História The Tricksters. - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Demonios, Hoseok, Jikook, Magia, Morte, Namjin, Sonho, Sprayfrutaw, Taegi
Exibições 214
Palavras 4.901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


alô alô, olha quem voltou
it's me bitch

não, isso não é uma ilusão, eu realmente tô atualizando essa fanfic. well, vcs viram essa capa mais ou menos que eu fiz mas que sem duvidas está muito melhor do que aquela outra??? fiz com meu sangue, suor e lágrimas.

sim, o capítulo tá grandinho se comparado aos outros pq to explicando altas coisas aqui
espero que gostem


não ignorem as notas finais
boa leitura

Capítulo 6 - Os Enamorados.


Jungkook olhou ao redor, sem entender onde estava. Minutos atrás, se encontrava na casa de Taehyung, na companhia de Yoongi e Jimin, esperando para ouvir a história daqueles dois cartomantes misteriosos, mas, com apenas algumas palavras do ruivo, ele acabou ali.

Era um bar rodeado de gente, com música ao vivo - apenas um ganharão que cantava meio mal levemente alterado pela bebida e tocando um violão acabado -, meio afastado da cidade, paredes lascadas e, chão de madeira bem ruinzinho. Dançarinas passavam caminhando, chamando a atenção das pessoas com suas roupas escandalosas, com um bar lotado de bebidas e homens caindo pelas tantas bebidas que tomavam – brutamontes andantes que resmungavam e gargalhavam por coisas tolas, chamando as dançarinas com as mãos, dizendo coisas não muito agradáveis em seus ouvidos.

Alguém apareceu gritando e, em um rodopio nada gracioso, Kim Taehyung, mais conhecido também como seu melhor amigo, com seus cabelos muito bagunçados e olhos castanhos escuros agitados, parecendo prestes a vomitar, caiu ao seu lado, tentando se apoiar na mesa ao seu lado, mas atravessando-a como se fosse um fantasma.

— Onde estamos? — ele perguntou em um tom envergonhado, encolhendo seus ombros, olhando ao redor, parecendo tão confuso quando Jeon, fingindo que não havia quase caído. Os dois pareciam perdidos no tempo, mas, Kook tinha certeza de que menos de meio segundo atrás, ele estava na sala da casa do mais velho. — Não parece nenhum lugar em Seul, ou na Coréia.

— Ou no nosso tempo. — completou Jungkook. Deram uma girada para analisar a situação que estavam e Tae tentou se aproximar de uma garota que estava passando ao lado deles.

Eles estavam muito deslocados, por mais que o olhar de ninguém estivesse caído sobre eles. Trajavam suas roupas atuais; calças jeans e camisetas listradas, enquanto os outros pareciam congelados em 1916. Como ele sabia o ano? Taehyung sempre fora muito interessado por história e, durante o Halloween, se vestia com roupas de época engraçada. Jungkook torceu o nariz, vendo que o bar parecia muito popular, já que, colado próximo ao bar estava um papel de jornal com congratulações por ser o melhor bar da cidade. Um calafrio percorreu seu corpo, porém, ao que seus olhos se encontraram com um homem sentado no bar com uma pose séria, girando um copo nas mãos – ele parecia encarar Jungkook, como se conseguisse vê-lo, e, o garoto podia jurar que os olhos dele ficaram negros quando ele piscou, mas, deveria ser apenas a iluminação fraca daquele lugar horrível.

— Estamos viajando no tempo que nem Doctor Who ou coisa parecida? — Taehyung resmungou ao seu lado, contudo, parecia, sem dúvidas, encantado com toda aquela velharia. Jungkook cruzou os braços, depois de passar a mão pelos seus fios de cabelo, afobado.

Sabia que aquilo – a súbita viagem no tempo – estava relacionada com Jimin e Yoongi, mas, seu coração martelava em curiosidade para descobrir como aqueles dois haviam feito de transportarem os melhores amigos até a época antiga. Girou os calcanhares mais uma vez, vendo que Taehyung parecia pensar – Jungkook quase riu com a careta engraçada que Kim fez, mas, mordeu sua bochecha internamente para não magoá-lo nem nada.

