História The Unknown Girl - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eldarya
Personagens Erika, Ezarel, Jamon, Keroshane, Leiftan, Mery, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Amor, Eldarya, Elfos, Ezarel, Humanos, Leiftan, Nevra, Romance, Sexo, Valkyon, Vampiro
Visualizações 58
Palavras 2.307
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ecchi, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá minhas jujubinhas!
aqui está mais um capítulo da fanfic!
Quero agradecer a todas que comentaram, deram seus favoritos, expressaram suas opiniões e elogiaram bastante, muito obrigada de verdade! Vocês me motivaram bastante a continuar♡
O capítulo foi betado pela minha jujubinha @LoveStar e a capa nova foi feita pela minha @Screamy, gostaram? eu amei bastante!
Agora sem mais interrupções!
Boa leitura <3

Capítulo 2 - Prisioneira


Fanfic / Fanfiction The Unknown Girl - Capítulo 2 - Prisioneira

"Você vai me acertar como um relâmpago"

Continuação...


– Eii! Quem é você?! Como conseguiu entrar aqui?! 

Me virei assustada dando de cara com uma mulher com caldas e orelhas de raposa, sua expressão estava bem severa. 

Espera, Caldas? Orelhas? 

Com certeza eu havia comido um cogumelo, e o mesmo deveria ter algum tipo de toxina me fazendo ter alucinações a esta hora. 

– EU TE FIZ UMA PERGUNTA! RESPONDA-ME AGORA MESMO! – Seu tom autoritário era acompanhado pela luz em seu bastão que chamuscava em suas mãos, apontando em minha direção com fúria. O brilho azul que emanava nele era fascinante e belo ao mesmo tempo, cintilando como uma dança perigosa. 

– E-Eu... – Toda e qualquer desculpa parecia surreal naquele instante. Pensei em alguma boa história para contar, mas a ideia de revelar sobre minha vida particular à uma desconhecida que eu nem ao menos sabia se realmente existia mesmo ou se eu estava apenas sonhando, não me parecia uma boa ideia. – Estava andando pela floresta... e de repente acabei parando aqui. – Revelei de forma simplificada. Não havia nada para esconder afinal. 

Do nada, um barulho que mais pareceu um estrondo ressoou do lado de fora atrapalhando nossa conversa. Instintivamente olhei ao redor da sala em busca de respostas, mas o grito da mulher me assusta de uma maneira que levo a mão ao peito sentido os batimentos cardíacos acelerarem. 

– MAS O QUE FOI ISSO?! – A mulher se vira para mim, fazendo-me dar dois passos para trás. A luz do seu bastão pareceu ter se intensificado ainda mais. 

– E-Eu não sei! – Respondi assustada. 

Eu só queria ir para casa e acordar deste sonho sem sentido. 

– Jamon, resolva isso! Eu vou ver o que está acontecendo! – A mulher-raposa se afasta e sai apressada da sala quando um muro gigante toma posse de toda a minha zona de visão. – JOGUE ESSA HUMANA NA CELA! 

Espera... ela disse "CELA"? 

Levantei a cabeça engolindo em seco vendo a figura daquele gigante que era mil vezes maior do que eu. Ele tem uma cabeça de porco? Parece um javali, ou até mesmo seja um minotauro além de ser bastante musculoso. Realmente, como não percebi sua presença antes? 
O tal "Jamon" agarrou meu braço com grosseria para me tirar da sala. 

– Eii! – Comecei a me debater conseguindo retirar meu braço de suas grandes mãos. – O que você pensa que está fazendo? – Indaguei acariciando a pele do meu braço para amenizar aquela sensação incômoda de dor. 

– Grumft! – Resmungou. – Miiko mandar. Jamon obedecer! 

No mesmo instante senti meus pés abandonarem o chão e o meu corpo ser jogado sobre os ombros daquele Javali mutante. O tal ser me carregava como se eu fosse um saco de batatas no qual eu revidei batendo nas suas costas o mais forte o possível. 

– ME SOLTA! – Berrei. – PRA ONDE VOCÊ TÁ ME LEVANDO?! 

