História The True Name - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Mettaton, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne
Exibições 9
Palavras 3.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey meus CupCakes, como vão??
Chegando aqui com mais um capitulo, ele acabou ficando maior do que eu esperava tomara que não se importem, eu queria manter uma media de 2000/2500 palavras por ai para não ficar tao cansativo e nem tao curto, mas neh, eu não sei dividir capítulos, uns vão ficar curtos e outros enormes, perdão s2
Bem não vou enrolar mais vocês, aproveitem a leitura ^^

Capítulo 3 - Codinome: Frisk - Capitulo 2


–Frisk... Meu nome é Frisk.

–É um belo nome, prazer em conhecer Frisk.

Frisk deu um aceno de cabeça em agradecimento, ela poderia ser fria e levar uma vida errônea, mas ainda sabia como ser educada, isso claro, sem nunca baixar a guarda, elas caminharam mais um pouco quando uma luz foi avistada, estavam em uma nova sala, era bem iluminada feita de pedras em um tom arroxeado o teto alto tinha alguns buracos pela qual o sol entrava fazendo com que sombras dançassem pelo ambiente, dois pequenos lances de escadas localizavam-se nos cantos da sala levando em direção de uma grande porta, folhas secas encontravam-se localizadas nos pés da escadaria, Frisk pisou sobre elas o som de seus estalos se quebrando sob seus pés fez memórias correrem por sua mente, uma sensação estranha a envolveu como em um abraço, mas de certa forma ela se sentia segura, se sentia SALVA!

Subindo as escadas e seguindo em frente na sala seguinte se encontrava uma grande porta e botões pelo chão, Toriel passou a pisar nos botões em uma sequencia especifica puxando uma grande alavanca no final de tudo o que resultou na abertura da grande porta.

– As ruínas estão repletas de quebra cabeças, fusões anciãs entre distrações e trancas, é preciso resolvê-los para ir de uma sala a outra, leve seu tempo para se acostumar com eles.

Toriel sorriu seguindo pela grande porta agora aberta, Frisk ficou observando a sala e os mecanismos nelas presentes, a porta que Toriel outrora abrira era a única passagem disponível, para seu desalento teria de continuar a segui-la por um tempo, soltou um suspiro de insatisfação, não estava acostumada há estar tanto tempo na companhia de outra pessoa, já trabalhara em grupo outras vezes, mas geralmente ela estava no comando e diálogos eram evitados ao Maximo, o que não parecia ser o caso no momento.  Atravessando a grande porta Toriel a esperava na nova sala que tinha o seu decorrer cortado por dois pequenos córregos, na parede haviam alavancas e a saída era bloqueada por altos espinhos que saiam do chão.

– Para avançar aqui é preciso ativar diversos interruptores, não se preocupe, eu os marquei para você.

Algumas das alavancas eram apontadas por grandes setas amarelas, o instinto dizia sempre para Frisk ter cuidado, mas era impossível não achar graça da situação, ela imaginava o tipo de armadilha e quem já havia caído antes dela por mais obvio que fosse, e ela estava prestes a cair também, mas estava consciente, se não seguisse as instruções que lhe eram dadas provavelmente terminaria em um combate e odiava ter que concordar com aquela flor louca, mas aquele não era o território dela não sabia o que esperar e subestimar o inimigo terminaria facilmente em sua morte, o que apesar de todas circunstancias não era o seu atual desejo, acima de tudo ela era orgulhosa não admitia a derrota, ela tinha seus truques e independente da armadilha ela daria seu jeito de escapar era a alternativa menos mortal no momento. Seguiu para a primeira alavanca o teto era demasiado alto para que algo viesse dele, definiu então que algo viria do chão, as mãos se seguravam firmes no metal um dos pés se apoiando na parede facilitaria o salto para a fuga, alavanca acionada sons de engrenagens girando vinham de dentro da parede, sem dar tempo ao destino forçou as mãos sobre a superfície da alavanca lançando seu corpo ao ar, os pés ágeis “caminharam” sobre a superfície da parede, o corpo lançou-se para trás as mãos tocaram o chão as pernas subiram ao ar, em um mortal voltou a sua posição inicial um pouco mais distante da onde a alavanca estava, olhos atentos esperando o que estava por vir.

