História The Storm Power - Capítulo 57


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Drama, Elfos, Fanfic, Magia, Original, Romance, Rpg, Suspense, Tita
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Palavras 2.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá meus amores!

E eis que como sempre, com um atraso (como eu já disse antes, as coisas não tem sido fáceis para mim). Mas trago mais um capítulo especial, desta vez, conheceremos um pouquinho mais do Makin.

Boa leitura e enjoy❣

Capítulo 57 - Malik e a Vidente de Gelo


Fanfic / Fanfiction The Storm Power - Capítulo 57 - Malik e a Vidente de Gelo

Norte...

Sor Malik deixa a ala militar após passar a tarde inteira treinando e, vai direto para o seu quarto, onde, uma banheira já está preparada com água quente para que possa tomar um banho.

Sem perder tempo, tira a sua armadura e, entra na banheira, a água quente servindo para espantar um pouco o frio decorrente das terras do Norte. E, como sempre em acontecendo desde o momento em que seus pés tocaram as terras geladas pela primeira vez, não deixa de pensar em tudo o que vem acontecendo...

Mas, desde o despertar de Joniver Cúthalion e, de seu súbito silêncio, as preocupações que vem sentindo estão apenas aumentando.

Como um militar experiente que ele é, sabe que isso não é normal. Aliás, não entende de Elfos Negros mas, entende que, se uma criatura das trevas que, mil anos atrás quase destruiu o mundo está à solta novamente, certamente a humanidade corre perigo.

E, além deste perigo sobrenatural, há ainda o perigo entre os próprios homens e, neste momento, este perigo atende pelo nome de Saad Masshar.

Sabe que, quando o Rei Madakki Haydin estiver de volta, que ele não irá culpar ninguém pelo que aconteceu, afinal de contas, todos foram enganados pelo homem, inclusive o próprio rei, mas, mesmo assim, tem algo que incomoda profundamente o cavaleiro.

E, por mais que tente, simplesmente não consegue encontrar a razão por estar tão incomodado. Sabe que pressente algo, mas, mesmo assim, por mais que tente, não consegue saber o que é.

Termina o seu banho e, ao invés de vestir novamente a armadura, opta por trajes civis, já que, esta noite, irá dormir, após duas noites em claro, vigiando com outros cavaleiros os portões principais do Castelo.

Se tivesse dormido um pouco durante o dia, certamente passaria outra noite em claro, mas, o dia fora agitado demais e, por isso mesmo, é que está sentindo todo o cansaço tomar conta de si.

Caminha até a janela de seu quarto e, olha para o céu, onde a noite toma conta de tudo.

“A escuridão traz consigo as trevas”.

Uma lembrança de muito tempo atrás invade sua mente. As palavras, ditas tanto tempo antes, começam a fazer um sentido que, anos atrás quando ele nem sonhara com este futuro sombrio que vive, ouvira-as pela primeira vez.

Fecha a janela de seu quarto e, caminha até sua cama, onde se deita e se cobre, e, sem que dê conta, as lembranças começam a inundar sua mente. Lembranças há muito esquecidas, adormecidas em sua mente... Lembranças de uma época que não imaginava que certos contos pudessem ser reais... Lembranças de uma época em era apenas um escudeiro na Capital Rahssar, sem imaginar o que o futuro lhe reservaria o mais alto posto que um cavaleiro pode chegar... Lembranças tão terríveis que, por anos, achou ser capaz de conseguir esquecer... Achou que conseguiria bloquear para sempre de sua mente, e, por anos conseguiu...

Mas agora, eles estão de volta, inundando sua mente e levando-o de volta a um passado que ele daria tudo para esquecer...

 

 

*****

 

 

Capital Rahssar, vinte e cinco anos atrás...

O jovem Malik, com seus quinze anos de idade, é apenas um Escudeiro, que serve a Sor Tyller, um dos mais famosos cavaleiros da Guarda Real. O maior sonho de sua via, é se tornar um cavaleiro e, em busca desta realização, ele está disposto a tudo.

Sabe que a vida de um cavaleiro não é fácil... Mas, só de imaginar a glória de poder servir aos Haydin, ele sabe que vale a pena. Sabe que vale a pena abdicar das terras de seus pais, de seu título, em favor de seu irmão mais novo, e até mesmo de uma esposa e filhos.

Para ele, isto não faz diferença nenhuma, pois, a vida inteira ele sonhou em ser cavaleiro, e, dois anos atrás, quando fora aceito como escudeiro de Sor Tyller, vira, que, dera o primeiro passo para a realização de seus sonhos.