Então Tae começou a falar:

— Com licença, moça... — mas não conseguiu terminar. Porque, contendo uma exclamação de pura surpresa, a mulher com quem ele falava o atravessou, fazendo Taehyung virar o rosto para Jungkook e gritar, com a voz um pouco mais aguda: — ELA PASSOU POR DENTRO DE MIM!

A porta do bar emitira um barulho agudo que fez a cabeça de Jungkook soltar uma pontada de dor em reclamação. Desde que Jin fora embora porque Jeon lançara aquele feitiço desconhecido, mandando-o para o inferno, que ele não sabia da onde tinha tirado, ele ficara com aquela insistente dor de cabeça que parecia alguém sapateando em seu cérebro, rindo bem alto, como o Coringa.

Ignorando completamente as exclamações infantis de Taehyung ao seu lado, Jungkook virou o pescoço para encarar quem havia entrado no bar, prendendo a respiração logo em seguida, reconhecendo-o rapidamente, sem acreditar no que seus olhos arregalados o mostravam.

— Olha só! — Jungkook cutucou Tae, apontando para a entrada do bar, onde um garoto de cabelos pretos passava de cabeça baixa. Ele tinha um rosto muito pequeno, assim como seu corpo. Era como um bebê, andando todo desengonçado (como Taehyung fazia), completamente deslocado, sendo observado por homens grotescos que soltava risadinhas. — Aquele é o...

Não. Não podia ser quem ele estava pensando que era.

— YOONGI! — Taehyung gritou de alívio, correndo na direção do garoto com os braços abertos como se esperasse um abraço. — Explica para gente onde estamos, por favor, isso é muito confuso! Você sabe que eu sou devagar e...

Mas, como aquela dançarina, Yoongi atravessou o corpo de Taehyung e seguiu até uma mesa afastada, onde se sentou do lado de outro garoto de cabelos pretos, que estava encolhido demais, como se quisesse desaparecer. Os dois se encararam por alguns segundos, e, como Yoongi parecera estranhamente familiar naquela breve visão do passado, o garoto sentado em sua frente era ainda mais.

O coração de Jungkook deu um salto ao que ele reconheceu o maltrapilho acompanhado de Min Yoongi mais magro.

— Aquele é o Jimin? — Jungkook perguntou controlando sua risada, dando passos na direção dos dois cartomantes que pareciam bem mais novos e, sem duvidas, não estava nem um pouco atraentes.

Jimin tinha bochechas redondas como as de um esquilo, flácida, cheia de espinhas assustadoras que mais pareciam vulcões, com o nariz muito vermelho – ele parecia resfriado – e, ao contrário de todas as vezes que Jungkook tivera o prazer de analisa-lo frente a frente, não usava seu lápis de olho e purpurina, o que o deixava sem charme. Aquele garoto esquisito ali não era nada se comparado ao Jimin que os dois rapazes deslocados conheciam.

Yoongi não estava uma situação melhor; seu cabelo estava repicado em um penteado muito feio e desatualizado, e, seu nariz parecia um morango com tantos cravos. Ele estava muito cansado e mais magro, se possível, muito mais pálido, parecia estar doente e não tomava nada para melhorar. A cor de seu cabelo até que combinava com ele, mas, aos olhos de Taehyung, não era a mesma coisa. Aqueles dois eram assustadores, muito diferentes, e, sem querer ser rude, os olhos de Jungkook doíam ao encará-los daquela maneira.

— Ele veio mais uma vez. — sussurrou Jimin do Passado, contorcendo suas mãos gordinhas uma nas outras, seu tom era quase desesperado, a voz mais aguda do que a que Jungkook estava se acostumando (sua cabeça dera outra pontada), os olhos percorrendo todo o lugar com os olhos, encolhido pelos ombros, como se estivesse prestes a chorar a qualquer segundo. — Estou ficando com medo.

A voz dele estava cheia de insegurança e Yoongi não parecia muito diferente, com o rosto de ratinho analisando todo o local, apenas para arregalar seus olhos miúdos na direção de Jungkook e apontar, recebendo um tapa de Jimin em sua mão com força. Estava acontecendo muito rápido. Jungkook sentira seus olhos pesando por algum motivo, mas, manteve-os abertos para saber o que estava acontecendo.

— Jungkook... Você está bem? — Tae sussurrou ao seu lado, analisando o melhor amigo dos pés a cabeça, com os olhos cheios de preocupação, assim como seu tom de voz. — Jungkook-ah...

