História The Winds Of Rage and Love - Capítulo 10


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Categorias As Crônicas De Gelo e Fogo (Game of Thrones)
Personagens Howland Reed, Jon Snow, Sansa Stark
Tags Drama, Revelaçoes, Romance, Sexo
Exibições 215
Palavras 2.500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oie!
Capítulo 10 para vocês!
Espero que gostem, perdoem os eventuais erros e aproveitem a leitura!

Capítulo 10 - Capítulo X - Segredos e Recompensas


Capítulo 10 – Segredos e Recompensas.

 

Jon

 

Ele já havia entrado naquele lugar, mas a sensação era simplesmente indescritível. Podia sentir as patas tocando o chão, o cheiro da terra, as folhas secas e cobertas por finas camadas de gelo, as velas derretidas próximas às estátuas e a escuridão parecia cada vez mais assustadora. À medida que o lobo branco entrava nas criptas de Winterfell, Jon sentia-se mais ligado ao sonho. Ele não conseguia acordar nem se mover. O mais estranho de tudo isso é que ele sabia que o seu corpo estava dormindo ao lado de Sansa dentro do castelo, mas como ele podia estar no corpo de Fantasma ao mesmo tempo? Tudo era real demais para ser apenas um sonho. O lobo andava sem que seus passos pudessem ser notados e as poucas velas que iluminavam a cripta não eram muito úteis. Fantasma andou um pouco mais e seguiu o seu caminho até a parte mais funda do mausoléu. Desceu as escadas lentamente, mas não encontrou nada além de teias de aranha, poeira e frio. Seus olhos vermelhos focaram-se num pequeno túmulo destruído aos fundos do lugar. Movido pela curiosidade, Jon decidiu saber a quem pertencia aquele espaço, mas encontrou apenas pedras quebradas e algumas palavras partidas impossíveis de serem lidas. E então, ele acordou.

Os seus olhos encararam o teto por alguns segundos e logo Jon olhou para o outro lado e viu a irmã dormindo. Ele estava mesmo em casa. Sentiu que o suor escorria pelo rosto e agora o calor o incomodava. Não saberia dizer se aquilo fora um sonho ou pesadelo. Tentou virar para o lado oposto e dormir, mas não conseguiu. Decidiu levantar. Andou silenciosamente até a penteadeira de Sansa e lavou o rosto. Viu a sua imagem no espelho, mas não se preocupou. Não havia nada de diferente. Foi até a janela e preocupando-se em não deixar que o vento gelado entrasse pelo quarto, abriu-a um pouco. Tudo parecia normal no castelo. Fechou a janela e voltou para a cama. Sansa dormia como uma linda deusa. Os cabelos caíam pelo rosto e espalhavam-se no travesseiro. O peito respirava tranquilamente e Jon sorriu. Ainda conseguia se lembrar dos pesadelos da irmã. Sansa gritou por muitas noites e ele sabia que aqueles sonhos obscuros eram resultado de uma vida terrível e traumatizante. A bela ruiva tinha sofrido tanto. Ele sempre se perguntava por que os deuses permitiram que a sua família fosse destruída. Também era difícil para Jon voltar a viver em Winterfell porque cada pedra daquele lugar o lembrava de como eles foram felizes.

No dia seguinte, Jon e Sansa conversavam sobre assuntos referentes ao reino quando Podrick entrou na sala do gabinete principal trazendo um corvo em suas mãos.

— Vossa Graça. – ele disse fazendo uma reverência a Jon. — Minha Senhora. – ele cumprimentou Sansa que sorriu. — Chegou um corvo do Vale de Arryn esta manhã. – ele entregou a carta na mão de Jon.

— Obrigado, Podrick.

— Com licença, Vossa Graça. – o rapaz disse e saiu no mesmo minuto.

Jon observou o lacre e antes de abrir a carta, disse:

— É o selo do Baelish. Provavelmente é para você.

Sansa olhou para a carta um pouco apreensiva e a pegou da mão de Jon. Rompeu o lacre e desenrolou o pergaminho. Leu aquelas poucas palavras rapidamente e suspirou. Leu mais uma vez e a entregou de volta para Jon. O Rei do Norte leu o conteúdo da correspondência e perguntou:

— O que ele quer dizer com “recompensa”? O que isso significa, exatamente?