Dentro de uma semana, será realizado um torneio, em comemoração à mais um aniversário da Gloriosa Capital Rahssar, a mais vela das cidades de Arkhalya e, ele está mais do que ansioso por este momento, pois, mesmo sabendo que não pode lutar, pala ele será uma honra servir um dos cavaleiros mais nobres que já conheceu, entregar-lhe sua lança e seu escudo no momento em que ele for participar das justas.

E, justamente por conta das justas, seu mestre está treinando intensamente, e, no dia de hoje, lhe dera uma folga, dizendo que seria melhor ele descansar para estar preparado para os próximos dias.

Malik aproveita sua folga para passear pelas ruas da cidade, pois são raros os momentos em que tem uma chance como esta, por conta de seu treinamento. E, há alguns metros de distância, ele vê um rosto conhecido, e, não consegue deixar de sorrir, enquanto faz sinal com a mão para a jovem dama, que, assim que o vê, corre em sua direção.

A jovem dama tem cerca de seus quatorze anos de idade, pele alva, e, cabelos castanhos, que caem em uma cascata de cachos por suas costas, olhos igualmente castanhos e, veste-se com um belo vestido verde claro. Sorri para Malik, para então dizer:

― Ora, Malik, há quanto tempo não o vejo?

― Algumas semanas, Lady Juddy. – Malik sorri – Penso que não é tanto tempo assim.

― Ora, para os amigos, algumas semanas podem parecer bastante tempo.

― De fato.

― Mas conte-me, o que está fazendo aqui na cidade, pensei que não tivesse tempo para estas coisas, com sua vida de escudeiro e tudo o mais.

Ante as palavras de sua amiga, Malik não consegue deixar de sorrir.

― Tenho a tarde de folga, milady.

― É mesmo? – Judy sorri – Ora, então isso quer dizer que poderia ser galante a acompanhar-me a um certo ugar, não é mesmo?

― Agora me deixou curioso, milady. Que lugar seria este?

Juddy, nada responde, e, ao invés disso, apenas aproxima-se de Malik e, com uma grande intimidade, segura o seu braço, puxando-o em direção a uma rua pouco movimentada.

― Ora, não seja curioso! A curiosidade é característica das damas! Apenas venha comigo e descobrirá!

E, dizendo isto, Juddy começa a arrastar seu amigo pelas ruas da cidade, e, Malik vai com ela, sem dizer uma única palavra, apenas rindo do entusiasmo de sua amiga.

Não demora muito e, eles deixam a área nobre da cidade, começando a caminhar pelas ruas mais pobres da Capital. Malik não gosta nada disso, pois, está com uma dama e, não convém que os dois, nobres, caminhem a sós por esta parte da cidade, onde todos sabem que, moram os mais perigosos bandidos da Capital, e, se forem atacados, ele, infelizmente, não sabe se será capaz de proteger sua amiga, afinal de contas, é só um escudeiro.

― Milady. – fala Malik, sua voz denotando um leve tom de preocupação – Melhor voltarmos, pois, não sei se sabe, mas, estes lados da cidade são perigosos. Creio que não convém a uma Lady andar por aqui.

― Bobagem, Malik. – diz Juddy, continuando a andar e arrastando o seu amigo – Eu não sou uma dessas ladies que tem medo de tudo e, além do mais, nós estamos chegando. Não vai demorar agora.

Ao ouvir as palavras de sua amiga, Malik nada responde, pois, ele conhece bem demais a jovem e sabe que, não importa o que ele diga, não será capaz de fazer com que ela mude de ideia.

Não demora muito e, os dois chegam as portas de uma casa bem humilde, e, estranhamente, Malik a percebe diferente das demais, como se, de alguma forma, ele não pertencesse aquele lugar, de alguma forma, ele sente que aquela casa não deveria estar ali.

Sem perder tempo, Juddy dá três batidas rápidas na porta e, espera pacientemente, até que a mesma se abre e, a jovem, ainda arrastando Malik, adentra o lugar. E, assim que estão dentro, Malik não consegue deixar de notar que o casebre está tomado pela escuridão, pois, mesmo que o sol brilhe lá fora, não há janelas na casa. A única luz do cômodo provém de uma vela, em cima da mesa e, sentada em uma cadeira, está uma velha, que olha para os dois como se estivesse vendo muito além de seus corpos.

― Ora, ora, há tempos não recebo visitas.

― Você é Vidente do gelo? – pergunta Juddy, olhando para a velha com uma curiosidade genuína.

― E por que quer saber? – a velha devolve a pergunta de Juddy.

― Porque ouvi dizer que pode ver coisas...

