História The Therapist - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Jessica, Taeyeon, Tiffany
Tags Taeny
Visualizações 442
Palavras 4.433
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Policial, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura.
Eu gostei muito de umas teorias que foram ditas no cap anterior.

Capítulo 12 - Cap 11-Segredos.


Taeyeon chegou ao hospital às 7 horas em ponto. Sua consulta estava marcada para 7:30 mas ela gostava de chegar mais cedo pra se preparar psicologicamente. 

Falou com a recepcionista na sala de espera, deu os dados e sentou na cadeira pra esperar ser chamada. Não demorou muito pra sua médica a chamar.

Seguiu direto para a sala de ginecologia. A mulher guiou ela para a porta do banheiro da sala onde ela trocou para o vestido aberto do hospital.

-Taeyeon.-A médica chamou por ela, enquanto a via sair do banheiro.-Como tem se sentido?

-Sem dores.-Taeyeon respondeu e sentou na cadeira da ginecologista.

A mulher assentiu e anotou algo.-Vamos fazer a mamografia primeiro. Venha aqui.

Taeyeon levantou da cadeira, seguindo para a máquina de mamografia no canto da sala. A terapeuta ja podia sentir a dor do exame só de ver aquele monstro de metal. O exame de mamografia era doloroso, parecia até uma punição feminina no século XXI. Tantas coisas foram mudadas, deixaram de ser menos dolorosas mas aquele exame continuava bárbaro.

A médica colocou uma espécie de gel na placa de metal. Pediu pra Taeyeon descobrir os seios do vestido e a psicóloga desceu as alças azuis do vestidinho do hospital.

Taeyeon subiu na banquetinha branca do monstro de metal pra ficar na altura das placas de metal.

-Deixe-me ver.-A médica subiu os óculos para o rosto e tocou nos seios da terapeuta. Apertou os dedos, apertou a pele e não viu nenhuma irregularidade.-Como você não tem mais períodos menstruais, precisa se auto-examina sempre. Você tem feito isso, certo?

A terapeuta assentiu. Sempre fazia o auto-exame na época em que deveria entrar no período menstrual. Conseguia se lembrar que vinha sempre no início do mês, entre o dia 4-5.

-Perfeito.-A médica assentiu e mexeu na postura de Taeyeon.-Coloque um seio aqui. 

Taeyeon colocou o seio esquerdo no aparelho e a médica passou a mexer em botões na lateral do monstro de metal.-Não se mexa. Você sabe.-Ela disse e seguiu para o computador na outra parede.

Taeyeon fechou os olhos sentindo a placa de metal se movimentar e a placa de acrílico de cima descendo. Ela mordeu a ponta nos lábios quando a placa de acrílico espremeu os seu seio por inteiro. Doeu e doeu pra caralho.

A médica apenas mexia no computador, tendo a visão de raio-x em alta resolução do seio de Taeyeon. 

A terapeuta sentiu a placa de acrílico subindo, liberando o seu seio mas não foi um alívio tão grande porque ela tinha que fazer a mesma coisa com o outro. 

A médica voltou para perto dela, limpou a placa de madeira e passou mais do gel gelado. Ela passou um papel descartável na tela de acrílico e ajudou Taeyeon a colocar o seio direito na placa.

-Fique tranquila.-A médica disse e seguiu para o computador.

Taeyeon respirou fundo e a placa de acrílico desceu até espremer seu seio direito. Fechou os olhos contendo a dor.

A doutora ficou em torno de 40s vendo o raio-x no computador e fez a placa de acrílico soltar o seio da terapeuta. Taeyeon exalou aliviada e desceu do monstro de metal.

-Muito bom.-A ginecologista voltou. Limpou a máquina com papel, jogou o papel no lixo e seguiu com Taeyeon para a cadeira.-Sente-se aí.

Taeyeon subiu na cadeira, jogou o corpo para se acomodar melhor e sentiu quando a médica mexeu na regulagem tentando lhe dar mais conforto. Taeyeon sabia o que fazer, não precisava de instrução e apenas enfiou as pernas nos suportes de metal feitos pra isso.

