História The Three Points - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Bissexual, Políamor, Romance
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Palavras 3.430
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Ecchi, Esporte, Festa, Hentai, Lemon, Orange, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Bom dia, tarde ou noite. Quero avisar que dei uma editada nos capítulos anteriores, com a finalidade de consertar falhas de roteiro, no mais, aqui está o quarto capítulo para vocês, espero que gostem!

Capítulo 4 - Calor


Salvador, BA - 10h36min.

 

  Estávamos a dez minutos da decisão de quem seria o campeão estadual, o placar estava sessenta e nove para o time adversário e setenta e um para o meu time. Tudo na minha vida está perfeito, eu sou o capitão do time, eu estou de bem com a vida, mas o que me falta, o que não me deixa completamente feliz, é o fato de que não tenho alguém pra dizer estou aqui, eu sou seu, independente de ser mulher ou homem, meu corpo precisa de alguém para amar e acariciar...

  – ED, A BOLA! – gritou uma voz, enquanto eu estava parado no meio da quadra, sem alguma reação. A bola estava vindo em direção ao meu peito, era um simples passe, mas eu não recebi a bola, que bateu diretamente na região de meus pulmões. Fui ao chão após ser atingido, socorristas vieram, eu estava sem ar, trouxeram-me um inalador e cinco minutos depois, estava eu gritando com o técnico para voltar à quadra.

  – Você não voltará para dentro da quadra, Edwardo! – Disse o treinador Dante.

  – Eles precisam de mim lá, o jogo está empatado em oitenta e um pontos, e agora faltam só três minutos, por favor treinador, me deixe entrar!!

  – Anda logo, se aqueça, você entra no próximo minuto.

  – Beleza!

  Após me aquecer, eu estava mais focado do que nunca, e o adversário havia virado o jogo, estava oitenta e oito a oitenta e cinco. Entrei na quadra como se fosse um tigre procurando uma presa, porém em ausência de fúria, somente com instinto focado no objetivo.

  Um minuto e meio, duas cestas de dois pontos. Enquanto isso o adversário marcou mais três, e o minuto final havia sido decretado. Noventa e um a oitenta e nove, a defesa do time adversário estava totalmente focada na cesta, impediam qualquer ataque que tentássemos fazer.

  Dez segundos restantes.

  – ME PASSE A BOLA! – Disse para Mike, que estava dentro do campo de dois pontos. Ele rapidamente passou a bola para mim, que estava atrás, na linha de três pontos, tive somente um segundo pra me focar, pulei o mais alto que consegui, e arremessei. Quatro, três segundos, a bola ia na direção ao aro da cesta. Dois, um segundo, a bola havia caído de forma reta, e bateu na parte de fora do aro, mais distante da tabela.

  Após bater no aro, um estrondoso sinal decretava que a partida havia acabado, mas o lance ainda valia. A bola teria o trajeto definido a bater de raspão na tabela, movendo-se para cima. No momento, fechei meus olhos e rezei a toda e qualquer divindade que a bola entrasse na cesta, e parece que havia atendido, pois todos estavam gritando, vieram me abraçar coletivamente.

  Abri meus olhos, e o placar estava a minha frente, noventa e dois a noventa e um. Nem tive momento para gritar, Mike me pegou pelas pernas, junto do resto do time, que me levantaram e comemoraram, nesse momento eu estava chorando e sorrindo ao mesmo tempo, minha vontade era de gritar alí mesmo, e o fiz. Olhando em volta aquela multidão aplaudindo, gritando, dançando, e músicas eletrônicas tocando ao fundo, as quais eu nem sabia quais eram, mas estavam absurdamente altas.

  Quem realmente importava de comemorar comigo estava na arquibancada, me esperando, fui correndo de encontro ao seu abraço.

  – Aaaaaaah que orgulho do meu Plantinha!!!

  Somente sorri em assentimento.

  – Será que é ouro de verdade? – Disse Bianca de forma sarcástica enquanto mordiscava a medalha que eu havia recebido.– Tirei uma foto no momento em que você levantou a taça, daqui de cima, olhe só.

  – Caraca, ficou sensacional!!! Com certeza postarei em alguma rede social.

  – É seu dever, não tirei a foto à toa não, fofo.

  Dei risadas. Bianca olhava pra mim com a maior expressão de orgulho e felicidade que uma pessoa poderia demonstrar.

