História The truth about me - Capítulo 3


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Categorias Amor Doce
Personagens Castiel, Personagens Originais
Tags Amor, Amor Doce, Castiel, Castielxdocete, Readhead, Romance, Romance Policial
Exibições 66
Palavras 2.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey, eu estou feliz em perceber que RedHead ganhou novos favoritos e alguns leitores já vieram conferir a nova fase e vem comentando. Espero que gostem deste capítulo!

Capítulo 3 - Be far from him, bitch!


Mãe e filha dormiram abraçadas a noite toda e foram surpreendidas pelo caçula pulando na cama para junto delas.

— Foi o pesadelo de novo, não é? - O jovem Armin abraçou a irmã mais velha com carinho. Camryn pode sentir todo amor e segurança que um simples toque do irmão podia fornecer. Em resposta, a garota apenas assentiu com a cabeça.

— Vocês precisam se arrumar pra aula ou vão se atrasar. - Melissa mesmo que ainda sonolenta, não deixava de ser um exemplo de rigor.

— Estamos falando de algo sério e você preocupada com a escola, mãe? - A fisionomia carente de Armin fez mãe e irmã caírem na gargalhada.

— Ah meu filho, você é tão fofo querendo fugir das tarefas. Meu amigo Armin, certamente teria a mesma reação com sua idade. - O caçula sabia que seu nome era uma homenagem a um amigo muito querido de sua mãe, mas nunca havia arriscado perguntar sobre o que aconteceu com ele.

— E o que aconteceu com ele? - Mesmo sobre a hipótese de uma mãe furiosa, Armin resolveu questionar.

— Eu esperaria uma pergunta sobre minha adolescência da sua irmã, querido. Mas acho que merece uma resposta. Infelizmente, Armin faleceu aos 18 anos, por se envolver com coisas erradas. Sabe meu filho, nem sempre os pais são aquilo que esperamos. O seu avô foi um homem muito perturbado e as paranoias dele custaram a vida do meu melhor amigo. Eu o vi agonizar sem poder fazer nada. Mas ele era doce, gentil e leal como você meu amor. - Ao se lembrar do fatídico dia da morte de seu amigo, na casa de veraneio de Íris, Melissa se emocionou. Os olhos marejados e a respiração entrecortada deixou os filhos tristes.

— Eu não queria te ver chorar, me desculpe por perguntar. - Armin se sentia péssimo quando fazia sua mãe chorar, mesmo sabendo que era apenas uma pergunta inocente.

— Tudo bem, querido, vai passar. Agora, vá para o seu quarto, tome um banho e se arruma pro colégio. Preciso conversar com sua irmã um minuto. - Mesmo desconfiado, Armin era um garoto obediente. Assim que o caçula se afastou, Melissa encarou a filha de perto.

— Eu vou autorizar sua viagem a Nova Iork com Nathaniel, filha. Só me prometa que não vai fazer nenhuma besteira. Na sua idade, eu quis muito saber quem era o meu pai. O conhecer só me trouxe dor e sofrimento. A perda de amigos e até desgracei com parte da vida da família de seu pai, Camryn. É importante que saiba que no seu caso, isso não deve ser tão complicado. Seu pai foi uma pessoa incrível que me fez muito feliz. - Camryn não soube bem como reagir a sinceridade de sua mãe, achou melhor assentir e apenas aproveitar que estava conseguindo com que Melissa falasse.

— Se ele te fazia feliz, por que não ficaram juntos? - A pequena garota pegou nas mãos da mãe e questionou.

— A vida não é tão simples, querida. Seu pai era imaturo demais para assumir um relacionamento e só soube que estava grávida de você após o término de nosso relacionamento. Ele não estava pronto para uma família. Então decidi seguir em frente e cuidar de você sozinha. Ainda não me sinto confortável em dizer seu nome ou em apresentar você. Vamos dar tempo ao tempo. Só não quero que você cometa as mesmas burradas que eu por uma falta de referencial masculino. Na sua idade me envolvi com as companhias erradas e sofri demais. Quero que confie em mim e saiba que sempre estarei ao seu lado. - Emocionada, Melissa abraçou a filha com carinho.

— Eu prometo! - Camryn foi tocada pela atitude da mãe e concordou em dar o tempo necessário para que ela aceitasse. Isso não queria dizer necessariamente, que nossa jovem curiosa fosse desistir de desvendar a identidade por si mesma.

— Muito bem, arrume suas coisas, vá para escola e assim que chegar, ajeite as malas. Vou ligar do consultório para avisar Nathaniel. Tenha um ótimo dia querida! - Desejou um belo dia para filha e desceu as escadas para preparar o café.