Para a maioria das mulheres ficar naquela posição era constrangedor. Pernas completamente abertas para o alto e a vagina completamente exposta. Mas Taeyeon havia passado por tanta coisa, que sentar naquela cadeira a fazia se sentir mais mulher. 

A médica enfiou luvas de látex, puxou uma luz pra dar melhor visão e começou a tocar a vagina da terapeuta. 

-Okay. Vamos fazer o transvaginal, okay?-Não foi realmente uma pergunta porque Taeyeon não tinha opção. Então a terapeuta assentiu e a médica começou a preparar o equipamento.

O grande aparelho de aparência fálica foi embebido em gel lubrificante. A mulher ligou monitor que tinha do lado, mexeu em alguns botões e Taeyeon relaxou pra receber o objeto dentro de si.

A coisa entrou dela e ela sentiu um incômodo no início, ele era gelado e nada maleável. Ficou dentro dela por alguns minutos, a médica mexendo nele pra várias direções enquanto olhava no monitor e depois sentiu ele sair por completo.

-Pronto.-A médica limpou o objeto, depois a vagina de Taeyeon e disse que ela podia fechar as pernas e sentar corretamente.

Taeyeon fechou as pernas, ajeitou o vestido e sentou com as pernas pra baixa na cadeira.

-Bom. Taeyeon.-A médica começou e Taeyeon sentiu uma pontada de ansiedade.-Está tudo bem com você. Tanto na mamografia e no transvaginal, eu não vi nenhuma anormalidade.

Taeyeon soltou o ar aliviada.

-Você tem tomado os hormônios corretamente?

Taeyeon assentiu.

-Ótimo. Continue assim, não se descuide com o tratamento e as boas notícias se manterão.-Ela sorriu.-Você pode se trocar.

Taeyeon seguiu para o banheiro novamente, tirou o vestido do hospital e voltou para a sua roupa normal. Calça jeans e blusa de mangas curtas.

-Até o próximo mês.

-Até.-Taeyeon se despediu da médica e saiu do consultório. Sentiu sede no caminho e andou pelo corredor, onde sabia que tinha água e máquina pra comprar suco ou café.

A terapeuta pegou um copo de plástico no suporte e encheu no bebedouro. Quando virou-se novamente dando as costas para o bebedouro, pode ver uma menina familiar operando a máquina de doces na sua frente.

Suas sobrancelhas subiram. Ela jogou a cabeça para o lado e viu pelo reflexo da máquina que era Irene.

Sua ex-secretária pegou o chocolate no buraco da máquina e saiu para o outro lado do corredor.

Taeyeon franziu o cenho. Como Irene era capaz de pagar um hospital daquele? Aquele hospital era caro. Um dos melhores no ramo de câncer e ela não conseguiu entender como Irene poderia estar ali.

Resolveu seguir a garota. Talvez ela estivesse trabalhando ali agora, seria fácil pra Irene trabalhar recepcionista de um hospital levando em conta que ela trabalhou num consultório particular antes. 

Mas Irene não foi pra nenhuma mesa ou sala de atendimento. Irene foi para um dos leitos e Taeyeon olhou pelo vidro da porta uma senhor na cama.

A mãe de Irene estava internada ali. Sua mente se encheu de perguntas e ela não conseguia entender como uma ex-secretária e atual desempregada, conseguia pagar um hospital como aquele. 

Um limpar de garganta a tirou dos pensamentos. Deu um passo pra longe da porta assustada. 

-Você é visita da senhora Bae?-Ele perguntou. Mãos no jaleco e o olhar desconfiado. Provavelmente porque Taeyeon não tinha o crachá de visitante no peito.

Taeyeon balançou a cabeça.-Na-não. Só me senti curiosa.

O homem abriu a porta e Taeyeon não teve tempo de sair. Viu quando Irene arregalou os olhos para ela e sentiu que seria covarde apenas fugir dali.

