História The truth about me - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Personagens Originais
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Castielxdocete, Readhead, Romance, Romance Policial
Exibições 64
Palavras 1.291
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Eis que estou inspirada e trago o 2º capitulo da vida de Camryn e Melissa com mais informações a respeito do que está rondando a cabeça de Melissa. Espero que gostem!

Capítulo 2 - I had a nightmare


A morena de corpo escultural ainda tinha suas dúvidas sobre a viagem que a filha havia pedido ao padrinho. Limpou a bagunça que havia feito ao derrubar o prato e preparou o prato favorito de seus filhos, um delicioso cocido madrileño - um delicioso caldo com grão de bico, carnes, verduras e embutidos. Era o mínimo que podia fazer depois do pequeno show que havia dado antes.

— Armin, Camryn e mamãe, a refeição está servida. Dejar a la gente! - Era comum utilizar palavras do espanhol, um hábito que criou depois de tantos anos vivendo em terras espanholas. Cuidadosamente, Mel separou pratos, talheres e guardanapos de cada um dos membros da família em cima da mesa de vidro com toalha branca.

— Onde está o tio Nath? - A pergunta feita em coro pelos dois herdeiros de Melissa gerou um pequeno desconforto na matriarca.

— Ele precisava voltar para o hotel devido a uma emergência médica. Deixou um beijo e disse que volta depois, queridos. Não se preocupem. - Ajeitou o cabelo e se sentou com sua melhor postura na mesa.

— Como foi o trabalho, filha? - A senhora mais velha da família questionou ao levar uma colher cheia de cozido a boca. O tempo não havia trazido muitas marcas de expressão para mãe de Melissa. A cinquentona ostentava um corpo invejado por muitas senhoras da mesma faixa etária.

— Os mesmos dramas de sempre, mama. Pacientes com problemas cotidianos, reclamações e pouco esforço. A velha história de perro que ladra no muerde. - Lúcia apenas assentiu com a cabeça e voltou a comer.

— E a viagem, mãe? Você vai me deixar ir? - Camryn não se continha de curiosidade sobre a decisão que a mãe iria tomar em relação ao seu pedido.

— Você está merecendo, Camryn? Chego em casa e me deparo com brigas entre você e seu irmão? Se provar que merece esse mimo de aniversário, só então pensarei melhor a respeito. A louça da janta é sua, preciso subir e terminar alguns artigos acadêmicos que prometi para um grupo de alunos. Sin peleas, estaba claro? - Melissa se levantou, deixou o prato na pia, deu um beijo na mãe e esperou uma resposta dos filhos.

— Sí, mamá - Responderam em coro digno de crianças meio espanholas.

— Mis amores, se comportan, ¿de acuerdo? - O espanhol tinha um toque caliente que agradava Melissa. Os últimos anos no solo de Madrid havia lhe dado bons frutos. Após se despedir dos filhos, subiu as escadas em direção ao quarto.

Já em seus aposentos, a morena se dirigiu até a suíte e tomou um banho de banheira. O corpo estava imerso e relaxado, mas a mente abarrotada de lembranças da adolescência. Como um filme biográfico com todos os momentos compartilhados com Castiel. Já de pijama, Melissa foi até o closet e puxou uma pequena caixa preta de madeira com cadeado. Sentou na cama e abriu o pequeno baú de segredos, naquele pequeno espaço guardava as lembranças da adolescência. Fotos com Armin, Alexys, Castiel, Rosalya e Lysandre. Além de uma porção de diários feitos depois de sua partida. Com lágrimas nos olhos, encarou a foto que tirou em um dos passeios com o ruivo. O coração apertou e a morena sentiu a necessidade de ouvir a voz de sua melhor amiga, madrinha de seus filhos. Discou pausadamente o número de Rosalya. A estilista havia se casado com Leigh e aberto um ateliê de costura na França. O telefone começou a chamar...

— Meeeeeeeel, o que tem feito? - A voz animada de Rosalya fez um pequeno sorriso de satisfação brotar nos lábios de Melissa.

— Trabalhando, cuidando dos filhos e me lamentando. Rosa, Camryn vem me pressionando para saber do pai e sua origem. - Um suspiro precedeu um silêncio absoluto do outro lado da linha.