— Quando estávamos nos preparando para recuperar Winterfell, mandei uma carta para Lorde Baelish pedindo a ajuda dos cavaleiros do Vale. Sabes bem que eu estava desesperada. Tínhamos um exército pequeno e o meu medo de perder superou o meu orgulho. Prometi a ele que o recompensaria caso obtivéssemos a vitória, porém nunca conversamos diretamente sobre o assunto. Não com palavras muito claras. No entanto, horas antes de você ser proclamado Rei do Norte, ele me disse que queria casar-se comigo e me ter ao seu lado no Trono de Ferro. Recusei, óbvio. Não deixei que ele me envenenasse mais e me retirei. – e a cada segundo e palavra ouvida, o rosto de Jon parecia ficar mais duro.

— E o que você pretende fazer?

— Eu não sei muito bem. – Sansa confessou e havia sinceridade nas suas palavras.

— Você pode recompensá-lo com terras. Os Bolton foram extintos e não há ninguém para ocupar o Forte do Pavor. Por que não dá aquele lugar assombroso para ele?

— Jon, o Forte pode ser de grande valia no inverno. Podemos alocar o povo de Tormund lá e os nossos pequenos fazendeiros. Temos ainda o Fosso Cailin.

— Fosso Cailin? – Jon perguntou confuso.

— Sim. Ramsay tomou o Fosso pouco antes de nosso casamento como um desafio para ser o filho reconhecido de Lorde Roose Bolton.

— Então lhe dê o Fosso. Não posso permitir que você se case com esse homem asqueroso. – ele disse e segurou as duas mãos da irmã.

— Eu não vou me casar com ele. Não me casarei com ninguém por arranjos políticos outra vez. Acredite em mim, eu quero distância de Petyr Baelish e da Corte do Sul.

— Temos outro problema. – Jon advertiu ainda mais sério.

— Qual?

— Lorde Baelish não pode sonhar que estamos escondendo Margaery Tyrell e a filha do Rei Robert.

— Ele certamente as entregaria para Cersei. – completou Sansa. — Você acha que essa informação chegou aos ouvidos dele? – ela perguntou.

— É bem provável. Precisamos esconder Lady Tyrell e a menina Storm.

— Como? – Sansa perguntou já tinha o rosto entre as mãos. Eles tinham problemas demais para duas pessoas resolverem.

— Elas ficarão trancadas nos seus quartos quando ele chegar ou podemos mandá-las para a cabana de caça do Pai. – sugeriu Jon.

— Deuses, como digo para Margaery que ela precisará morar numa cabana de caça?!

— Sansa, é o mais sensato a se fazer. Cersei Lannister exterminou a família de Margaery e milhares de pessoas no Septo de Baelor. Ela não teve medo de ser acusada por uma cidade inteira. A Rainha tem poder! Tem tanto poder que não teve medo de fazer isso! Você acha que ela não poderia simplesmente mandar um infeliz cortar a garganta da moça por umas míseras moedas?

— Eu sei, mas então o que faremos?

— Precisamos proteger as duas e não há tempo para que elas possam fugir. O melhor a se fazer nesse caso é escondê-las em Winterfell de algum jeito. E no caso de Mindinho, ele pode escolher entre o Forte e o Fosso. Ele não terá os dois, pois precisamos de um castelo para o inverno.

— Jon, eu não aguento mais isso. Resolvemos um problema e de repente surgem outros milhares!

— Tente não se preocupar. Estarei ao seu lado quando ele chegar. – Jon apertou as mãos de Sansa carinhosamente e ela sorriu para o seu Rei.

E ele faria de tudo para mantê-la segura ao seu lado. Jon iniciaria uma guerra por Sansa Stark. Ele não deixaria que nada a levasse para longe dele outra vez.