― Há um preço a ser pago, querida, e, nem sempre as pessoas gostam do que irão ouvir.

― Meu pai é rico, posso lhe pagar o que for!

― Não é de ouro que estou falando, querida, mas de sangue! Só o sangue pode lhe dar aquilo que tanto almeja saber.

Malik não gosta nada das palavras da velha, e, sente um frio percorrer a sua espinha. Não é nenhum tolo, e, sabe que coisas horríveis podem ser feitas com o sangue de uma pessoa. E, por isso mesmo é que tem certeza de que ele e Lady Juddy devem deixar este local enquanto eles ainda têm tempo.

― Lady Juddy. – a voz de Malik se faz ouvir – Não estou gostando nada disso! É melhor irmos embora!

― Acaso tem medo de mi, garoto? – provoca a velha!

― Malik é um escudeiro! – devolve Juddy – Ele não tem medo de nada!

― É mesmo? – a velha devolve a provocação – Então por que não me dá um pouco de seu sangue e vemos o quanto isto é verdade?

― E por que eu faria isso, senhora? – pergunta Malik.

― Para provar que não é um gatinho assustado, como o que está demonstrando ser!

E, após dizer estas palavras, a velha levanta-se e, pega uma adaga que está em sua mesa, aproxima-se de Malik, até ficar frente a frente com ele, e, lhe entrega a adaga.

― Faça, e prove que não é um gatinho assustado, rapaz!

Ante a provocação, Malik pega a adaga que lhe é oferecida e, sem pensar duas vezes, acaba por fazer um pequeno corte na palma de sua mão esquerda, que começa a sangrar imediatamente. No mesmo instante, a velha segura a mão sangrando de Malik, e, o encara, olho com olho. E, sob o toque da mulher, Malik sente como se sua mão começasse a congelar, como se gelo começasse a tomar sua mão nos locais em que está em contato com aquela velha, e, fica se perguntando se é por isso que ela é chamada de “Vidente de gelo”. Sente como se tudo ao redor dos dois estivesse congelado e, não houvesse mais nada no mundo, a não ser os dois e aquele momento mais do que perturbador que estão vivendo.

E, como que para quebrar o grande silêncio que se faz ali, ainda olhando no mais fundo de seus olhos, a voz da velha se faz ouvir:

― Malik, alcançarás o posto mais alto que um cavaleiro pode alcançar, e, com isto, honrarás sua espada, e trará glória ao nome que carregas. Mas, nem só de glórias serás o seu futuro, pois encontrará sua morte nas trevas. As trevas o matarão, antes que sejas tomado por ela.

As últimas palavras da Vidente de Gelo parecem quebrar o encanto sobre Malik e, no mesmo instante, ele solta a mão dela. Sem pensar em mais nada, segura a mão de Juddy e a tira dali, sob os protestos da jovem, que, pelo que ele entendeu, não escutara uma única palavra da velha bruxa.

 

 

*****

 

 

As lembranças fazem com que Malik sinta o coração batendo de forma sobressaltada contra seu peito, pois, há muito ele se esquecera desta parte de seu passado. Aliás, fizera questão disso, e, todas as vezes que estas lembranças vinham, ele fazia questão de bloquear.

No começo, fora muito difícil, pois elas eram frequentes, causando-lhes os mais terríveis pesadelos durante a noite. Mas, com o tempo, ele foi aprendendo a bloqueá-las, até que elas desaparecem por completo de sua mente. Até agora...

E, para ele se lembrar de algo que, anos atrás, havia bloqueado completamente de sua mente, só pode significar uma coisa... E, tem certeza de que, a última e mais terrível parte desta profecia deve estar bem próxima de se tornar realidade.

Mas, diferentemente daquela época, em que ele era pouco mais de um menino e, tivera medo de tudo o que ouvira, desta vez, não teme, muito menos a morte. E, mesmo que até aqui tudo o que ouvira tenha se cumprido, há algo dentro de si que lhe diz, claramente, que o futuro somos nós mesmos que fazemos e que, pode ser mudado.

E, acima de tudo, não teme as trevas, os Elfos Negros e Joniver Cúthalion. E, se for para proteger as pessoas de Arkhalya, não importa-se com nada.

Quando se tornara Cavaleiro, jurara proteger as pessoas de Arkhalya, não importa a que preço!

Levanta-se e, novamente, caminha até a janela de seu quarto, abrindo-a e, olhando em direção a temida Floresta das Trevas. Sabe que o momento de um confronto decisivo irá chegar, cedo ou tarde, e, quanto este momento chegar, lutará até o fim!


Notas Finais


CONTINUA...


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