-Doitora Kim.-Irene a chamou, passando pelo médico e chegando para a porta.

-Doutora?-O jovem médico perguntou franzindo o cenho. Não conhecia essa suposta doutora.

Taeyeon respirou fundo e adentrou o quarto.-Olá Irene.-Cumprimentou. Estava envergonhada, seus olhos se mudaram para a mulher debilitada na cama.

-O que faz aqui?-Irene perguntou. Seus olhos também se voltam para a mãe e depois para o médico mais que confuso perto da cama.

-Doutor Im.-Ela chama por ele.-Eu vou ter um tempo com ela. Já volto.

Ele assentiu.-Certo.

Taeyeon segue Irene que já passou pela porta da sala. Ela sente um alívio em sair daquele quarto com uma enferma, a fazia lembrar do seu tempo internada e depois o da sua mãe. Odiava hospitais, acima de tudo, quartos de internação.

Irene a guiou para a área externa do hospital. Mesas de ferro, cadeiras de ferro, uma tenda para proteção do sol e uma simpática lanchonete com salgados de forno, biscoitos, alguns doces e pães.

Irene se sentou em uma das cadeiras e esperou que Taeyeon fizesse o mesmo. Em contrapartida, Taeyeon seguiu para a lanchonete e pediu um suco sem açúcar. Voltou para a mesa de Irene e se sentou na frente da menina.

Taeyeon olhou para a ex-secretária. Ela estava um pouco diferente, mais cansada e mais séria também. Podia ver um pouco de olheiras, os bolsões abaixo dos olhos um pouco inchado e seu semblante não era dos melhores.

-Como está a sua mãe?-Taeyeon resolve puxar um assunto pra espantar o silêncio sepulcral; enquanto gira a tampa do suco pra diabéticos.

Irene deixa um som sair do nariz. Cruza os braços e puxa do bolso, a barra de chocolate que comprara na máquina antes.-Do jeito que você a viu.

Taeyeon engole o suco. É uma boa resposta para uma pergunta estúpida. Balançou a cabeça positivamente e leu o rótulo da garrafa, o suco parecia mais doce do que os normais. Leu 0% de açúcar e aliviou as sobrancelhas.-Tem razão. 

Irene deu a primeira mordida no chocolate, tendo o cuidado para não quebrar mais do que dois quadrados por vez. Sempre deixando as pontas uniformes, como sua mãe sempre fez. Respirou fundo.-O que faz aqui?-Uma pausa.-Está doente?

Taeyeon subiu uma sobrancelha surpresa com a pergunta. Não esperava que Irene fosse se preocupar com ela.-Não.-Ela tomou mais um gole do suco e olhou para a ex-secretária.-Vim fazer exames de rotina.

Irene assentiu.

-Sua mãe sempre esteve internada aqui?-Taeyeon perguntou. Queria sanar a dúvida de uma vez por todas.

-Não.-Irene respondeu, olhos presos na antiga chefe e mãos no chocolate.-Ela foi transferida a pouco.

Taeyeon balançou a cabeça concordando. Não queria desconfiar de Irene mas estava sendo impossível. As coisas não se encaixavam, a conta bancária de Irene não se encaixava com aquele hospital.-Melhoras para ela.

Irene assentiu.-Obrigada.

Taeyeon podia ver mágoa nos olhos da garota. Não a culpava, fora uma tremenda filha da puta com ela. Mas ela não queria pensar que Irene era capaz de destruir a sua vida. Elas se gostavam, não se gostavam? 

Taeyeon gostava de Irene. Sabia disso. Tinha um carinho com a ex-secretária, antes mesmo de pensar em levá-la para a cama. 

A terapeuta levou as mãos no rosto um pouco frustrada, mexeu no cabelo e Irene apenas a observou.-Não foi você, não é Irene?-Perguntou.

Irene franziu o cenho. O chocolate parou na metade do caminho pra sua boca.-O que?