Mas ele o ignorou.

— Está ali! — exclamou Yoongi cheio de medo, a boca tremendo, os olhos miúdos arregalados de puro medo. Jimin estava quase tremendo em sua cadeira. Jungkook e Taehyung (esse parecendo amedrontado com tudo que estava acontecendo enquanto o que sofria dores de cabeça parecia mais do que curioso) se entreolharam. — Será que ele realmente é o que diz ser?

— Um demônio? — sussurrou Jimin e os dois se encolheram rapidamente. Taehyung virou seu corpo e cutucou Jungkook, fazendo-o copiar seus movimentos, os dois olhando exatamente para o bar, onde o homem bem bonito com lábios grossos e cabelos castanhos escuros tomava uma bebida vermelha. O mesmo homem que Jungkook jurara ter visto encarando-o com firmeza. Aquele não era Jin, então, deveria ser Namjoon. — Yoongi para onde está indo?!

A voz de Jimin, em um tom desesperado, fez Jungkook encará-lo, encontrando Min Yoongi do Passado levantando-se e seguindo (depois de atravessar o corpo não sólido de Jungkook) até Namjoon, tremendo dos pés a cabeça, os cabelos pretos parecendo ainda mais bagunçados agora que perto de Namjoon todo sério e aparentemente, responsável.

Os dois se encararam por um breve segundo. Namjoon tomou um gole de sua bebida vermelha, abaixou a taça lentamente, fazendo o garoto humano apertar suas mãos com força atrás de suas costas, o corpo suando de medo. O demônio sorriu quase cinicamente, analisando-o de cima a baixo.

— Tendo uma boa noite, Min Yoongi? — ele sussurrara baixinho para o garoto que assentiu, deixando que todo seu nervosismo saísse de seu corpo enchendo o bar rapidamente. — Então, está interessado na minha proposta, certo?

Yoongi assentiu e os dois trocaram mais algumas palavras que Jungkook não conseguiu entender, o cérebro trabalhando de forma mais lenta agora que todo seu corpo tremia pela força que ele exercia em continuar de pé. As pancadas em sua cabeça continuavam cada vez mais fortes, como os bang dos relógios de grandes catedrais.

— Jungkook! — guinchou Tae tocando seu braço com delicadeza. — Você está bem?

— Meu santo Deus! — exclamara o garoto das mãos gordinhas do passado, fazendo que Jungkook ignorasse Taehyung completamente, se levantando assim que Yoongi fora recepcionado até o lado de fora do bar por Namjoon depois de mais algumas trocas de palavras. — Yoongi, seu idiota!

Os dois humanos do futuro seguiram Jimin que correra apressado pelo bar, esbarrando em dançarinas, apenas se importando em chegar à saída dos fundos, onde encontrou um lugar maltratado com uma lixeira fedida ali e talvez alguns ratos de esgoto.

A noite parecia mais do que fria, e, o garoto do passado com cabelos pretos maltratados se encolheu, abraçando o próprio corpo, esfregando as mãos desesperado, como uma mosca, ao que a Lua brilhava no céu, iluminando seu caminho, guiando-o para longe das trevas que Namjoon transmitia.

Yoongi e Namjoon conversavam baixinho quando Jimin se aproximou e puxou seu melhor amigo pela manga da camiseta.

— Você vai acabar morto um dia desses se continuar a fazer esse tipo de coisa. — sussurrara como um gatinho assustado pela forte presença de Namjoon que, como fizera com o outro humano, o analisara de cima abaixo, parecendo muito satisfeito.

— Eu não teria problema nenhum com isso, você sabe disso! — rosnou Yoongi mal-humorado, mas com os olhos muito tristes. Jungkook percebeu que Taehyung se remexera desconfortável ao seu lado, parecia querer abraçar Yoongi e confortá-lo, mas, Jeon o deteve, querendo descobrir mais sobre a história daqueles três. — E, sim, ele é capaz de fazer o que nos disse.

— Você é mesmo...! — Jimin analisou Namjoon todo temeroso, fazendo o estômago de Jungkook se apertar ao finalmente perceber o que estava acontecendo ali: aquele era o momento em que os cartomantes amigos fizeram o acordo com o demônio poderoso. — Um d-demônio?

