História The Violet King - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Chanyeol, Kai, Lay, Personagens Originais, Sehun, Suho
Tags Cotidiano, Fluffy, Kaihun, Layho, Pure, Reino, Romance, Sekai, Sulay
Visualizações 30
Palavras 2.160
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - O Ato Final e Ida ao Futuro


É a primeira vez que venho aqui, chega a ser assustador o lugar que escolheram para ser uma base secreta, tão perto da cidade e com localização bem escolhida. Apenas ouvi o toque dos dedos rápidos de Junmyeon num tipo de controle e logo em seguida, uma pequena passagem se abrir.

- Não se assuste pequeno, nada de mal vai lhe acontecer. - Acariciou meus cabelos, se colocando em minha frente enquanto andava pelos corredores escuros e silenciosos. Mal se completaram um minuto inteiro até que as paredes estreitas da passagem se transformasse em um tipo de círculo com várias portas, ambas fechadas. Das tais, era possível reconhecer apenas certos ruídos.

- Chanyeol! - Gritou o mais velho, tendo como resposta o outro lhe chamando em tom alegre. Logo estava o outro que era bem mais alto do que o Kim, me fazendo sentir um pequeno bonsai em meio a enormes árvores.

- V-você o trouxe, isso é traição! - O outro acusou aquele que se colocava ao meu lado, apontando seu dedo enquanto tremia. Um tempo insignificante se passou e logo começaram a aparecer outros, carregando armas nos bolsos de suas calças e também em mãos.


- Ora o que temos aqui, o pequeno reizinho de merda. - Um homem que se destacava entre os outros pela farda em tom azul e várias medalhas espalhadas de forma confusa na tal peça. - No que temos o desgosto de tê-lo aqui?

- Eu apenas vim para pedir trégua. - Falei num tom mais elevado do que o outro, lhe fazendo levantar uma das sobrancelhas e me olhar dos pés a cabeça, como se questionasse a minha audácia. Não tenho medo de homens como esse, são eles os mais fracos e covardes que recuam em situações onde se sentem ameaçados, tenha certeza disso.

Os outros soldados apenas riam em uníssono ao maior ali, já imaginava que o tal era o líder do exército, de qualquer forma; isso estava explícito na minha cara.

- Trégua? Será difícil lhe deixar sair vivo daqui hoje. Entende? São os meus fundamentos. - Gabou-se enquanto estendia sua mão que logo era atingida por várias outras numa série de “high-fives”.

- Como você é engraçado, sua vida tem como base o ódio de minha existência? - Questionei-o, colocando-me encostado na parede enquanto olhava para as minhas unhas como se fossem a coisa mais interessante do mundo naquele momento, isso apenas para o irritar cada vez mais. Junmyeon me observava céptico, temendo por minha vida.

- Nada mais justo, não iria conseguir calcular o quanto perdi por causa de sua família.


- Realmente, você tem cara de quem sofreu muito, Senhor… - Disse de forma em que o mesmo tivesse de revelar sua identidade.

- Zōu Shanyuan, mas para você pode ser; O seu pior pesadelo. - Sorriu de canto.

- Hm, já ouvi falar de você. Posso ter apenas 15 anos, mas consigo reconhecer de longe um mimado filhinho de papai, esse que tem tudo o que quer… Até mesmo se o seu desejo for um exército inteiro para si. - Respirei profundamente, escolhendo bem as palavras que iriam o intimidar. - É muito boa a sensação de poder controlar as pessoas, os seus pensamentos e ações. Ter a disposição várias pessoas prontas para se mobilizar em prol a realização de suas vontades mais peculiares, não é mesmo, Huang Zi Tao? - Endireitei a minha postura, mirando minha visão diretamente em seus olhos.

- C-com quem você pensa que está falando, insolência! - Gritou enquanto tentava esconder suas bochechas avermelhadas.

- Meu pai não foi uma boa pessoa, na verdade sempre o considerei um psicopata de merda. Porém, poucas pessoas realmente sofreram por sua causa. Ele transformou o nosso país numa grande potência por causa de pessoas como você, infelizmente. Seu pai é dono da Zenith Holdings Inc enquanto o seu tio tem parte das ações da Citizens First Bank Corp, respectivamente são os dois maiores bancos da nação.


Os cochichos e olhares surpresos já começavam a se fazer presente no cômodo.