Taeyeon exalou.-Você não viu as notícias?

Irene abaixou o chocolate e ajeitou a postura.-Vi.

Taeyeon assentiu. Pelo menos Irene admitira alguma coisa.

-Você acha que fui eu?-Irene voltou a pergunta.

Taeyeon respirou fundo, suas mãos rasparam na mesa de metal e ela não queria dizer que sim ou não.-Não sei Irene. Só sei que Wendy não pensou nisso sozinha.

Irene riu. Um riso amargo e de quem estava muito mais do que quebrado.-Eu não acreditei nada daquilo.

Taeyeon subiu a cabeça das mãos e encarou Irene. Isso era novo.

-Eu estou muito chateada por pensar que você achou que fui eu.-Ela levantou da cadeira. Seus olhos estavam marejando, passou a mão pra limpar e Taeyeon instintivamente levantou também.

-Irene..eu sinto muito.-Tentou ajudar.

-Escuta bem.-Irene colocou as mãos na mesa, esquecendo o chocolate e fazendo ele quebrar na base. Deixando de ser uniforme.-Minha mãe está aqui porque eu consegui isso através da herança da minha avó.-Ela explicou e Taeyeon mordeu os lábios.-Se eu quisesse te acusar de qualquer coisa, não usaria ninguém pra isso porque tenho o que é preciso.

Taeyeon engoliu em seco. Ela estava certa. Porque ela procuraria outra menina, se ela mesma é cheia de provas de que elas estiveram em um relacionamento? Bastava apenas alegar uma perseguição. Dizer que nada foi concedido, que ela foi coibida e pronto, Kim Taeyeon estaria presa.

-Desculpe Irene. Não foi minha intenção ofender você.-Taeyeon falou.

Irene cruzou os braços.-Tanto faz.-Deu de ombros.-Boa sorte com essa coisa toda.-Ela se moveu pra sair mas Taeyeon a segurou pelo braço.

-Sinto muito mesmo, Irene. De verdade.-Taeyeon mostrou o arrependimento. Olhou nos olhos castanhos de Irene pra mostrar certeza no que estava dizendo.-Eu fui uma tola. Mais de uma vez.-Voltou a falar e seus olhos se mudaram para os sapatos.-Volta a trabalhar comigo?

Irene subiu as sobrancelhas.-Seu consultório está fechado. Eu ouvi dizer que você não pode abrí-lo.

Taeyeon suspirou. Sim, ela não pode abrir o consultório por uma emissão jurídica que ela tem quase certeza que foi o delegado que conseguiu depois de apertar os laços por lá. Até porque Jessica não soube explicar o porque e nem sequer entender.

-Sim. Mas depois que isso tudo acabar, eu vou voltar a trabalhar normalmente.-Taeyeon explicou.

Irene saiu do aperto e ajeitou a roupa.-Se você conseguir provar sua inocência.

-Eu vou.-Taeyeon disse com determinação.

Irene suspirou. Enfiou o chocolate no bolso e ajeitou a franja.-Se você sair dessa confusão. Eu volto. Você sabe o meu número.

Taeyeon sorriu. Se permitiu sorrir mas Irene apenas virou nos calcanhares e saiu dali.

A terapeuta sentiu um pouco mais de leveza do peito quando esclareceu as coisas com Irene, sua desconfiança na menina havia morrido substancialmente. Pegou o suco na mesa e saiu dali, rumando para fora do hospital.

---------------------

-Você entende?-Jessica perguntou.

Elas estavam em café pelas proximidades do prédio de Yuri. Até porque Jessica estava por lá, mas ela queria conversar com Taeyeon sobre coisas que ela leu no caso.

Taeyeon assentiu. Sua mente estava um pouco dispersa, pensando em quem poderia ter feito aquilo e em Wendy. Por que ela?

-Mesmo?-Jessica perguntou.

Taeyeon assentiu.

