História .the tutor - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang, DEAN
Personagens DEAN, D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, T.O.P, Taeyang
Tags Bigbang, Romance, Top
Visualizações 7
Palavras 3.483
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus queridos!

Mais um capitulo para vocês, espero que não estejam bravos comigo (hihihi)

Boa leitura!

Capítulo 21 - .bloodstream


Fanfic / Fanfiction .the tutor - Capítulo 21 - .bloodstream

 

 

 

Suk-Ku parecia ter entrado em um casulo escuro. As janelas fechadas e as cortinas estavam cobertas e só o barulho da televisão podia ser escutada

 

— Seunghyun, você está ai? — perguntou com um tom elevado, já que o volume da televisão era absurdamente alto, em algum canal de entretenimento. Caminhou lentamente até a sala e viu a figura de Seunghyun, largada no sofá com latinhas de cerveja, maços de cigarro jogados no tapete e um frasco de Alprazolam vazio — Meu deus, você está consciente? Teve outro ataque de pânico? — perguntou, acariciando seu rosto frio, com demasiada aflição, observando suas pupilas dilatadas paradas em um ponto fixo. Suk-Ku se desesperou, não devia ficar dando os frascos para ele sem medicação, mesmo com sua insistência. Enfiou as mãos trêmulas no bolso, a procura do celular para ligar para o 119 (emergência).

 

— Não faça isso. Eu estou bem — Seunghyun segurou se braço, evidenciando ainda mais sua preocupação. Ele piscou os olhos, engolindo a seco. Suk-Ku sentou no sofá, tentando se acalmar

 

— Você quase me matou do coração? Achei que você tivesse tendo suas crises de novo, fiquei desesperado — esbravejou, passando as mãos nas têmporas suadas — Você queria se matar de novo? Não é? Fumando, bebendo e ainda tomando todo o seu analgésico. Quer que eu ligue para sua mãe?

 

Seunghyun deu meio sorriso, endireitando o corpo torto, fungando

 

— Já estou morto á anos, se é para ser sincero — disse em um humor mórbido — Aconteceu-me é que sinto que estou perdendo-me naqueles trilhos novamente

 

— Sua crise piorou?

 

Suk-Ku disse com angústia, lembrando-se das inúmeras vezes que o viu tento crises convulsionarias e até ter medo de sair de casa, com o temor de ter um ataque do coração, enlouquecer e até morrer por causa das alucinações que tinha

 

— Potencialmente, ela piorou. Tenho aqueles pesadelos com Jeong Woo, Hanna, Joshua quase que todas as noites. Na universidade tenho tremores constantes, formigamento, calafrios e estes tipos de coisas

 

— Qual foi seu ativador desta vez?

 

Seunghyun respirou fundo, tentando pensar mais claramente em seus ativadores

 

— Talvez seja saudade dos meus filhos, ah, como sinto saudade deles, inclusive, recebi uma mensagem da suposta babá deles me dizendo que tudo aquilo era uma brincadeira da Hanna — sorriu, sem humor, sentindo ás lágrimas caírem. Sentiu-se estúpido o suficiente para acreditar que teria uma chance, mesmo que fosse mínima, de apenas trocar algumas palavras com as crianças, embora que, sentia-se incapaz para tal coisa.

 

Suk-Ku olhou no relógio do seu pulso, eram aproximadamente umas dez horas.

— Talvez seja porque eu nunca senti o que era ter uma família de verdade. Seung-Hee se esforça, eu vejo isso nos olhos dela, como ela é uma mãe fantástica para mim, na verdade, eu que sou o peso morto na vida dela — dizia com muita dor, sentindo as lágrimas que ficavam trancadas, sufocadas e trancafiadas em seu inconsciente tratadas por si, como fraqueza, deslizarem sobre o rosto frio e melancólico — Ou talvez seja, pelo fato, que eu nunca senti que uma pessoa me amasse de verdade e eu amasse de volta, algo recíproco, algo que não fosse tóxico ou depreciativo. Descobri o que tanto se falam sobre “você vai saber que ela é a pessoa certa”, sim, mas, eu simplesmente não posso correr e tê-la nos meus braços sem que eu estrague sua vida, ou a faça infeliz. Sou fadado a ficar sozinho e solitário — sorriu, tentando enxugar ás lagrimas

 

— Depois que eu fui embora, aconteceu alguma coisa entre você e Ye-Jin, quero dizer — tossiu, tentando encontrar as palavras certas — Você parecia ansioso. Por acaso, vocês tiveram uma discussão de novo?

