História The Storm Power - Capítulo 52


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Elfos, Fanfic, Magia, Original, Romance, Rpg, Suspense, Tita
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Palavras 3.014
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Oi pessoal! Desculpem a demora do capítulo, é que estou em período de tratamento médico, então, tempo tá complicado. Vou tentar postar o capítulo de interação até domingo.

Boa leitura e enjoy❣

Capítulo 52 - Davie E Uma Busca Sem Sucesso


Fanfic / Fanfiction The Storm Power - Capítulo 52 - Davie E Uma Busca Sem Sucesso

Norte...

Mais uma manhã fria em Arkhalya e, no Castelo Follmann, Davi se absteve do café da manhã. O príncipe está sentado em um dos bancos do jardim, uma expressão em seu rosto carregada de um grande pesar e, tudo isso por conta do fracasso da noite anterior.

Não consegue deixar de pensar em sua irmãzinha, e, por isso mesmo, é que se sente um completo inútil! Só uma vez em toda a sua vida, e, a sensação é a mesma daquela vez. A dor do fracasso, e, ele tendo que ser obrigado a engolir esta dor.

Tudo o que deseja neste momento é encontrar com Saad Masshar e, acertar as suas contas pessoalmente com este homem. E, fora justamente por isso que, na reunião entre os nobres que aconteceu logo após o café da manhã, fez questão de dizer que irá para o Leste, o que surpreendeu a todos, pois, eles pensavam que ele iria ficar no Norte, para ajudar Damian e a mãe a conduzir tudo até o retorno do senhor seu pai, o que, ele espera que possa acontecer muito em breve.

Mas, ele se conhece muito bem, e, por isso mesmo, sabe que não conseguiria ficar em paz consigo mesmo se ficar no Norte. Muito pelo contrário, todo o seu ser clama para que ele vá para o Leste e, é isso o que irá fazer, seguir seu coração, para que não venha a ter arrependimentos, com os quais ele terá de lidar pelo resto de sua vida...

Não... Para ele, um único arrependimento já é o bastante e, não quer ser obrigado a líder com isto... Com esta dor de não pode fazer algo por uma pessoa. E agora, para ele, toda a situação piora, pois, a pessoa que está em perigo é sua irmãzinha, uma das pessoas mais importantes de sua vida...

E se, daquela vez, ele já sentiu péssimo, carregando o peso da culpa em seu coração por não ter feito nada por alguém que, de alguma forma, significava algo para si, tem a impressão de que agora será muito pior e, não quer se deixar ser consumido por este sentimento...

Naquela vez, prometera a si mesmo que faria até o impossível para nunca mais ser consumido por este terrível sentimento e culpa e, está disposto a tudo para manter esta promessa. E, nenhum inimigo o fará parar.

Nem que tenha que ir até os confins do mundo, irá trazer sua irmãzinha de volta. E, não é apenas porque não quer ter remorsos como em seu passado, mas também porque a ama, porque Evy é sangue de seu sangue e ele sempre disse que iria protege-la... Sabe que, onde quer que ela esteja agora, de alguma forma, ela conta que ele...

E, não irá decepcioná-la...

Não irá decepcionar a si mesmo, ao irmão, que não pode ir com ele nesta busca e nem a mãe.

Não irá decepcionar a mais ninguém, como aconteceu naquele fatídico dia, que, infelizmente ficará gravado em sua memória para todo o sempre...

 

 

*****

 

 

Capital Rahssar, quatro anos atrás...

Assim como vem fazendo nas últimas semanas, Davie está dando uma volta pelo mercado central da cidade. E, a fim de não ser reconhecido, pois não quer chamar a atenção, usa uma capa que cobre seus cabelos loiro platinados.

Esta estratégia tem dado muito certo nas últimas semanas, e, ele agradece por isso, assim, pode conversar com as pessoas, sem que elas saibam quem ele realmente é. E, por sorte, por conta da capa, ninguém presta atenção em seus olhos, ou todo o seu disfarce estaria irremediavelmente arruinado.

A verdade e que se diverte vendo o dia a dia das pessoas comuns e, se soubessem quem ele realmente é, toda esta diversão estaria fora de seu alcance.  E, para um jovem de quinze anos, que vive sob as regras da nobreza e da realeza, que, dia após dia vive cercado de aulas e treinos, para que, futuramente, venha a ajudar seu irmão a governar, um pouco de diversão vez ou outra não faz mal.

