História The True Name - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Mettaton, Papyrus, Personagens Originais, Sans, Toriel, Undyne
Exibições 10
Palavras 2.140
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Drogas, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey Cupcakes ^^
Desculpe a demora, mas os dias tem passado tão rápido que quando eu vejo já se foi um mês e eu não terminei de escrever o que tinha pra escrever, também aconteceu de meu pc quebrar então eu fiquei uns 15 dias sem ele, mas bem já chega de desculpas néh, vocês querem ler o capitulo =3

Capítulo 4 - Codinome: Frisk - Capitulo 3


Acordou em um sobressalto, o coração acelerado no peito que subia e descia em uma respiração descompassada, as mãos suavam frio e as pupilas se encontravam dilatadas, tentando concentrar-se na própria respiração para acalmar-se ao mesmo tempo em que se esforçava para lembrar-se do sonho que tivera, entretanto, não importava o quanto tentasse, a única coisa que vinha a sua cabeça era uma forte dor. Suspirou cansada, passou as costas da mão sobre a testa secando o suor que se encontrava ali, deixando-a repousar sobre a nuca em seguida, passou a observar o ambiente ao seu redor, o quarto se encontrava mergulhado em escuridão agora que o abajur estava desligado, provavelmente Toriel viera desligá-lo enquanto ela dormia, no chão em frente à cama um pedaço de torta esperava paciente alguém que estivesse disposto a saboreá-lo, Frisk teve de se desculpar, ela não seria aquela pessoa.

Abrindo a porta ela se encontrou no corredor da casa, Toriel não aparentava estar por perto e Frisk não podia conter a vontade de explorar os diversos quartos dali, não gostava de ser invasiva, ela mais do que ninguém entendia como era estar soterrada em segredos, mas ela estava em um território desconhecido, claramente em desvantagem, ela precisava saber com quem e o que lidava, certificando-se que Toriel não estava por perto se aproximou furtivamente da próxima porta, era uma porta de madeira igual a anterior, girou a maçaneta com sigilo, abrindo apenas uma pequena greta para passar e fechando a porta novamente, evitando deixar qualquer resquício de sua presença, o quarto tinha aproximadamente o mesmo tamanho do qual fora cedido a ela, tinha um tom azulado claro e apenas um abajur iluminando fazendo novamente com que as sombras dançassem pelo local, Frisk vasculhou rapidamente o guarda roupa e a cômoda não encontrando nada de relevante, apenas meias e um livro de botânica a qual folheou sem interesse, o único que sobrara era um pequeno diário sobre a escrivaninha próxima a porta, ela não se sentia muito inclinada a lê-lo, por mais que segredos fossem uteis para conseguir favores, ela odiava ficar sabendo deles, já perdera as contas de todos os segredos mais obscuros que ela descobrira, ela não se preocupava com o estilo de vida que as pessoas levavam, e nem fazia questão de saber, apenas fazia o que lhe era mandado, quanto menos se sabia menos se sentia, mas nas atuais circunstâncias ficara sem opções. A luminosidade não era das melhores, obrigando Frisk há forçar um pouco a visão para enxergar, o diário já se encontrava aberto em uma pagina qualquer com uma de suas passagens circuladas.

“Por que o esqueleto queria um amigo?”

“Porque ele estava SÓ OSSINHO.”

O rosto de Frisk se desfez em uma careta de desgosto, o resto do diário continha piadas do mesmo calibre, fechou o diário em um movimento rápido, soltou um suspiro longo, começara a se questionar se aquela senhora poderia mesmo ser uma ameaça, passara tanto tempo imersa em podridão que se esquecera de que ainda existiam luzes que brilhavam verdadeiramente na escuridão, balançou a cabeça afastando aqueles pensamentos, ainda não procurara em todos os lugares, não podia baixar a guarda. Saiu do quarto seguindo para o próximo, na porta deste havia um bilhete que dizia “quarto em reforma”, tentou abri-la, mas se encontrava trancada, lançou um rápido olhar na direção do corredor para ter certeza de que Toriel não se aproximava e em seguida puxou dois grampos do cabelo se abaixando na altura da fechadura, em poucos minutos a porta se encontrava aberta, o aviso na porta não mentia, o quarto se resumia em pilhas de caixas como de quem esta de mudança, todas lacradas com fita adesiva, algumas continham inscrições como “livros”, “vídeos” uma apenas com as letras “A e C”, tudo sendo engolido pelo pó e mofo, Frisk já estava de saída, não violaria o lacre das caixas, não podia deixar sinal de sua presença, entretanto, avistou uma pequena caixa escondida ao fundo já aberta, dentro havia um suéter verde e amarelo e embaixo do mesmo um único porta retrato, o vidro estava trincado, na foto ela via Toriel junto de mais dois monstros de semelhança a ela, um maior que Toriel usava roupas estilo da realeza, o outro menor estava entre os dois usando o mesmo suéter que encontrou na caixa e carregava um buque de flores amarelas, marido e filho Frisk supôs, todos pareciam muito felizes, ela se perguntava o que poderia ter acontecido, e ao mesmo tempo se sentiu um pouco mal, ela não deveria estar ali, não deveria estar vendo aquilo, arrumou tudo na caixa novamente e saiu.

