História The voice - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Sasusaku
Exibições 464
Palavras 1.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hello people's!

Essa história é uma adaptação que estou fazendo da história pertencente á Mia Sheridan.
O enredo não é meu,e os personagens de Naruto também não são meus mas fiz algumas mudancinhas na história.Espero que não levem a mal pois estou dando os devidos créditos aos autores e espero também que aproveitem e se apaixonem muito por esse Sasuke.

^.^

Capítulo 1 - Sasuke


Capítulo 1

Sasuke

7 anos,abril

 

- Agarre a minha mão! Peguei você – disse eu bem baixinho, o helicóptero se levantando do chão, enquanto Duque segurava a mão de Cobra Invasor. Eu tentava falar o mais baixo possível enquanto brincava, já que minha mãe estava dormindo depois de levar outra surra, e eu não queria acordá-la. Mamãe me dissera para ficar vendo desenhos ao lado dela na cama, e fora o que eu fizera por algum tempo, mas quando vi que ela começou a dormir, desci para brincar com meus Comandos em Ação.

 O helicóptero aterrissou e meus homens saltaram e correram para debaixo da cadeira – eu tinha aberto uma toalha por cima dela para fingir que era um esconderijo subterrâneo. Peguei o helicóptero e o ergui novamente no ar, com o ruído de vup-vup-vup. Desejei poder estalar os dedos e transformar o brinquedo em um helicóptero de verdade. Aí, eu colocaria minha mãe dentro dele e voaríamos para longe daqui... para longe dele, dos olhos roxos e das lágrimas da mamãe. Não me importava para onde iríamos, desde que fosse para muito, muito longe.

 Eu me arrastei para baixo do esconderijo e, poucos minutos depois, ouvi a porta da frente ser aberta e fechada. Então, passos pesados percorreram o hall de entrada e atravessaram o corredor até onde eu estava brincando. Espiei e vi um par de sapatos pretos brilhantes e a bainha do que eu sabia serem calças de um uniforme. Saí o mais rápido que pude de baixo da cadeira chamando:

 – Tio Madara! Ele se ajoelhou e me joguei em seus braços, tomando o cuidado de ficar longe do lado em que ele mantinha o revólver e a lanterna de policial.

 – Ei, rapazinho – disse ele, me abraçando. – Como está meu herói de resgate?

 – Bem. Está vendo a fortaleza subterrânea que eu construí? – perguntei, me afastando e apontando orgulhoso para a fortaleza que tinha montado embaixo da mesa usando mantas e toalhas. Estava muito legal. Tio Madara,sorriu e tornou a olhar para mim.

 – É claro que estou vendo. Você fez um bom trabalho,Sasuke. Nunca vi uma fortaleza que parecesse tão impenetrável quanto essa. Ele piscou para mim e seu sorriso ficou mais largo.

 – Quer brincar comigo? – perguntei.

Ele bagunçou meu cabelo, sorrindo. 

– Agora não, amigão. Mais tarde, está bem? Onde está a sua mãe? - Tive a sensação de que meu rosto murchava.

 – Hã... ela não está se sentindo muito bem. Está deitada – respondi. Levantei os olhos para o rosto de tio  Madara, para seus olhos escuros. A imagem que surgiu na minha mente no mesmo instante foi a de um farol se apagando... opacos e um tanto assustador. Me afastei um pouco, mas rapidamente os olhos de tio Mdara voltaram a Brilhar, ele me puxou outra vez e me abraçou. 

– Tudo bem, Sasuke, tudo bem – disse ele. Então me afastou um pouco, segurou meus braços e examinou meu rosto. Eu sorri e ele sorriu de volta.

 – Você tem o sorriso da sua mãe, sabia? Meu sorriso ficou mais largo. Eu adorava o sorriso da minha mãe. Era afetuoso, bonito e fazia com que eu me sentisse amado.

 – Mas eu me pareço com meu pai – falei, abaixando os olhos. Todos diziam que eu tinha a aparência dos Uchihas.Tio Madara me encarou por um instante, como se quisesse me dizer alguma coisa, mas então mudou de ideia.

 – Ora, isso é bom, amigão. Seu pai é bonito pra caramba.- Ele sorriu para mim, mas o sorriso não chegou até seus olhos. Eu o encarei, desejando parecer com ele. Minha mãe me dissera uma vez que o tio Madara era o homem mais bonito que ela já tinha visto na vida. Mas logo parecera culpada, como se não devesse ter dito aquilo. Provavelmente porque ele não era o meu pai, imaginei. Além do mais, tio Madara era um policial – um herói. Quando eu crescesse queria ser igualzinho a ele. Tio Madara  ficou de pé.

 – Vou ver se a sua mãe está acordada. Fique brincando com seus bonecos. Desço em um minuto, está certo, amigão?

 – Está certo – assenti. Ele bagunçou os meus cabelos outra vez e se afastou na direção da escada. Esperei alguns minutos e o segui em silêncio. Evitei todas as tábuas que rangiam, segurando no corrimão para subir. Eu sabia como fazer silêncio naquela casa. Quando cheguei ao topo da escada, fiquei parado diante da porta do quarto da minha mãe. Apenas uma pequena fresta estava aberta, mas era o bastante.