- O mestre conselheiro do reino sempre me deu dicas de como ser sábio e nunca perder a empatia. O poder, realmente, não pode ser conquistada por algumas pessoas. É o início do reinado da solidão e do autoritarismo. O poder sobe à cabeça e enlouquece. Você que age com impulsividade e desprezo pelo risco e o perigo, suas brincadeiras têm de ter um fim desde o momento que começou a brincar com a vida das pessoas em sua volta, não tenho o menor interesse em saber se você foi aquele quem começou toda essa situação, porém de qualquer forma, precisa assumir a responsabilidade de seus atos.

- Alguém o prenda! Não estou suportando essas mentiras sujas.

- Vamos, pesquisem em seus telefones o nome verdadeiro de seu ídolo e tirem conclusões próprias. - Os desafiei para algo simples, sabia que dali não iria conseguir simplesmente convertê-los a acreditar no que digo.

Em um curto prazo, comentários como “ele está certo” e “nós fomos enganados durante todo esse tempo” se tornaram constantes. O amigo de Junmyeon se colocou dentre os seus parceiros e eu, começando a falar coisas desconexas enquanto chorava.

- Eu alimentei durante toda a vida, um ódio enorme sobre a nobreza, isso inclui aqueles que têm melhores condições de vida e não se importam conosco; muitas vezes passei fome e frio, algo que só me fazia ficar ainda mais focado na missão de acabar com os privilegiados de classes superiores a minha, entretanto… Tinha medo de fazer isso, me sentia estranho e com um enorme peso na consciência só de pensar na possibilidade de matar outra pessoa por algo tão banal… Você. - Apontou para o fardado. - Me tornou um monstro e por isso, te odeio como jamais senti isso por alguém.

Dois dos homens ali no meio da multidão se juntaram para prender o Tao e acabar com toda aquela brincadeira que até então parecia não ter um limite delimitado.


- De onde você conhece ele? - Foi a primeira coisa que o Kim me questionou em meio aos gritos e afirmações de remorso vindos do chinês.

- Esse idiota roubou o meu primeiro beijo, eu devia ter na faixa dos sete anos… Enquanto ele tinha a minha idade atual na época. - Revirei os olhos em nojo. - É impossível esquecer essa cara de peixe morto que ele tem, acredite que eu já tentei... O dei um soco bem no meio da cara e ele simplesmente desapareceu da minha vida logo após o ocorrido. Deve ter ficado bem ressentido para formar um exército como esse em prol de me assassinar. Ridículo.

- Se ele é tão rico… Poderia ter salvo a vida de Kyungsoo, não?

- Imagino que sim, infelizmente não poderei fazer mais nada para evitar esse fato. - Entristeci-me ao ver o outro choroso. Percebi que o Park; só sabia mesmo o seu sobrenome. Estava aproximando-se com receio, por isso apenas o puxei por uma das mãos para ter ali um abraço coletivo que fora aumentado por outro qual não pude reconhecer.

- J-Jongin… C-Chanyeol. Eu estava com s-saudades. - Os abraçou novamente, apenas me excluindo de seu círculo. - Esse é Zhang Yixing, o nosso querido monarca.

- É um grande prazer para nós lhe conhecer. - Reverenciavam-se algumas vezes seguidas e eu mesmo repetia as ações alheias.

- Não precisamos de cordialidades, se é amigo do Myeonnie, também é meu! - Afirmei com convicção.

- Você é uma gracinha, sério. És um cara de sorte, Suho. - Jongin deu batidinhas no ombro do outro, sorrindo ladino.

- Ei, não venha com essa cara para perto de mim, sai! - O empurrou de leve, rindo.

- Então, o que pretendem fazer agora? - Os questionei.

- Eu… não sei. - Disse o maior de todos. - Imaginei que viveria para sempre as custas desse exército e que em algum momento teria de cometer atrocidades, não entendo direito a forma que funciona o mundo.

- Sinto o mesmo, entretanto já tenho certa ideia em mente daquilo que quero… - Esperou alguns segundos para aqueles que o ouviam criassem certa expectativa. - Ser médico, como já era aqui. - Falou o de pele bronzeada, rindo dos olhares que receberá como resposta.

- O que irão fazer com o general Zou… - Engoliu em seco ao notar o seu erro dado seu hábito já criado. - Eu quis dizer… Zitao.

- Ele já é um homem formado, tem de arcar com as consequências, o que acham de pena de morte?

- NÃO! - Gritaram assustados.

- Só estou brincando, nossa. Vou ter uma breve conversa com o seu pai, ele saberá como castigar seu filho. Isso se eu não o expulsar do país.


Naquele mesmo dia, na parte da noite.