 

Seunghyun bufou profundamente, enterrando as mãos na cabeça. Quem dera tivesse sido uma discussão, tudo estaria mais fácil e ele não teria que estar passando por aquele tormento novamente

 

—Quero ser sincero contigo, como nunca fui sincero comigo mesmo — respirou fundo, com aquela necessidade indômita de desabafar, mesmo que odiasse a chegar nestes extremos — Eu a beijei e sinceramente, não me arrependo por isso. Arrependo-me do que me motivou a fazer isso, não do ato em si.

 

— E o que te motivou a fazer isso? Será que foi aquele 1% do qual falávamos aquele dia? Eu posso ser médico, mas entendo um pouco de psicologia também

 

Brincou, conseguindo tirar o mínimo de um sorriso dele

 

— Eu sinceramente amo ela. Não é algo de explicar, pois eu sei quando estou amando, e está, de fato, é a segunda vez com o gosto de ser a primeira. Estou me sentindo estúpido, deprimido e isso é uma merda

 

Suk-Ku riu, passando as mãos nos longos cabelos, jogando-os de lado

 

— Parece que a crise dos dezoito anos, chegou um pouco mais tarde — Seunghyun revirou os olhos, prevendo que não deveria falar demais com Suk, embora fosse dócil, tinha uma tendência a ser demasiadamente falante — Você a beijou, e ela? Não gostou, gostou...

 

— Eu não sei, literalmente, eu não sei de nada. Só sei que agora, não podemos ter mais um relacionamento normal e estritamente acadêmico. Isso foi muito antiético da minha parte, tenho que me desculpar com ela

 

— Ou, deve falar o que você realmente sente — Seunghyun arregalou os olhos, como se eles estivesse dizendo uma loucura — Ei! Não me olhe assim! Falo sério. Ye-Jin é adulta, tem vinte três anos, aonde que isso é antiético? Vocês dois não são adolescentes, são dois malditos adultos, então resolvam isso logo. Seja para o bem, ou para o mal, a verdade é sempre necessária

 

Disse um tanto sereno, embora quisesse que ele entendesse a necessidade de parar de fugir daquilo que lhe fazia bem

 

— Não posso decepcionar o pai dela. Imagina que vergonha eu vou passar, caso isso vire publico? Posso até ser expulso, e minha reputação? Vou ficar conhecido como professor pervertido que beija alunas na tutoria

 

— Ela te deu um tapa na cara depois do beijo?

 

— Não

 

— Foi um tanto estranho. Ela se desculpou, e eu sai para respirar um pouco de ar puro e só ouvi quando a porta foi fechada com força — disse angustiado, passando as mãos no cabelo, descendo a nuca.

 

— Sabe que eu acho? — Suk disse, depois de algum silêncio. Seunghyun assentiu, levantando as sobrancelhas — Vocês dois, de uma forma sinistra, se completam. E eu não estou dizendo isso porque sou seu amigo, nem nada. Mas pela forma como vi vocês dois ontem. Tem certa cumplicidade, algo que liga vocês de alguma forma. Se ela achasse que o beijo foi errado, talvez não se sentisse culpada. Se ela pediu desculpas, é porque sente alguma coisa.

 

Aquilo fazia sentindo, até mesmo para Seunghyun, que no geral, não alimentava idéias positivistas. Mas, englobar aquilo em uma ação, já era diferente. Ao mesmo tempo em que sentia aquele afeto, amor por ela, queria também ajudá-la como professor. Não sabia pesar as duas coisas no mesmo balanço.