— Você pretende contar a ela? Acho que Camryn tem idade suficiente para compreender, Mel. Quem consegue lidar com a falta de conhecimento da própria história? - Os questionamentos da amiga deixaram Melissa ainda mais angustiada.

— Eu não quero isso para Camryn. Sempre fui pai e mãe para meus filhos, Rosa. Porque preciso falar dele agora? É loucura… - A morena já sabia a resposta que viria ao ouvir um sonoro sinal de desapontamento de Rosalya.

— Bem, você deve saber o que faz. Mas eu em seu lugar, já teria contado. - A morena assentiu com a cabeça e suspirou fundo.

— E como está a vida de casada? Seus afilhados sempre perguntam da madrinha. Nathaniel veio visitar Camryn hoje e quer levar minha menina para conhecer sweet amoris.

— O médico bonitão esteve por aí e você não pulou em cima dele? Amiga, você está precisando de um pouco de diversão. Assim que acabar a semana de moda, passarei para dar um beijo em meus pequenos. Agora preciso ir, nos falamos depois?

— Claro, um beijo e se cuide! - Melissa desligou o telefone, fechou a caixa e jogou as lembranças de volta no fundo do armário. Voltou para cama e ficou pensando nas palavras de Rosalya e Nathaniel até cair no sono.

                                                                                                    ****
 

No canto extremo da casa, Lúcia colocou os netos na cama, arrumou suas coisas e voltou para casa como todos os dias. No quarto superior, Armin jogava a nova versão de Pokémon em seu nintendo 3DS, não muito longe, Camryn se revirava entre os lençóis esperando o sono chegar. A jovem tinha medo de pegar no sono devido aos seus pesadelos constantes. A ideia de não ter informações do seu passado a assombrava até inconscientemente. Lentamente, a filha mais velha de Melissa sentiu as pálpebras pesarem até pegar no sono. Em segundos estava no esgoto subterrâneo, onde ouvia o barulho de ratos correndo a alguns metros. Receosa e completamente perdida, Camryn começa a caminhar pela escuridão com uma pequena lanterna. O barulho da água não tratada e das patas de inseto a deixa desconfortável. Ao longe se depara com uma porta totalmente preta com um fecho dourado. Instintivamente, gira a maçaneta temendo o que vai encontrar do outro lado. Para seu desespero, uma figura masculina sem rosto a aguardava.

— Eu sou seu pai, Camryn, você não me reconhece? Por que não me reconhece? Eu te amo, querida! - A figura se aproxima na escuridão, aterrorizada, Camryn corre sem rumo até ser alcançada pelo homem sem rosto.

— Não! Me deixa em paz, por favor! Déjame ir hombre sin rostro, mamá, ayuda. Por favor, ayúdame. - Desesperada, a jovem acorda aos gritos, a dor no peito e a falta de ar indicam outra crise nervosa.

— Camryn filha, o que aconteceu? - Melissa impactada pelos gritos desesperados da filha mais velha, correu até o quarto para avaliar a situação. Se depara com sua menina pingando de suor e chorando.

— Ele voltou, mamá, o homem sem rosto que diz ser meu pai. O pesadelo do esgoto, mamãe, eu não quero mais ter esses pesadelos. - A menina abraça a mãe com toda força que tem e se aninha em seu peito.

Como psiquiatra, Melissa sabe bem que os pesadelos da filha tem origem de sua obsessão pelo passado e o cenário se assemelha às alucinações que tinha com Phil e Armin.

— Vou dormir com você hoje, querida. Vai passar, eu juro que vai passar. - Moreninha já estava decidida, iria ligar para Nathaniel no dia seguinte e providenciar as passagens para Nova Iork. Resolveu cantar a música de ninar preferida de Camryn quando era uma pequena garotinha.

A la nanita nana nanita ella, nanita ella
Mi niña tiene sueño, bendito sea, bendito sea

Fuentecita que corre clara y sonora
Ruiseñor que en la selva
Cantando y llora
Calla mientras la cuna se balancea

A la nanita nana nanita ella
A la nanita nana nanita ella, nanita ella
Mi niña tiene sueño, bendito sea, bendito sea


Notas Finais


Para conferir a versão completa da canção de ninar que a Melissa canta, basta acessar: https://www.youtube.com/watch?v=5RZJ_XsRaZk

Eu sou apaixonada por letras em espanhol e essa é uma das minhas favoritas. ahahah


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