 – Estou bem, Madara, de verdade – disse a voz suave da minha mãe.

 – Você não está bem, Mikoto – sibilou tio Madara, a voz falhando no final de um jeito que me assustava.

– Eu Tenho vontade de matá-lo. Estou farto disso. Estou cansado dessa rotina de mártir. Você pode achar que merece isso, mas Sasuke não merece – disse ele, cuspindo as últimas três palavras entre os dentes, daquele jeito que eu já vira antes. Normalmente quando meu pai estava por perto.

Não ouvi nada além do choro baixo da minha mãe por alguns minutos, até que tio Madara voltou a falar. Dessa vez a voz dele parecia esquisita, sem nenhuma expressão. 

– Você quer saber onde ele está neste momento? Saiu do bar com Patty Nelson. Eles estão fazendo de tudo no trailer dela. Dirigi até lá e consegui ouvir os dois de dentro do carro. 

– Pelo amor de Deus, Madara! – A voz da minha mãe saiu engasgada. – Você está tentando tornar tudo pior...

 – Não! – rugiu ele, e eu dei um pulo. – Não – repetiu tio Madara agora mais calmo.

 – Estou tentando fazer você enxergar que já basta. Já basta. Se achou que precisava pagar uma penitência, está paga. Não vê isso? Você estava errada ao acreditar que precisava pagar por alguma coisa, mas, já que achou, vamos aceitar... está pago, Mikoto. Há muito tempo. Agora estamos todos pagando. Você quer saber o que eu senti quando ouvi os sons que saíam daquele trailer? Tive vontade de entrar lá e arrebentar a cara dele por humilhar você, por desrespeitá-la daquela forma. E o pior de tudo é que eu deveria me sentir feliz por ele estar com qualquer outra pessoa que não você, qualquer outra que não a mulher que está tão enraizada no meu coração que eu não consigo tirá-la de lá de jeito nenhum. Mas em vez disso eu me senti enjoado. Porque ele não está tratando você bem, mesmo sabendo que se ele a tratasse bem isso iria significar que eu poderia tê-la de novo.

 O quarto ficou em silêncio por alguns minutos e eu tive vontade de espiar lá dentro, mas não fiz isso. Só conseguia escutar o choro baixo da minha mãe e um leve farfalhar. Por fim, tio Madara voltou a falar, a voz mais tranquila agora, mais gentil.

 – Deixe-me levá-la para longe daqui, querida. Por favor,Mikoto. Deixe-me proteger você e Sasuke. A voz dele estava cheia de alguma coisa que eu não sabia o nome. Prendi a respiração. Ele queria nos levar embora? 

– E Érika? – minha mãe perguntou baixinho. Tio Madara demorou alguns segundos para responder.

 – Vou dizer a Érika que estou indo embora. Não temos mesmo um casamento de verdade há anos. Ela terá que entender.

 – Ela não vai entender, Madara– disse minha mãe, parecendo assustada. – Não vai mesmo. Érika vai fazer alguma coisa para se vingar de nós. Ela sempre me odiou.

 – Mikoto, não somos mais crianças. Essa não é nenhuma disputa idiota. É a nossa vida. E tem a ver com o fato de eu amar você, de merecermos ter uma vida juntos. Tem a ver comigo, com você e com Sasuke.

 – E Itachi? – perguntou ela, baixinho. Houve uma pausa.

 – Vou chegar a um acordo com Érika. – disse ele. – Você não precisa se preocupar com isso. 

Houve mais um momento de silêncio, então minha mãe falou:

 – Seu emprego, a cidade... 

– Mikoto– disse tio Madara, a voz carinhosa –, não me importo com nada disso. Se eu não tiver você, nada importa. Não sabe disso até hoje? Vou sair do emprego, vender a terra. Vamos ter uma vida, meu amor. Vamos ser felizes. Longe daqui, longe desta cidade. Em algum outro lugar que possamos chamar de nosso. Meu amor, você não quer isso? Me diga que quer.

 Mais silêncio. Só que dessa vez eu ouvia um barulho, como se eles estivessem se beijando. Eu já os vira se beijando antes, quando minha mãe não sabia que eu estava espionando, como agora. Eu sabia que era errado – mães não deveriam beijar homens que não fossem seus maridos. Mas também sabia que pais não deveriam voltar para casa bêbados o tempo todo e bater nas esposas. E também sabia que mães não deveriam olhar para tios com o olhar suave que minha mãe sempre tinha no rosto quando o tio Mdara estava por perto. Era tudo muito confuso e eu não sabia o que pensar. Era por isso que eu os espiava, para tentar entender. Por fim, depois do que pareceu muito tempo, minha mãe sussurrou e eu mal consegui ouvir: 

– Está bem,Madara, leve-nos para longe daqui. Leve-nos para bem longe. Eu, você e o Sasuke. Vamos ser felizes. Eu quero isso. Quero você. Você é o único que eu sempre quis.

 – .. Minha...Mikoto... – disse tio Connor, a respiração pesada e entrecortada. Eu me afastei e desci novamente as escadas, em silêncio, evitando os pontos que rangiam.


Notas Finais


Até a proxima!


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