-Então você entende que eu consegui um tempo até a audiência. Pouco tempo, mas o suficiente pra gente agir mais coisas.

Taeyeon assentiu. Sugou o suco de laranja sem açúcar na garganta e fez careta pelo gosto armago.-Falei com Irene hoje.

Jessica subiu as sobrancelhas.-A secretária?

Taeyeon assentiu.

-E como que foi?-Jessica perguntou realmente interessada. Sugou o milk shake pra garganta e se ajeiotu na cadeira pra ouvir a história.

-Encontrei ela no hospital quando fui fazer meu exame ginecológico. Sua mãe está internada lá.

Jessica franziu o cenho.-Uma ex-secretária é capaz de pagar um hospital como Mirae?

Taeyeon respirou fundo. Ela também pensou isso.-Ela disse que foi a herança da sua avó.

Jessica franziu mais o cenho.-E por que ela te disse isso?

Taeyeon se ajeitou na cadeira.-Porque ela percebeu o que estava acontecendo. Irene é uma garota esperta.-Viu Jessica sugar mais do milk shake e mudou o olhar pra janela.-Ela entendeu que eu estava curiosa sobre isso também. Tinha pensado o mesmo que você.

Jessica assentiu.-Ainda sim, é suspeito. Mas não vou pensar nela por enquanto.

-Pedi pra ela voltar para o trabalho.

Jessica subiu as sobrancelhas para o mais alto que pode.-Você sabe que não pode abrir o consultório, não é? Aquela ordem judicial estranha te impede disso.

A terapeuta assentiu.-Quanto tudo isso acabar. Quando eu provar minha inocência.

Jessica aliviou a expressão. Ela sabia que não era um caso fácil e que as chances de ganhar não eram das maiores.-Vou fazer o possível pra isso.

Taeyeon olhou para a advogada e ex-cunhada e assentiu.-Obrigada Jess.

-Ei!

Elas ouviram por perto e viraram pra ver um homem em seus quarenta e poucos anos apontando pra Taeyeon. A terapeuta franziu o cenho.

-Você não é aquela médica que abusou daquelas garotas?

Aquelas garotas?

Taeyeon olhou para Jessica. 

-Senhor. Por favor.-Jessica levantou da cadeira e tocou o ombro dele.

-É ela sim!-Ele gritou novamente e todas as pessoas ja estavam olhando para eles.-Você é uma porca!-Ele cuspiu na mesa.

Taeyeon levantou assustada. Seus olhos estavam quase saindo da órbita e ela encarava o cuspe na mesa.

-Senhor!-Jessica subiu o tom.

-O que está acontecendo aqui?-Um funcionário correu para apaziguar a cena.

-Esse senhor quer confusão.-Jessica respondeu e seus olhos sempre se mudavam pra Taeyeon. Estava com medo e queri confortar a amiga, mas tinha esse problema pra resolver.

-Meu senhor.-O garoto o agarrou pelos ombros.-O senhor não pode arrumar confusão aqui dentro.-Ele o guiou para fora da cafeteria.

-Vocês estão me expulsando?!-O homem gritou.-Ela é a estupradora e eu que sou expulso?!-Ele apontou para Taeyeon.

As pessoas começaram a cochichar entre si, algumas puxaram o celular pra tirar foto e Jessica recolheu todos os seus papéis da mesa, enfiando na pasta e seguiu pra ajudar Taeyeon.-Vamos embora.-Ela tocou o ombro da terapeuta e disse baixo.

Jessica guiou Taeyeon para o carro, como ela sabia que a terapeuta não estava em condição de dirigir. Ela pegou a chave do bolso de Taeyeon e tomou o banco do motorista.

-Ei..-Jessica chamou por ela, tocando seu ombro e Taeyeon olhou para ela.-Esqueça isso. Ele estava bêbado, eu pude sentir seu cheiro de bebida.

Taeyeon respirou fundo.-Ele disse aquelas. Por que ele disse aquelas? 

