História The sound of silence - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Andrew "Andy" Biersack, Ashley Purdy, Christian "CC" Coma, Jacob "Jake" Pitts, Jeremy "Jinxx" Ferguson, Personagens Originais
Tags Andy Biersack, Black Veil Brides, Bvb
Visualizações 54
Palavras 4.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - Pé na estrada, e confissões ao vento


Fanfic / Fanfiction The sound of silence - Capítulo 5 - Pé na estrada, e confissões ao vento

Eu juro que tentei entender, compreender a atitude do Andy. Juro que tentei relevar.

Mas por que meu coração, parece querer arrebentar meu peito, toda vez que lembro do toque dele?

Dessa vez não consegui, nem mesmo disfarçar o estrago emocional que me encontro. Adam me questionou algumas vezes, depois que eu não consegui nem ao menos jantar. Ele chegou em casa, eram quase 20:00, mas eu preferi adiar nosso encontro. Meu pai saberia, que chorei, só de olhar para mim, e explicar a ele, o motivo... não é algo com o qual eu queira lidar. Principalmente quando eu não sei dizer se estou triste, ou se na pior das hipóteses... me sinto feliz.  

Sim. Feliz.

Mesmo com Andy tendo agido como um legitimo imbecil.

No fundo, eu sinto uma pequena euforia.

Vez ou outra, me pego relembrando... me sinto diferente, isso não posso negar. Eu não sou burra, eu sei que além da amizade, qualquer relação com Andy pode ser destrutiva. Eu acompanhei estes meses a maneira como ele lida com isso, e não quero ter o meu coração despedaçado por ele, como todas as outras garotas tiveram. É horrível admitir que talvez eu não seja para ele, nem metade o que ele é para mim... ao ser tratada por ele como qualquer uma, isso fica evidente.

Pensei até mesmo em desistir de acompanha-los nessa viagem. Passar uma semana convivendo praticamente vinte e quatro horas por dia, não me parece a melhor maneira, de lidar com esse emaranhado de sentimentos, que estão me assombrando.  Mas eu teria de ter uma boa justificativa para cancelar em cima da hora, e nem Adam, nem os outros aceitariam qualquer motivo bobo. E como não pretendo espalhar aos quatro ventos, o ocorrido ontem à noite, só me resta agir como se nada tivesse acontecido.

Ou pelo, menos em partes.

Já que não tenho a menor disposição para trocar nem mesmo insultos com aquele Biersack idiota!

Como fiquei horas nesse dilema, de ir ou não, inventando desculpas mirabolantes para fugir da situação, acabei quase nem dormindo, e deixando para arrumar minha mala, agora pela manhã. Adam está fazendo o café da manhã, enquanto eu separo o que acho que precisarei nessa uma semana.

- Ray nada de fugir... você vai enfrentar ele de cabeça erguida – tenho repetido esse mantra desde que sai do banho.

Como a viagem vai ser longa e pelo que falei com Sammi e Jake, os meninos vão revezar a direção. Muito possivelmente chegaremos lá, amanhã à noite.  Então optei por uma roupa leve, camiseta cinza do AC DC, calça jeans azul – mais comum impossível, meu All Star preto, cabelos soltos e por uma questão de comodidade e praticidade, aceitei o concelho do meu pai, e optei pelas lentes de contato. Deixei a mão uma camisa de flanela, já que o clima está mais fresco que nos dias anteriores. Nem me dei ao trabalho de esconder minhas olheiras.

 

[...]

Adam me trouxe até a casa do Jake, um pouco antes do horário combinado. Mas não foi embora, sem antes agir como um pai preocupado, e encher Jake de recomendações, como se eu fosse uma criança e ele meu responsável. Quando na verdade, é exatamente o contrário, quando eu sou mais responsável que eles em certas situações. Eu e Carolyn, apenas assistimos a cena, em meio a risos. Principalmente por conta das respostas de Jake.

 

Flashback On

Carolyn veio nos receber, enquanto Jake acordava.

- Animada, Ray? – ela pergunta me abraçando.

- Sim – respondo, observando que Adam também desce do carro.

- Os meninos foram dormir tarde, CC não parava quieto um minuto – ela fala, acenando para meu pai – Eu estava vendo a hora que Jake, ia colocar o CC para dormir na garagem.

Nós duas rimos. Meu pai me entrega minha mochila.