Agora tudo que sobrara no fim do corredor fora um espelho, Frisk observou seu reflexo, era deplorável, as profundas olheiras sob os olhos, o cabelo bagunçado entre fios presos e soltos em uma mistura de terra e poeira, a jaqueta surrada ainda era coberta pelo pó que um dia foram monstros, Frisk nunca fora vaidosa e não era agora que começaria ser, não sabia a ultima vez que ficou em frente a um espelho, em realidade, havia quebrado todos que uma vez tivera, não gostava de espelhos, eles eram o portal pela qual seus demônios se esgueiravam para atormenta-lhe a mente. As pontas dos dedos tocaram a superfície lisa do espelho, o reflexo riu sarcástico sob o encarar dos olhos verdes.

 – Culpada. – O reflexo da garota sussurrou, os mesmos olhos verdes encontravam-se nele, mas ao invés de inexpressivos eram predatórios.

– Deveria ter sido você. – Um novo reflexo idêntico ao primeiro surgiu, a garota afastou a mão do espelho, encarando-o com a mesma indiferença de sempre.

– Veja como ela é fraca.

– Ela nem ao menos revida, foge como um cachorrinho assustado.

Os reflexos riam entre si, quando um terceiro idêntico aos outros dois se juntou a conversa.

– O que esperavam? Vocês viram como ela o deixou morrer aquela vez, patética.

– Calem a boca.

A garota esbravejou, punhos bem fechados ao lado do corpo prontos para desferir um golpe em qualquer coisa que estivesse por perto, mas os reflexos apenas a ignoravam e continuavam rindo entre si.

– Você tem razão, ela sempre quis bancar a durona, mas é tão fraca.

– Uma gatinha assustada.

– Um cordeiro em pele de lobo, faz pose, mas é tão frágil.

Os três reflexos riam sem parar, seus três pares de olhos verdes eram sínicos e encaravam a garota sem se intimidar, as mãos da garota subiram as orelhas tampando-as tentando cessar as vozes demoníacas, mas era impossível, uma vez que elas estavam cravadas no fundo de sua mente.

– Fraca.

– Culpada.

– Patética.

As mãos da garota apertavam mais forte a sua cabeça.

– Só fiquem quietas. – Ela grunhia inquieta, mas as vozes estavam ali por toda eternidade.

Culpada, fraca, patética, foi sua culpa, era para ter sido você, era para você estar morta, sim, por que não acaba logo com isso? Acabe com isso, abrace a morte, MORRA!

A garota encolhia-se no próprio corpo, tremendo incessantemente, o lábio inferior era mordido na tentativa de conter os soluços desesperados, mas era impossível uma vez que todo o seu corpo havia sido envolto na dor das lembranças.

Foi por sua causa, você não fez nada, ele te odeia sabia, sim, odeia porque foi sua culpa, você causou isso, você o deixou morrer, você o matou! ASSASSINA!

– Eu mandei calarem a maldita boca!

Em um grito estridente o vaso que se encontrava ao seu lado fora arremessado contra o espelho, causando um grande estalo e uma chuva de cacos espalhou-se pelo chão, a garota ajoelhou-se em meio à destruição que causara, as mãos na boca sufocavam os seus soluços enquanto as lagrimas corriam de seus olhos que exibiam pavor, Toriel que escutara os gritos e o som de vidro quebrando viera correndo ver o que ocorria, deparando-se com uma garota em um claro ataque de pânico, automaticamente correu na direção da mesma sem se preocupar com as consequências, a garota podia gritar e se debater, ou ate mesmo tentar ataca-la, mas ela não se importaria, seus instintos maternos não lhe permitiam ver aquela situação sem tomar uma providencia. Ajoelhando-se ao lado da garota logo a envolveu em um abraço, e para a surpresa de Toriel, Frisk não reagiu, se deixou abraçar sem questionar, como se estivesse em uma realidade alternativa sem perceber o que ocorria ao seu redor, a magia de Toriel emanou pela sala envolvendo o corpo de Frisk em um calor confortável, cantarolou uma canção qualquer fazendo com que a garota começasse a se acalmar, apenas os traços úmidos das lagrimas sobravam em suas bochechas levemente rosadas, a respiração agora já se encontrava mais calma, deixou a cabeça recostar-se próxima do ombro de Toriel, um “sinto muito” saiu em forma de um suspiro cansado, o corpo relaxado caiu adormecido nos grandes braços que a envolvia, Toriel sorriu erguendo a pequena em seus braços carregando-a de volta para o quarto, colocou-a com delicadeza na cama deixando uma leve caricia em seus cabelos, se sentia uma mãe ninando sua criança novamente, seu coração não podia estar mais aquecido.