Jessica balançou a cabeça.-Porque ele é um exagerado. Ele queria palco, Taeyeon. Queria atenção e as pessoas fazem isso quando querem atenção.-Uma pausa.-Nada foi mudado. Foi apenas Wendy que fez isso, e nós vamos provar sua inocência.

Taeyeon assentiu. Não estava convencida mas não queria falar mais nada.

-Vamos para casa de Yuri. Você vai se sentir melhor lá.-Jessica disse, puxou o cinto de segurança e ligou o carro.

Taeyeon também puxou o cinto dela.

Elas chegaram na o prédio de Yuri e Jessica sentiu que Taeyeon estava hesitando sair do carro. Morrendo de medo e mais hostilização e isso a deixou preocupada. 

Agarrou os ombros da ex-cunhada, colocou sua cabeça quase que no meio dos seus seios e andou meio torto com ela pra dentro do prédio. Pegaram as escadas porque seria mais difícil encontrar alguém por ali e era apenas 4 andares, dava pra fazer. 

Chegaram na porta de Yuri e Jessica digitou o código de desbloqueio. Yuri estava na cozinha, limpando o frango e virou pra receber Jessica. Ela lavou as mãos rapidamente e correu pra abraçar Taeyeon.

-Tae…-Ela envolveu a psicóloga nos seus braços malhados e Jessica se moveu pra fechar a porta.-Vai ficar tudo bem.

Taeyeon deixou ser abraçada e depois levada ao sofá. 

-Yuri.-Jessica sentou ao lado da ex-cunhada.-Pega uma água pra gente, por favor. 

Yuri assentiu. Andou pra cozinha, enchendo dois copos de água e voltou com eles na mão e sem o avental no corpo.-Aqui.

Ela entregou um copo a cada uma e as duas levaram a boca.

-Aconteceu algo?-Yuri perguntou preocupada. Até porque Jesisca também parecia afetada por alguma coisa. 

-Um bêbado falou coisas ruins sobre Taeyeon.-Jessica respondeu.

Yuri olhou para a amiga e se esticou pra afagar a coxa dela.-Não dê ouvidos a isso, tae. Eu nem sequer vejo mais as notícias, não consigo ouvir o que eles falam sobre você.

Taeyeon sorriu rapidamente sem mostrar os dentes, tocada pelo carinho e as palavras de Yuri.-Obrigada.

Yuri sorriu igualmente fraco.-Jessica é boa. A ta trabalhando duro pra te ajudar com isso.-Voltou a falar.

Jessica assentiu.-Estou fazendo o meu melhor. É o meu caso mais difícil.

Taeyeon suspirou.-Eu não queria te dar problemas.

Jessica pegou a mão da ex-cunhada.-Eu sou uma advogada, tae. Os casos difíceis fazem a minha carreira.-Sorriu.-Quanto mais difícil é melhor. Os casos fáceis são chatos.

Yuri assentiu concordando.-Verdade Tae. Os advogados são assim.

Taeyeon assentiu.-Obrigada gente.

Yuri levantou do braço do sofá.-Que tal um vinho? Eu estava limpando o frango para a janta mas acho que a gente pode pegar uma pizza ou algo assim.

Jessica também levantou.-Uma pizza é bom. Vou tomar banho agora.

-Tudo bem.-Yuri assentiu pra namorada e puxou o vinho da geladeira.-Vai querer?

A terapeuta sorriu para o Pinot na mão da amiga e assentiu.-Claro.-Ela levantou do sofá e apoiou os cotovelos no balcão de mármore preto de Yuri.-Como anda o livro?

-Que livro?-Yuri perguntou rindo e encheu as duas taças.-To com um bloqueio.

-Que pena, yul. Aquele enredo estava muito bom.

Yuri assentiu e deu de ombros.-Não é o fim do mundo. Graças a Deus, não tenho um prazo dessa vez.

Taeyeon assentiu e bebeu do vinho.-Isso é bom. 