- Parece que chegamos cedo – ele comenta, a cumprimentando – Fomos os primeiros?

- Sim, o Jake já estava levantando – Carolyn nos convida para entrar, indicando a porta.

- Eu só vim trazer a Ray... – nesse momento Jake, aparece na porta Fiquei até com dó dele, os olhos estavam inchados, e a cara amassada.

- E ai Adam? – ele cumprimenta meu pai, e bagunça meus cabelos – Beleza, Chaveirinho?!

- Jake, será que eu poderia falar com você? – tanto eu, quanto os Pitts estranhamos a atitude do meu pai. Mas Jake o seguiu, para perto do carro. Já eu e Carolyn, ficamos paradas ali, em frente a porta, observando os dois. A distância não impedia que ouvíssemos o que os dois conversavam – Eu queria pedir para que cuidasse da Ray – não creio.

- Pode ficar tranquilo Adam, vamos ficar de olhos nela – Jake bate no ombro de meu pai.

- É bom mesmo, ela é minha menininha... Então que me devolvam ela inteira, caso contrário eu terei de me resolver com vocês cinco – sério mesmo, as vezes Adam me surpreende. Carolyn, olhou para mim, e eu gesticulei um pedido de desculpas, já que Jake ficou sem jeito.

- Sim senhor, pode deixar – Jake pareceu mais sério agora.

- Ótimo, agora eu vou indo – Adam vem até mim, e me dá um beijo na testa – Se cuida, e qualquer coisa me liga... E Ray, se divirta – pega em um abraço, apertado, me vejo um pouco emocionada. Afinal é a primeira vez que ficaremos longe um do outro.

- Pode deixar, pai... eu te amo – me despeço dele, e sinto uma vontade enorme, de desistir da viagem e voltar com ele para casa.

Flashback Off

 

Enquanto CC toma banho, e Jake toma café da manhã, eu vim me sentar na garagem. Eles já tiraram a van da garagem, estamos esperando pelos outros. Eu ainda estou tentando me preparar para encarar o Andy. Depois daquele beijo, eu meio que não sei como agir com ele. Se em parte estou magoada e com raiva, parte minha também está confusa... muito confusa.

- Quer conversar sobre o que está te incomodando? Você não parece muito animada com a viagem – Jake senta ao meu lado, no piso da garagem – A última vez que te vi com essa cara, foi quando a Sammi foi suspensa.

- Está tão na cara assim? – ele apenas assente – Não sei se vai ser uma boa, ir nessa viagem.

- Ontem você parecia animada... aconteceu alguma coisa – ele afirma, e de todos, Jake é o que mais parece me entender – Você e o Andy brigaram?

Tudo bem que ele seja observador. Mas a julgar pela precisão da sua suspeita, Jake se superou.

- Não precisa me olhar com essa cara. Ontem eu notei que tinha algo estranho, pela maneira coo vocês se olharam quando ele chegou aqui em casa – ele pontua com os dedos – Depois você preferiu ir sozinha para casa – então ele olha para mim – E já tínhamos jantado, quando ele apareceu aqui em casa, com alguns machucados, no rosto... falando da vontade que tinha de acabar com Jason. Logo eu liguei os pontos, e vi que alguma coisa aconteceu.

- Ele esteve aqui? – provavelmente depois de ter saído lá de casa.

- Sim, esteve. E olha que não é fácil ver o Andy daquele jeito, ele parecia muito irritado... e preocupado também – Jake é um bom amigo. Talvez me faça bem, conversar com alguém sobre isso.

- O Andy meio que agiu como um completo imbecil ontem. Mas eu acho que em parte a culpa foi minha... ou não... na verdade Jake... eu não entendi ainda o que aconteceu – acabei me enrolando toda.

- Espera... vamos por partes – ele fala calmamente – Onde o Jason entra na história? Por que você acha que tem culpa? E por fim... o que o nosso amigo cabeça de vento fez?

- Bom... ontem durante a apresentação de vocês eu vi que o Andy e a Scout estavam meio que de clima. Eu não sei o que ele tem na cabeça... mesmo depois de tudo que ele passou na mão dela, eu não entendo como ele consegue... – acabei me deixando levar, e me exaltando mais do que devia.

