História The Vault 2 - Capítulo 5


Escrita por: ~

Exibições 139
Palavras 2.273
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, Lemon, Orange, Romance e Novela, Slash, Universo Alternativo, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hey pequenos unicórnios!

Eu sei que faz um bom tempo que não posto nada por aqui, mas tive uma leve inspiração e precisei escrever um pouco hehehehe

Espero que gostem :D

Boa leitura!

Capítulo 5 - Floreios da Primavera


Fanfic / Fanfiction The Vault 2 - Capítulo 5 - Floreios da Primavera

Era uma sexta-feira a tarde, começo da primavera, o sol iluminava as copas das árvores do parque, não fazia calor excessivo, era uma temperatura extremamente agradável. Provavelmente uma das tardes mais belas que já presenciei. Não, definitivamente foi a mais bela a qual tive o prazer de presenciar. Os pássaros gorjeavam alegremente, o cheiro das flores era tão gostoso que me faziam sentir em outra dimensão. Eram rosas, margaridas, hibiscos, flor de cerejeira, todas se misturando em seus contrastes de cores e cheiros. Eu olhava os patos no lago enquanto apreciava aquelas flores ao meu redor e as pessoas passarem ao redor sem ao menos prestarem atenção nas pequenas maravilhas que estavam perdendo quando a vi pela primeira vez.
Os fios castanhos claros, olhos azuis, pele alva, o sorriso espontâneo emoldurando seu rosto, a risada alegre, a alegria estampada em sua face. Conversava com uma moça loira que também sorria e ria das coisas que falavam. Seriam elas amigas? Namoradas talvez? Não, com certeza não, pois logo uma moça de cabelos negros e na altura se juntou a elas e lhe beijou os lábios antes de cumprimentar a moça que eu observava. Será que trabalhavam juntas? Creio que sim, pois logo as escutei se despedirem.

 

— Até amanhã, Emma. Tchau, Regina.

— Tchau, Belle. Até amanhã. – A loira a responde.

— Tchau, Belle. Até mais. – A outra responde após a companheira.

Então era este seu nome, Belle. Com certeza seu nome combinava com sua beleza e seu carisma. Será que trabalhavam ali perto? Passavam por ali todos os dias? Eu estava tão curiosa para descobrir. Meu olhar a acompanha até o momento em que ela entra num táxi e se vai, provavelmente, para sua casa. Será que alguém a esperava? Ela tinha alguém já? Pode parecer estranho e até mesmo errado por um lado, mas eu precisava tanto descobrir. Então estava decidido. Eu voltaria no dia seguinte para averiguar.
Assim que ela sumiu junto ao táxi, senti-me um tanto triste, queria ter ido e falado com ela, mas não o fiz até porque poderia soar estranho e não sei como ela reagiria. Então, inutilmente, tentei voltar a apreciar a paisagem e alimentar os patos, mas parecia que nada fazia sentido naquele momento. Apenas recolhi minhas coisas e voltei para casa pensando na moça que havia visto hoje: Belle.

O dia seguinte veio e assim como no anterior, sai do trabalho e voltei ao parque no mesmo horário do dia anterior. Alimentei os patos, observei as flores que lentamente desabrochavam, as abelhas pousando sobre algumas delas e colhendo seu pólen, escutava os sons produzidos pela natureza e isso aquecia meu coração até o instante em que a vi.

És, deveras, o mais belo sorriso de todos. É possível se apaixonar à primeira vista? Sempre fui tão cética quanto a isso e agora sinto que é tão real. Era como se eu fosse explodir a qualquer momento. Mas tudo não passaria do meu imaginário e deste sentimento platônico. Belle caminhava ao lado da moça que lhe acompanhava no dia anterior conversavam e riam até que um garotinho de cabelos castanhos e olhos verdes pula em seu colo. O menino não aparentava ter mais do que 5 anos e então ele pula em seu colo e a abraça forte. Seria o seu filho? Mas logo vejo a mesma mulher de cabelos negros, provavelmente esposa da moça que lhe acompanhava chamar o garoto e o menino abraçar a amiga de Belle, a chamando de mãe.

Eu tentava decifrar em seus gestos e expressões o que falava, conseguia extrair poucas coisas. O casal segue seu caminho com o filho e a vejo observa-las partir sem perceber que logo seu olhar se volta para mim. O meu rosto deve ter ficado tão vermelho de vergonha. Pega de surpresa admirando a mais bela de todas as criaturas sob a terra. Viro e acabo indo embora, estava envergonhada, havia acabado de ser flagrada a observando sem cerimônias.

No caminho de volta meus pensamentos não saiam dela, não conseguia evitar. Minha imaginação simplesmente não conseguia deixar de lado, as flores, os perfumes, a luz  do crepúsculo e Belle. Eu estava enlouquecendo? Com certeza estava.