— Sou apenas uma pessoa que faz acordos com alguns perdedores. — Namjoon respondeu duramente e a mente de Jeon viajou até a frase em que Jimin dissera a ele alguns momentos atrás: Sou uma pessoa que faz pactos com demônios e mata alguns idiotas. — Como vocês.

— Simpático. — sussurrou Taehyung ao seu lado parecendo irritado com alguma coisa. Jungkook o encarou. — Que foi? Agora vai me dar atenção?

A realidade o atingiu, assim como a vergonha, já tinha ignorado seu melhor amigo duas vezes. Sentiu suas bochechas corando violentamente e virou-se para Tae pedindo desculpas com o olhar.

— Tudo bem. — ele cruzou os braços. — Só queria saber se estava bem.

— Estou bem, claro que estou. — sorriu nervoso sentindo sua cabeça latejar. — Sempre bem.

— Seu nariz está sangrando. — apontou com o dedo indicador. — Isso não me parece um sinal de que está bem.

Jungkook limpou seu rosto rapidamente, notando que sim, Tae estava certo, de seu nariz escorria sangue violentamente.

— É só uma dor de cabeça. — tentou fingir descaso, mas a pontada se tornou mais forte e ele teve de se encolher ainda mais, fechando os olhos corpo força, enquanto os braços de Taehyung o rodeavam com força.

As vozes de Yoongi, Jimin e Namjoon eram apenas sussurros inquietantes em sua cabeça, enquanto outras vozes também conhecidas o transbordavam de imagens, gritos, explosões. Segurou seus cabelos, tentando gritar para controlar aquela dor insuportável, mas simplesmente não conseguia. Seus olhos se abriram, mas tudo o que ele conseguiu ver não fora o lado malcuidado de um bar popular onde as pessoas que sofriam pelas mudanças drásticas da primeira guerra mundial iam, não, e, sim a imagem de Jimin conversando com um jovem muito parecido com ele, de cabelos negros, usando roupa do exército.

— Hyung! — exclamara Jimin com seus fios tingidos de prateado naquela época, os olhos cheios de lágrimas. Ele tinha um profundo corte em sua bochecha e mancava. — Não posso permitir que vá à Guerra!

— O que eu faço ou deixo de fazer não lhe dizem respeito, Park Jimin. — a voz séria do homem bonito e jovem se fez presente, a carranca fechada de raiva, enquanto Jimin com nada mais do que desprezo. — Você me enfiou nesse seu mundo, eu lutei contra demônios por você, por nossa amizade, apenas para você continuar matando gente inocente! — Jimin abrira a boca para contestar. — Basta! — o homem gritara e o cartomante se encolhera. — Volte para Yoongi, para suas malditas cartas, para sua maldita magia, eu me livrarei disso!

Dera de costas ao bruxo, pronto para se retirar, mas a voz de Jimin voltara a se fazer presente, parecendo mais dura e fria pela primeira vez, os olhos transbordando de pura crueldade. Agora, Jungkook pode reconhecê-lo como o Jimin de atualmente, aquele charme e beleza misturado com instabilidade e raiva, era o ar que realmente conhecia. E gostava.

— Selou seu destino com magia quando me conheceu! — rebatera Jimin com cinismo. — E agora, eu o amaldiçoo. Quando voltar da Guerra, porque irá voltar, não permitirei que morra, sua maldição começará.

O homem tão familiar virara-se com raiva, os olhos negros faiscando. Seus olhos eram tão parecidos com os de Jungkook, seus cabelos negros, a boca fina e rosada, os dentes, aquela expressão de raiva. Jungkook gemeu de dor, sentindo sangue de seu nariz escorrendo mais.

— Todo membro de sua família se envolverá com magia, hyung — Jimin começara a ditar lentamente, saboreando a expressão de ódio e medo que cresciam no rosto do homem atraente. —, todos eles perderão assim como você perdeu. Irão morrer nas mãos de meu chefe, e, irão me conhecer assim como você me conheceu. Irão cometer os mesmos erros que ti! — ele soltou uma risada arrastada. — E então, morrerão como você.

Em uma velocidade quase sobrenatural, o homem agarrara Jimin pelos pulsos, puxando-o para perto de seu peito. Os dois estavam tão próximos que fez um monstro rosnar no estômago de Jungkook. Solte-o. Solte-o. SOLTE-O! Implorava mentalmente, ao que o monstro começava a se rebelar assim que os lábios do homem conhecido se uniam ao de Jimin em um beijo desesperado.