- O Andy sempre agiu por impulso quando o assunto é ela. Não foi uma, nem duas vezes que avisamos ele do tipo de garota que ela é – Jake, brinca com o rasgo de sua calça jeans – Dá para ver que você se importa com ele, mas vai por mim Ray... o Andy não é do tipo que ouve conselhos, ele prefere quebrar a cara. E se foi por isso que brigaram, foi perda de tempo... porque ele gosta de você, assim como você gosta dele.

- Eu só não entendo... mas continuando... ontem eu fiquei meio chateada com isso e preferi ir sozinha para casa. Não queria acabar falando demais, e arrumar uma briga desnecessária – confesso – Acabei indo para o parque aqui perto, e lá... eu meio que encontrei com o Jason – Jake me olha de canto – Foi sem querer, na verdade... Jason me encontrou e veio falar comigo.

- O aviso que demos a ele não foi suficiente? – ele pergunta em um tom sério. Típico de quando algo o desagrada.

- Não foi a primeira vez, que nos encontramos ao acaso. Jason já me pediu desculpas pela maneira imbecil que agiu... mas ontem o Andy chegou quando estávamos conversando...

- Puta merda! Já entendi tudo... Nosso amigo cabeça de vento, agiu mais uma vez – Jake bate na própria testa – Vocês estavam apenas conversando?

- Sim, não havia nada demais. Do nada o Andy partiu para agressão... eu não sei o que deu nele... e depois ele me arrastou até o carro e começou a brigar comigo.

- O que? – Jake me olha confuso.

- Sim começou a brigar comigo... e – sinto meu rosto corar – Mas o pior foi quando ele me deixou em casa.

- Ai ai ai... pela sua cara ou ele fez uma merda bem grande, ou ferrou de vez com tudo – estou dizendo que Jake sabe me interpretar.

- Ele me beijou – solto, a respiração que nem percebi, estar prendendo.

- Ele o que? – eu tampo sua boca, para que ele maneire o tom de voz.

- Fala baixo! Só você vai saber disso Jake! – ele confirma, e o solto – Eu confio em você, e sei que essa conversa não vai sair daqui.

- Mas o que aquele asno estava pensando? – Jake se levanta e passa a caminhar de um lado, a outro da garagem – Ele só pode ter pirado! Droga...

- Eu não contei a você, para que ficasse assim... não precisa ficar bravo com ele – me levanto e o seguro para que pare de caminhar, só estava me deixando mais nervosa.

- O Andy agiu como um babaca com você. O que ele disse depois? – Jake me analisa.

- Nada. Eu corri para dentro de casa, ignorei ele tocando a campainha e rejeitei as ligações, desligando o celular – sinto meu coração, fora do controle ao lembrar do beijo – Eu não sei o que eu estou sentindo. Só sei que ele me magoou, eu não sou o tipo de garota que ele pensa, não agindo assim.

- Eu não faço ideia do que ele está pensando. Mas se ele acha que vai tratar você como trata as outras... desculpa Ray, mas vou ter de falar com ele – Jake segura meus ombros, de maneira que eu seja obrigada a olhar em seus olhos – Mas me diz, esse beijo mexeu com você, não foi?

- Sim... quero... Poxa, foi meu primeiro beijo. Eu queria que tivesse sido especial, com alguém especial... – sinto um nó se formar em minha garganta, e um sentimento de derrota tomando conta de mim – Eu não queria ser um objeto, de competição, ou consolação entre ele e o Jason.

Jake me puxa para um abraço.

- Ray, eu não entendo bem desses assuntos de mulher sabe... esse negócio de romantismo não é comigo. Mas tenta não encanar com isso, eu vou conversar com ele, e ver o que realmente está havendo – ele afaga meus cabelos, e me sinto protegida com Jake, quase como se fosse o irmão que nunca tive – E fica tranquila, que ele não vai saber dessa conversa.

- Obrigada... Jake.

É estranho.

Sentir que existem pessoas, além de Adam que passaram a ser importantes para mim. E ver que o sentimento é reciproco, trona tudo ainda mais especial.

- Atrapalho alguma coisa? – a voz de Ash, quase faz com que eu tenha um mal súbito! Eu e Jake nos separamos, ele segue para a van, e ao passar por Ashley, lhe acerta um tapa na nuca. Já Purdy fica me olhando desconfiado – Espero não ter atrapalhado nada.

- Cala a boca Ash... – eu sigo pelo mesmo caminho de Jake, porém pego minha mochila, no chão e levo até a van.