Melissa sempre apreciou as manhãs e gostava de dedicar ao menos uma hora do dia para o lema que aprendeu numa serie de netflix.  

— Manhãs são para café e contemplação. - Disse um pouco antes de se aproximar com sua xícara de café da enorme janela da cozinha. O dia estava ensolarado e com uma leve brisa que bagunçou alguns fios de seu cabelo comprido. Moreninha sentiu o peito aliviado de ter contado um pouco sobre Castiel para filha. Mas falar do passado, lhe trazia uma tristeza leve e uma profunda saudade do que viveu nos braços do ruivo. Ela não sabia se ele havia se casado, que profissão seguiu ou mesmo se ainda tingia as madeixas de vermelho. Sua mente carregava apenas a imagem de um adolescente atlético e sedutor. Os últimos 15 anos de sua vida teve apenas um homem. Seu velho amigo do colégio, Nathaniel. O loiro que fez o parto de Camryn, ajudou financeiramente na educação da garota e sempre a tratou como filha. Quem sabe não devesse seguir o conselho de Rosalya e tentar um relacionamento com Nathaniel? Ambos se conheciam a anos, o loiro era incrivelmente atraente, responsável e se dava super bem com seus filhos. A morena pegou o celular da bancada da cozinha e digitou uma mensagem para o amigo:

Pensei bem no que me disse ontem, topa tomar um café após o meu expediente ou quem sabe jantar fora?

A resposta veio quase que imediatamente: Fico feliz em saber disso, Mel. Vou pedir para a secretária reprogramar minha agenda de consultas para que possamos ter um tempo livre. Te pego às 20h no consultório e jantamos em seu restaurante favorito.

Melissa estava radiante com a resposta, mas agora precisava pensar no que usar para aquele encontro especial. Queria estar bonita para encarar alguém que já a viu de quase todos os jeitos. Menos nua.

— Rosa sempre diz que a lingerie deve ser arrasadora. - Pensou consigo mesma antes de ser acordada pelo filho.

— Está sorrindo porque? - Melissa dei um pulo com a voz de seu filho, mas soube sair pela tangente.

— Nada, filho. Seu café está pronto! Espere sua irmã e vão direto para a escola, ok? Preciso me arrumar pro trabalho. - A morena beijou o filho e subiu as escadas suspirando.  Entrou no quarto, trancou a porta, abriu o closet e encarou desanimada seu acervo. Não sabia o que vestir para sair com Nathaniel. Suas experiências se resumiam a fuçar no Tinder, aturar jantares chatos que sempre terminavam em sexo ruim. Se ao menos Rosalya tivesse ali para ajudar. A morena recordou dos tempos de escola que mandava fotos de seu acervo por e-mail para que a amiga pudesse avaliar. Graças ao WhatsApp, isso havia se tornado muito mais fácil.

“Encontro com Nath, o que devo usar?” Com uma foto de todas as suas roupas do closet.

“O vestido vermelho que costurei para você e uma lingerie preta e minúscula! Não que ele vá reparar nisso quando tirar tudo.  :P”

“Você não muda, não é? Nem sei se vai rolar nada a mais. :$”

“Bota o lado sexy para trabalhar e boa sorte. Saudades <3”

O tempo não mudou em nada sua relação com Rosa e os conselhos da platinada ainda eram os melhores que podia receber. A morena guardou o vestido vermelho e os acessórios numa bolsa especial. Iria vestir tudo aquilo antes que o loiro passasse para buscá-la. Optou por um vestido preto e justo e seu par de scarpins favoritos para enfrentar outro dia de trabalho. Saiu do quarto e recebeu elogios dos filhos. Aguardou os adolescentes saírem para escola e só então foi para o consultório. Sua clínica se chamava Dam Madrid, localizada numa área um tanto afastada do centro. Uma rua tranquila e arborizada que conta com uma charmosa praça central.

Melissa adentrou no escritório, cumprimentou a assistente, mas não deu tempo suficiente para que a moça informasse que a morena teria uma visita dentro do consultório. Assim que largou as bolsas no armário, Melissa sentiu uma presença familiar no ambiente.

— Inteligente usar um nome falso para se promover, doutora. - A voz esnobe não havia mudado, a irmã gêmea de Nathaniel ainda ostentava o profundo mal gosto em aparência. As madeixas amarelas formam a moldura do rosto plastificado de Ambre. Melissa correu os olhos e sentiu náuseas com o visual completamente justo e transparente da inimiga da juventude.

— O que faz aqui, Ambre? - A morena ainda era a mesma jovem confiante da adolescência. Se dirigiu até a mesa de madeira e sentou na cadeira de escritório.