— Você não irá vencer. — com aquelas palavras sussurradas pelo homem mais velho, afastando-se de Jimin que sorria maliciosamente, o peito de Jungkook se apertou e o monstro em seu estômago se revirou de nojo quando ele finalmente percebeu porque aquele homem era tão familiar: era seu avô.

Abriu seus olhos com violência, sentando-se estático no chão. Estava de volta a casa de Taehyung, completamente suado e desesperado, mas estava lá. A primeira coisa que sentira ao voltar para seu tempo fora braços quentes e curtos o rodeando com força pelo ombro, abraçando-o quase desesperado.

Os cabelos ruivos, sedosos e cheirosos de Jimin tomaram seus olhos enquanto o mesmo o abraçava com tamanha força. Jungkook, tremendo dos pés a cabeça, só pode retribuiu vendo que Yoongi estava encolhido no sofá, de olhos fechados, relaxado, como se estivesse aliviado por conta de algo. Taehyung estava ao seu lado, com as mãos nos ombros dele.

— Pensei que algo de ruim fosse acontecer. — Jimin sussurrou afastando-se de Jungkook e levando consigo todo o calor que o preenchera. — O feitiço que seu avô lançara em você era mais forte do que eu esperava.

— Você sabia que fora meu avô, certo? — a voz de Jungkook tremia tanto quanto seu corpo, ele estava empapado de suor, sentia-se nojento e sujo, mas, ao analisar o rosto lindo de Jimin com aquele seu cabelo ruivo perfeito, não conseguiu evitar em sentir uma ponta de felicidade em seu peito. — Porque o amaldiçoara.

Tentou manter a calma, e forçou um sorriso fraco, vendo que Tae e Yoongi agora o observavam como se estivesse com duas cabeças saindo de suas orelhas. Ele franziu o cenho, ignorando e voltou a observar Jimin que, como os outros dois, também o encarava estranho.

— Que foi? — sussurrou de volta, tentando manter a voz certa e não completamente aguda ou esquisita. Pigarreou, fingindo estar doente.

— Como você sabe disso? — Park perguntara com o rosto preocupado, buscando pelo pulso de Jeon rapidamente. — O que você viu?

— Você e Yoongi em um bar... — fechou o rosto em uma careta adorável para se lembrar de sem que as pontadas em sua cabeça piorassem.

— Exatamente o que eu vi. — Taehyung completou rapidamente, parecendo agitado. — Então ele se ajoelhou e eu acordei aqui, enquanto Jungkook convulsionava no chão.

— Eu convulsionei... Quê?! — perguntou com um ponto de interrogação quase que pintado em seu rosto pálido.

— Fora engraçado. — apontou Yoongi com um sorriso de escárnio. — Mas acabou com a diversão quando você começou a sangrar pelo nariz e tentar se matar.

— Eu tentei me matar? — virou-se para encarar o ruivo. Ele assentiu em resposta.

Jimin ergueu seu pulso delicadamente, mostrando horríveis cortes habitados ali. Sua mão direita estava cheia de sangue, que pelo visto, era seu por ter tentado se cortar com as próprias mãos. Não era para lá a ideia mais idiota que Jeon Jungkook tivera em sua vida, mas estava no topo da lista.

— Me expliquem direito, pelo amor de Deus! — exclamou exaltado se endireitando no chão, estalando suas costas inteiras. Yoongi soltou uma risadinha baixa.

Deus... Conheci o cara um dia desses. — ele balançou a cabeça, sussurrando para si mesmo. — Se não fosse pela minha maldição dos Kim, eu pegava de jeito.

— Maldição dos Kim? — Taehyung sussurrou ao seu lado, com seus olhos de crianção muito curiosos, contudo, Yoongi ignorou sua pergunta, analisando Jimin. O cartomante ruivo suspirou seriamente, encarou Jungkook com intensidade e disse, com a voz arrastada:

— Iremos explicar tudo. — e olhou para Yoongi. Os dois conversaram apenas pelos olhos. — Mas, por favor, não nos interrompa.