 

[...]

Estávamos sentados na varanda da casa, CC mostrava no celular um vídeo da apresentação de ontem para uma Carolyn encantada com o que via. Eu estava mais afastada dos dois, esperando por Ash e Jake que foram, buscar alguns cabos na casa do Purdy. Ouvimos o som do carro chegando e olhamos. Pelo som do carro eu já sabia que se tratava de Andy.

Nem me dei ao trabalho de olhar em sua direção. Olhar para os meus tênis, parecia a tarefa mais excitante do mundo. Mas conseguia perceber que ao estacionar e descer do carro, Andy vinha em minha direção com sua mala.

- Passei na sua casa, e Adam disse que já tinha vindo – sério que é assim, que ele vai começar a conversa?

- Pois é, ele me trouxe mais cedo – respondi, tentando parecer o mais normal possivel. Mesmo com todo meu corpo querendo me trair, e demonstrar o quanto eu estava nervosa na presença dele.

- Ray... eu acho que precisamos conversar – ele senta próximo de mim – Eu queria pedir desculpa...

- Também acho que precisamos conversar, e que me deve desculpas – eu indico que sairei de perto dele, e ele me olha daquela mesma maneira que na noite anterior – Mas não é a hora, nem o lugar.

- Mas Ray, eu não quero que as coisas fiquem assim... Você mal me olha, e pode tentar esconder...

- Não quero falar sobre isso agora. E se você insistir, eu pego minha mala, e essa viagem termina para mim, antes mesmo de começar – falo firme, mesmo com meu coração batendo descompassado, e por algum motivo tolo, minha vontade de afastá-lo seja mínima – Eu peço que se alguma consideração você ainda tem por mim, ao menos respeita o meu tempo para ter essa conversa.

- Porra... foi só um beijo – ele se levanta e segura meu braço. Percebo que Carolyn e CC, nos observam – Um beijo, vai acabar com a amizade que temos?

- Andy... você é um babaca. Ou me solta, ou os socos que Jason acertou em você ontem, não vão ser nada, perto do que eu vou fazer com você – falo entre os dentes, sentindo-me uma boba, por quase me sentir feliz, por ter sido beijada por ele. “Foi só um beijo?”

- Ray...

- Pois é, eu devia ter deixado vocês se matarem ontem – puxo meu braço, e ele me olha com um semblante sério – Belo idiota que você está se saindo.

O deixei ali, e fui me sentar na van.

Se eu tinha alguma dúvida, não tenho mais.

“Foi só um beijo”

Melhor argumento, ele não poderia encontrar... para demonstrar o quanto ele é um idiota, talvez ainda maior que Jason.

 

[...]

Jinxx e Sammi chegara, atrasados.

E depois de muito discutirem, sobre como seriam os turnos de cada um na direção. Ficou estipulado que Jinxx, e CC dirigiriam pela primeira metade do trajeto. O que significa que até nossa primeira pausa, para descansarmos. Em algum hotel a beira da estrada. Depois Andy, Jake e Ash, revezariam o restante do percurso. Como nem eu, nem Sammi, temos carteira, acabamos ficando de fora dessa parte.

Na hora de nos acomodarmos na van, rolou meio que um pequeno desconforto, quando Andy quis sentar ao meu lado. Porém Jake me salvou, e tomou o lugar para ele. Ashley lançou aquele mesmo olhar malicioso, de sempre... e eu apenas revirei os olhos. Se ele estava pensando besteira sobre eu e Jake, minha paciência estava trabalhando a todo vapor, para ignorar Andy e sua insistência em conversarmos. Como Sammi foi na frente com CC e Jinxx, atrás viemos, eu, Jake, Ashley e Andy.

- Tem certeza de que não quer conversar com ele? Eu acho que ele está se sentindo mal com isso – Jake comenta baixinho, retirando meu fone.

- Se você sentou ao meu lado, para tomar partido dele... eu mudo de lugar – quando eu digo que não estou a fim de falar sobre isso, acredite.

- Tudo bem, Chaveirinho... não está mais aqui quem falou – ele recoloca meu fone, e eu me perco na paisagem que passa pela janela. A rodovia não parece tão movimentada, para o fim de tarde.

Olho de relance para Andy, no banco de trás, e percebo que ele está de olhos fechados, e com fones de ouvido como eu. Ashley dorme, que chega a babar.

