sendo pisoteada --- Por favor.

--- Eu realmente sinto muito, mas, não posso fazer nada, isso está fora do meu alcance --- pegou algumas folhas que estavam no canto esquerdo da mesa, as olhando em seguida, eram os documentos que permitiam a estadia da menina, junto a alguns exames médicos --- Prometo que virei todos os meses te visitar, esse é um procedimento padrão, mas, acho que posso conseguir mais alguns minutinhos.

--- Acredita mesmo que eu tenha enlouquecido?

--- Eu...--- pensou em mentir, em negar aquilo em que acreditava fielmente, no entanto, seria errado consigo mesmo e também com ela. Suspirou frustrado --- Sim.

Brooke assentiu positivamente com a cabeça, demostrando que, apesar de tudo, conseguia compreender aquela decisão, e sem seguida, passou a ponta dos dedos pelos olhos e pela bochecha, limpando algumas lágrimas que insistiam em cair. O policial fez sinal para que a levassem daquela sala, já não havia mais o que ser feito no caso da adolescente, a tecla final tinha sido apertada, e portando, seria ali que permaneceria até que seu corpo virasse pó.

O enfermeiro e psiquiatra de cabelos claros se adiantou, a puxando mais uma vez pelo braço, percebendo o quanto ela era leve e aparentemente frágil, de fácil manuseio, diferente de seus outros pacientes que em uma hora ou outra sempre mostravam o motivo que os levou a serem internados. Os dois saíram da salinha, passando pelo longo corredor em tom de creme, repleto dos quadros dos antigos diretores, repleto da lembrança daqueles que entraram e nunca conseguiram sair.

Andaram até a ala dos quartos, onde ela foi colocada no denominado “B-04” que agora possuía uma placa embaixo do número, indicando o nome completo da paciente, idade, tipo sanguíneo e psicólogo que a acompanharia pelo menos nos primeiros seis meses. A porta atrás de Brooke foi trancada, com o barulho do ferro infestando o lugar, a deixando completamente sozinha desde...Sempre. Encarou o quarto branco, possuía somente uma cama de solteiro, um criado mudo e um pequeno banheiro. Engoliu a seco, sem saber o que esperar do futuro, afinal, aquela seria a sua casa.


Notas Finais


Playlist:
https://www.youtube.com/watch?v=1XvK_pwJj9Y&list=PL7mPMjGD4a64UGpuulYZO62tBGHPJjieL
(Lembrando que apenas a música deste capitulo está disponível)


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