Yuri se inclinou mais na bancada como quem vai contar um bom segredo.-Você terminou com o idiota.-Disse. Taeyeon riu.-Como que foi, hein?

Taeyeon sorriu.-Não foi muito emocionante.

-Ele não gritou?

-Ele fez.

-Típico.-Bebeu mais.

-Como que ele agiu quando soube que Jessica é minha advogada?

Yuri deu de ombros.-Sei lá. Jessica não e disse nada dele, só disse que ele estava a deixando maluca. Ela ta ficando por aqui.

-Como assim, e as crianças?

-Também. Elas estão na escola agora.-Seus olhos se mudaram para o relógio na parede.-Falando nisso, elas saem daqui a pouco.

-Então vocês estão tipo uma grande família aqui?-Provocou com um sorriso no rosto.

Yuri sorriu.-Tipo isso. Jessica disse que ficar em casa estava uma merda porque sua mãe e Woojung iam lá todos os dias. 

-Eu imagino.

Yuri assentiu.-Como ta a sua familia? 

Taeyeon suspirou.-Não falei com minha mãe ainda. Meu irmão ligou e eu passei horas com ele no telefone, Hyoyeon foi na minha casa e nos falamos todos os dias. 

Yuri tomou a mão da amiga e apertou.-Vai dar tudo certo. Você vai conseguir provar a sua inocência e sair disso tudo.

Jessica voltou para a sala. Sua roupa não era de quem ficaria em casa, havia uma bolsa e sapatos baixos nos pés.-Vou buscar os meninos.-Ela anunciou.

-Eu acho que vou também.-Taeyeon se afastou da bancada, terminou o vinho e deixou a taça no balcão.

-Você não vai pedir a pizza com a gente?-Yuri perguntou.

-Eu tenho que fazer uma coisa na universidade.-Seus olhos se mudaram para o relógio de pulso.-Provavelmente ser demitida.

-Sinto muito.-Yuri falou.

Taeyeon deu de ombros.-Dá pra levar. Eu posso voltar depois. Ficar com os meninos um pouco.

Yuri sorriu.-Seja bem vinda.

-Então vamos lá, Tae.-Jessica chamou pela ex-cunhada, mão ja na porta da maçaneta e óculos de sol no rosto.

-Você pode me emprestar um boné, Yuri?-Taeyeon pediu.

Jessica respirou fundo se sentindo um pouco mal pelo pedido de Taeyeon. Yuri não fez pergunta, apenas seguiu para o corredor e voltou com um boné preto na mão.

-Obrigada.-Taeyeon pegou o boné e enfiou na cabeça.

Jessica deu espaço pra Taeyeon passar, acenou um tchau pra Yuri e saiu do apartamento. 

A roupa de Taeyeon não combinava nada com o boné. Ela tinha uma calça social preta, um blusão de seda azul com mangas na altura dos cotovelos e sapato social preto. 

Elas entraram no elevador e Jessica foi quem apertou o botão para a garagem. O elevador não demorou pra chegar e Jessica devolveu a chave do carro de Taeyeon. 

-Toma aqui.-Jessica estendeu os óculos.-Vai te ajudar a se esconder.

Taeyeon pegou os óculos escuros e agradeceu.-Obrigada. Eu te vejo daqui a pouco.

-Os meninos vão ser felizes em te ver.-Jessica falou e Taeyeon sorriu realmente feliz por isso.-Vou dizer que você vem. Não fure.

Taeyeon assentiu e seguiu para o carro. Tomou o banco do motorista prendendo o cinto e esperou Jessica sair pra seguir atrás. Elas andaram um pouco pela mesma estrada mas Jessica virou numa esquina e ela seguiu reto. 

Taeyeon estacionou na sua vaga de sempre na faculdade. Cada professor tinha uma vaga e pra ela não seria diferente. Antes do carro, enfiou o óculos no rosto e o chapéu com a aba mais pra baixo na cabeça. 