  – A gente precisa comemorar, e é por isso que eu já comprei de antemão duas entradas vip pra uma boate gay, você vai pegar cada boy maravilhoso! – Dizia Bianca enquanto fazia algum tipo de passo de dança.

  – Meu Deus, sério? – Disse sem acreditar no que ela tinha feito. Eu não era lá a pessoa mais sociável, só havia ido numa balada, hétera, uma única vez, e não curti o clima do local.

  – E dessa vez você não vai se decepcionar pois vai ter uns gatos sarados por todo lado! – Bianca que me acompanhou na minha trágica experiência com boate, e nem ela gostou.

  – Tudo bem, mas antes eu vou pra casa dormir e te mando mensagem de noite, pode ser?

  – Pode sim, Plantinha, como diriam alguns, sextou!

  Algumas horas depois, estávamos nós dentro da boate, na parte vip, cuja qual ficava na parte mais alta, que dava pra ver todo mundo, além de que haviam alguns agrados para quem estava na vip, que eram eles: comidas, bebidas, e o melhor de tudo eram os homens sarados sem camisa, Bianca até chamou um para fazer uma dança em mim, quase morro de vergonha mas aceitei, e não deixei de aproveitar aquele corpo maravilhoso, rondando minhas mãos por todo aquele peitoral e abdômen.

  Tempos depois estávamos eu e Bianca dançando naquele local, foi quando avistei de longe, Gustavo, o boy da academia que eu ficava sempre observando.

  – Bianca, olha quem está ali próximo ao bar agarrado com um cara.

  – Eita, Gustavo?!

  – Sim, e isso confirma sua teoria de que o rapaz era gay.

  – Meu gaydar é melhor até que o seu fofo! – Disse Bianca, eu somente sorri, e ela prosseguiu. – Quer que eu chame ele para cá?

  – Sua doida, chamar ele pra quê???

  – Pra o que mais né, Ed? Não sei nem pra o que perguntei…

  E antes que eu pudesse impedir, lá estava ela, ao lado de Gustavo, ela descer para lá e convidou o rapaz que já estava sem ninguém ao lado, ele olhou para onde eu estava, na hora, minha atitude foi somente corar e não saber como reagir a tal situação. Bianca pagou a entrada vip pro Gustavo e apresentou o garoto para mim. Ele me abraçou, e o rapaz é pouco mais alto que eu, bem como eu suspeitava. Em seu abraço pude sentir um pouco daquele corpo sarado, e além disso, sentir um perfume doce, cujo qual eu adorava.

  – Prazer em te conhecer, Ed, Bianca já me falou de você duas vezes e fiquei curioso em saber quem você era. – Gustavo disse isso pois no dia que Bianca falou de mim na academia, eu simplesmente evaporei do local.

  – Prazer, Gustavo, fique à vontade aqui, é nosso convidado...

  – Só ficarei realmente à vontade quando eu beijar a sua boca.– Disse Gustavo rapidamente, o que deixou Bianca de boca aberta, e eu, corado em cor de morango, sem reação alguma, em seguida, ele continuou, sorrindo.

  – Você parece estar querendo fugir de mim novamente, mas calma, não vou te machucar, prometo, eu sou todo carinhoso, apesar da tamanha ousadia que você acabou de ver.

  – Se você diz. – Disse olhando ele dos pés a cabeça, nem Bianca reconheceu aquela atitude minha, na mesma hora ela saiu de cena e foi procurar uma garota em meio aquela manada de machos, e eu, já tinha certeza que estava bêbado.– Vamos nos sentar, conversemos um pouco.– Completei.

  – Tudo bem, mas agorinha iremos levantar novamente.

  Nos sentamos, conversamos um pouco, descobrimos um pouco um do outro. Enquanto eu conversava, ele fitava minha boca, e eu só estava deixando o momento desdobrar, enquanto fingia que não sabia de nada que estava acontecendo ali e agia normalmente.

  Quando que, ele foi assentindo ao que eu dizia, chegando próximo à minha boca, ele estava com hálito de whisky, eu particularmente amava aquele hálito dele, que parecia ter chupado alguma bala extra-forte antes de ingerir. Ele foi chegando mais e mais perto, eu já nem sabia o que eu estava dizendo a ele, quando que, ele disparou.

  – Cale a boca e me beije logo.