 

 

[...]

Paramos em um hotel, os meninos foram verificar se há quartos suficientes, já que Sammi e Jinxx, dividem o mesmo, os meninos outro e eu fico sozinha em outro.

Esse clima pesado entre eu e o Andy, está me fazendo mal. Eu gosto tanto da companhia dele, mas me machuca saber que Amy estava enganada, que ele na verdade me vê como qualquer outra. Saber que nem mesmo nossa amizade o impediu de agir como um babaca, comigo... é decepcionante.

Meu celular toca.

- Alô? – estranho, por não ter o número salvo em meu celular.

- Ruivinha? – só pode ser brincadeira.

- Jason? – ele ri do outro lado da linha – Como conseguiu meu número?

- Digamos que tenho meus contatos – não é hora para piadas caramba. Fico em silêncio, torcendo para que ele perceba que não estou a fim de papo – De qualquer forma, eu liguei porque fiquei preocupado, pela maneira como o Biersack te levou ontem.

- Está tudo bem, não precisava se preocupar... – ele não tem culpa, do Andy ser um babaca – Eu que deveria estar perguntando como você está? Aquilo foi horrível...

- Tudo bem Ruivinha, eu já nem me importo com os ataques dele. Só liguei para saber se você está bem – eu olho em volta, ouço passos. Devem ser os meninos voltando.

- Estou sim... e me desculpa por aquilo de ontem. Não sei o que deu nele...

- Eu soube que você foi viajar com eles... espero que se divirta – agindo assim, é quase como se ele e Andy tivessem trocado de lugar, fica difícil trata-lo com frieza.

- Obrigada Jason... – mal termino de falar, e sinto meu coração na garganta. Andy estava diante de mim, olhando de maneira que a raiva em seu olhar era algo, quase palpável – Eu vou ter que desligar. Tchau.

- Tchau Ruivinha – nem bem guardei o telefone no bolso e Andy parecia bufar de raiva.

Me surpreendi, quando ele se aproximou e pegou minha mão.

- Vem comigo, e não tenta mais adiar essa conversa... – ele fala sem olhar para mim, me levando com ele em direção a algum dos quartos.

Percebo que o estacionamento está ficando para trás, e que nenhum dos outros apareceu. A van está aberta.

- Andy... a van – eu tento chamar sua atenção, mas ele parece me ignorar.

O hotel, tem apenas o andar térreo, onde os quartos ficam divididos ao lado direito e esquerdo da recepção.

Quando chegamos ao quarto de número 23, ele retira a chave do bolso, e abre a porta.

Em nenhum momento, soltou da minha mão.

O calor da minha pele, entrava em choque com o suor frio da dele.

- Senta ali – ele indica a cama, e eu o olho desconfiada – Não se preocupa, não vou te agarrar. Senta que precisamos conversar.

Ele fica parado ao lado da porta esperando que eu me sente.

Assim que o faço, ele fecha a porta, e se recosta na porta fechada. Como se isso impedisse que eu deixasse o cômodo.

- Você pode me dizer, que merda foi essa que acabei de ver e ouvir?! – ele cruza os braços em frente ao corpo – Então, vocês se falam pelo telefone também, Ray?

- Você vai usar esse tom comigo, outra vez? – me levanto, não vou ficar ouvindo ele me destratar outra vez – Quando você estiver disposto a conversar, e não ficar me julgando... me procura – vou até a porta, esperando que ele saia da frente.

- Mas que droga Ray! Custa me explicar o que está acontecendo entre vocês?! – ele fala alterado, e eu recuo – Não quero brigar... não com você... droga! Olha para nós, somos amigos, e você está me afastando.

- Já parou para pensar que estava tudo bem até você agir feito um idiota?! – aponto o dedo em seu peito – Já parou para pensar como eu me senti, quando você agiu daquela maneira com o Jason? Ou como foi grosso comigo... e pior – nesse momento já não controlo as lágrimas – Já pensou como eu me senti, como eu me sinto... depois daquele beijo? Ahh desculpa... para você foi só mais um beijo... – seco as lágrimas, com força – Mas para mim não... foi meu primeiro beijo seu idiota! E você estragou esse momento, que devia ter sido especial!

Ele me olha, como se minhas palavras o tivessem atingido em cheio.

