História The Souls- Temporada 2: K I N D N E S S - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Exibições 24
Palavras 1.549
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Suspense, Violência
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi! Undyne na fita, genteee :3 <3
Beijinhos!

Tenham bondade

P.S: lol estamos quase no final!

Capítulo 10 - Bebê chorão


 

 

 

 

Sem arregalias agora: eu estava cansado disso tudo. Abri meus olhos com rapidez assim que acordei e me sentei. Assim que me sentei, confiante, senti meu ombro esquerdo pulsando de dor. A dor parecia passar pelo sangue e se espalhar pelo corpo todo!

        -Argh!- gemi, ao colocar a mão sobre o ferimento no meu ombro. Caramba, era quase um buraco! Parece que faltava carne ali!

        -Pra você também.- ouvi Undyne dizer, e eu rapidamente fiquei pálido. Ela estava na minha frente e eu não havia notado. Na verdade, eu não havia notado nada daquele lugar até agora; eu estava em algum tipo de colchonete em uma casa razoavelmente confortável e iluminada. Tinha uma cozinha e um piano, e eu estava sentado no chão.

         Assim que vi Undyne, comecei a recuar, e ela logo tentou me acalmar.

        -Ei, ei, ei! Calma ai, sr. Chorão! – ela falou, levantando as mãos- eu to com cara de quem vai te atacar agora? Não! Relaxa ai!- ela pareci gritar comigo de maneira... paciente.

        Eu estava estático. Eu não sabia o que pensar. A primeira coisa que passou pela minha cabeça é “o que DIABOS está acontecendo???”

        Undyne estava sem a armadura: usava uma calça solta e folgada e uma regata preta. Tnha um casaco velho amarrado na cintura e botas vermelhas. Ela me olhava com um certo nojo, um certo desapontamento, talvez até mesmo tédio, mas nada ali era de uma ameaça mortal.

        -V-Você... Por que que eu...- tentei falar, até que Undyne me interrompeu:

        -Escuta, garoto: não me venha com nem uma de suas coisas de bebê chorão! Ontem você gritava feito algum tipo de porco agonizando. Não te matei por que não quis. E olha que eu ainda estou te ajudando! – ela disse, se agachando na minha frente e mostrando os dentes afiados- eu estou pouco me lixando.

         Undyne se levantou, suspirando, e foi em direção à mesa. Ela me jogou alguma coisa, do qual eu peguei com a mão esquerda: era algum tipo de maçã, na verdade, só que... parecia ter patinhas, como se fosse um siri. Eu não consegui examinar a fruta melhor já que minha fome falava mais alto: quase ataquei a maçã de tão esfomeado que eu estava. Undyne me lançou um olhar de nojo enquanto eu comia e foi em direção à cozinha.

          Assim que fiquei mais tranquilo, logo falei:

         -Obrigado, Undyne.

          Undyne parecia estar mexendo com o fogão, e assim que eu falei aquilo, ela ficou rígida, como se tivesse tido algum tipo de arrepio, e seus ombros arcaram.

          -O que... você disse?- Undyne falou, ainda parada.

          -Eu, ahn, agradeci. P-Pela maçã... é que eu estava com fome, e...- parei por um tempo- bom, obrigado.

          Ela me olhou com o canto do olho e rangiu os dentes.

          -Eu te odeio.- Undyne falou- eu odeio tudo que você é. Eu odeio o fato de você ser um humano. – ela se virou e caminhava lentamente em minha direção- eu odeio a maneira que você fala. Eu odeio o fato do tio Gerson ter razão. Eu odeio o fato de estar presa aqui embaixo, no subsolo. Eu odeio o fato de estarmos presos aqui. E é tudo culpa de quem?- ela se agachou na minha frente- é culpa sua. Consegue entender isso?

           Eu estava com menos medo dela agora. Era como se o fato dela ter me poupado fizesse eu acreditar nela, ou respeitá-la de alguma forma. Undyne olhava no fundo dos meus olhos, e então eu falei.

          -Mas... por que é culpa minha?

           Ela começou a rir.

          -Como assim por quê? Você fala como se não soubesse! E a Guerra, huh? Vaime falar que não a conhece também?

          Eu pensei por um tempo... Toriel nunca me falou nada sobre nem uma Guerra. Na verdade, acho que estou começando a pensar que ela escondia muito mais coisas de mim do que pensava. Ao ver minha expressão confusa, Undyne rugiu:

           -AH, PELO AMOR DE DEUS!- ela disse- NÃO ACREDITO NISSO! VOCÊ NÃO LEU AS ESCRITURAS NO CAMINHO?? FALANDO SOBRE A GUERRA??

           -Ahhn...- está ai uma coisa que eu não sabia: eu não sabia ler. Eu nunca fui para uma escola, e minha mãe não conseguiu me ensinar direito. Eu só sabia ler meu nome.

            Eu disse isso para Undyne, e ela pareceu fazer um suplex em uma pedra gigante imaginária, só de raiva. Depois, ela respirou fundo, impaciente, e se sentou à minha frente.

            -Certo. Há muito tempo atrás, nós, monstros, morávamos lá em cima. Na superfície. Junto com os humanos. E então... você nos atacaram, e uma guerra se iniciou. Você tinham medo do nosso poder de roubarmos suas almas. E por isso, atacaram sem dó ou piedade. Muitos monstros foram mortos, e viraram poeira. E nem um único humano foi morto.