  Apartir daí a minha boca se uniu a ele, e toda aquela música alta ao fundo me impulsionou, estávamos nos levantando das poltronas que sentando, eu grudei meu corpo ao dele, pegando em suas costas e pouco mais abaixo, ele fazia o mesmo, porém a ousadia dele gritou mais forte, indo além, pegando em minha bunda, passando a mão e dando leves apertadas, e nessa hora eu nem estava com ciência das coisas para recusar algo, e nessa hora, ele disse:

  – Quer ir para minha casa?

  Já não avistava mais Bianca, e naquela hora eu já não tinha senso algum de direção, somente concordei com ele e fomos pra sua casa.

  No caminho, eu estava ali no banco do passageiro, beijando o pescoço dele, pegando em seu peito e passando a mão por seu corpo. Quando minha mão estava em seu peito, ele a pegou, e passou por todo seu corpo, até chegar onde mais importava, em seu pau, que estava completamente ereto na calça, era grosso, e grande.

  Não liberei total ousadia a ele e tirei minhas mãos dali, mesmo tendo meu desejo acumulado por anos, desde que Taylor fora embora, não havia transado com ninguém, e Taylor foi meu primeiro.

  Chegamos na casa dele, que era um bairro somente de residências. Ao entrar me deparei com uma cadela shih-tzu, que estava muito perfumada, ele havia dito que seu nome era Lilica, um nome bem merdinha, ao meu ponto de vista.

  Após, já deitei na cama do quarto dele e tratei de ir tirando meu tênis. A casa era de tamanho mediano com janelas em vidro escurecido, o quarto dele era em cor turquesa e haviam alguns móveis lá dentro, o que me decepcionou foi não ver livros lá dentro.

  Após tirar meu tênis e deixar ao canto da cama, ele entrou no quarto com duas taças de vinho e me entregou uma.

  – Soa um tanto romântico, não acha?

  – Vai de você, eu amo vinho, presumi que gostasse também.

  – Gosto bastante, mas nunca ousei ficar bêbado de vinho, dizem ser horrível a ressaca.

  – E é mesmo.

  Após uns minutos de papo, ele me beijou, sem pedir, sem dizer nada, somente me beijou, passando as mãos pelo meu corpo ainda vestido. Eu estava deitado e ele em cima de mim.

  Algum tempo se passou e os beijos foram ficando mais quentes, mais molhados, e ele já estava excitado. Não aguentava de curiosidade de ver como era aquele corpo sem camisa, e a retirei. As expectativas foram completamente atendidas, peitoral firme e musculoso, com mamilos rosados, e abdômen sarado. Fiquei uns segundos observando a vista, quando ele por fim falou.

  – Gosta mesmo do meu corpo, ein?

  – Não sabe o quanto.– Disse olhando em seus olhos por um segundo, e voltando o olhar ao seu corpo.

  – Tenho um pouco de tequila, quer tomar um pouco pelo meu corpo?

  – Adoraria.– Disse com voz um tanto tímida, a bebida ainda não tinha feito tanto efeito para me deixar sem consciência.

  Gustavo pegou a tequila e um pouco de sal. Retirou também sua calça e deitou-se na cama, jogou duas pitadas do sal em um lado do abdômen, e em seguida, a tequila do outro lado, que caiu um pouco na cama e molhou um pouco a cueca.

  – Opa, que desastrado eu sou.– Disse com expressão safada, olhando em meus olhos.

  – Não tem problema.– Lambi o sal, após a tequila, coloquei um pouco mais em seu umbigo, que molhou ainda mais a cueca.– Eu resolvo isso para você.

  Tomei da tequila em seu umbigo e desci a boca para mais abaixo, já na cueca, ele estava excitado, e coloquei a boca ali, em seu pau coberto pelo tecido, e senti o gosto da tequila, misturado ao gosto daquele pau molhado. Mordisquei, em provocação, e ele afagou suas mãos em meu cabelo.

  Era o sinal perfeito, de que tudo iria ter início, e sem me conter, retirei a cueca dele da coxa aos pés, e após, fiz o caminho de volta em beijos e mordiscadas pela pele, até chegar no ponto de maior interesse, aquele grande e grosso pau, de tom rosado na cabeça e num tom creme claro no corpo do membro.

  Iniciei algo que não praticava havia anos, e ele pareceu muito bem gostar, do revezamento entre lambidas, chupadas o ato de engolir tudo, no qual ele parecia ter adorado.