"Primeiro, você precisa entender que bruxos não são pessoas, mas também não são demônios." Yoongi começou a explicar seriamente, não parecia o mesmo velho rabugento de sempre, parecia um daqueles velhos sabidos de filmes, como Dumbledore em Harry Potter. "São formados pelo encontro de uma magia da luz e uma magia das trevas, ou por assim dizer, um humano e um demônio. E, é isso que seu avô era mesmo sem saber. Ele fazia coisas extraordinárias, era sem sombra de dúvidas, um dos bruxos mais poderosos que eu tive o prazer de conhecer. Fazia feitiços sem saber o que fazia, falava latim fluentemente mesmo nunca ter feito aulas. Ele era por si só, o que muitos bruxos com anos de estudo apenas sonham em ser.

Jungkook, ele era um homem que poderia ter grandes feitos. E os conseguiu. Conseguira se esconder de Jin, que, mesmo não que não pareça, com aquela carinha delicada, é anormalmente poderoso, para uma criatura do Inferno, conseguira viver. Conseguira realizar o feitiço mais poderoso de todos, e, não, não era o feitiço do amor ou baboseiras do tipo. Era o feitiço do tempo. Seu avô conseguira, de alguma forma, criar um feitiço, sozinho, que o manteve jovem por anos. Quantos anos seu avô tinha quando você nasceu?".

— Setenta e cinco. — respondeu sem pestanejar vendo Yoongi e Jimin trocarem um olhar cúmplice.

— Aquele maldito. — sussurrou Park com um ar engraçado.

"Seu avô tinha cento e trinta e dois anos, Jungkook. Porque ele era um filho da puta esperto e muito poderoso. Tão poderoso, que conseguira se camuflar de Namjoon por anos, escapara de sua dívida, conseguira formar uma família, ter filhos e netos. Tenho orgulho do que seu avô se tornara. Continuando... Eu e Jimin fizemos nosso pacto com Namjoon por causas bem altruístas por assim dizer. Nós desejávamos paz, apenas paz em nossas vidas, e, consequentemente, na vida dos outros. Estávamos em Guerra, vimos coisas que você e Taehyung apenas sonhariam em vivenciar. A visão que mostramos; em que eu e Jimin estávamos em um bar, era de 1916 e depois daquele pacto com Namjoon, dois anos depois, a Guerra terminara. Vivemos nossas vidas calmamente, eu já sem minha alma – Jimin fora medroso demais para fazer o acordo na época. Então, chegou à segunda guerra mundial, aquela filha da puta, e, Jimin estava mais velho e, digamos, esquisito, enquanto eu continuava com meu corpo de dezenove, esse que vocês estão vendo agora, só que... Menos atraente. Porque vender sua alma tem seus benefícios; você não envelhece, adquire bastante conhecimento, alguns poderes e fica bonito. Porque se torna um pecado. Se torna o mais próximo que seu corpo conseguir de parecer um demônio. E, francamente, eu sou um demônio muito gato."

Jungkook vira Taehyung concordar com a cabeça.

— Por que você parou de envelhecer assim que perdeu sua alma?

"Isso eu não sei se faz parte do acordo ou se acontece com todo mundo, Jungkook, mas, corre os boatos de que quando você vende sua alma, seja por uma vontade estúpida, ou nobre, Deus tira sua chance de ir para o céu, te entregando uma passagem sem volta para o inferno, apenas, é claro, para quando sua hora chegar. Você se torna vazio, toda sua essência de humano se vai. Porque isso que são demônios, corpos humanos sem alma, cansados demais da terra, mas, medrosos demais para irem ao Inferno quando sua hora chega. E, como todos os outros, há minha hora havia chegado, durante a segunda guerra. Sempre que eu piscava, eu conseguia ver as chamas do Inferno, Lúcifer rindo do meu papel de otário. Cara mais irritantemente gato que eu já vi em toda minha vida depois do..." Yoongi corou violentamente e encarou Taehyung de esguelha. "Enfim... E Jimin, já crescido de corpo, mas não de alma, não aguentou a ideia de perder seu único amigo, e, vendera sua alma para me der ao seu lado, com um bônus, paz. A segunda guerra mundial acabou, eu sobrevivi e Jimin vendera sua alma, tornando-se essa visão do paraíso aqui do meu lado."

Jimin soltou uma risada baixa.

