História The Tide - Capítulo 9


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, JR, Mark, Youngjae, Yugyeom
Tags 2jae, Asia, Got7, Jackjin, Jacknior, Jackson, Jaejae, Jin, Jinson, Kpop, K-pop, Markbam, Park, Romance, Wang, Young, Youngbum
Exibições 62
Palavras 1.526
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 9 - Eight


~ Jinyoung P.O.V ~

A imensidão negra e suas hóspedes brilhantes eram as únicas cúmplices de minhas lagrimas. 

Após fugir da festa, andei sem rumo pelas ruas de Londres. Sentia um vazio em meu corpo, não estava com cabeça para pensar em absolutamente nada, o vento congelante surrando minha cara quando comecei a correr novamente. Acabei por chegar em uma praça deserta respirando pesadamente, como se tivesse acabado de correr em uma maratona. Olhei em volta, percebendo a beleza do local, as árvores floridas mesmo a noite  eram maravilhosas, me fazendo parar para observá-las.
De repente e como um choque,rápido e doloroso, as memórias de horas antes voltaram a minha mente, provocando-me um sentimento familiar. Caminhei até um banco existente ali com certa dificuldade, minhas pernas se tornaram pesadas de um instante para outro. Me joguei no pedaço de madeira após uma eternidade, que para uma pessoa normal fora míseros dez passos.

Memórias antigas que tantas vezes me forcei a esquecer, falhando tremendamente se juntavam as do garoto de cabelos brancos, e sem perceber uma lágrima caíra de meus olhos, seguida por um turbilhão de outras. Deitei-me no pequeno banco e desatei a chorar, igualando-me a uma criança sem doce. Ou pior. Muito pior.

Meu corpo doía por correr tanto, pois não estava acostumado a praticar exercícios como esses, muito menos por tanto tempo, me fazendo chorar mais ainda.
Chorava por estar em um país desconhecido para mim. Por sentir falta de casa. Por sentir falta de meus pais. Por ter medo de decepciona-los. Por escolhas erradas que fiz. Por ser sempre o alvo. Mas principalmente, por ser um cachorro chorão que ao menos sabe se defender, transformando-se assim em um garoto pobre e  sem amigos.

Virei-me, deitando de um modo que poderia visualizar o céu estrelado. Visualizando aquela imensidão estrelada fui me acalmando aos poucos. Com o passar dos minutos os soluços se cessaram, e assim se repetiu com as lágrimas. Apenas uma coisa não me deixara, porém eu já estava acostumada com ela, afinal, vivi a vida toda com a mesma...

Fiquei deslumbrando o céu até ver o mesmo se clarear aos poucos, dando início a manhã londrina, nublada e levemente gelada. Perfeita.

Levantei-me cuidadosamente, permanecer deitado em um banco de praça não era a melhor coisa a se fazer. Já sentado, retirei meu celular do bolso, tirando do modo avião. Em poucos instantes, varias notificações brotaram em meu celular, eram tantas que até travaram o aparelho, todas eram sobre chamadas perdidas de Wendy. Comecei a me perguntar se deveria ligar para ela, ou se deveria vê-la pessoalmente, afinal, para ela ligar tantas vezes deveria estar preocupada comigo.

Não.

Na certa a ruiva estava ligando para brigar comigo por tê-la deixado só na festa.
Com absoluta certeza deveria ser isto.

Chequei o horário e guardei o aparelho no bolso, xingando-me mentalmente por não ter trago um fone. Após longos cinco minutos olhando para o pouco fluxo de pessoas por ali, me levantei decidido a achar o caminho de volta para o campus, que provavelmente seria longo.

Depois de 10 minutos pedindo informações, 20 minutos para achar uma estação de metro e 1 hora e meia dentro de um bendito trem acabei chegando na universidade, dirigindo-me rapidamente e com certo esforço para os dormitórios. Já dentro do elevador, observei-me no espelho existente ali, percebendo a horrenda imagem que ali refletia. Eu estava um trapo. Mais do que o normal. Minha cara, principalmente meus olhos, estavam inchados e corados, meu cabelo pouco desgrenhado e um começo de olheiras se mostravam presentes.

Parei de analisar minha feiura assim que as portas se abriram, dirigindo-me para o meu apartamento, porém uma cena -mais precisamente uma pessoa - me deixara surpreso. A garota estava sentada no chão, encostada na porta de meu quarto, seus cabelos impediam a visão de seu rosto, porém eu sabia de quem se tratava. Ao me aproximar, percebi que a mesma estava perdida em um cochilo calmo, espantando-me.

Fiquei alguns segundos parado na frente da garota, tentando entender o por que de ela estar ali e pensando no que fazer com a mesma. Porém não foi preciso fazer muita coisa, pois instantes depois a ruiva abriu os olhos lentamente, com uma expressão enigmática no rosto, após passar os olhos por todo o local, a garota pousou os olhos em mim, me fazendo corar um pouco.