Nós passamos por vários tipos de salas estranhas até chegarmos em um local escuro e sem janelas, apenas uma escadaria sem fim poderia ser vista. Mas que tipo de droga injetaram em mim? Se isso for um sonho, por favor, mãe, me acorde! Ou senão, se eu estiver mesmo perdida, minha mãe ficará uma fera quando eu chegar em casa. 

Aquele gigante já havia descido inúmeros lances de escada comigo batendo violentamente em suas costas. Assim que eu percebi que ele havia parado de descer as escadas, levantei o rosto de suas costas me deparando com um lugar estranho. Havia um pequeno lago de cor verde nele com uma ponte e no canto das paredes escuras e gastas, celas eram instaladas. 

Ele me colocou no chão. 

– Você acha que eu vou ficar aqui? – Eu disse irônica. 

Jamon me jogou em uma das celas trancando ela antes que eu pudesse levantar. 

– Ficar aqui. – Disse sem pestanejar. 

– Espera! – Levantei do chão em desespero agarrando a barra das celas com as minhas mãos. – Eu não quis bater com força em você! Por favor, não me deixe aqui! – Minha voz tremia quase como um choro silencioso. 

– Jamon cumprir ordens. – O gigante disse e em seguida me deu as costas partindo para longe, me deixando para trás naquele canto escuro e frio desprovida de liberdade. 

– ESPERA! – Comecei a sacudir a barra da cela, estava angustiada, assustada e mais do que desesperada. 

O muro nem me deu atenção e apenas sumiu daquela sala estranha. Deslizei meu corpo pela grade da cela, caindo sentada sobre chão enquanto abraçava os meus joelhos. E agora, o que eu iria fazer? Isso aqui não é um sonho. Eu estou mesmo perdida nesse lugar estranho e o que a minha mãe vai pensar quando souber que eu sumi? E o que todos no baile vão achar? Que eu fui uma fraca. Minha mente roda só de imaginar a tamanha decepção que passei. Comecei a acariciar o vestido tão bonito que um dia tive, mas que agora parecia mais um trapo de tanto eu percorrer pela floresta. 

Pensar em mamãe e em todos que eu havia deixado para trás fez com que lágrimas escapassem de meus olhos sem o meu consentimento, apavorada e preocupada com o bem-estar de minha mãe. O que será dela agora comigo presa nesse lugar estranho?

~Mundo humano~ 

Escutei batidas na minha porta esperando que seja Louise. Ela me devia uma boa explicação por ainda não ter chego em casa mesmo após às 3:00 horas da manhã. Provavelmente ela esteja acompanhada de Alice, aprontando como sempre. Espero que, por fim, tenha dado tudo certo no baile, afinal, minha filha mais que merece ser feliz. 

Caminho até a porta com a expressão mais séria que consegui fazer já elaborando o sermão que pretendia dar a ela. 

– Com licença, você é Jade Walters? – Ao contrário de minhas expectativas, era um policial que apareceu em minha frente segurando um bloquinho em mãos. 

Meu semblante rígido dá lugar ao desespero com as pequenas conclusões que começava a tirar. 

– S-Sim! – Respondi imediatamente enquanto alisava meu cabelo tentando não pensar no pior disso tudo. – A-Aconteceu alguma coisa? 

– Houve um pequeno desentendimento no baile de formatura da escola de... – Ele espia em seu bloco de notas fazendo meu coração gelar na mesma hora. – ...sua filha Louise, estou certo? Ela é sua filha? – Assinto desesperadamente com a cabeça, ainda sob estado de alerta. – Nós faremos de tudo para encontrá-la. 

– "Encontrá-la"? – As palavras fazem meus olhos se arregalarem em resposta sem querer acreditar nelas. – Onde está a minha filha? – Meu desespero toma conta de todo o meu corpo e eu sinto quase desmaiar de angústia. 

– Preciso que a senhora se acalme e me acompanhe até a delegacia por gentileza. – Pediu o policial. 

– CALMA?! EU QUERO SABER O QUE HOUVE COM A LOUISE AGORA MESMO! 

– Senhora, tudo o que disseram foi que Louise Walters agrediu uma garota e saiu da festa indo em direção à floresta. – Ele completou. – Então por favor tenha calma, ou terei que algemá-la. 