 

Sansa

 

 

Petyr Baelish e mais cinco cavaleiros haviam chegado do Vale há apenas dois dias e Sansa ansiava para conversar com ele e esclarecer de uma vez por todas que jamais aceitaria o seu pedido de casamento. Baelish não parecia estar com pressa. Cavalgou junto com dois de seus cavaleiros no primeiro dia e não se preocupou em dizer para Sansa quais eram as suas verdadeiras intenções. Ela sabia que mais cedo ou mais tarde ele diria a que veio, mas parece que a estratégia do homem é vencer Sansa pelo cansaço. Ela e Jon estavam dormindo em quartos separados, pois sabia que Petyr poderia perceber a aproximação dos dois durante aqueles dias. Pediu para Brienne dormir no quarto que fica entre o dela e o de Jon para que a moça pudesse defendê-la de qualquer mal. Jon tentava estar sempre por perto da Lady Stark e Petyr não ousava se aproximar quando o Rei do Norte estava ao lado da irmã, pois ele a protegia como um lobo selvagem protege as suas crias.

Naquela manhã Sansa encontrava-se no gabinete principal e lia um documento sobre as provisões para o inverno quando ouviu três toques ritmados na porta.

— Pode entrar. – ela respondeu guardando as folhas, a pena e o tinteiro. Petyr abriu a porta e sorriu com aquele tom indecifrável e zombeteiro. Sansa sentiu nojo. Ela não suportava mais olhar para aquele aproveitador.

— Peço desculpas se interrompo as suas tarefas, Milady. – ele disse com a sua voz calma e leve.

— Está tudo bem. Sente-se, por favor. – ela disse indicando a cadeira para ele.

Petyr se sentou e começou a falar:

— Winterfell está ainda melhor do que quando parti e o povo do Norte parece um pouco mais satisfeito com o seu novo Rei.

— Vá direto ao ponto, Lorde Baelish. Nos conhecemos há muito tempo para que você ainda precise me cercar com a sua conversa. – Sansa disse firme. A dureza de Lorde Eddard Stark claramente estampada no seu rosto meigo de feições Tully.

— Já que preferes assim...

— Diga-me a que veio. – ela disse.

— Vim buscar a minha recompensa pelo apoio na batalha dos bastardos.

— E o que deseja como recompensa?

— Pensei que soubesse dos meus planos.

— Eu não vou me casar com você, Lorde Baelish. – Sansa disse quase como se quisesse cuspir no rosto de Petyr.

— Lady Stark, sabes que eu posso lhe dar o mundo. Eu sonho com o poder. Sonho com o Trono de Ferro e você ao meu lado.

— Eu não quero o mundo. Eu não quero os Sete Reinos e muito menos o Trono de Ferro. Tenho a minha casa! Tenho Winterfell, as pessoas que gostam de mim, que me protegem e além de tudo isso, tenho o meu irmão. O meu único irmão que agora é o Rei do Norte. O Rei do maior reino de todos os Sete Reinos. – A ira crescia dentro de Sansa e tensão pairava no local.

— Um rei bastardo. – Petyr disse em tom de deboche.

— E quem é o senhor para falar de alto nascimento? Que eu saiba foi criado na casa da família de minha mãe por generosidade de meu avô, Lorde Hoster Tully. Jon é filho de Lorde Eddard Stark. O único, o último, inigualável e legítimo Protetor do Norte e Senhor de Winterfell. Ele tem o meu sangue. Jon é um Stark.

— Bonitas palavras, Lady Sansa...mas temo que a Corte do Sul não se importe com a honra de seu meio-irmão e a memória de seu falecido pai.

— Não permitirei que insulte Jon e o meu pai dentro de nossa casa. – Sansa se levantou atrás da mesa com as duas mãos fechadas em punho sob a mesa.

— Não estou insultando ninguém. O que digo é apenas a verdade. – Petyr continuava sentado com as pernas cruzadas.

— Já lhe disse: não vou me casar com o Senhor. Posso te recompensar com terras. A casa de meu antigo marido foi extinta e eles também detinham o poder do Fosso Cailin. Atualmente temos o Forte do Pavor e o Fosso Cailin vazios. Qual deles você prefere? – ela perguntou impassível.

— É uma boa proposta. – ele disse calmamente.