E, nos últimos dias. Ele tem um motivo mais do que especial para estar tão interessado em sair sem ser reconhecido. E, é em busca deste motivo que ele está indo agora. Caminha entre as pessoas distraidamente e, por sorte, por conta do inverno e, consequentemente, da brisa gelada, a capa que usa não chama atenção.

Não demora muito e, ele finalmente chega a seu destino, uma barraca de frutas. Mas, assim que nota a falta de pessoas ali, fica intrigado, pois, estão faltando pessoas ali.

― Anna? – chama Davi, chamando a atenção da mulher que está na banca.

Ao ouvir a voz familiar, a mulher, que estava de costas, vira-se para ele, e, no mesmo instante, Davie nota a expressão facial da mulher, que é de pura preocupação.

― David... – ela diz, a voz um pouco triste – Receio que este não seja um bom dia para você estar aqui.

― O que aconteceu? – pergunta Davie, ignorando por completo as palavras da mulher – E onde estão Arina e Jonas?

Ao ouvir os dois nomes, uma expressão de pura tristeza toma o rosto de Anna, e, Davie percebe ela lutando para conter as lágrimas, o que só faz com que ele se preocupe ainda mais.

― Anna, por favor, me diga, o que está acontecendo? – Davie volta a pedir.

― Não adiantaria nada eu falar, filho. Afinal, não há nada que você possa fazer.

Davie já está ficando impaciente e, pela expressão da mulher, ele pressente que, não vai conseguir fazer com que ela fale. E, se quiser que ela fale, ele sabe que só há uma forma. Por isso mesmo, o príncipe não perde tempo e, retira a sua capa, revelando os seus cabelos loiro platinados e surpreendendo não apenas a Anna, como também a todas as pessoas que ali, se encontram, pois, ninguém esperava a presença de um príncipe Haydin ali.

― Me diga! – a voz de Davie é claramente impaciente – Onde estão Jonas e Arina? E não ouse mentir para o seu príncipe.

Nesta última frase, a voz de Davie é imperativa, deixando claro que ele está dando uma ordem e que, não está com nem um pouco de paciência para ficar esperando por uma resposta.

― Jonas foi atrás de Arina...! – Anna finalmente consegue dizer.

― Mas por que? – Davie volta a questionar, cada vez mais impaciente.

― Porque Ryan levou a Arina. Ele disse eu minha filha iria pagar por uma dívida.

― Este tipo de coisa é proibida em toda Arkhalya! – a voz de Davie é carregada de ódio.

― Como és príncipe, provavelmente não sabe, mas nem todas as pessoas costumam cumprir a lei.

― Sei mais do que imagina. Sabe para onde podem ter ido?

― Não sei... – a voz de Anna é claramente desesperada – Juro que não sei.

Sentindo-se completamente frustrado, Davie volta a colocar a sua capa e, vira as costas, sem nem ao menos olhar para trás, deixando Anna completamente atônita. O príncipe não consegue pensar em mais nada, a não ser palavras da mulher.

Para ele, Arina fora uma boa amiga, uma garota alegre e que lhe dera vários momentos de diversão. Em nenhum momento pensou nela de outra forma, como um homem pensa na mulher que quer ter como esposa, apenas como amiga e, amigos se preocupam com o bem esta um do outro, e é por isso que, neste momento, ele está preocupado com ela.

Não é nenhum tolo e sabe o tipo de riscos que está correndo e, como Jonas não é nenhum guerreiro, apenas um mercador, sabe que ele também corre riscos. E, por isso mesmo, ele sente, em seu coração, que tem o dever de proteger seus amigos.

Como está caminhando com uma pressa em demasia, Davie não demora muito até chegar ao fim daquela feira e, vai direto para o estábulo onde deixou o seu cavalo. E, sem perder tempo, Davie monta o seu animal e, instiga o animal a cavalgar na maior velocidade possível, pois, tudo o que deseja é encontrar seus amigos, para poder ajudá-los, e também levar o criminoso a justiça do Rei.

Enquanto cavalga, não consegue pensar em mais nada, a não ser em sua amiga, e, no que ela pode estar sofrendo neste momento. Tem medo do pior, e, só de pensar nisso, a raiva começa a tomar conta de si.

Continua a cavalgar e, como está instigando o animal a ir cada vez mais rápido, não demora muito e deixa a cidade. Satisfeito por não ter demorado muito a deixar a cidade, continua a instigar o animal, e, não demora muito, chega a entrada de um bosque.

Conhece bem o local, pois, costuma trazer Evy aqui, pois ela ama brincar com os bichinhos.