Ela respirou fundo assim que bateu a porta do carro, verificou que ele estava trancado e saiu para dentro do prédio. Aqueles jovem-adultos passando por ela deixou-a apavorada. Sentiu-se como a garotinha nova na escola, embora lecionasse ali á 4 anos.

Seguiu direto para a sala da diretoria. Sabia que seria demitida, era óbvio, embora o reitor não quisesse falar por telefone que era isso. Ela sabia. Por sorte, nenhum daqueles jovens adultos deu atenção pra ela e nenhum dos seus colegas de profissão a viram. 

Entrou na sala depois de ouvir que podia entrar. Tirou os óculos escuros, sentou na cadeira e esperou homem falar alguma coisa.

-Acho que você ja sabe o porque estou te chamando aqui.

Taeyeon assentiu.-Eu faço uma ideia.

Ele assentiu.-Infelizmente você está fora da grade curricular da universidade. É uma grande perda mas temos que fazer.

Taeyeon cruzou as pernas. Ela entendia. Não tinha como manter uma professora acusada de assédio sexual e noticiado no país todo.-Eu entendo. 

-E sobre a menina que você é responsável.-Ele voltou a falar e mexeu nas gavetas.

Taeyeon se ajeitou na cadeira.-O que vai acontecer com ela?

-Você ainda vai manter ela aqui? 

Taeyeon assentiu sem hesitar.-Claro. Ela está próximo de se formar.

O homem subiu as sobrancelhas surpreso.-Tudo bem. Sem problemas.

-Ela ainda tem a bolsa, certo?

-Claro. A bolsa de 75% é dela.

-Ótimo.-Taeyeon levantou da cadeira e seguiu para porta.-Obrigada, senhor Dong. Eu fui feliz aqui.

Ele assentiu.-Obrigada pelo seu trabalho. 

Ela assentiu, voltou com o óculos para o rosto e seguiu para fora do prédio. Ela seguiu direto para o carro, sem poupar olhares para qualquer lugar e tirou os óculos e o boné quando estava dentro do carro. Ligou o veículo e deu partida de volta para a casa de Yuri.

Ela estacionou o carro na garagem sem problemas, desde que Jessica deixou avisado que ela usaria a vaga extra de Yuri.

Resolveu ir pelo elevador. Boné na cabeça e óculos escuro na gola da blusa. Apertou o andar de Yuri e esperou o elevador subir.

Seu telefone vibrou no bolso e ela pegou pra ler a mensagem.

18:12 Tiffany disse:
-Venha me ver cantar hoje. 

Taeyeon estava prestes a responder mas o barulho das portas abrindo a distraiu. Saiu do elevador e seguiu pelo corredor até o apartamento de Yuri. Ela entrou no apartamento da amiga, os meninos vieram a abraçar e ela enfiou o celular no bolso pra falar com as crianças.

-Tia!-O mais velho exclamou.-Você veio mesmo.

Taeyeon deixou um beijo no topo da cabeça dos dois.-Claro. Se a tia disse que vem, ela vem.

Eles sorriram.

-Yuri.-Jessica saiu do corredor, sua cara não era nada boa e isso preocupou Taeyeon.-Leve os meninos pra quarto e fique com eles.

Yuri não disse nada. Seus olhos foram pra Taeyeon com um pouco de pena e ela logo chamou os meninos, segurou na mão deles e encenou que eles fariam barracas no quarto pra brincar de guerra com as armas de airsoft.

Taeyeon sentiu os olhos de Jessica a queimando, levantou do chão e ajeitou a postura. Puxou o boné da cabeça e bagunçou um pouco o cabelo jogando a franja para trás. 

-Que história é essa Taeyeon?-Jessica se aproximou segurava o celular.-Que história é essa de você ser responsável legal da Wendy?

Taeyeon olhou para o celular e era o site Naver que estava aberto nele. Engoliu em seco.

-Abre o jogo Taeyeon.-Jessica foi firme quando disse isso.-Ou eu desisto de você.


Notas Finais


Vocês não queriam Irene? Toma Irene.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...