Nada aconteceu.

Olhou para trás Toriel a encarava confusa, a garota se sentia frustrada e um tanto constrangida com o pequeno show que dera sem resultado, mas o que podia fazer ser cautelosa fazia parte do seu DNA, seguiu para a alavanca seguinte tentando ignorar os olhos que lhe encaravam as costas, um puxão rápido as engrenagens novamente se movendo resultando nos espinhos que outrora bloqueavam a passagem agora se abaixarem liberando a mesma.

– Excelente! Estou orgulhosa de você minha criança, venha continuemos.

Toriel seguiu feliz pela porta agora aberta, mas Frisk ainda não se sentia tranquila talvez as armadilhas dos monstros fossem mais complexas do que ela imaginava.

– Sendo um humano no subsolo monstros tentaram te atacar, você precisa estar preparada para tal situação.

Frisk encontrava-se agora encarando um boneco de treino, músculos já rígidos se preparando para o combate que ela tinha certeza que viria, estaria mentindo se dissesse que não estava preocupada, mas também seria mentira dizer que não estava eufórica, ansiava a adrenalina da batalha do mesmo jeito que um dependente anseia por seus vícios, há muito tempo ela não experimentava a sensação de cada célula do seu corpo doer em uma batalha pela vida, ela sentia falta daquilo uma verdadeira abstinência, mas ainda sim controlada, sabia observar seu inimigo, esperaria Toriel dar o primeiro ataque.

 – O processo é simples – começou a grande mulher-cabra. – Quando encontrar um monstro você entrara em uma luta, enquanto estiver em uma luta inicie uma conversa amigável, apenas ganhe tempo eu virei resolver o conflito.

Frisk ficou sem reação, como se perdesse o chão sob seus pés, não sabia o costume dos monstros se era algum tipo de fetiche de sua parte brincar com as presas antes de fazê-las em pedaços mas claramente todos ali queriam-na fazer de idiota, ela alcançara seu limite aquilo fora o cumulo não podendo impedir a risada sarcástica que saiu por entre seus lábios.

– Esta me dizendo que tudo será resolvido com uma conversa?

– Claro minha criança, aqui pratique com o boneco.

A garota deu um suspiro cansado, aquilo já estava indo longe demais talvez as ações seguintes resultassem em sua morte, mas ela não podia mais suportar.

– Escute Madame, eu não sei em que mundo você tem vivido ou que tipo de idiota pensa que sou, mas o fato é que eu não tenho tempo para isso.

Uma faca foi retirada do interior de sua manga e passou a brincar em seus dedos, pés seguindo uma caminhada em torno do boneco.

– Eu já tive experiências o bastante para saber como as pessoas funcionam, elas chegam com atitudes singelas na qual atingem o mais profundo do seu ser, nisso você inconscientemente se torna uma marionete controlável sem sequer duvidar das boas ações, e então. – A faca que era arremessada entre suas mãos fora agora cravada com força as costas do boneco que fora ao chão com o impacto causando um baque que ecoou pela sala. – As cordas são cortadas e tudo é tirado de você, caído ao chão sem vida.

– Você ainda é jovem minha criança, tenho certeza que se tentar vai entender o que quero dizer.

– Minha aparência é jovem Madame, mas minha alma é velha e cansada.

Frisk observava o boneco caído, a angustia a lhe corroer o estomago, Toriel percebera os olhos distantes da garota, ombros rígidos e leve tremor nas mãos a mente certamente perturbada pelos demônios do passado, a garota baixara sua guarda por poucos segundos, mas foi o bastante para os olhos perceptivos de Toriel notarem que ela carregava mais do que podia aguentar, seu instinto materno queimando em seu interior desejava arrancar aquela angustia de uma vez da pequena morena, mas ela sabia esperar, sabia que Frisk precisava do seu próprio tempo para lidar com as sobras de seu passado, e Toriel esperaria quanto fosse necessário para ter sua confiança.