— Rever as velhas amigas, visitar as terras quentes da Espanha e dar um aviso para a vadia de Sweet Amoris. - A mão branca e de pulseiras barulhentas repousou na mesa do consultório.

— 15 anos e você não conseguiu evoluir, Ambre? Por favor, não tenho 19 anos e a mesma disposição para insultar pessoas sem caráter como você.

— Você sabia que me casei com o seu grande amor? Pois é, Melzinha. Aquele corpo foi todo meu. Tratei logo de proliferar nossos genes maravilhosos. Essa é a foto de nosso filho, Jason. - Melissa não se deixou abalar pela situação, apenas analisou a imagem de um Castiel que não conheceu. Seus cabelos não era mais semi longos e vermelhos. Agora, seu corte era muito semelhante ao de Nathaniel. As roupas com taxas deram lugar a um visual de cores neutras. O tempo havia sido gentil com sua aparência, ainda aparentava ser forte. Os olhos acinzentados iguais ao de Camryn, pareciam sorrir para um garoto loiro com olhos cor de âmbar.

— Teve aquele corpo? Quer dizer que nem Castiel foi capaz de aturar você. Sinto muito, deve ser difícil ser mãe solteira bancada pelos pais. Já terminou? Eu tenho muito trabalho a fazer. - A morena se levantou e caminhou até a porta, mas Ambre pareceu transtornada com o confronto.

— Sua maldita, ele nunca esqueceu de você. Durante o sono ele chama o seu nome. Anos a fio, num casamento de fachada com o homem que eu sempre amei e você roubou de mim. Mas eu vou recuperar nosso relacionamento. Só vim avisar para que fique longe dele, vadia. Ou vou machucar a sua preciosa bastarda. Camryn, acertei? - Melissa sentiu o sangue ferver ao ouvir o nome da filha e Ambre parecia se divertir com a situação.

— Não sei como diabos me achou depois de tantos anos e sequer soube de minha filha. Mas se você tocar num único fio de cabelo de Cam, juro que eu te mato com minhas próprias mãos. Agora saia daqui, maluca. - A loira parecia satisfeita com a reação da rival, apenas juntou a foto do filho e caminhou pausadamente até a porta. Rebolando e encarando Melissa.

— Esteja avisada! Foi bom rever você, Melzinha. - A morena se conteve e deixou a oxigenada sair pela porta. Só então, trancou a porta e se entregou ao desespero. Mal teve tempo de deixar as lágrimas rolarem e processar toda informação cuspida por Ambre, ouviu o telefone chamar.

— Señora, Nathaniel está en la línea. - A assistente avisou gentilmente para Melissa que voltou a sua mesa.

— Gracias, Lupe. Puede pasar la conexión.- A morena respirou fundo e retribuiu a educação de sua assistente.

— Mel, a maluca de Ambre me seguiu até a Espanha. Deve ter pedido ajuda ao nosso pai para te localizar. Eu vou tomar as devidas providências, mas queria te deixar avisada.

— Ela já esteve aqui, Nath. Jogou na minha cara o casamento com Castiel e até a foto do seu sobrinho. Está tudo bem, eu vou sobreviver e mato ela com as próprias mãos se tocar em Camryn.

— Sinto muito… eu não queria que ficasse sabendo desta forma. Eu não falo com ela a tanto tempo. Apenas vejo meu sobrinho nas férias. Isso deve ter abalado você...Eu. - A voz emocionada de Nathaniel deixou Melissa um pouco mais confortável. Era bom saber que ele prezava pela integridade de sua família.

— Tudo bem, não é uma foto que vai abalar meu humor. Fico feliz por sua preocupação. A viagem com Camryn ainda está de pé e gostaria de saber se gostaria de levar Armin junto. Ficaria mais tranquila se souber que estão com você em segurança.

— Será um prazer, Mel. Fico aliviado de saber que está mais tranquila e que Ambre não conseguiu abalar seu emocional. Nosso jantar está confirmado?

— Vou tentar ficar apresentável. - Tímida, Melissa apenas deu uma pequeno riso.

— Não tem como ficar melhor, você já é linda, Mel. Até mais tarde! - A morena sentiu suas bochechas esquentarem pelo elogio. Se pegou fantasiando sobre o jantar que teria mais tarde. Um paciente entrou no consultório para sua terapia.

— Vamos ao trabalho. - Se levantou, pegou a agenda e caminhou até o divã.

 


Notas Finais


Só sigo que tem um cheirinho de hentai e treta por ai. Façam suas apostas. hahaha


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