História The virgin wife - Capítulo 3


Escrita por: ~ e ~KateGaby123

Postado
Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Linguagem Imprópria, Novela, Romance
Visualizações 176
Palavras 1.323
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Como prometido está aqui o capítulo, espero por comentários do que vcs acharam e aí como é que tá ?

Capítulo 3 - Why not violent?


              The virgin wife.               

            ( A esposa virgem).          

              why not violenta?           

       ( Por que não a violenta?).   

Justin forçou a comitiva a cavalgar até o anoitecer e sentiu prazer ao ver Angel mal conseguir escorregar da sela. Ela não estava acostumada a longas viagens como ele e seus homens.


Agora, ela jantava de cabeça baixa, sinal de exaustão. Em outra mulher, Justin assumiria tratar-se de submissão, mas não Angel. Ela não demonstraria o menor sinal de fraqueza se soubesse que ele, escondido entre as árvores, a observava.


Criatura estranha, mas uma oponente de valor, Justin refletiu. Na curta convivência de ambos, ela mostrara muito mais coragem do que o tio. Todavia, sua visita, durante a noite no convento, provava que era tão traiçoeira quanto Hexham. Precisava ainda descobrir o que a motivara, mas não se atreveria a virar-lhe as costas.


Enraivecido, aproximou-se, ansioso por atormentá-la. Aliás, Angel já tinha se alimentado bem e ele imaginava para onde iria toda aquela comida. Embora alta, ela não era gorda. Ele terminara há refeição há algum tempo, porém, ela continuava a comer. Talvez tentasse adiar uma conversa com ele. A idéia o estimulou a parar a seu lado numa atitude intimidadora.


Já está satisfeita, mulher? Angel levantou os ombros e o queixo, mas não o olhar.


Não — respondeu ela em tom brusco enquanto apanhava mais um pedaço de pão.


A petulância o irritou.


Você queira, ou não, sou seu marido agora. Afirmo que você já comeu o suficiente.


Ela, então, o fitou com os olhos azuis faiscantes.


Deseja me manter com fome, meu senhor? — perguntou ela com a rispidez de quem proferia uma praga.


Impossível, com o que você já comeu. Mas talvez eu faça isso, caso você não me agrade.


Angel não respondeu como Justin esperava e, em vez disso, desviou o olhar como se o ignorasse. Ele não toleraria isso. Com o dedo sob seu queixo, forçou-a a fitá-lo. O antagonismo nos olhos azuis era evidente, mas ele percebeu algo mais.


Medo. Justin podia quase apalpá-lo. Suas narinas fremiam e a respiração tomava-se ofegante. Apesar das demonstrações de coragem, Angel estava aterrorizada. Por quê?, ele conjeturou antes de calcular a resposta.


A cama. Esta criatura temerária, que havia enfrentado a abadessa, a ira dele e pulado de uma janela alta, receava o cumprimento dos deveres matrimoniais. Ao procurá-lo no convento durante a noite, não fora para fazê-lo passar por tolo, mas porque lhe temia a luxúria.


Justin sentiu-se insultado. Jamais precisara se esforçar para agradar as mulheres. A aparência atraente garantia-lhe a atenção feminina mais do que desejava.


Podia sentir a veia de Angel latejar sob o dedo. Por que se ofendera? Tinha a intenção de atormentá-la e já estava conseguindo. Como, não importava.


Não era verdade.


Soltou-lhe o queixo. Embora ela se esforçasse para não baixá-lo, sua pose arrogante tinha desaparecido. As mãos crispavam-se no colo com tanta força que as juntas dos dedos embranqueciam. Sua derrota o afetava de maneira estranha e, sem pensar, Justin segurou-a pelos pulsos.


Angel  estremeceu, mas ele começou a passar os polegares pelas palmas das mãos. Estas tinham marcas profundas das unhas. Enquanto as alisava, ele pensou em quando havia tocado outra pessoa pela última vez. Aliás, não se lembrava de jamais haver segurado as mãos de uma mulher. As de Angel eram macias, embora fortes, com dedos esguios e marcados pelo trabalho. Fascinado, observou-os e continuou a carícia até ouvir um soluço. Levantou o olhar e, surpreso com sua expressão atônita, soltou-lhe as mãos.


Vá se deitar, mulher — ordenou em voz ríspida. Virou-se e voltou para o meio das árvores, sem olhar para trás. Um barulho avisou-o de que Angel refugia­va-se em sua tenda. O que dera nele?, indagou-se. Os esforços para maltratar a esposa tinham falhado e algo muito diferente ocorrera. Ela era sua inimiga! Não podia se esquecer disso. Tentou concentrar-se na raiva alimentada há tanto tempo, mas o estômago contraiu-se dolorosamente. Apesar da vontade de se curvar, permaneceu ereto.