As pequenas mãos puxaram a faca com dificuldade das costas do boneco, os olhos examinaram a lamina por um momento antes de devolver-lhe ao costumeiro local no interior de sua manga.

– Só continuemos, por favor.

Com sua mascara novamente colocada elas seguiram para o próximo ambiente, nele havia dois quartos, um contendo o desenho de um caminho pelo chão o outro uma plataforma repleta de espinhos, em um primeiro momento Toriel pediu para Frisk tentar resolver o quebra-cabeça ali presente, mas chegou à conclusão que era demasiado perigoso levando em consideração o estado atual de Frisk por mais que a garota se esforçasse era possível perceber que ela encontrava-se divagando por completo em seus pensamentos, Toriel ofereceu-lhe a mão para guia-la entre os espinhos porem a garota ainda se manterá na defensiva preferindo apenas segurar um pedaço de tecido da parte traseira de seu vestido, para Toriel aquilo era o bastante contanto que ela pudesse a conduzir com segurança.

– Você tem sido excelente ate agora minha criança, contudo, eu tenho um pedido difícil para lhe fazer, eu gostaria que você caminhasse ate o fim da sala sozinha me perdoe por isso.

Toriel se virou e correu em direção do longo corredor, era mal iluminado o que dificultava a visão do seu fim, Frisk ponderou um pouco sobre o que a esperaria naquela caminhada teve impressão de ver Toriel correr em linha reta antes de desaparecer, mas a mesma podia ter ativado algum mecanismo mais adiante, laser, sensores de movimento, flechas as opções eram múltiplas Frisk teria de testar todas, aquilo realmente estava lhe dando um trabalho indesejado. Uma bomba de fumaça foi tirada do bolso interno de sua jaqueta, pino puxado com os dentes, o objeto cilíndrico rolou pelo chão da sala deixando sua cortina de fumaça por onde passava, lasers não foram revelados para o alivio da garota que não se encontrava no animo de contorcer-se por lugares apertados, em uma ultima tentativa de preparação retirou uma pequena faca da parte detrás de sua cintura e a arremessou em direção do corredor, o silencio prevaleceu sem qualquer sinal de movimento, decidiu desistir de tentar adivinhar o que lhe esperava já estava cansada de esquentar a cabeça com problemas inexistentes, seguiu pelo corredor, se algo acontecesse ela daria um jeito de escapar, ela sempre dava. Como esperado nada aconteceu quando ela alcançou o final do corredor, lá havia uma pilastra na qual certamente Toriel ocultava-se por detrás, Frisk apreciou a tentativa, mas nada podia escapar de seus olhos e ouvidos atentos, ela podia ouvir ate mesmo o mais simples pulsar de coração, estava acostumada a ser cercada pelo inimigo mesmo no ambiente o qual denominava “lar” com isso aprendera a estar sempre atenta mesmo enquanto dormia.

– Saudações minha pequena. – Toriel surgia de seu esconderijo – Não se preocupe, eu não te abandonei, estava atrás desse pilar o tempo todo, obrigada por confiar em mim, contudo, havia uma importante razão para este exercício, testar sua independência, eu preciso cuidar de alguns afazeres e você terá de ficar sozinha, por favor fique aqui, é perigoso explorar sozinha.

– Ficarei bem.

– Tenho uma ideia, te darei isso.

Toriel retirou do bolso do vestido e estendeu a Frisk o que parecia um aparelho celular, era branco e maior do que os que Frisk estava acostumada em um formato retangular, os olhos da morena se intercalavam entre o aparelho e o rosto de Toriel.

– É um celular minha criança, não sabe como utilizar? Posso lhe ensinar.

