História The Weight of Loving - Joshler - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Twenty One Pilots
Personagens Josh Dun, Tyler Joseph
Tags Josh Dun, Joshler, Twenty One Pilots, Tyler Joseph, Tysh
Visualizações 34
Palavras 1.830
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura ^-^

Capítulo 5 - Rádio do carro


Fiquei parado por uns três segundos, que pareceram horas, desesperado, fitando aquele corpo que não se mexia. MERDA, TYLER, FAZ ALGUMA COISA, ELE VAI MORRER!

Fiz o que veio na cabeça, um procedimento que acabei memorizando depois de assistir tantos filmes e séries: agachei, pressionei a palma da minha mão no centro do tórax dele e fiz umas vinte compressões. Josh permanecia imóvel.

Tudo ao meu redor parecia ter congelado.

É sério que vou ter que fazer isso?

Respirei fundo, agachei, mirei a boca entreaberta de Josh e.…encostei meus lábios nos dele. Me encontrei e comecei a respirar ali dentro. Rezei para que funcionasse.

Após alguns segundos senti Josh se mexer. Aflito, me afastei de seu rosto, me levantei e logo em seguida ele cuspiu a água do mar.

Agradeci a Deus em pensamento. Percebi que minhas mãos tremiam.

Josh acordou e me olhou com seus olhos apertados. Sim, mais do que já eram naturalmente.

- O que...o...Tyler? – Ele curvou sua cabeça um pouco, parecendo um cãozinho.

- Você se afogou aí e eu te salvei. De nada, Josh.

Ele continuou ali, fitando meu rosto, sem entender nada.

Tive vontade de deixa-lo ali e sair andando como se nada tivesse acontecido. Mas eu precisava ficar. Mesmo com aquela situação completamente estranha.

Levantei Josh, dolorosamente sequei-o com uma toalha que estava em seu carro – o hotel deixou ele sair com ela?, coloquei-o no meu carro e então saímos, para procurar um hospital.

Enquanto fiz tudo isso, não pensei em me matar, não pensei em atacar Josh e beijá-lo apaixonadamente, não pensei em nada. Minha mente estava completamente vazia, por algum motivo.

O hospital não era muito longe dali, e estava vazio. Rapidamente Josh foi examinado, mas ele estava bem. Então, voltamos para a praia e encontramos o carro dele.

Ele entrou no carro e eu fui até a janela e fiz um sinal com as mãos pedindo para ele abri-la. Ele atendeu meu pedido e encostei meus braços no carro.

Apesar de tudo eu ainda me preocupava com ele. Não podia odiá-lo por causa dessa paixão não-correspondida idiota.

- Tem certeza de que está bem para dirigir?

- Sim, Ty.

- Tudo bem, então.

Desencostei do carro dele, mas antes que pudesse ir para o meu, Josh segurou meu braço esquerdo.

Olhei nos olhos dele. Eu sempre amei seus olhos. E o jeito que ele me olhava era capaz de me fazer ter um orgasmo ali mesmo.

Não quis que aquele momento terminasse nunca.

- Você salvou minha vida. O que seria de mim sem você?

Levantei o canto direito da boca, forçando um sorriso.

- Qual é, Josh. Eu sou só um fardo pra você. Aquilo foi por acaso.

Eu amo ser dramático.

- Para com isso. Muito obrigado, sério.

Ele deu um sorriso e me disse algo que me fez perder a cabeça.

- Eu te amo.

Congelei, tremi, surtei por dentro, meu coração disparou e minha alma evaporou.

Desviei o olhar do rosto dele e fitei meu carro.

- Eu...eu também te amo – sussurrei, me soltando de Josh logo em seguida e rapidamente entrando em meu carro. Saí sozinho dali, não notei o carro de Josh durante o trajeto. As avenidas pelas quais passei estavam vazias, mas iluminadas. Era quase meia-noite.

Minha mente ainda estava completamente vazia.

Música. Preciso de música.

Tentei alcançar o botão do rádio sem tirar os olhos do volante, mas meus dedos não o encontravam.

Olhei para o compartimento vazio onde era pra estar o rádio.