 

— Tenho coisas para me preocupar como: meus filhos. Sentimentos são triviais — disse seco, e Suk deu uma risadinha irônica

 

— Se “sentimentos” fossem triviais como você diz, creio que não encontraria você deprimido por causa de um simples beijo?

 

Seunghyun bufou, digerindo um palavrão com a garganta, mas não podia se esquivar da verdade

 

— Ok. Já entendi. Mas agora, o que eu faço?

 

Estava se sentindo perdido, em um espiral de acontecimentos

 

— Primeiro, em relação aos seus filhos, aja conforme lei. Mas faça isso, com calma. Já que sabemos que Hanna e Jaejoong são manipuladores ao extremo

 

— Eles vão me colocar na cadeia, por um crime que eu não cometi. Quer dizer, que eu assumi como se fosse. Odeio ter que pensar isso

 

Suk mordeu os lábios, tentando pensar em uma forma de ajudá-lo

 

— Viu? Minha vida é tão complicada, que nem eu mesmo posso me dar o luxo de me apaixonar. Qualquer pessoa que estiver ao meu lado vai sofrer com estas coisas

 

— Acalme-se. Naquela época, quando você ficou de preventiva, quem era seu advogado?

 

Seunghyun tentou buscar na mente, já que questões aquele assunto, ele tratava de apagar de sua mente

— Era um defensor público, não me lembro o nome, era Harris Woodwook. Tratou do meu caso com seriedade, embora que depois foi afastado com aquela ameaça de Hanna e o resto você já sabe....

 

Suk assentiu, enfiando a mão no bolso, pegando o celular, tirando a capinha da parte de trás, entregando-lhe um papel minúsculo e azul

 

— Tenho um amigo. Um ótimo advogado da área familiar e investigativa. O nome dele é Lee Seunghyun. Conhecemo-nos há alguns meses, quando eu precisava de ajuda sobre a hipoteca da casa. Ele é ótimo, eu te garanto

 

Seunghyun pegou o papel em mãos, analisando-o. Ficou na dúvida, mas decidiu se arriscar

 

— Ok. Tudo bem. Estou confiando em você. Marque uma consulta, de preferência no sábado, onde estou livre — disse, tocando em seu ombro. Depositando o resto de fé que tinha em suas mãos

 

— Não se preocupe, vai dar tudo certo. E agora em relação a sua família...

 

— Já disse que não vou criar contato algum, eu me recuso

 

Esbravejou, sentindo o gosto amargo das lembranças que tinha do passado

 

— Você pode até não querer ter contato com Chamyung e afins, mas, mais cedo ou mais tarde, vai ter que confrontar isso. Caso, as coisas com seus filhos darem certo, a guarda deles vai ficar com você, e então, eles vão ter que ser registrados e só há um lugar que você vai ter que ir para recorrer o registro familiar, mesmo que se negue: Mansão Saiyo.

 

Tudo aquilo era muito aterrorizante para ele, não sabia se estava confiante o suficiente para tomar uma decisão. Apesar de tudo, sentia falta da avó, de sua tia Yu-na que eram amáveis com ele e se esforçava para pensar como estava sua irmã, ela era pequena quando ele foi embora.

 

            — Isso tudo, é muito doloroso, entenda.

 

Respirou fundo, organizando tudo aquilo dentro de si

 

— Tudo bem, ao vou insistir. Mas, tem a última coisa, que é: resolver tudo com Ye-Jin

 

Ele assentiu, voltando o olhar para o amigo.

 

— Vou fazer isso, ainda hoje!

 

Suk sorriu, passando a mão no seu ombro

 

— Suk, não queria ser rude, mas, você trouxe o atestado médico?

 

Suk-Ku bufou, enfiando as mãos no bolso, tirando de lá um papel dobrado

 

— Cansei de te dar atestados falsos! Você quer me ver preso?