  Minutos depois de estar me satisfazendo com aquele pau delicioso, ele me retirou da posição e me beijou. Agarrou-me com força e colocou-me deitado na cama, e me fez mais do mesmo que havia feito, porém, ele foi mais ousado, me deixando submisso. Agarrou-me novamente e me deixou de quatro, naquela hora eu sabia quais eram as suas intenções, e amei completamente a atitude, já que era o que eu mais gostaria de receber, que eram chupadas em minha bunda e no meu cu.

  Tempo após, intercalando entre chupadas no meu pau e cu, eu já estava louco de tesão, pedindo para que colocasse daquela rola dentro de mim, e ele havia adivinhado meus pensamentos em segundos. Deus dois tapas em minha bunda e foi pegar uma camisinha, a colocou, e passou lubrificante no membro protegido.

  O que viria a seguir, depois de tanto tempo, eu já sabia, que era a dor. Mesmo tendo colocado com carinho e jeito, ainda a sentia. Algum tempo após, já não havia dor, e eu podia aproveitar o prazer de dar meu rabo para aquele macho. Meu pau já estava lubrificado após algum tempo, e ele me levantou a fim de me beijar, bem alí, meio de costas e de lado, o que me deixou com mais prazer ainda.

  Deitei na cama, coloquei o travesseiro e subi em cima, com o corpo de lado e pernas cruzadas, permitindo olhar para ele enquanto me fodia. Continuava a passar as mãos sobre seu corpo, e ouvindo palavras como você é um safado, meu safado, e eu adoro sentir o calor desse rabo no meu pau, que rabo gostoso. Minutos após, o coloquei deitado e comecei a cavalgar naquele pau, até que senti vontade de o beijar, o fiz, e ele ficou apertando e batendo em minha bunda, ato que gostei bastante.

  Depois, ele pegou o travesseiro e me pôs deitado com a bunda por cima, levantou minhas pernas, a fim de me fazer abraçá-lo com as pernas em suas costas. Ele me fodia cada vez mais, e meu pau estava muito ereto e molhado, quando que, ele pegou em meu pau e começou a me masturbar enquanto me fodia, e me fez delirar ao ter um orgasmo, e me vendo gozar, ele não resistiu e também teve um orgasmo, que encerrou de vez nosso ato, e após, caímos ambos num sono profundo.

  O dia seguinte já estava a raiar, e eu havia aberto meus olhos sem ao menos acreditar que havia um homem gostoso e pelado, coberto por um fino lençol branco, ao meu lado. Após algum tempo observando ele, decidi que iria fazer um café para ele e servir na cama.

  A cozinha dele era mediana, nem muito grande mas nem muito pequena, e era recheada de eletrodomésticos que aparentavam ser caros. Após ter feito café, vi que havia pães de forma, fiz torradas e além disso, suco de laranja, cujo qual eu amava tomar pela manhã, mas claro, fiz para nós.

  Havia dado tudo certo, ele ainda estava dormindo como uma pedra naquela cama, agora, estava deitado de barriga para baixo, e antes não havia notado que ele teria tamanha bunda, o acordei pegando nela, e ele logo pulou da cama, e eu, esbocei um sorriso, e por fim falei.

  – Bom dia, flor do dia, dormiu bastante em? Fiz café para você, e torradas com manteiga, além de suco de laranja, o que prefere?

  – Nossa, não precisava ter feito, mas já que fez, quero café.

  – Fique à vontade, afinal, a casa é sua né.– Disse com um sorriso lerdo no rosto, e ele riu.

  Estávamos alí, naquele momento calmo e sereno, quando que, escutei barulhos na rua, e em seguida, os barulhos aumentaram, até que, um estrondoso barulho veio do portão, alguém havia arrombado.

  – O que… está acontecendo??– Disse a Gustavo.

  – Merd… Ed, fique calmo.

  – POLÍCIA! POLÍCIA! DEITEM NO CHÃO, NO CHÃO, NO CHÃO!

  Cerca de sete ou oito policiais fardados de preto entraram na casa, e nos pegaram ali, no quarto, somente de cuecas. Eles nos fizeram deitar ao chão e nos revistaram.

  – O que está acontecendo?– Perguntei ao policial.

  – Calado, rapaz, esse aqui é o chefe de uma organização de traficantes, ele é o líder deles, e estamos aqui para apreendê-lo.

