História The Sound Of Silence - Capítulo 5


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Categorias Bruno Rezende
Personagens Bruno Rezende, Personagens Originais
Tags Bruninho, Olimpíadas, Rio2016, Vôlei
Exibições 124
Palavras 1.237
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Esporte, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpem a demora!! Só quem estuda sabe que final de ano é DURISSIMO

Capítulo 5 - Capítulo IV - Motivo


Os dias no Centro estão cada vez mais fáceis. Depois do treino, eu vou pra academia e dependendo do dia, para o pilates. No pilates, tenho a companhia de Dani Lins, já que Zé Roberto mandou eu criar um laço com todas as jogadoras titulares. É claro, me aproximei muito da levantadora, vai que ela distribui mais bolas pra mim por sermos próximas. As centrais são boas companhias, também. Thaisa e Fabiana eram muito amigas, ás vezes me sentias excluída, mas quando Fabiana fazia graça e nós riamos, eu me sentia como se fosse da seleção há tempos. Scheila me intimidava, é uma lenda viva, assim como Serginho, não consigo ficar perto dela sem gaguejar. O dia que ela me elogiou depois que eu fiz uma jogada ensaiada com Fabiana, segundo Jaqueline, minhas orelhas ficaram vermelhas. Algumas outras jogadoras olham feio pra mim. Não sei se é por causa da minha mãe ou se represento uma ameaça de alguma forma.

Aliás, eu e Jaqueline estamos muito mais próximas. Um dia, depois de uma enxaqueca forte de tanto ouvir ela chorar, tive que bater no alojamento de Murilo e arrastá-lo pra lá. Agora, depois das obrigações, eles ficam grudados no meu alojamento e ainda com os dois chorando. Isso mesmo, pensei em resolver um e acabei criando dois problemas. Murilo, uma vez, disse que eu podia ficar no seu alojamento e até dormir lá enquanto ele estivesse com Jaque. Considerei sim, até descobrir quem era o colega dele. Agora prefiro ir conversar com Rodrigo, meu fisioterapeuta ou ficar no refeitório até a hora do jantar.

Aliás, falando no idiota número um, eu o tenho evitado o máximo possível. Nos treinos em conjunto, ele tenta chamar a minha atenção, sendo capaz de atacar uma bola nas minhas costas. É sério. Depois que eu o ouvi dizer aquela frase, tenho me afastado o possível. Ele chegou a mandar uma carta para Rodrigo dizendo que eu o amava, uma carta em meu nome. Outro dia, a minha mãe, sim, a minha mãe me ligou me perguntando que era o meu novo namorado. Isso tudo porque ele vazou um boato pra imprensa dizendo que eu estava namorando alguém da seleção. E de fato, parecia.

Eu e Douglas estamos muito próximos. Assim como eu, era a primeira vez que ele era convocado para seleção adulta. Assim como eu, ele também era fruto da seleção de base. Nós fazíamos academia juntos e passávamos a tarde no refeitório ou andando pelo centro juntos. Eu já ouvira os meninos tirando uma com a cara de Douglas, falando que nós éramos carne e unha. Eu me identificava com ele, muito. Até mesmo o parceiro dele de alojamento era Serginho, com o mesmo propósito da minha parceira de alojamento. Ele me ajudava em alguns exercícios e eu o ajudava com táticas no vôlei. Era uma relação mútua, uma amizade. Eu não tinha interesse nenhum a mais. O olhar de Bruno queimava pelo meu corpo sempre que ele me via ao lado de Douglas. Não sei o que é: raiva, medo, ódio... Ou até mesmo, ciúmes. Bruno passara isso para quadra e começou a não distribuir bolas pro Douglas, o ignorava dentro de quadra e recebeu até uma atenção do pai sobre isso. Não vou entrar no jogo dele.