Junmyeon me beijou e disse que me amava, prometeu-me o céu e todas as estrelas, chorei em seu peito de tão emocionado que fiquei. O tal chegará e disse que se deseja alguém por sua beleza, não é amor, é luxúria. Se quer alguém por seu saber, não é amor, é admiração. Se quer alguém porque é bem de vida, não é amor, é interesse. Se quer alguém e não sabe porque, isso é amor. 

E realmente concordei consigo, eu não tinha uma razão em especial para gostar do mais velho, era algo tão espontâneo quanto o ato de respirar em automático. Você não percebe, mas acontece constantemente.

Se apaixonar pela primeira vez é uma droga. Droga daquelas que te deixa virado no dia seguinte, você não sabe ao certo que fazer e ninguém te dá um manual de instruções para saber como agir, também acaba descobrindo que não há como se arrepender de situações constrangedoras que se tornam cada vez mais comuns pelo nervosismo. Vai querer ficar com essa pessoa o tempo todo, dizer coisas que nem vão parecer que saíram de sua boca. Nunca saberá se está no tempo certo e toda reação do outro, dessa sua primeira paixão, vai te deixar alegre ou te matar milhões de vezes. Você vai ficar ciumento, ranzinza e muitas características que vão te afastar dos seus amigos e de tudo que você conhecia como seu mundo. Ele irá se tornar o protagonista de um importante capítulo dentro da sua história. Se apaixonar pela primeira vez definitivamente é jogar dados, com apostas altíssimas. Mas depois você aprende as regras do jogo e se sente mais no controle, mesmo que você nunca se acostume com o frio na barriga e as derrotas que arrancam pedaços de você pouco a pouco. Os dados estarão em suas mãos, mas o seu coração sempre estará em jogo, demoraria para acostumar com todos os demasiados erros e acertos que cometeria daqui em frente.

Agora, saber até quando isso irá continuar é um mistério, no meu caso a vida inteira, algo que anseio profundamente por.


/ o / o / o /

Sete anos depois


- Eu ouvi falar que o Huang havia saído da clínica de reabilitação, ele parece uma pessoa nova, renovada. - O meu marido dizia surpreso enquanto lia alguma coisa em seu telefone.

- Fora uma boa ideia de seu pai, agora ele pode se reintegrar à sociedade. - Disse.

- Quem pediu torradas francesas? - Chanyeol deu as caras com seu avental de cozinha e um prato de porcelana em mãos.

- Fui eu, bom dia amor. - Jongin beijou os lábios de seu namorado, indo de encontro com a porta. - Já estou indo, acabei de receber um paciente em estado grave na área de Emergência.

- Dirija com calma e se cuide, meu bem. - O Park gritou de onde estava, como sempre estando preocupado. 

- Ele nem ao menos lembrou de que dia é hoje… - O tal olhou desinteressado para a sua comida, apenas maltratando sua panqueca com o garfo afiado.

- Quem sabe ele não faça algo especial mais tarde, não? - Disse tentando lhe passar boas vibrações.

- O conheço bem, não seria capaz. - Riu por sua própria infelicidade. - Não estou com fome, vou para o quarto. - E assim se retirou da mesa, indo para o cômodo dito anteriormente e pode-se ouvir um grito ecoar pela casa junto ao quase imperceptível som da porta ao se abrir e o moreno indo até o lugar de onde vinha os berros.

Apenas pude ouvir a voz do mais alto gritando um demorado sim.

Como já era planejado, Jongin pediu Chanyeol em casamento, fazendo dele a segunda pessoa mais feliz do mundo, no caso; a primeira era eu.

E dessa forma, agora haviam oficializado sua relação como eu e Junmyeon éramos.

Mesmo permanecendo com a minha posição de rei, me considerava apenas um garoto normal de vinte e dois anos. Já havia desistido de viver no castelo, comprei uma confortável casa no subúrbio e ali vivo com mais três pessoas que um dia, já desejaram profundamente a minha morte.


A cor violeta tem um profundo efeito sobre a mente, ajudam a transformar as obsessões e os medos, nos conectam com os impulsos musicais e artísticos, o mistério, a sensibilidade, a beleza e os grandes ideais - inspirando-nos sensibilidade, espiritualidade e compaixão.

Representa a nobreza, riqueza, sucesso e sabedoria.


Notas Finais


obrigado por todo o amor que vocês deram para The Violet King, não sei como expressar a minha alegria de estar aqui com o desfecho da história, contente por cada favorito e comentário, para muitos autores... essa história acabou flopando, mas eu realmente não importo! sempre escrevi para a minha diversão, sendo esse o meu principal passatempo.
se vocês gostaram, daí já é outra coisa que me faz ser a pessoa mais feliz do mundo (tão quanto o Yixing).


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