– Louise?! Ela não agrediria nem mesmo uma formiga! – Afirmei. Mas floresta? Não pode ser, ela jamais deveria ter ido para aquele lugar. – Está bem. Eu irei pegar meu casaco agora mesmo... 

Eldarya 

Já haviam se passado umas 3 horas... 

Com certeza eu já havia contado quantas grades cada cela tinha enquanto encarava aquele lago verde e estranho. 
Tudo que eu precisava agora é conseguir escapar desta maldita cela. 

"Click"

Surpresa, eu me levantei do chão vendo um homem que trajava uma armadura e uma máscara negra com detalhes vermelhos a minha frente. A porta da minha cela estava aberta e, ao seu lado, o homem mascarado se afastava dando espaço à minha saída. Ironicamente ele era a pessoa menos “estranha” que conheci até agora. 

– E-Eu posso ir? – Minha boca sussurra ainda um pouco desconfiada, encarando-o com o intuito de desvendar cada mistério por trás daquela máscara exótica. 

O homem apenas colocou a mão sobre a boca pedindo silêncio. Compreendi de imediato que ele não estava com a mulher chamada Miiko. Ele veio para me ajudar, provavelmente. 

Dei três passos para fora da cela, grata por receber finalmente alguma ajuda naquele local desconhecido por mim. 

– Obri.... – Assim que eu me virei para agradecer o homem, ele já havia desaparecido. Eu estava sozinha novamente, mas pela primeira vez naquele dia, eu estava livre para ir onde quisesse. 

Olhei para o lago suspirando em seguida por não saber nadar. O lamento por nunca ter participado de nenhuma das aulas na piscina lembra meu arrependimento um pouco tardio, impossibilitada de nada naquele instante. 
Então fugir nadando era uma péssima ideia. Uma péssima, péssima ideia. 

Sem pensar duas vezes, fui subindo degrau por degrau daqueles inúmeros lances de escadas. Não lembro quantas vezes parei para recuperar meu fôlego, mas depois de muito esforço consegui chegar em uma sala no centro, onde existia três tipos de saídas diferentes, me escondi atrás de uma pilastra vendo uma porta com degraus, pelo que parece é a saída dali, antes que eu desse o primeiro passo, resolvi correr em direção a esquerda ao escutar alguns murmúrios, ninguém pode saber que eu teoricamente "escapei" da prisão. 

O corredor em que parei, era vermelho com detalhes dourados nas paredes que eram repletas de portas com símbolos diferentes. Olhei ao redor para ver se havia alguém ali. Por sorte, havia apenas eu. 

Minha mente tentava calcular o que eu iria fazer a partir de agora. 

Pensa, Louise! Pensa! 

Os murmúrios começam a ficar mais próximos de mim e em desespero de ser flagrada, dei um passo à frente apressada, ignorando qualquer cuidado prévio. 

A sensação de ter trombado em algo, ou alguém, se faz presente no mesmo instante, forçando meu corpo ao chão logo após do impacto bruto. 

Levantei o rosto na mesma hora curiosa – e inquieta –, era um homem de cabelos negros um pouco desajeitados que usava um tapa-olho em seu olho esquerdo. Seu olho direito, em um tom belo de cinza-prata, estava focado em mim sem intenção de desviar. Encarar aquela íris cinzenta me fazia congelar por completo sentindo arrepios percorrerem por toda a região das minhas costas. Eu estava enrijecida diante de seu olhar penetrante. 

– Veja só o que eu encontrei. – O desconhecido quebrou o silêncio com simples palavras. – O que uma bela humana faz perdida? – Um sorriso sedutor é esboçado para mim ao lamber seus lábios com um movimento rápido. 

"Então, o que uma linda garota faz sozinha pelos corredores?" 

Peter. 

Senti uma pontada de raiva ao lembrar de suas palavras. As palavras que aquele cretino ousou dizer-me outrora. 

– Estou apenas de passagem... – Uma última tentativa de disfarce foi tudo que pensei, já consciente que havia sido pega. 