Sem perder tempo, Davie desce de seu cavalo e, o amarra em uma dar árvores. A partir daqui, ele prefere seguir a pé e, tem certeza de que será muito melhor para si, afinal, poderá chegar sorrateiramente e pegar o inimigo desprevenido. Os trotes do cavalo iriam denuncia-lo facilmente e, não é isso o que ele quer.

Seus passos são silenciosos e, como conhecem bem aquele bosque, deixa-se guiar por seus instintos. O lugar não é muito grande e, ele tem quase certeza de que só há um lugar em que Arina possa estar e, é para lá que ele segue, a pequena clareira no centro do bosque, o lugar que Evy gosta de chamar pelos animais e, também, o lugar perfeito para crápulas fazerem mal a jovens indefesas, pois o lugar é de difícil acesso, e, só quem conhece muito bem aquele bosque consegue chegar aquela clareira sem se perder.

Por sorte, ele é um dos que conhece aquele local muito bem e, não demora muito a chegar a seu destino. Mas, o que vê a sua frente, faz com que, por uma pequena fração de segundo, ele tivesse desejado nunca ter conhecido Arina ou até mesmo nunca ter chego aquele lugar.

A cena que vê faz seus olhos congelarem. Por uma pequena fração de segundo, sente como se o seu coração tivesse parado de bater contra o seu peito, pois tudo parece um grande retrato de horror, que fora pintado a sangue...

Ele não vê somente o corpo jovem e sem vida de Arina em uma grande poça de sangue. Mas, o corpo da jovem está completamente esquartejado e, seu rosto, mesmo sem vida, reflete uma expressão do mais puro terror... Ela morreu sofrendo e com medo...

Ante tal cena, Davie sente o ódio tomar conta de si, como ele nunca antes havia sentido em seus quinze anos de vida... Arina era sua amiga... Alguém que o fazia rir de forma espontânea, alguém que, apesar da pobreza, sempre estava sorrindo e de bem com a vida... Alguém que, decididamente, não merecia uma morte como esta...

A raiva que sente é tanta que, Davie sente o seu corpo todo começar a tremer, a razão sumir e só o que quer é achar o responsável por isso, e ter sua vingança... Inicialmente, pensara em levar o responsável até seu pai, para receber a justiça do rei, mas, um homem que é capaz de fazer uma monstruosidade destas com uma jovem inocente, não merece a justiça do rei, mas sim a morte, da pior forma possível, e, ele faz questão de dar ao responsável pelo assassinato de Arina uma morte lenta e dolorosa. O pior tipo de morte que possa existir.

Sem querer mais permanecer ali, Davie dá as costas aquela clareira, e, tomado pelo ódio, começa a andar a esmo pelo lugar. Tudo o que quer é encontrar o responsável pelo assassinato de sua amiga, mas, a verdade, é que não faz ideia de onde possa encontra-lo e, se não conseguir achar este homem, sente que não ficará em paz consigo mesmo.

Ainda tomado pelo ódio, desembainha a sua espada e continua caminhando pelo bosque, e, nem se importa com alguns galhos de árvores que arranham a sua face enquanto ele passa, totalmente enraivecido.

Após muito tempo de uma busca infrutífera, Davie olha para o céu e, começa a ver o sol começar a se pôr. Esbraveja consigo mesmo pois, neste momento, tudo o que não precisa é que anoiteça, pois, no palácio, sabe que já devem estar preocupados com ele, e, que, seu pai deve colocar cavaleiros a sua procura. E, por isso mesmo, por mais que queira continuar em sua busca, sabe que é hora de voltar.

Revoltado e indignado, Davie começa a caminhar em direção ao local em que deixou o seu cavalo e, quando ali chega, ele já é capaz de ver as primeiras estrelas no céu.

 

 

*****

 

 

Olhando para o céu, Davie se vê de volta ao presente, a dor daquelas lembranças ferindo o seu coração, como se a morte de Arina tivesse sido dias, a não anos atrás. E, esta dor, de se sentir impotente, ele não quer sentir nunca mais!

Não encontrara o assassino de Arina e, com isso, nunca teve a sua vingança. Carrega, em seu coração, esta culpa por não ter sido capaz de salvar a sua amiga e, não quer, de forma alguma, sentir o mesmo com relação a Evy, sua doce irmãzinha.

E é por isso que faz tanta questão de ir para o Leste, para, não ter de lidar novamente com este sentimento de que falhou com alguém. No passado, ele falhara com Arina, uma amiga querida, mas, não irá falhar com Evy... Nunca mais irá falha com ninguém...!