_ Por que não a violenta ?


As palavras, mais do que a voz de Darius, fizeram Justin virar-se depressa. O sírio estava sentado de encontro a um tronco e misturava-se às sombras como se fosse uma delas. Na voz profunda, continuou:


Sem dúvida, esse é o maior temor da moça, caso contrário, por que o procuraria ontem à noite?


Você a ouviu?


_Ela não foi muito silenciosa. Também vi a expressão da abadessa quando você conversava com ela hoje de manhã. A pobre não sabia de nada, não é?


Foi a freirinha, fazendo-se passar pela superiora — respondeu Justin enquanto também se sentava no chão, numa tentativa de aliviar a dor de estômago.


_ Então , por que não violentá-la? Você disse que descobriria o que mais ela temia para fazê-la enfrentar. Para que perder tempo? Estamos longe de qualquer socorro e nossos homens não ligarão para seus gritos.


Aborrecido, Justin franziu a testa. Não se iludia com a sugestão fria de Darius. O companheiro não aprovava seus planos para a esposa.


_Eu não a quero.


Por quê? Ela não tem a beleza das mulheres de minha terra, mas...


Lembrando-se dos olhos azuis falseando e das mãos macias sob as dele, Justin o interrompeu.


Ela é bonita o suficiente.


Então, por quê? Todo franco não se esforça para gerar um herdeiro?


Não quero filho algum! Ainda mais com o sangue de Hexham! Não cederei parte alguma de meu corpo para essa mulher irascível. Nem mesmo o meu sêmen!


Recusando-se a continuar a discussão, Justin silenciou Darius com um olhar fuzilante. O sírio tinha uma vasta experiência com mulheres. Amava-as livremente, mas jamais se deixava prender por nenhuma delas. Ni­cholas, entretanto, conhecia homens, aparentemente inteligentes e sensatos, que sucumbiam aos prazeres proporcionados por uma mulher. O corpo de um homem podia dominar-lhe a cabeça; ele, porém, não deixaria que isso lhe acontecesse.


Não querendo expor os pensamentos a quem não os entenderia, Justin disse apenas:


Será um tormento maior fazê-la esperar apavorada. Casado há apenas um dia, já tinha encontrado uma maneira de forçar a esposa arrogante a curvar-se diante dele. Justin procurou o efeito estonteante da vitória, mas não o. encontrou. Apenas sentia a dor de estômago que teimava em não passar.


Angel  tentou respirar devagar e encher os pulmões de ar. Não passava de uma covarde por estar ali deitada e imobilizada pelo medo. E tudo por causa de algo que as outras mulheres faziam com facilidade.


Naturalmente, sabia o que estava por acontecer. Seu patrão, Abel Freemantie, tinha lhe explicado em detalhes; mais de uma vez, enquanto tentava agarrá-la.


Se Freemantle falara a verdade, o marido viria procurá-la. E não seria para conversar. Angel tentou imaginar Justin Bieber despindo-se para ela. Um arrepio percorreu-lhe o corpo. Fechou os olhos com força a fim; de bloquear a imagem tão horrível e linda ao mesmo tempo.


Ora, ela não podia ignorar a sensualidade do marido. Embora Justin agisse como um demônio sem coração, não havia nada áspero nas feições dele. A cabeleira escura e assentada tocava-lhe os ombros num contraste com a rebeldia da sua vermelha. As sobrancelhas fartas arqueavam-se sobre os olhos prateados e o nariz, apesar de não ser aquilino, era bem-feito e dava-lhe um toque de virilidade.


Desde a maneira de movimentar o corpo alto e forte até o timbre de voz suave e firme, Justin Bieber era marcadamente viril. Na verdade, ele possuía mais atrativos sensuais do que Angel imaginara ser possível. Sem dúvida, um grande número de mulheres sonhava com a possibilidade de satisfazê-lo na cama.


Quando lhe agarrara os pulsos, ela temera ser amarrada, Justin  tinha apenas acariciado suas mãos com os polegares, provocando-lhe uma reação estranha. A simples lembrança do fato a fez soluçar como tinha feito naquele momento, dissipando o humor curioso que o dominava.




Angel apertou os braços de encontro ao peito. A meiguice de Justin tinha desaparecido tão depressa quanto surgira. Ele a reservaria para outras mulheres, dando-lhe apenas as farpas de um ódio atroz. O marido não se limitaria a violentar-lhe o corpo nessa noite, mas tentaria também destruir-lhe a alma com a malevolência escondida sob o físico atraente.



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