De repente, me lembrei. Tinha deixado o carro aberto no estacionamento do hospital.

Fui roubado.

Bom, só me restou fazer uma coisa. Improvisar. De repente, minha mente voltou a funcionar e meus pensamentos mostraram-se confusos, mas compreensíveis.


Eu pondero sobre algo incrível
Meus pulmões se encherão, depois se esvaziarão
Eles se enchem com fogo
Exalam desejo
Eu sei que é terrível
Meu tempo hoje

Eu tenho esses pensamentos
Então, frequentemente eu deveria
Preencher aquele vazio
Com o que um dia eu comprei
Pois alguém roubou
O rádio do meu carro
E agora eu só me sento em silêncio

 

Já estava acostumado com as lágrimas que desciam sempre que eu fazia isso.

No quarto de hotel, me deitei na cama, no escuro, mas não para dormir.

Fiquei ali, parado, olhando para cima com os olhos totalmente abertos e minha mente vazia novamente. Não me preocupei com as lágrimas escorrendo.

Não senti fome, não senti frio, não senti sono, era só eu, com o corpo ainda úmido devido à água do mar, repousado na cama de um hotel, o pior lugar possível para se estar com o psicológico abalado. Naquele silêncio total conseguia ouvir as rápidas batidas do meu coração.

Só depois de algumas horas me mexi. Virei a cabeça ao ouvir a porta se abrindo.

Enquanto Josh encostava a porta, levantei meu braço e liguei a luminária, passando as mãos em meus olhos logo em seguida.

- Ah, você tá aí. Tá acordado.

- Tô... Onde você estava?

Josh caminhou em direção a cama e a metade de cima do seu corpo foi iluminada pela luz da minha luminária. Seu rosto tinha... manchas... vermelhas.

Batom.

Sorrindo de ponta a ponta, ele abriu a boca para me responder, mas falei primeiro.

- Estava em uma balada? Logo depois de se afogar? – Levantei as sobrancelhas e fingi algum ânimo.

- Como você sabe? – Josh disse, sem tirar o sorriso do rosto.

- Seu rosto tá sujo. Aqui. - Apontei para o canto da minha boca, indicando para ele onde as manchas de seu rosto estavam. Ele passou os dedos pelo local e depois olhou para eles.

- Ah. – Deu uma risadinha e se virou, indo em direção ao banheiro – Deixa eu limpar isso.

Inacreditável. Enquanto eu chorava por ele na cama daquele quarto, ele estava por aí ficando – e talvez fazendo algo mais – com mulheres que ele nem conhecia.

Desliguei a luminária e me deitei enquanto ouvia o som da torneira do banheiro, que preenchia todo o quarto. Um som doloroso até demais.

Josh saiu do banheiro e deitou-se ao meu lado, sem emitir nenhuma palavra.

E sem perceber que eu chorava.

Demorei algumas poucas horas para adormecer.

 

Acordei com batidas na porta, mas demorei um pouco para entender o que estava acontecendo. O quarto estava totalmente iluminado devido à luz do sol. Ouvi o som do chuveiro.

Enquanto esfregava os olhos, as batidas aumentaram. Do banheiro, Josh gritou.

- TY! ATENDE! TÔ NO BANHO!

Não o respondi. Cambaleando de sono, me levantei e fui abrir a porta.

Mark vestia roupas escuras super elegantes e um boné.

- Bom dia, princesa. Chegou o grande dia. Vamos em um carro só, daqui a vinte minutos bato aqui de novo e a gente sai.

O CONTRATO. A GRAVADORA.

- Tá! – Dei um pulo e fechei a porta na cara dele.

Bati na porta do banheiro, totalmente animado.

- SAI DAÍ LOGO! DAQUI A POUCO VAMOS PRA GRAVADORA!

Josh urrou de felicidade. Dei uma risadinha.

Me troquei e logo em seguida Josh saiu do banho.

Quando olhei para ele, arregalei os olhos e recuei devido à surpresa.

Seus cabelos estavam pretos. Totalmente escuros.

- Pintou?

- Não, imagina! Só botei uma peruca.

Ri alto.

 - Bobo.