- Você sabe que não sou eu quem está estragando essa amizade... Sabe muito bem que é você, fazendo pouco de mim e dos meus sentimentos – ele acabou gerando uma avalanche de sentimentos e outras sensações que eu não entendo – Droga... eu confiei em você... e não sei porque, mas está doendo mais do que devia...

- Ray... – ele tenta me tocar e eu acerto um tapa em sua mão.

- Eu disse que você nunca mais ia tocar em mim... – mais lágrimas – eu não sou como a Scout, ou como as outras... Achei que você soubesse disso.

- Me deixa falar... porra! – ele tenta se aproximar, e me afasto – Ray, eu sei disso... e por isso eu beijei você – o olho desconfiada, enxugando as lágrimas que ainda teimam em cair. Ele para de se aproximar, ao notar que continuo me esquivando – Aquele merda do Jason... acha que pode se aproximar de você. Não quero você perto dele... nem de qualquer outro. Eu não gosto de sentir isso... mas te ver sozinha com ele, ver que mesmo depois dele ter tentado te beijar a força e agido como uma babaca... mesmo assim você dá a ele o direito de ficar perto de você.

- Mas o babaca aqui foi você – falo, tentando passar por ele e ir até a porta – E ficar falando essas coisas, não está melhorando nada entre nós Andy.

- Ray, o que eu preciso fazer para que você entenda... droga! – ele bagunça os cabelos – Eu tentei ficar com a Scout ontem, achei que o meu sentimento por ela fosse uma coisa, mas me enganei. Eu nunca senti por ela, nem metade do que sinto quando olho para você – eu paraliso. Mesmo que eu tente caminhar, minhas pernas não me obedecem – O que eu quero dizer é que eu nunca me senti assim com nenhuma outra garota... ter você perto de mim me traz paz, me faz tão bem, que eu não quero ter de dividir você com mais ninguém. Eu precisava daquele beijo, para ter certeza disso...

- O que você está tentando dizer com tudo isso? Fala sério...

- Eu estou tentando, mas você não parece querer entender – ele se aproxima, de mim. Sinto seu corpo perto – Eu não quero você perto do Jason, será que é pedir muito. Eu, quero estar com você. Apenas eu!

- Isso mão faz sentido... até ontem, você e todas aquelas garotas... Foi só me ver conversando com o Jason para me ver como uma conquista em potencial?! – caminho até a porta, e ele me segue, cada passo mais perto.

- Não pensa assim Ray, eu estou tentando expor meus sentimentos para você. Mas você está dificultando tudo. Será que dá para esquecer dos outros, eu estou falando de você e de mim – ele segura minha mão. Eu não tenho coragem de encara-lo, mas ele continua perto, sinto seu peito roçar em minhas costas, e uma de suas mãos afastar meus cabelos – Ray, você é especial para mim, desde o primeiro dia eu sabia que você estava entrando na minha vida, e trazendo com você algo novo... – a respiração dele, quente e irregular, entra em choque contra meu pescoço, e sinto uma imensa vontade de correr, o mais longe que eu puder – Eu sei que podemos ser mais que amigos, além de tudo que temos em comum... você é a pessoa mais doce que eu conheço... Ray...

- Seria tolo da minha parte, acreditar em você... Me envolver com você, é o mesmo que pedir para que quebre meu coração – solto sua mão, e abro a porta – Não se preocupa, eu e o Jason não temos nada. Nem ele e nem você... nenhum dos dois vai partir meu coração.

- Ray... – ele ainda tenta me chamar, mas saio dali depressa.

Quando estou chegando na van, Jake me vê e vem até mim.

- Onde estão os outros? – pergunto, escondendo meu rosto em seu abraço.

- Já se recolheram. Eu vou dormir na van, alguém precisa ficar de olho – ele fala, e me aperta mais em seus braços. As lágrimas que restaram, desabam – Vocês brigaram de novo?

- Não quero falar nisso. Posso dormir aqui? – Jake me passa a segurança, que meu pai não pode.

- Pode, apesar de que não vai ser muito confortável – ele comenta em tom divertido – Você dorme em dois bancos, e eu em outros dois. Amanhã quando estiver mais calma, conversamos.


Notas Finais


A amizade entre eles está em risco.
O que será que Jason pretende?
Será que Andy vai desistir? Como ele vai encarar a aproximação de Jake e Ray?
No próximo capítulo eles chegam a Seattle e Matt, entra na história.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...