 

Eu fazia exercícios sozinha na academia. Era noite já e eu não estava satisfeita com o meu condicionamento físico, precisava de mais. Eu estava em frente ao espelho, fazendo abdominais quando vejo Bruno entrar. Ele parecia nervoso, puxava tufos do cabelo com força e estava vermelho. Me levantei querendo sair o mais rápido possível sem ser percebida, quando estava quase passando pela porta, Bruno me puxou pela camiseta e me arrastou até o meio da academia.

- Estava me espionando.

Eu faço uma careta.

-Pra sua informação, querido, eu estava aqui antes de você. Nem tudo gira ao seu redor – ele bufa.

-E o que você está fazendo aqui a essa hora, querida?

- Isso não é dá sua conta.

-Tudo bem, então. Vou ir avisar seu técnico que você estava fora do alojamento no toque de recolher – Eu pulei na sua frente e abri os braços, o impedindo. Estávamos tão próximos que o ar que ele expirava batia quente na minha bochecha.

-Você tem um bafo horrível – minto.

Ele dá um sorriso irônico

- Não é o que muitas mulheres me dizem. Aposto que está mentindo, aposto que está louca pra sentir esse bafo horrível na sua boca – Eu dou uma risada forçada.

- Nem morta. Prefiro beijar o Douglas.

Ele fecha a cara na hora. Me empurra pra longe e me dá as costas. Eu me viro, irritada.

- O que você tem contra eu e o Douglas? Me diz!

Ele para em frente a porta e balança a cabeça. Eu encaro suas costas.

-Não vale a pena.              

 

Depois do encontro na academia, Bruno parou com as brincadeirinhas dele. Ele parecia cada vez mais distante, de tudo. Do treino, dos amigos, do vôlei. E por algum motivo, eu me sentia péssima por isso e tinha uma necessidade de falar com ele todas as vezes que o vejo passar por mim. E por medo, me segurava. Medo de me expor, medo de ele me ignorar, medo de aceitar esse sentimento. Mesmo não sabendo o que esse sentimento significava.

O dia da visita havia chegado. Jaqueline estava tão ansiosa que não havia dormido. Nós faríamos um treino tático e depois, na hora do almoço, os familiares iriam entrar no refeitório, almoçariam com a gente e depois passariam o dia no Centro. Como nenhum familiar meu nunca vem, eu não estava ansiosa. O dia da visita pra mim significava que a competição estava cada vez mais perto. Faltavam apenas duas semanas para o Grand Prix.

O treino fora insuportável. Todas estavam fazendo jogadas muito rápidas e desleixadas, esperando que acabasse isso logo. Eu até entendo, já que a maioria é mãe e esposa. Thaysa, por exemplo, não parava de dar risada, ansiosa para ver o marido. Jaqueline nem se fala, tive que arrastar ela até a quadra, se não tivesse feito isso ela ficaria sentada lá até a hora do almoço. Até Zé Roberto estava nervoso para ver a mulher.

Quando Zé anunciou o fim do treino, todas correram para o refeitório. Eu fui logo atrás, rindo do desespero delas. Os meninos já estavam no refeitório, Serginho estava até com o pescoço torcido, esperando a família. Eu me sentei ao lado de Douglas e na frente de Jaqueline e Murilo.

-Meu Deus, que demora – Douglas disse balançando as pernas.

-Quem vem te visitar?

-Meu pai, com certeza. Ele que me levava a todos os treinos do time da escola. E você, quem vem te visitar?

Eu apertei os lábios. Jaqueline olhou feio para Douglas, que ficou confuso.

-Ninguém.

De repente, a porta fora aberta. Vários jogadores viraram o pescoço em direção a entrada. Alguns ficaram em pé, cadeiras foram arrastadas aos montes. Tudo por uma visão melhorada da porta.

Alguns homens de terno entraram, altos, corpulentos e ameaçadores. As pessoas começaram a ficar confusas. Logo atrás, uma mulher elegante e em seu encalço, um rapaz de óculos que anotara tudo que ela falava. O meu rosto começou a queimar quando vários jogadores começaram a olhar para mim.

- Helena, por que todos estão olhando pra você? – Douglas perguntou encarando alguns com os olhos cerrados.

- Porque aquela é a minha mãe.



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