  Eu não estava entendendo o que estava acontecendo alí, só que, segundos depois, eu estava no porta-malas de uma viatura, sendo tachado de cúmplice, e sendo levado à delegacia.

  O caminho foi torturante, naquele pequeno porta malas de uma SUV. Os policiais pegaram nossas roupas e nos colocaram dentro do porta-malas, e fiquei encarando por um tempo a cara de Gustavo, ele não sabia o que me dizer, esboçava vergonha, mas já era tarde demais para sentir, já que eu olhava com cara de nojo à ele.

  Chegando na delegacia, nos colocaram numa cela de prisão provisória, enquanto esperávamos o delegado para um interrogatório. Horas depois, dois policiais vieram e nos levaram para sermos interrogados pelo Delegado.

  – Gustavo Guimarães Neto, finalmente tivemos o prazer de nos conhecer, você já teve cinco passagens, em duas delas, ficou preso por sete e nove meses, e nas outras três, pagou fiança. E então, o que vai ser? Só tenho de lhe lembrar que agora está sendo acusado de liderar um grupo de traficantes, a pena será muito pior para você.

  Fiquei totalmente quieto, e a sala estava como eu, em silêncio. Havia somente o delegado e nós dois, e um policial ficara na porta, estávamos presos nas cadeiras por algemas, de frente à mesa do delegado.

  – Edwardo Ferreira de Castro, vinte e dois anos, nenhuma passagem, e está aqui por ser acusado de cúmplice, devo lhe prender provisoriamente ou receber fiança de você?

  – Eu pago a fiança por nós dois.– Disse Gustavo em tom cortante.

  – Não posso fazer isso.– Disse em tom sarcástico e de riso no lábio.

  – Vou pagar bem, e se você quiser tirar fora, não tem problema, qual seu valor?

  – Dez mil reais.

  – Tudo bem, eu pago, fique com a sobra, sei que a fiança não é esse valor todo.– Me espantei com a fala dele, parecia que havia anos que ele tinha prática com esse tipo de assunto, e conhecia cada alma corrupta dentro da polícia. Eu só queria sair dalí o mais rápido possível.

  – Negócio fechado.– Gustavo já havia solicitado um advogado anteriormente, e o mesmo já havia trazido grande quantidade de dinheiro. O delegado o deixou entrar e pegou a quantia estipulada.– Tudo certo, liberem os dois!

  Após, nós dois fomos liberados e o advogado de Gustavo nos levou para a casa dele, que ficava cerca de quinze quilômetros de onde eu morava.

  – Ed, eu…

  – Não precisa dizer nada, eu vou embora de ônibus ou a pé, eu me viro, só quero sair daqui o mais rápido possível.

  – Me desculpa mesmo, eu…

  – Você não tem que dizer nada, por hoje eu já estou farto disso tudo, e não tente ter contato comigo mais, por favor.– Disse tais palavras tremendo por dentro, sem demonstrar nada, pois ele havia pagado a fiança, e o fato dele estar envolvido com o crime me intimidou, porém, ainda havia um pouco de coragem exalando em mim.

  – Tudo bem, eu entendo… Passe bem, Ed.

  – Igualmente.– saí do local andando às pressas, após, entrei num ônibus e fui para minha casa, quando cheguei, já estava escurecendo, e esse dia fora o pior que tive em toda a minha vida, e nem minha mãe ou meu pai souberam do ocorrido, acharam eu estava na casa de Bianca o dia todo, não me atrevi a contar que estava numa delegacia, seria embaraçoso demais contar tudo isso, ainda mais ao meu pai, que nem sabe que sou bissexual. Tomei um banho e fiquei a noite toda daquele sábado deitado em minha cama e conversando no celular por mensagens. Contei para Bianca tudo que havia acontecido, após ela ter deixado setenta mensagens durante a manhã e parte da tarde, a maioria dizia Ed, estou preocupada, aparece. Além de Bianca, Dennis me mandou duas mensagens, nas quais diziam Olá, quero te conhecer melhor, amo amizades virtuais, e a segunda dizia kkkk, que carência a minha, perdão. O chamei para conversar, e após algumas mensagens, notei que ele estava estranho, e mesmo depois de somente uma semana conversando em poucas mensagens, pude perceber que ele estava um pouco... triste.


Notas Finais


Muito obrigado por ter lido! e até o próximo capítulo, que deve sair no dia 18 ou 19.


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