Caminha para o interior do castelo e, vai direto para os seus aposentos, onde as criadas já terminaram de arrumar o seu baú de viagem. Ótimo! Pois agora tudo o que precisa é de um banho, e estará pronto para pegar a estrada junto com seus futuros companheiros de viagem.

Vai para o quarto de banho e, sorri satisfeito ao ver a banheira já com água quente. Começa a tirar a roupa e, quando já está vestido, mergulha na água quente.

Como está para sair, o seu banho é rápido e, após toma-lo, troca de roupa, já vestindo algo próprio para cavalgada. Está pronto para deixar os seus aposentos quando algumas batidas na porta acabam por chamar a sua atenção.

― Pode entrar. – fala Davie.

As portas duplas do quarto se abrem e, surgem a Rainha Jade e Damian. A rainha olha para seu filho com um ar preocupado.

― Você vai mesmo, Dave? – questiona a rainha.

― A senhora já deveria saber que sim, minha mãe. – responde Davie – E ninguém é capaz de me fazer mudar de ideia, nem mesmo a senhora.

― Eu compreendo. – a Rainha volta a falar.

Jade se aproxima de seu filho e o abraça, e, por vários minutos, Davie se deixa envolver pelo abraço de sua mãe, sabendo que, ele ficará longe por muito tempo, e, consequentemente, longe dela e de seu irmão. Permanecem unidos por vários minutos, e, por fim, o abraço se desfaz.

Jade se força a sorrir para o seu filho, para então dizer:

― Prometa para mim que vai se cuidar e, mais importante, que não vai se enfiar em nenhuma confusão, ou agir de forma precipitada e acabar colocando os pés pelas mãos.

― Mãe! – protesta Davie.

― Meu filho, eu o conheço, e, por isso mesmo, é que preciso que você me prometa. Não conseguirei ficar tranquila sabendo que poder ter dois filhos meus em perigo, e não apenas um.

Ante as palavras de sua mãe, Davie sorri.

― Não se preocupe, minha mãe. – fala o príncipe – Se isso te deixa tranquila, eu prometo que não agirei de forma precipitada.

― Eu agradeço por isso, meu filho. – Jade sorri mais uma vez.

Davie aproxima-se mais uma vez de sua mãe e, em um gesto carinhoso, beija a testa da Rainha. Sentindo-se um pouco mais tranquila após ouvir as palavras do filho, Jade deixa o quarto, pois sabe que os dois irmãos necessitam de um momento a sós, antes da partida de Davie.

Ao se verem sozinhos, o príncipe mais jovem sorri de forma irônica para o seu irmão mais velho, para então dizer:

― E você, nada de recomendações?

― Você sabe tudo o que eu teria a te dizer, sem que precise proferir qualquer uma das palavras. – Damian sorri para o irmão.

― De fato, meu irmão.

― Só peço que se cuide, Davie. E que, faça por nós dois aquilo que, eu não posso fazer. Você sabe que, meu maior desejo seria poder ir com você, mas, como nosso pai não está, minhas obrigações como herdeiro ao trono de Arkhalya me prendem aqui.

― Eu vou trazê-la de volta, Damian. Juro a você, em breve, a Evy estará novamente conosco.

― Confio em você.

Os dois irmãos se abraçam e, deixam os aposentos de Davie, se encontrando com Jade na antessala. Os três então seguem juntos até os estábulos, onde o pequeno grupo que vai para o Leste já está reunido. Rhett, Olivier, Sor Tamien, Sor Elemir, Arutha, dentre vários cavaleiros compõem o pequeno grupo.

Os cavalos já estão prontos, assim como todo o grupo e, mais uma vez, Davie se despede de seu irmão, para então, junto com todos os outros, montar em seu cavalo.

Os portões principais do Castelo Follmann são abertos e, um por um, os cavalos começam a sair. Davie, ao lado de Rhett, lidera o pequeno grupo. E, a cada galope do cavalo, o príncipe sente a determinação em seu coração aumentar mais e mais.

Conforme os cavalos vão se afastando, o Castelo Follmann vai ficando para trás e, Davie só consegue pensar no desejo que sente de salvar sua irmã, e, que irá fazer o impossível para trazê-la sã e salva de volta, não importa a que preço!

Não importa o que ele tenha que sacrificar, mas, no que depender dele, sua irmã irá voltar. E, nunca mais terá de lidar com uma dor tão terrível, como a que sofreu quatro anos atrás...!

E, enquanto olha para o horizonte, sente a pequena chama da esperança, se ascender mais e mais em seu coração.


Notas Finais


CONTINUA...

Boa semana a todos! o/


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