*

— Foi emocionante ver a cara emburrada dela esta amanhã. Sinto-me plena — Ha-Yi riu diabólica, lembrando de como foi prazeroso ver Eun-Jae emburrada e tento um ataque de nervoso, por sua festa magnífica ter sido um fiasco. Ye-Jin assentiu, distraída com as idéias em sua cabeça

 

— Que loucura — deu uma risada fraca, enquanto as duas cruzavam o corredor até a biblioteca — Com todos nervosos com semana de provas, como alguém iria pensar em ir a festas?

 

— Digo o mesmo — a biblioteca estava parcialmente vazia, com algumas pessoas espalhadas pelas mesas. Cumprimentaram a senhora Kang, que se deliciava com Macbeth de Shakespeare, através de seus óculos quadrados. Elas foram se sentar no canto, perto da janela, entre a sessão de química e línguas estrangeiras, onde era totalmente silencioso e distante

 

— Como foi o primeiro dia do Kyungsoo no estágio? — sussurrou, colocando os cadernos e a lapiseira na mesa. Ha-Yi animou-se, botando os pés na mesa

 

— Ele disse que foi maravilhoso, e que se sentiu como um advogado. Apesar de quê ele chega muito tarde, e eu quase não o vi chegar. Mas ele me falou como o lugar é bom, e como só em um primeiro dia, ele já fez coisas super importantes. E já foi convidado para um evento social, estou sentindo que as coisas vão começar a ficar maravilhosas daqui para frente

 

Ye-Jin sorriu, orgulhosa com o amigo

 

— Isso é bom. Fico feliz por ele — os olhos formavam um sorriso, enquanto os dedos na lapiseira faziam cálculos rapidamente

 

— Mas, me conta logo, como foi o pedido de namoro. Cadê a aliança e tudo mais — Ha-Yi disse afoita, lançando um olhar desesperado para Ye-Jin que parecia não querer tocar neste assunto

 

— Calma. Estamos começando ainda, é tudo muito novo, você simplesmente precisa parar! — esbravejou entre sussurros, finalizando seus exercícios de calculo. Ha-Yi fez beiço, bufando impacientemente — Além do mais, queremos manter isso em segredo. Não quero que Eun-Jae fique sabendo, e tente me trucidar por isso. Estamos sendo discretos

 

— E sobre seu pai?

 

Ye-Jin engoliu a seco, lembrando-se da conversa que tivera com ele pelo telefone. Ele parecia sério e incomodado. Pediu que no final de semana, fosse visitá-lo para uma conversa séria, já que estaria a semana inteira fora, para uma viagem de última hora a Jeonju

 

— Ele não sabe de nada, e com certeza, vai ser o último, a saber. Com tudo acontecendo com minha família, nem sei ao certo se é uma boa namorar

 

— Quando você vai contar sobre o casamento e tudo mais?

 

Ha-Yi disse aflita, com um tom quase inaudível. Ye-Jin sentiu-se perdida. A sua mente ia e vinha neste espiral de acontecimentos. O provável casamento, a universidade, Dean e agora aquele beijo, mais especificamente, Seunghyun.

 

— Se eu nem mesmo sei lidar com isso, não sei como direi a ele. Vou deixar as coisas seguirem o curso. Taemin tinha me ligado falando sobre a conversa que papai teve com vovó, tio Seung-Jae e tio Woo-Jong. Talvez eles tenham decido algo, mas sobre agora, não sei. Acho que vovó foi precipitada, não creio que isso chegue acontecer. Jisoo mandou-me uma mensagem, disse que ia passar lá me casa para conversarmos sobre isso

 

Ha-Yi assentiu, pegando qualquer livro da estante, ao ver que Sra. Kang se aproximava para fazer sua vistoria

 

— Você e Jisoo ainda se falam? Quero dizer, depois da babaquice de Ji-Yong. Nem consigo imaginar que gostei dele um dia

 

— Jisoo e eu falamos com freqüência, embora que seja por telefone ou mensagem. Ainda mais agora com o processo de divórcio, ela está bem abalada e, no entanto, Jisoo continua sendo minha cunhada e uma amiga. Mas, como ela tem uma amizade com minha avó, creio que o contato não será quebrado e até imagino, vovó mexendo seus pauzinhos para quê Ji-Yong e Jisoo voltem a ficarem juntos

 

Ha-Yi assentiu, lembrando-se como Jisoo era solúvel

 

— E como vai sua tutoria com o professor bonitão? — disse em um sorriso, curiosa. As bochechas de Ye-Jin coraram ao mesmo instante que seu corpo entrou em choque — Ei? Você ficou estranha quando toquei neste assunto, aconteceu alguma coisa?