Já de volta ao meu apartamento, abro a porta e vejo minha prima sentada no sofá compenetrada na leitura dos textos da faculdade, sem ao menos me ver entrar em casa. Passo direto por ela e vou para meu quarto, largo a bolsa na cadeira, pego uma muda de roupa e vou para o banho.
Os dias começavam a passar mais depressa e os pedidos de bolos de casamento e temáticos aumentavam nesta época. Estávamos chegando ao auge da primavera e sempre que eu podia e conseguia, ia até o parque ver Belle. Já havia um mês e meio quase em que eu ia até o parque apenas para vê-la passar. Confesso que isto, de algum modo, me inspirou para criar novos estilos de confeitaria de bolos, inspirava-me nas flores, no sorriso doce e angelical da jovem de cabelos castanhos e olhos azuis como o do mais cristalino dos mares. Obviamente que nada disto passou despercebido pelos mais próximos, mas nada me perguntavam, pois sabiam que eu  não responderia. 

Eu pesquisava e lia cada vez mais sobre as flores, aprofundava-me aos poucos no mundo da botânica e observava os mais belos floreios para então reproduzi-los em meus bolos. Já havia pesquisado nos principais websites e alguns livros que eu gostaria haviam apenas na biblioteca do parque que eu frequentava. Fazia tantos anos que eu não pisava lá que mal me recordava do espaço, mas sabia que valeria a pena.

Ao sair mais cedo da confeitaria, fui caminhando até a biblioteca, observando a arquitetura dos prédios dos quais nunca havia reparado até então. Sem perceber, já estava em frente à biblioteca municipal, observei brevemente seus ornamentos nas grandes portas de madeira e entrei no local. O pé direito devia ter ao menos uns 10 metros de altura, mas ao passar pelo balcão de atendimentos, o espaço tornava-se muito maior, havia ali quatro andares com mais e mais estantes com livros e diversos materiais para consulta. Fui até o terminal de autoatendimento e pesquisei se o livro que eu gostaria estava disponível. Peguei o número de sua localização e me dirigi até o segundo andar, entrando no corredor do número de chamada indicado na pesquisa. Olhei um por um até encontra-lo. O retirei do lugar e o folheei, lendo alguns trechos e vendo suas fotografias, mergulhando na leitura em pouco tempo sem ao menos perceber o tempo passar. Ao sentir alguém tocando em meu ombro, viro-me para ver quem era e para minha surpresa era ela.

 

— Senhorita, a biblioteca irá fechar em 10 minutos. – Informa.
 

Meu olhar estava perdido, eu não conseguia dizer nem um simples 'okay'. Vejo seu crachá preso em suas vestes e leio seu nome "Srta. Belle French - Bibliotecária". E antes que eu pudesse responder qualquer coisa, ela se vai, passando de pessoa em pessoa para avisar sobre o encerramento das atividades na biblioteca naquele dia.

Eu estava me sentindo tão tola, mas havia descoberto seu nome e acidentalmente o seu local de trabalho. O seu sotaque levemente puxado para o francês era tão delicioso, mesmo eu achando horrível os americanos e ingleses falando francês e franceses falando inglês. Belle era o ponto fora da curva. Sua voz suave era tão... Indescritível.

Um mês e meio apenas a observando passar no parque já havia sido o suficiente para inspirar-me, mas agora... Eu senti-me no ápice, mais e mais ideias nasciam e eram representadas nos meus bolos. Até mesmo a aveludes e suavidade de sua voz agora se refletia na leveza e suavidade dos glacês e chantillys utilizados, na leveza dos recheios e até mesmo da massa dos bolos. Acho que eu havia me apaixonado por alguém que jamais corresponderia, alguém desconhecido que eu só sabia o nome é que era bibliotecária.

Pego o livro que estava lendo e minha carteirinha antiga da biblioteca que ainda estava em minha carteira e vou para o balcão de atendimento, onde a loira que eu sempre via ao seu lado me atende. "Sra. Emma Swan Mills - Bibliotecária" começa a me fazer algumas perguntas para renovar minha carteirinha, pede alguns documentos e forneço os mesmo, logo eu estava com o livro em mãos e para ser devolvido dali uma semana. No caminho de volta acabou parando no mesmo local em que ia observar as flores e não demora muito quando vejo Belle passar com Emma, o sorriso de canto nascia naturalmente em meus lábios quando a via e eu não conseguia entender como havia travado com uma informação tão simples. Suspiro e a observo ir embora, mas por um breve segundo, tenho a impressão de que nossos olhares haviam se cruzado. Com certeza ela sabia que eu vinha lhe observando e provavelmente obteve a certeza de algum modo hoje.

Meu coração palpitava com uma velocidade que eu desconhecia e eu me sentia tão nervosa, e essa sensação parecia estranhamente tão gostosa. O sorriso agora parecia não querer mais sair do meu rosto, todos perguntavam se estava tudo bem. Eu nunca fui de sorrir e isso com certeza causou um grande estranhamento entre aqueles que me conhecem há um tempo e aos meus familiares.