Josh se trocou, logo em seguida Mark chegou e nós saímos. Meia hora depois estávamos no prédio da gravadora, um prédio simples, mas muito bem decorado. Conversamos com o presidente, Vinnie Fiorello, sobre a carreira, sobre nossa relação, sobre o futuro da banda, entre outras coisas. Aquele venho barbudo tinha milhares de planos pra nós e me deixou eufórico.

 Horas depois, ele nos dirigiu para a sala de reuniões e lá estava nosso contrato. Concordamos com todas as cláusulas e assinamos. Mark gravou tudo. Foi uma grande festa.

Quando estávamos saindo de lá, Vinnie chamou nossa atenção.

- O que vocês acham de já produzir um novo álbum? Aqui em L.A.?

Congelei. Josh olhou para mim, como se minha resposta fosse a única que importasse.

Eu não esperava por isso. Estava pronto para entrar no estúdio, mas não naquele momento, eu só queria assinar aquele contrato e voltar para minha casa, para minha cama, para meu toco, eu não suportaria mais uma noite junto com Josh naquela cama do hotel...

Mas pensando bem... Isso iria acontecer de qualquer forma, temos uma gravadora agora, não vamos mais gravar em meu porão. Eu sabia que a partir daquele momento tudo seria diferente. E estava prontíssimo para essa mudança.

Ignorando minha paixão por Josh.

Vou fazer isso por mim. Pelos fãs.

- Demorou.

 

O mês seguinte foi completamente insano.

Josh e eu nos vimos produzindo um álbum, pela primeira vez em um estúdio de verdade, pela primeira vez com um produtor de verdade - Greg Wells, um dos caras com os quais saímos naquela noite – e estava tudo correndo bem. Passávamos a maior parte do tempo separados, eu gravando minha voz, Josh gravando a bateria.

Ele sabia exatamente o que fazer e como fazer. E isso era uma das coisas que eu mais gostava em sua parte profissional.

Só nos encontrávamos por poucas horas por dia, apenas para acertar alguns detalhes das músicas com Greg. E isso fez muito bem pra minha mente.

Eu sempre voltava sozinho para o quarto do hotel. Josh saía para aproveitar a noite. Eu procurava não pensar nisso. Procurava não pensar nele. E passava minhas noites escrevendo coisas muito loucas.

Mas chegou um dia que eu não sabia mais o que escrever.

Preciso sair e buscar inspiração.

E foi o que eu fiz. Saí em uma fria noite de quinta e fui andando pela cidade.

Minhas mãos congelavam. Puxei as longas mangas da minha blusa, apertando as pontas com as minhas mãos, e assoprei dentro delas, criando um calor muito confortante.

Passei por fliperamas, boliches, shoppings...

Ver as pessoas felizes se divertindo me deixa feliz também.

Procurei evitar olhar para os casais ao redor.

Virei uma esquina e a primeira coisa que vi foi um lugar muito grande e muito iluminado, de várias cores, mas principalmente de azul.

Decidi entrar naquele lugar. Curiosidade.

Atravessei a rua, paguei e entrei.

O lugar parecia ainda maior e mais azul por dentro. Em todos os cantos vi pessoas se beijando, ou dançando a música que o DJ tocava no último volume. Todos com tinta colorida e luminosa no rosto. Uma cena bizarra, mas interessantíssima.

Me senti estranho ali. Todos estavam tão bem vestidos e eu com blusa, bermuda e chinelo. Mas ninguém me julgou, não que eu tenha notado.

Estava observando tudo aquilo quando reconheci alguém no meio do local.

Sim, é isso mesmo que você está pensando.

Dentre tantas baladas e boates, dei o azar de entrar na mesma que minha grande paixão.

E eu fiquei paralisado ao vê-lo beijando várias mulheres, uma após a outra, agarrando seus corpos com voracidade.

Quando percebi, já tinha corrido para o lado de fora daquele lugar.

Espero que as pessoas pelas quais passei na rua não tenham percebido que eu chorava.


Notas Finais


AAaaaah não sou muito fã desse capítulo não
Tô com ideias demais mas n sei como ligar tudo
Espero q dê tudo certo
Mais uma vez, muito obrigado <3


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