            Eu estava todo arrepiado. Ela parecia estra me contando uma história de terror, no caso onde eu era o monstro.

            -E então...- ela continuou- nós nos rendemos aos humanos. Eles nos jogaram em um poço e nos trancaram lá. O subsolo. Sete humanos poderosos, que sabiam controlar a feitiçaria, nos aprisionaram aqui. Impacientes, covardes, malvados, injustos, impiedosos e desertados. Todos com o medo estúpido correndo pela sua alma. E então... não conseguimos sair. Nunca mais. Não temos almas tão fortes quanto à dos humanos, e nem um monstro consegue sair, a menos que ele tenha uma alma humana.

            -Como assim?- perguntei, confuso- um monstro pode ter uma alma humana?

          -Bom...- Undyne continuou- um monstro pode pegar a alma de um humano... matando-o.

          Um arrepio correu pelo meu corpo. Umm instinto gritava na minha mente “CORRA, FUJA”, mas eu ignorei. Eu não era um covarde.

          -P-por isso...- eu falei, tentando parecer calmo, mas gaguejando um pouco- você queria me matar? Para poder sair daqui?

           -Em parte. Não se trata apenas de eu sair: todos sairem. Asgore, nosso rei, precisa de sete almas humanas para quebrar de vez a barreira e libertar todos nós. Todos nós. Entende o que eu digo?

          Na minha mente, veio a imagem de pés. Isso mesmo, pés. E depois pernas e um corpo inteiro. Era uma garota. Ela sorria e tinha um olhar determinado. Seus cabelos eram amarrados em um rabo de cabelo meio caído, e mexas de cabelo loiro caíam sobre seu rosto e seus ombros. Ela usava um chapéu e segurava uma arma de brinquedo na mão. Ela brincava e sorria.

           -Dana.- falei baixinho. Undyne me olhou confusa.

          -Quem?

          -A garota perdida- eu falei- ela esteve aqui? Uma garota loira? Com sardas no rosto? Pele bronzeada, conheceu? Ela passou por aqui??

          Undyne olhou para cima por um momento.

          -Eu já vi alguém assim, mas não era um hum...- seus olhos se arregalaram- oh, meu deus, ela era uma humana. É por isso que... Então eu aprendi a... Minha nossa...

          Ela cambaleou por um momento. Eu olhava meio preocupado.

          -Você a viu??

           -Ela... ela passou sim. Eu vi ela.- ela sussurrou depois.- ela era muito boa de mira. Nunca errou, eu acho. Hah... Ela que me ensinou a atirar.- sorriu tristemente.

           -Mas... e ela? Você sabe onde ela está? Você sabe se ela conseguiu fugir de Asgore?

           -Heh... não, ela não conseguiu. Ela foi capturada muito perto: na entrada do núcleo. Sua alma está com Asgore, e seu corpo está em um caixão no fundo do castelo.

           A imagem da garota me veio à cabeça novamente, desta vez ela estava caída no chão, com olhos fechados e sangue saindo de sua boca.

           Agora, outra imagem veio: uma outra garota. Só que ela era negra, como eu, e mais nova. Ela usava um tutu velho e dançava de uma maneira calma e... ao mesmo tempo, intensa. Suas mãos estavam empoeiradas, e ela sorriu.

           A imagem se dissipou e veio outra na minha mente. Outra garota. Cabelos castanhos e pele bem branca. Bochechas rosadas e um suéter verde com uma listra amarela. Ela olhou para mim e sorriu, gesticulando : “olá”

          Eu cambaleei para trás, arfando.

          -Os outros humanos, eles... estão mortos também? Ninguém sobreviveu??

          Undyne balançou a cabeça tristemente: não.

         Eu estava tonto. Minhas esperanças de sair dali estavam se esvaindo, pouco a pouco. Eu estava sendo corrompido.

         -E-eu... vou sobreviver?- perguntei, de maneira boba. Ela olhou para baixo, tristemente.

         -Asgore quer novos recrutas para a guarda real. Esse é meu sonho, e se eu chegar lá com um humano em mãos... eles vãome parabenizar. Eu vou ser... respeitada, e serei dita como a mais forte de todas.

          Meus olhos estavam molhados, mas me segurei para não chorar.

          Eu não quero morrer.

          -Me desculpe. Por... eu não sei, por qualquer coisa- falei. Undyne me olhou firmemente. Ela parecia mais relutante em me finalizar. Olhou para cima e suspirou.

          -Ok, não chore, caramba!- ela pegou no meu ombro direito, que estava sem o machucado.- eu vou te ajudar à chegar à Hotland. Dali, você tem que ir ao núcleo, e de lá, ao castelo. Não posso passar por Teraquente, pois, bom, sou um peixe. Mas vou te ajudar, ok? Talvez eu nunca venha à entrar na guarda real, mas...

           Eu abracei ela, agradecido da sua piedade. Ela ficou parada, sem reação, e então deu uns tapinhas na minha cabeça.

          -Ok, ok, ok sem chororô. – ela disse, se levantando e me levantando também- nós precisamos chegar lá a tempo. Não podemos nos atrasar, certo?

          Sorri.

          -Certo.

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


:3 Até a próxima


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