Frisk não sabia quanto tempo havia se passado quando despertou novamente no quarto que lhe fora cedido, fora um dos sonos mais tranquilos que tivera em anos e adoraria dizer que tudo o que ocorrera antes havia sido só um sonho ou pesadelo de sua mente cansada, mas ela sentia em cada pequena célula de seu corpo que tudo era real. Levantou o corpo pesado da cama, a torta ainda aos seus pés esperava ansiosa por atenção, a morena resolveu dar-lhe uma oportunidade, não poderia ser pior do que tudo o que já passara, pegando o pequeno prato retirou-se do quarto, o corredor agora se encontrava completamente limpo, somente a moldura vazia do espelho deixava pistas do que ocorrera. Seguindo no sentido contrario da cena do suposto crime, Frisk passou pelo hall de entrada sem dar muita importância para os detalhes indo diretamente para o cômodo seguinte, era a mistura de uma sala de estar com uma de jantar, uma mesa para quatro pessoas se encontrava em um canto da sala, no outro lado Toriel estava em sua poltrona em frente a uma lareira, uma estante carregava diversos livros desbotados pelo tempo, Toriel lia um livro qualquer Frisk não se atentou ao titulo apenas se aproximou timidamente da poltrona sem saber como agir, Toriel logo percebeu sua presença deixando o livro de lado por um momento e a recebendo com um sorriso.

– Vejo que já acordou minha criança, como se sente?

– Estou bem, não vou falar sobre o que ocorreu antes, então por favor não pergunte, eu vou estar aqui do lado, sinta-se à vontade para falar sobre qualquer outra coisa ou simplesmente voltar a fazer o que fazia antes de eu chegar.

– Como preferir minha criança.

A garota sentou-se no chão apoiando a cabeça no braço da poltrona, as pernas cruzadas acomodavam o prato com a torta a qual ela apenas observava.

– Eu estou feliz de ter você vivendo aqui minha criança, têm tantas coisas que eu quero te mostrar, livros velhos que quero compartilhar, meu lugar favorito de caçar insetos, eu estava em duvida sobre fazer um currículo para sua educação, eu te chamo de criança, mas eu sei que você já é crescida, acho que a humana mais velha que já veio aqui.

– Eu já terminei a escola.

– Bom, acho que sempre existe algo novo para aprender, pode parecer surpreendente, mas eu sempre quis ser uma professora, enfim, me cutuque se precisar de alguma coisa.

Toriel voltou os olhos para o livro e Frisk apenas acenou com a cabeça em concordância, finalmente pegou o garfo e levou um pequeno pedaço de torta a boca, analisou o sabor por um momento, ele vinha com um forte açucarado do caramelo ficando com uma espécie de queimação da canela no final, a massa neutra era crocante, mas dissolvia na boca, uma explosão de sabores se formou na língua de Frisk e um nó em sua mente, de canto de olho observou Toriel concentrada em seu livro e agora não mais via uma ameaça, via uma mulher que esteve solitária por muito tempo, a procura de uma companhia como ela mesma esteve nos últimos anos, observou o ambiente ao seu redor, aquilo não era de todo ruim, se ela não voltasse provavelmente a dariam como morta, e se esse fosse o caso dificilmente alguém mais iria ate aquele lugar, e se fosse ela daria um jeito, por muito tempo ela esteve vazia e agora uma oportunidade batia a sua porta, ela não se lembrava como era ter uma família, mas ela podia fazer um esforço para aprender novamente, pensando em todas essas coisas não pode deixar de lembrar-se de diversos momentos em sua vida que lhe davam um sentimento nostálgico, mas ainda a faziam se sentir leve.

Pela primeira vez em anos, Frisk sorriu sinceramente.


Notas Finais


Perdão se os capítulos tiverem muita enrolação, é porque eu não quero deixa-los muito grandes para não ficar cansativo para vocês, e também para dar tempo de eu adianta-los (essa segunda parte ainda é um trabalho em progresso xD), mas acontece que eu acabo escrevendo demais e sou obrigada a dividi-los em mais parte, vou tentar dar uma adiantada nisso.
Eu também queria poder postar toda semana, mas eu não tenho capacidade mental para isso, então vou pedir no minimo 15 dias, demora mas eu consigo trazer uma coisa mais bem feita sem que se torne cansativo para mim, espero que entendam, prometo não demorar mais que um mês S2
Bem é isso, não se esqueçam de me dizer o que acharam
Até de repente com mais um capitulo !! o/
Kissus da yume >—


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