— É um arranjo muito melhor do que se casar com a Lady de Winterfell. Entendo que se casando comigo você teria direito à Winterfell, ao Forte e ao Fosso, mas isso não vai acontecer. Escolha por si mesmo: Forte do Pavor ou Fosso Cailin e me encontre amanhã após o desjejum aqui nesta sala.

Sansa saiu da sala pisando em passos duros e deixando Mindinho sem o poder da fala. Correu pelos corredores até entrar em seu quarto e trancou a porta do mesmo. O sangue parecia estar fervendo nas veias e ela sentia vontade de chorar tamanho o ódio ao lembrar-se que aquele homem tinha lhe entregado nas mãos de Ramsay Bolton. Ele a levou como um cordeiro para a mesa de Ramsay. Ela sentiu as dores no corpo e a humilhação. Sansa ainda tem algumas cicatrizes. Marcas de um passado recente que nunca sairão da sua pele. Tirou o grande casaco e lavou o rosto com a água fria da pequena bacia de prata de frente para o espelho. Engoliu o choro e se acalmou. Olhou pela janela e viu as folhas vermelhas da Árvore-Coração por trás das muralhas de Winterfell. Vestiu o casaco novamente e saiu do quarto. Andou menos apressada dessa vez e passou por Sor Davos, Brienne, Podrick e Ericka Storm no pátio. Discretamente, ela parou ao lado dos quatro e fez uma pergunta para Ericka como se estivesse conversando casualmente com todos eles:

— O que você está fazendo fora de seu quarto? – ela perguntou um tanto nervosa.

— Ele não me conhece. Fique tranquila, Lady Stark. – Ericka respondeu sempre gentil.

— E a sua senhora, como está?

— Muito bem. É bom que ela possa descansar.

— Ótimo. – Sansa sorriu e virou-se para os outros. — Sor Davos, Podrick e Brienne, vou ao represeiro fazer algumas preces. Encontrem-me no gabinete principal daqui à uma hora. Tudo bem?

Brienne e Podrick assentiram.

— Como quiser Milady. – Davos respondeu.

Sansa saiu de perto deles e caminhou sozinha até o Bosque Sagrado. Ajoelhou-se diante da Árvore-Coração e começou a rezar para os seus deuses antigos. Pediu que eles zelassem pela vida de Bran e Arya e que os trouxessem de volta para casa. Que protegessem Jon de todos os seus novos inimigos. Pediu também pela saúde e proteção de Brienne de Tarth, Sor Davos e Podrick. Colocou a mão direita no rosto da árvore e disse em voz alta: — Proteja-os com a minha vida se for necessário.

Quando estava terminando de rezar, sentiu mãos duras e frias a segurando pelos ombros.

— Eu não vou embora e deixar que você me humilhe com as suas palavras! Você não é mais que uma garotinha estúpida! – Petyr disse enquanto a segurava com força.

— Solte-me! – Sansa ordenou.

— Eu já quis a sua mãe e agora quero você. Catelyn me recusou e você também me despreza! Por que vocês pensam que são tão especiais? São mulheres. Nada mais que isso.

— Minha mãe era uma mulher de honra. Ela casou-se com um bom homem. Você NUNCA chegará aos pés do meu pai! NUNCA! – Sansa disse gritando.

— Sim. E tenha certeza de que posso ser pior que o seu marido esfolador. – Baelish a jogou contra o chão frio coberto pela neve e subiu no corpo de Sansa.

— Você será minha de um jeito ou de outro. – ele disse tentando levantar o vestido dela.

— Me solta! SOCORRO! ME SOLTA, DESGRAÇADO! MALDITO! – Sansa gritava com toda a força dos seus pulmões enquanto Petyr tentava lhe rasgar as roupas.

— Ninguém pode te ouvir nesse fim de mundo gelado que você chama de lar.

— SOCORRO! ME SOLTA! SOCORRO JON SNOW! – Sansa continuou gritando para que alguém pudesse ouvir os gritos desesperados da Filha do Norte e logo Lorde Baelish a silenciou com uma parte do seu casaco. Os gritos dela ecoaram pelo Bosque Sagrado e chegaram aos ouvidos de uma pessoa e Fantasma correu atraído pelo som da voz de Sansa Stark de Winterfell.


Notas Finais


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