"Tornamo-nos parceiros, fazíamos shows de mágica para trazer alegria ao povo, chamando atenção de tanto humanos quando bruxos aprisionados, sempre unidos, quando nossa hora chegou mais uma vez. E conversamos com Namjoon e Jin para nos darem mais tempos, e, Jin fizera um acordo conosco: teríamos de matar alguns humanos, dar-lhes seu sangue para continuarmos na terra. Claro que fora uma coisa difícil para se pensar, mas, mesmo a contragosto, eu aceitei quase na hora. Já havia perdido minha alma há muito tempo, e, isso me mudou de certa forma; eu costumava amar pessoas e conversar, mas, depois de anos sem alma, eu começara a odiar todas as coisas e pessoas ao meu redor. Jimin, que ainda era um pequeno amorzinho que amava todas as pessoas que via, mas, tivera que aceitar para ficar ao meu lado. E fora assim que ganhamos esses cabelos coloridos. A cada ano que passa nossos cabelos mudam de cor – em cores que combinam –, e, quando ficam sem cor, voltando ao preto, é um sinal de que precisamos matar de novo."

Yoongi ficara em silêncio para que os humanos pudessem falar alguma coisa, mas Taehyung e Jungkook ficaram calados, apenas analisando o cartomante de cabelos verdes esperando que ele continuasse sua história.

"Mas, as coisas começaram a desandar quando nos apaixonamos." Jimin pegou o fim da história, voltando a narrar. "Encantei-me pelo seu avô assim como Yoongi se encantara por Kim Taehyung."

O quê?! — os dois humanos exclamaram fazendo Yoongi soltar uma risada nervosa e envergonhada, ainda cabisbaixo, coçando sua nuca.

"O problema é que aqueles dois eram bruxos. E, assim como eu amaldiçoei seu avô, Jungkook, Kim Taehyung amaldiçoara Yoongi. Dissera que a cada reencarnação sua, Yoongi se apaixonaria, teria seu coração partido e mais um pedaço de sua alma despedaçado, e, sempre que tentasse se aproximar de Kim Taehyung para se declarar, sempre que o beijasse, ele o perderia para sempre."

— Por quê? — sussurrou o melhor amigo de Jungkook de olhos arregalados, mas ninguém o respondeu, como sempre.

"Ele já perdeu vários Taehyung." Jimin continuou ao que Yoongi adquiria um semblante magoado. "Cada um mais apaixonante que o outro. Cada um morrera de uma forma diferente, então, perdoe Yoongi se ele foi grosso com você, acho que ele deve estar cheio de perder todas as pessoas que ama."

Taehyung ficara tão vermelho que podia muito bem ser confundido com os cabelos da Viúva Negra. Jungkook o encarou, esperando por alguma ação de seu melhor amigo, mas, o mesmo, com os olhos arregalados, mortalmente embarrasado mordeu seu lábio - gesto que não passou despercebido por Yoongi que engoliu seco - e começou a brincar com suas mãos.

— Isso quer dizer que Yoongi-hyung está destinado a se apaixonar por...? — Taehyung sussurrou muito envergonhado. Todos viraram para ele. — Tudo bem, eu vou calar minha boca.

— Para sobreviver, vocês devem matar humanos. — Jungkook balançou a mão, indiferente aquelas palavras. — Mas, o que Jin ganha com isso? Namjoon fica com o sangue, mas e o Jin, o que ele tem a ganhar?

— A pergunta não é o que ele tem a ganhar. — Yoongi disse sombriamente, o rosto coberto por sombras que Jungkook não sabia da onde surgiram. — E sim: o que será ele tem a perder?

— Precisamos de um jeito para tirar Taehyung e Jungkook-ah da vista de Jin. — sussurrou Jimin, batendo o pé com força, parecendo pensar sozinho. — O que será bem díficil já que ele tem um exercito de demônios muito preparados vadiando pela terra...

— Podemos... — Taehyung tentou dizer, de dedo erguido, parecendo uma criança.

— Deus não vai ajudar. — murmurou Yoongi tentando parecer ríspido, mas Jungkook notara a candura em seu olhar que se deliciara no rosto de Taehyung. — Deve estar ocupado com seus anjinhos burros, e, não iria nos ajudar.

— Mas eu e Jungkook somos filhos dele! — bradou Taehyung ainda meio tímido, as bochechas muito vermelhas.

— Não. — Yoongi resmungou. — Vocês não são.