– Não é isso, eu sei bem como usa-los, sei que podem ser transformados em bombas facilmente.

– Celulares foram feitos para conversar quando estamos distantes, não para serem transformados em armas, nos não queremos machucar ninguém certo?

– Eu não sei, queremos?

Os olhos preocupados de Toriel chegaram aos sem vida de Frisk que suspirou em rendição pegando o celular e o guardando no bolso de sua calça.

– Ok eu fico com isso, faça o que tem de fazer e não se preocupe comigo.

– Qualquer coisa é só me ligar, seja boa ok?

– Não posso prometer isso... – Frisk disse em um sussurro, mas Toriel já estava longe demais para ouvir.

Frisk estava agora sozinha novamente, não que isso a incomodasse pelo contrario, se sentia melhor assim, mas de certa forma já havia se acostumado à presença de Toriel, enchendo os pulmões em um inspiro rápido e deixando o ar exalar em uma expiração lenta enquanto pensava no que fazer, por todas as salas que passara não avistara qualquer outra saída a não ser as que já entrara, sem opção seguiria em frente, provavelmente encontraria monstros a qual tentaria lutar com ela, levando em conta que as lições de Toriel foram incrivelmente vagas ela teria de aprender na pratica.

Andando pelas salas seguintes não demorou a encontrar seus primeiros adversários para sua surpresa eles eram mais frágeis do que aparentavam, pelo menos os três primeiros foram mortos em um único golpe antes que ela aprendesse a controlar sua força para ainda mante-los vivos, em sua “pesquisa” percebeu algo que não tinha reparado na sua luta com Flowey talvez por conta da ma iluminação, mas quando uma luta se iniciava linhas brilhantes surgiam no chão desenhando um perfeito quadrado demarcando a área do campo de batalha e uma vez que as magias lançadas pelos monstros chegavam naquelas proximidades desapareciam como se tocassem uma parede invisível, em questão das magias elas variavam de formas e tamanhos de acordo com a espécie de seu invocador todas em uma coloração branca brilhante, as mesmas podiam atingir qualquer parte do seu corpo que deixariam apenas pequenos arranhões e um ardor, nada com a qual ela não pudesse lidar, entretanto quando lhe atingiam o coração que lhe fora apresentado como sua alma uma dor transpassava-lhe todo o corpo como se milhões de facas perfurassem sua pele, e ela já fora atingida o bastante por facas para ter certeza da sensação, quanto mais ela era atingida mais cansada se sentia, cabeça latejava e a gravidade parecia fazer mais efeito sobre seu corpo, a sensação da morte impregnando-se cada vez mais em suas veias e no mais profundo de seu ser, em contrapartida alguns monstros liberavam uma magia de um verde vivo o qual a tocar sua alma faziam toda a fadiga desaparecer, ela sentia-se revigorada como se um peso fosse arrancada de suas costas, um sopro de vida em seus pulmões, durante as lutas alguns monstros quando muito feridos desistiam de ataca-la, Frisk resolveu fazer o mesmo, não tinha porque mata-los uma vez que não eram mais uma ameaça, seria um peso a menos em sua consciência e alem disso quando morriam seus corpos desfaziam-se em uma espécie de poeira a qual não se soltava de suas roupas independente do que fizesse, por mais que fosse uma assassina não lhe agradava o fato de aparentar ser uma.