 

— Não. Que isso — tentou transparecer normalidade, embora quê, era visível seu desconforto com o assunto — Ele é um ótimo tutor, tem me ajudado bastante, tanto nas aulas quanto nas tutorias

 

— Ui! Para que odiava ele, até que estamos bem — brincou, em uma risada, vendo Sra. Kang fazer uma careta feia, pedindo silêncio. Ye-Jin engoliu a seco, forçando um sorriso calmo

 

— Se bem que ele faltou nas aulas de manhã — disse retórica, imaginando-se, ele tivesse ficado desconfortável em relação ao beijo. Precisava lhe pedir desculpas, embora que tivesse fazendo várias coisas para ocultar o fato de que, por mais estranho que fosse, sentia algo por ele.

 

— Sim. Yo-Seob me disse que ele daria á eles aula de experimentação científica, ele estava animado com a aula e olha que o Wu não se anima com nada nesta vida, ao não ser com aqueles Doritos nojentos e aquela série de coisas estranhas no Netflix

Ye-Jin balabçou a cabeça rindo, imaginando o que Seunghyun deveria estar fazendo..

*

— Você parece demasiadamente deprimida.

 

Ji-Yong disse, colocando uma xícara de chá nas mãos de Eun-Jae que parecia demasiadamente abalada

 

— Eu sou um fracasso. A festa maravilhosa que eu fiz ontem foi um fracasso. Eu tento ser uma pessoa legal e olha que me aconteceu — disse manhosa, bebericando o chá, sentindo o corpo se acalmar com o gosto delicado e refrescante de hortelã

 

— Já disse que ontem tive uma reunião com a editora que vai lançar meu próximo livro e não posso ficar dividindo estes espaços com você. Minha irmã estuda na mesma universidade, imagina se ela descobre — puxou-a para um abraço, vendo-a fazer um beicinho

 

— Porque não conta logo para Ye-Jin? Ela é minha amiga, creio que ela não vai ficar chateada de descobrir que estamos juntos e que eu estou te fazendo feliz — disse falsamente, colocando a xícara na escrivaninha, e dando a atenção de seus dedos para seu rosto

 

— A questão é que Ye-Jin está magoada em relação ao divorcio e ela e Jisoo são próximas, você tem que entender

 

— Ah meu amor, me desculpa, mas se ela é sua irmã e te ama, tem que entender o que te faz feliz e te apoiar por isso — disse ácida em falsa docilidade, sentindo que no fundo, seria ótimo soltar uma noticia destas para Ye-Jin e vê-la mal-humorada por causa disto

 

Ji-Yong bufou, engolindo a seco. Aqueles assuntos remetiam a promessa que tinha feito para sua mãe que nunca magoaria Ye-Jin, em nenhuma circunstância e de certa forma, já havia quebrado parte da promessa.

 

— Eun-Jae, eu não deveria te falar isso, mas Ye-Jin tem traumas a cerca de separações. Em um passado não tão distante, ela ficou realmente mal com isso. Separações são difíceis a ela

 

Eun-Jae sentiu em sua fala quase que um fragmento de um segredo muito pessoal que Ye-Jin tinha. Colocou em sua mente, que descobriria o que isso significava.