— Quê? — eles dois exclamaram ao mesmo tempo.

— Você é um bruxo, Jungkook. — apressou-se a dizer Jimin. — Como seu avô, como o antigo Taehyung... Como... — ele olhou Taehyung como se o mesmo fosse uma obra de arte muito popular fazendo o monstro no estômago de Jungkook, chamado ciúmes, voltar. — Você!

— Isso não está ficando muito Harry Potter? — Taehyung riu envergonhado com o olhar de Jimin. — Sem falar que... Mesmo que sejamos bruxos, não sabemos fazer feitiços, muito menos latim...

— Eu sei... — murmurou Jungkook abaixando a cabeça.

As reações foram diferentes para cada um deles; Yoongi o encarara como se fosse louco, Taehyung tinha os olhos muito brilhantes e Jimin... Bem, a cara de Jimin estava fechada em uma carranca não muito boa, mas seus olhos, como os de Tae, cintilavam do mais puro orgulho.

— Meu avô costumava me ensinar latim. — Jungkook percebeu que a televisão de Tae era bem interessante, mesmo desligada. — Dizia que... Seria bom para... o meu futuro.

— Ele estava certo. — Yoongi balançou a cabeça, a voz arrastada parecendo mais rouca, como se estivesse embargada. — Então, temos dois bruxos e dois meio-demônios e precisamos de ajuda para derrotar a segunda criatura mais poderosa do Inferno. — ele cruzou os braços, a voz muito desgostosa. Cara, como ele era positivo! pensou Jungkook. — É ótimo saber que Lúcifer não está envolvido nisso.

— Nem anjos. — Jimin fechou a cara. — Anjos são os piores.

Aquela fora a frase final; eles caíram em um silêncio desconfortável, cada um pensando em qualquer coisa. Yoongi olhava para o teto, parecendo pensar em algo, movendo os lábios se sair som. Jimin continuava a bater o pé, andando para lá e para cá. Taehyung buscara o celular e escrevia alguma coisa rapidamente e Jungkook apenas analisava os três, enquanto pensava na confusão que fora se meter e em como seus pais o colocariam em um hospício se sequer pensassem em metade das coisas que estavam acontecendo com seu filho precioso.

— Tive uma ideia! — exclamou Yoongi fazendo Jimin parar de bater o pé e encará-lo, assim como Taehyung. — Eu conheço uma garota, ela é bem doente da cabeça. O nome é Lisa. Ela está internada em um hospício aqui dentro e tem o dom da Visão, ou seja, pode nos ajudar. Podemos passar lá mais tarde, eu passo aqui de van depois de pegar nosso... material artístico.

— Material artístico? — Jungkook ergueu uma sobrancelha.

— Vamos fazer uma arte com sangue de demônio na parede. — Yoongi soltou uma risada maléfica. — Se Omma Jin quer brincar, a gente vai brincar com ele.

— Isso não nos levaria a morte certeira? — Taehyung perguntou com os olhos semicerrados.

— Eu não tenho muito a perder. — Yoongi deu de ombros. — Hoje à noite, está combinado.

— Você está mesmo sugerimos que devemos invadir um hospício? — Jungkook inquiriu ainda descrente. Yoongi o ignorou encarando Jimin em busca de aprovação.

O ruivo encarou Jungkook com timidez, abriu os braços, balançando-os e exclamou:

— Quem aqui quer visitar alguns loucos?!


Notas Finais


voltando aqui para encher o saco de vocês. estão afim de conhecer alguns loucos?? *cof cof HOSEOK *cof cof
se ficaram confusos com alguma coisa, diga nos comentários que eu vou te responder, little friend sz agora, segue o verdadeiro motivo para essas notas serem tão importantes: comecei mais duas histórias - uma é oneshot bem depressiva, então, vc ta querendo morrer? leia
aqui estão os links (as duas são jikook+namjin) *uma é taeyoonseok e a outra é só ex!taegi

¹a fanfic da bad bem trevosa que eu amei escrever: https://spiritfanfics.com/historia/dead-leaves-7119249
² a fanfic meio fofinha meio ?? mas q vai ser bem importante depois: https://spiritfanfics.com/historia/stand-by-me--jikook-7090635

sigam-me no twitter: @larryworldlove
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e, pergunta: quem é seu bias?


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