– Ah, mesmo? – Ele responde, ainda com o seu sorrisinho charmoso cheio de diversão. – Já que está apenas de passagem, eu mesmo poderia te acompanhar, quem sabe até nos conhecemos melhor durante o caminho, certo? 

"Quem sabe, depois da aula nós nos divertimos, o que acha?" 

Tentei afastar tudo da minha mente. 

– Eu lamento desapontá-lo. – Dei uma pausa engolindo em seco. – Mas eu não estou com tempo. – Mais uma vez tentei passar por ele, mas o moreno bloqueou o meu caminho quase de imediato. 

– Ora... Por que a pressa? – Seus lábios se esticaram mais uma vez em um sorriso sedutor. – Eu não vou te devorar. 

Aquilo foi a gota d'água e, sem pensar duas vezes, acabei dando um tapa no rosto daquele desconhecido sem-vergonha com tanta força que minha mão começou a arder. Eu não iria mais cair nas lábias de algum homem que acha que pode seduzir qualquer mulher com essas cantadas baratas. 

Como ele e o Peter se pareciam: Dois mulherengos cafajestes! Mas eu iria ser enganada novamente. Não por alguém como ele. 

– Nunca mais se aproxime de mim! – Dei as costas com fúria prestes a partir quando eu o ouço gritar em minha direção. 

– AGORA, EZAREL! 

Sem saída, e sem nem mesmo ter para onde fugir, um homem de pele morena, cabelos brancos e bem musculoso agarrou-me pelas costas impedindo-me de fazer qualquer movimento mesmo que eu tente me debater. Atrás dele, surgia um outro homem de cabelos azuis e orelhas pontudas que segurava um frasco em suas mãos. 

– ME SOLTA! 

– Pelo visto essa daqui não caiu na sua conversa, Nevra. – O garoto de cabelos azulados abriu um sorriso debochado para o moreno que se aproximou de nós três com a mão sobre a bochecha vermelha, ainda ardendo pelo meu golpe. 

Então ele se chama "Nevra." 

– Achei que seria mais fácil você atrai-a, mas pelo visto a única coisa que conseguiu foi uma mão na cara... – Ele começa a rir no mesmo instante irritando seu companheiro pela sua postura. Os dois trocam olhares entre si, variando entre uma expressão de ódio e outra de zombaria. 

– Como ousa me chamar de "essa daqui"? – Tentei inutilmente me debater sob os braços fortes do terceiro, falhando miseravelmente. 

– Não me subestime, Ezarel. Pelo menos eu consegui localizá-la. – Nevra retruca finalmente retirando a mão do rosto e volta o seu olhar novamente sobre mim. 

– Claro, mulheres tem um odor especial para você. – Mas nem nesse mundo homem tem salvação. O homem que se chamava Ezarel prosseguiu. – Mas essa, com certeza não será fácil. 

– NÃO ME COLOQUEM DE NOVO NAQUELE LUGAR! EU QUERO IR PRA CASA! – O ódio veio à tona. A repulsa, a tristeza, a sensação de traição... Tudo voltava a me assombrar. – Não me façam voltar para ver aquela Miiko. 

– Terminem logo com isso, Ezarel e Nevra... – Indiferente, o homem que me segurava falou. – Meus braços não vão suportar mais, ela é muito persistente. 

Ezarel abriu o frasco que tinha em mãos, vindo em minha direção sorrindo largamente para mim. 

– O-O que você vai fazer com isso? – Perguntei patética esforçando-me a recuar para trás e virar meu rosto para o lado. 

– Bem, você tem andado bem estressada. O que acha de relaxar um pouco? – Ezarel responde se aproximando ameaçadoramente cada vez mais. – Bons sonhos, humana... – Foi o que eu ouvi antes dele despejar todo o conteúdo do frasco em cima de mim. 

Ah, não...


Notas Finais


Ui, garota forte essa, hein? jogando bebida, dando tapa na cara, qual será a próxima surpresa?
Fiquem no desejo de saber hihi
Se gostou, comente e favorite! seja mais uma jujuba! sempre é importante pra mim qe vocês deixem suas opiniões e teorias!
Até o próximo♡♡
bjss


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