Sua trajetória pelas ruínas fora sem grandes surpresas, empurrou pedras, conversou com outras, lutava com os monstros que surgiam em seu caminho, poupava os que já não queriam mais lutar, alguns eram mais difíceis de renderem-se e sua paciência curta fez com que ela adiciona-se mais alguns fantasmas a sua lista, falando em fantasmas ela encontrou um fingindo dormir em algum lugar das ruínas, Frisk estava ciente de que não podia acerta-lo suas facas simplesmente o atravessariam, mais desolador que isso foi o momento em que ele pôs-se a chorar em frente à Frisk que ficou completamente sem reação, ela não sabia como consolar alguém pensou nas vezes em que ela já fora consolada mas não consegui de modo algum se imaginar fazendo o mesmo, tentou forçar um sorriso e dizer que estava tudo bem mas sua tentativa deveria ter resultado em uma careta assustadora pois o fantasma só chorava cada vez mais, uns três sorrisos falsos e ela desistiu começando a pensar outro método para sair daquela situação constrangedora entretanto fora tirada de seus devaneios quando o fantasma a chamou querendo lhe mostrar algo, as lagrimas começaram a subir na direção de sua cabeça formando uma cartola fantasmagórica ali.

– Eu chamo isso de Chiqueblook, você gostou?

A garota de um risinho achando graça da situação o que pareceu o bastante para o fantasma se sentir melhor, de acordo com ele Frisk era uma pessoa legal. Durante seu trajeto ela recebeu alguns telefonemas de Toriel, um era para certificar que ela não havia saindo da sala na qual se separaram, a garota disse estar nas redondezas próximo à sala o que não era de todo verdade ela já estava um tanto afastada de lá, mas deixara claro que havia saído da sala, em outra ligação Toriel perguntara sua preferência entre caramelo e canela, Frisk não tinha preferência ou mesmo detestava qualquer um dos dois, dadas circunstancias em sua vida lhe ensinaram a não reclamar do que lhe era servido, logo ela aprendeu a comer de tudo um pouco.

Ao fim de toda caminhada Frisk chegou a um grande pátio onde uma enorme arvore localizava-se ao centro, os galhos de um marrom escuro quase preto completamente vazios enquanto milhões de folhas avermelhadas espalhavam-se pelo chão, a silhueta de uma pequena casa pairava ao fundo da sala, uma silhueta conhecida surgiu por detrás da arvore apressada telefone nas mãos sussurrando qualquer coisa para si mesma, o celular direcionou-se a grande orelha peluda e os olhos finalmente prestando atenção em seu redor recaindo sobre Frisk.

– Minha criança como chegou ate aqui? – o celular agora sendo guardado no bolso de seu vestido. – Você não esta machucada esta? Eu não deveria ter lhe deixado sozinha por tanto tempo, foi irresponsável tentar surpreende-la desta maneira, bem eu suponho que não posso mais esconder isso de você, venha por aqui.

Seguiram em direção a casa, era simples com um chão de madeira clara e as paredes de pedra, tinha um calor confortável se espalhando pelo ambiente, no salão de entrada era possível ver dois corredores para lados opostos e uma escada que descia provavelmente para algum porão.

– Sente esse cheiro? Surpresa! É uma torta de caramelo e canela, eu pensei que deveríamos celebrar a sua chegada, eu quero que você se sinta bem vivendo aqui, então deixarei a torta de lesma para outra noite.

O cheiro adocicado da torta chegou às narinas de Frisk, misturados ao calor confortável da casa lha davam um sentimento nostálgico, a angustia lhe revirou o estomago, memórias inundaram sua mente e quase escaparam por seus olhos, ela queria desabar nesse exato momento, chorar e gritar todas as suas dores, mas ela tinha de manter a pose, engoliu o desespero que desceu-lhe queimando a garganta, olhos ainda mais vazios observavam a casa.

– Aqui eu tenho outra surpresa para você.

Toriel a guiou pelo corredor a direita levando-a ate a frente de uma grande porta de madeira.

– Aqui esta, é um quarto só seu, espero que goste.

Toriel sorriu alegremente observando a pequena garota ao seu lado, inexpressiva, mas ainda frágil e sofrida, Toriel tentou levar uma de suas mãos aos cabelos da garota, mas Frisk desviou instantaneamente colocando uma expressão mais seria em seu rosto, um silencio se alojou pelo local enquanto ambas se encaravam.

– É, tem algo queimando? Eu já vou, sinta-se em casa.