- Você!! - Wendy levantou de forma incrivelmente rápida, vindo em minha direção. - Onde você foi? Por que não me atendeu? Por que? E que cara de choro é essa???
- E-eu... - Preocupação estava estampada no rosto da ruiva, me fazendo questionar aquilo tudo. - Desculpa... Mas não imaginei que você se importaria. - A expressão que surgiu no rosto da garota mais baixa que eu após ouvir aquelas palavras me fizeram me arrepender de ter dito aquelas palavras.
- O que? Jin, você é meu amigo. Meu amigo! Por que eu não me preocuparia com você? Você é a pessoa que eu mais me importo em Londres. Por favor, pare de pensar essas coisa a meu respeito, desde quando nos conhecemos eu percebi algo diferente em você, e me interessei por você. Não nesse sentido, pelo amor né, mas instantaneamente quis ser sua amiga. - No ponto de vista de uma pessoa normal, aquelas palavras não foram impactantes ou muito menos significantes, mas para mim aquilo foi tudo. Ninguém nunca me falara algo parecido.

A sensibilidade que me habitava contribuiu para as ações seguintes. Olhei para o rosto preocupado e solidário da ruiva a minha frente e acabei não resistindo, mais uma vez naquele dia desatei a chorar. Sem ao menos perceber, estava abraçado em Wendy, chorando em seu ombro e ouvindo palavras reconfortantes da mesma.

Wendy retirou a chave de meu bolso e abriu a porta, entrando comigo no cômodo médio, trancando a porta logo em seguida. Sentei-me na cama perdido em soluços e lagrimas, molhando minhas coxas. A ruiva me estendeu uma garrafinha de água, que eu tomei com certa dificuldade e ansiedade.

Wendy nada disse, apenas se sentou ao meu lado novamente, abraçando-me.

Eu estava feliz por tê-la comigo, sem dúvidas Wendy é a primeira pessoa que eu posso chamar de amiga. Porém não pude deixar de recordar memórias antigas de minha vida, chorando mais ainda. Eu me odeio por isso. Chorar na frente de alguém é um de meus piores pesadelos.

Sem ao menos perceber, estava deitado no longo colchão, chorando agarrado a blusa da ruiva ao meu lado, que gentilmente fazia um cafuné em meus cabelos.

~>•<~

Abri meus olhos com certa dificuldade, imediatamente fixando-os na janela, percebendo que já estava escuro lá fora. Me mexi minimamente, lembrando de que havia pegado no sono juntamente de Wendy.

Olhei para a ruiva ao meu lado, a mesma estava me abraçando de forma protetora, seus lábios levemente abertos e uma expressão serena em seu rosto deixavam-na fofa. Me senti envergonhado por dormir com ela, ter chorado na frente dela e tudo o mais, corando um pouco.
Levantei-me sorrateiramente para não acordar a ruiva e entrei no banheiro, disposto a tomar um banho, daqueles bem demorados. 

Após meia hora debaixo do chuveiro, cacei uma toalha no pequeno espaço e sai do box, fitando-me no espelho. Meu rosto havia desinchado, porém a região dos olhos não muito. Suspirei frustrado, tratando logo de me vestir. Quando já estava terminando de calçar as meias, ouvi um grito de Wendy, seguido por batidas na porta.

- Jin!!! Vai logo eu quero mijar. - Aquilo me fez gargalhar, Wendy era uma pessoa engraçada em todos os aspectos, mesmo séria ela conseguia ser engraçada.- Jin!!

Sai apressado do banheiro, quase sendo derrubado pela garota ao sair, pois a mesma adentrou o banheiro na velocidade da luz. Me deixei rir daquela situação, percebendo o quanto era bom ter alguém próximo a você.

Meio desnorteado, sentei-me na cama e peguei meu celular, passando a navegar nas redes sociais. Estava incerto sobre o que fazer, então resolvi esperar Wendy, para a mesma decidir.

- Jin, você está melhor? - A ruiva disse assim que saiu do banheiro, sentando-se ao meu lado.
- Acho que sim... Já estou acostumado com pessoas brincando comigo. - Sorri amarelo.
- Você acha que o Jackson estava brincando? - Indagou, me fazendo engolir seco.
- S-sim... Ele parecia ser uma pessoa legal, porém eu não tenho olhos bons para diferenciar pessoas boas e más, então aconteceu isso. - Praguejei mentalmente por ter gaguejado. 
- Jin, vira aqui. - Wendy indicou que eu me virasse para ficar de frente a ela. - Eu não vou lhe falar muita coisa, pois é minha punição com o Jackson, decidi que não vou ajuda-lo em nada, mas o Jack não é quem você pensa que ele é. Dê uma chance a ele.

Longos minutos se passaram e tudo que eu conseguia fazer era encarar a garota a minha frente. Não duvidaria mais de Wendy, mas não cogitava a ideia de trocar palavras com aquele garoto novamente, pois eu tenho certeza de que ele a enganou, fazendo-a acreditar que ele era um cara bom.

- A partir de hoje eu vou evitar Jackson Wang.

 


Notas Finais


Annyon lovers,
Pretendia deixar esse capítulo maiorzinho, porém as circunstâncias não deixaram ;--;
Mas agora que sto de férias, vou tentar atualizar com mais frequência
Até lovers


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