 

— Sério? Coitada — disse cínica, passando a língua nos dentes — Mas, este trauma, se deve ao quê? — os olhos tinham um tom inocente embora que a mente, tinha desejos mal intencionados sobre aquela informação

 

— Eu não posso falar, é algo de família, é sério. Nem ela sabe e imagino que nunca deve saber

 

Disse rapidamente, desejando que não tivesse que tocar neste assunto novamente

 

— Meu amor — Eun-Jae tocou seu rosto, fazendo bico — Tudo bem, não vou te obrigar. Só acho que você não deve guardar estas coisas sozinho. Desabafe. Sou um tipo de pessoa que adora Ye-Jin, ela sempre vai lá ao clube New’oclok e nós sempre conversamos sobre este tipo de coisa, e comigo, ela é bem sincera — mentiu, instigando Ji-Yong para que ele contasse o que ela queria ouvir. Ele bufou, pegando em suas mãos macias

 

— Prometa-me em nome da sua família que você não vai contar o que eu vou te dizer agora para ninguém, muito menos para Ye-Jin

 

Eun-Jae sorriu, assentindo com a cabeça

 

— Eu prometo

 

Ji-Yong engoliu a seco, se amaldiçoando mentalmente por dizer uma coisa destas

 

— Meu pai sempre foi um homem reservado e de poucas palavras. Ele e minha mãe tinham um casamento conturbado e eu cresci vendo isso, embora que fosse atrás de portas. Meu pai nunca amou a minha mãe, assim como, minha mãe nunca amou meu pai. O casamento deles fora forçado pelo meu avô, devido à rebeldia de meu pai. Sou fruto de um casamento falso. Mas quando Ye-Jin chegou, as coisas mudaram. Lembro-me perfeitamente de como ela estava no dia em que ela chegou a nossa casa: vestidinho amarelo, com os cabelos castanhos em uma traça bonita, sapatinhos pretos enquanto abraçava uma pelúcia em forma de peixe. Ela estava assustada, pois tinha sido separada da mãe dela. Eu não fazia idéia o que era ter uma irmã, foi a partir daquele momento que fui perceber o quanto nunca eu deveria machucar ela — disse com a voz engasgada, sentindo como aquelas memórias eram ruins. Eun-Jae arregalou os olhos, surpresa pelo o que ele tinha lhe dito

 

— Então Ye-Jin não é sua irmã legitima? Ela é uma bastarda?

 

— Sim. Ela é filha de meu pai com outra mulher. A mãe verdadeira dela morreu em um acidente de carro. Nunca soube quem era aquela mulher. Achei que mamãe ficaria uma fera e se sentiria traída, mas foi completamente ao contrario. Mamãe abraçou Ye-Jin como sua filha, assim como eu a abracei como minha irmãzinha, daquele momento em diante, vivemos como uma família feliz. Nunca mais vi mamãe e papai brigando e só uma harmonia que tínhamos em casa. Agradeço Ye-Jin sempre por ter se tornado a minha irmã.

 

Ji-Yong fungou, sentindo todo o amor que sentia pela irmã fluir em seus pensamentos

 

— Memórias para trás deste evento foram completamente apagados da memória dela por hipnose feita na época. Acho que o pai da mãe dela tinha haver com isso. Ele não queria assumir Ye-Jin como sua neta e como membro da família deles. E eu realmente acho que ela é bem mais feliz sem está verdade da vida dela, eles se desfizeram dela como um cachorro abandonado e isso me irrita até os dias de hoje. Ye-Jin está bem, se caso ela soubesse de tudo, eu não agüentaria vê-la sofrendo. De certa forma, somos a família dela, ela só ficou com a melhor parte

 

Eun-Jae sentia-se como se tivesse sendo abençoada com uma informação valiosíssima destas

 

— Uau! Isso é bem perturbador. Estou chocada. Mas não foi bom desabafar? — disse e Ji-Yong assentiu — Depois disto, juro que serei, mas compreensiva contigo, ok?

 

Ji-Yong sorriu, dando um selinho em Eun-Jae

 

— Obrigado por me entender e ser tão maravilhosa comigo — sorriu, mal sabendo das intenções perversas da menina a cerca daquele relacionamento


Notas Finais


<3


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