Os dias pareciam passar cada vez mais rápido e um dia ao chegar mais alegre do que o comum em casa, Dorothy – minha prima –, perguntou-me o que estava acontecendo, a razão pela qual sorria.

 

— Estou apaixonada, Doth, estou apaixona pela mais bela mulher que conheci em minha vida. – Respondi em meio aos suspiros e sorrisos, mesmo sabendo que era algo platônico.

— E ela? Também te ama? Quando poderei conhecê-la? – Perguntou-me alegre.

 

Então a realidade e a seriedade dos fatos caíram sobre meus ombros. O sorriso se desfez e obviamente minha prima notou a mudança em meu semblante e perguntando-me o que houve.

Até então eu sequer havia parado e pensado em aproximar-me de Srta. Belle. Apenas a admirava como uma obra de arte e a venerava, mas não conhecia nada sobre ela além de sua profissão, nome, que todos os dias ia embora até determinado trecho com a outra bibliotecária e que sempre pegava um táxi. Respondo-lhe que nada havia acontecido e vou para meu quarto, eu precisava pensar, não sabia como me aproximaria e faria amizade com Belle, para então um dia contar-lhe que estava terrivelmente apaixonada por ela.

Passei, então, a frequentar a biblioteca quase que diariamente, ficava entre as estantes procurando e lendo a maioria das obras de botânica, despertando-me a paixão pela mesma e, consequentemente, criando um pequeno jardim de inverno em meu apartamento, principalmente com pequenas flores primaveris. 

Um dia enquanto lia um livro sobre as espécies de rosas, Belle aproximou-se e avisou-me sobre o horário de encerramento das atividades daquele dia e apenas lhe respondi com um aceno de cabeça e um sorriso quando a vi sorrir de volta e corar levemente, saindo meio sem jeito do corredor que me encontrava. Estaria eu ficando louca? Possivelmente. O modo como ela corava e ficava um pouco sem jeito era tão gracioso, tão fofo. Apenas fecho o livro e sigo para o balcão, pegando-o emprestado. Com o decorrer com o que ia frequentando o local, aos poucos fui tornando-me simpática à Emma, ou algo próximo à amiga, mas depois que saíamos de lá, cada um seguia sua vida.
A primavera agora chegava ao seu fim e até agora não havia tido coragem de aproximar-me de Belle. Era o meu dia de folga, estava sentada no sofá quando Dorothy chegou da faculdade, pois havia ido à reunião do conselho estudantil, e me vê jogada no sofá. Eu já havia lhe contado sobre a minha paixão platônica, de nossas trocas de olhares, dos toques suaves de nossas mãos e o quanto estava perdidamente apaixonada eu ficava cada vez mais quando ela corava por causa da timidez. Doth já havia me aconselhado e encorajado diversas vezes à procura-la expor meus sentimentos, mas sempre aleguei que não sabia se era recíproco, muito menos como ela reagiria. Mas, ela sempre dizia "Ela está te dando sinais de que está interessada em você." Ou então "Pare de ser tola e conte logo a ela." E mais uma vez não foi diferente, os mesmos conselhos.

Respirei fundo e desta vez já estava decidida. Levantei-me, tomei um bom banho, vesti-me e sai, escutando apenas um "finalmente" antes de fechar a porta. Durante o caminho passei na floricultura e enquanto olhava cada uma das flores, algo me chamou a atenção. Uma rosa vermelha dentro de uma cúpula. Era está. Sorri e pedi ao rapaz que atendia a Rosa que estava na cúpula e então ele começou a explicar-me o seu significado, apesar de já ter entendido suas referências. Pedi também um buquê de tulipas e depois segui com ambos até o parque.

Eu sentia como se houvesse uma montanha russa com borboletas no lugar do meu estômago e tornou-se mais forte ainda quando a vi sair da biblioteca. Religiosamente Emma logo encontrou sua esposa e filho e eles foram embora. Então era minha deixa.

Belle caminhava em direção do táxi quando me aproximei com certa cautela e receio. Recebi um sorriso enorme como resposta e então revelei o buquê que escondia atrás de mim e a cúpula com a rosa.

 

— Desculpe-me pela demora.

— Não peça desculpas, eu também não sabia como aproximar-me. – Revela, corando levemente. — Prazer, sou Belle French. – Apresenta-se oficialmente.

— Zelena Oz. – Revelo meu nome é então vejo seu sorriso crescer gradualmente.

 

Como se fizéssemos isto sempre, damos as mãos e saímos para o nosso primeiro encontro tão imprevisto. Finalmente sentia-me completamente feliz.


Notas Finais


Espero que não tenham morrido de curiosidade para descobrirem qual shipp era HAHAHA

Até o próximo capítulo :D
@vincemills_


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...