Toriel correu de volta o caminho pela qual vieram deixando Frisk sozinha no corredor, ela respirou fundo demoradamente pensando sobre todos os acontecimentos do seu dia, sua cabeça estava a mil ela precisava de um tempo para descansar e absorver tudo o que havia ocorrido, hesitante a mão apertou a superfície lisa da maçaneta abrindo a porta do quarto que segundo Toriel era seu agora, era um quarto infantil em tons de vermelho, não havia janelas sendo iluminado somente por um abajur no canto do ambiente, sua luz um tanto instável fazia com que as sombras dos moveis dançassem pelo chão do local, uma cama de solteiro encontrava-se próxima à parede com um baú ao seus pés cheio de brinquedos dentro, no fundo do quarto um guarda-roupa e uma cômoda descansavam ali recobertos por uma camada de poeira. As pequenas mãos tatearam a superfície da cama e o corpo esgueirou-se para cima da mesma em seguida, era suave ao toque bem mais confortável do que a poltrona que ela costumava cochilar tão confortável a ponto de ser incomodo, pela força do habito sentou-se como sempre fazia, era impossível para ela dormir de outra forma depois de tanto tempo, recostou-se na parede fria os joelhos colados ao peito, uma mão desceu até a barriga segurando firme o cabo da faca que se camuflava ali, o outro braço enroscado nos joelhos puxando-os para mais perto de si, a cabeça baixando ao poucos quase tocando a testa nos joelhos, as pálpebras já pesadas se fecharam quase instantaneamente.

Uma forte claridade açoitou-lhe por detrás das pálpebras, os olhos se abriram vagarosos para depararem-se com uma nova sala que ela nunca vira, era completamente branca um vazio infinito com exceção do chão na qual ela encontrava-se ajoelhada, era aquoso e de um azul vivo como um grande mar era possível notar que era extremamente profundo, mas mesmo assim ela não afundava a sensação sob si era como estar sobre o gelo , olhando mais de perto era possível ver o seu reflexo seus cabelos soltos balançavam suavemente com a brisa dali, as costumeiras botas pretas em seus pés e um vestido branco que claramente não fazia seu estilo lhe cobria o corpo, olhou ao redor aparentava estar sozinha, se levantou e começou a caminhar sem rumo o chão era firme mas a cada passo que dava pequenas ondas dispensavam-se do local na qual seus pés aterrissavam, caminho por alguns minutos mas era como se não houvesse saído do lugar, estava sozinha e perdida em um grande vácuo sem fim.

– Ola?

A garota chamou na esperança de ter mais alguém ali, o som de sua voz seguiu em um eco se tornando cada vez mais baixo até desaparecer, quando o silencio se tornou absoluto a risada de um garoto passou a ecoar suavemente pelo local, uma risada que aparentava vir de todos os lados e ao mesmo tempo de nenhum lugar em especifico, Frisk olhou para todos os lados a procura do dono daquele riso até que deparou-se com um garoto que surgira de repente um pouco mais adiante em sua frente, estava de costas para ela impedindo a visão de seu rosto, era um pouco mais baixo que ela aparentava estar na faixa do seus treze anos, seus cabelos eram de um castanho claro um tanto dourado, quase louro que também balançavam com a brisa.

– Com licença, que lugar é esse?

O garoto permaneceu imóvel, sem dar qualquer resposta, ela supôs que talvez não a tivesse ouvido, correu em sua direção tocando-lhe o ombro.

– Pode me ajudar? Quem é você?

O garoto apenas riu novamente, a cabeça começou a se virar no intuito de encara-la, mas um sorriso foi tudo o que ela pode ver antes de sentir o seu corpo ser puxado para dentro das profundas águas a qual seus pés outrora pisaram.


Notas Finais


Perdoem os errinhos que passam despercebidos e digam para mim o que acharam, a opinião de vocês é muito importante ^-^
Bem, até de repente com mais um capitulo \o/
Kissus da yume >-<


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