História The Wings - Auréola de Fogo - Capítulo 3


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Categorias Originais
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Palavras 1.360
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Aqui começa a se desenrolar a história.
Boa Leitura!

Capítulo 3 - Um passeio pelo céu


Ela esfregou os olhos e tentou focar a visão. Não, definitivamente ela tinha ficado louca. O que seus olhos estavam vendo só podia ser uma miragem ou coisa assim, não tinha como aquilo ser real. 

O que estava na frente dela parecia literalmente ter saído de um filme de ficção científica. Eram três seres humanoides enormes, com certeza três vezes maior do que qualquer pessoa que Jade já tenha visto. A pele das criaturas parecia um tipo de escama e em suas cabeças haviam grandes chifres que eram estranhamente parecidos com rochas flamejantes, e deles escorriam uma especie de lava. Seus dentes eram afiados como facas e em suas mãos eles portavam grandes martelos de pedra. Seus olhos eram reptilianos e olhavam ferozmente para Jade. 

Nesse momento Jade se levantou e pensou em fugir. Mas pra onde ela ia? ela estava completamente perdida naquela alameda que parecia não ter fim e provavelmente um passo daquelas criaturas daria mais de dez dos dela. Ela não tinha pra onde fugir e aqueles seres já estavam bem próximos dela, e consequentemente a cada segundo ela ficava mais próxima da morte. Uma das criaturas estava a menos de um metro de Jade quando se curvou bruscamente caindo de joelhos, com uma flecha cravada em seu peito. 

Jade congelou por um segundo e então girou os olhos rapidamente procurando a origem da flecha. Foi quando ela viu um jovem estranhamente familiar, com longos cabelos lisos e louros, olhos azuis índigo e em sua mão havia um grande arco ornamentado de madeira. Mesmo tonta e confusa, Jade não precisou de mais que três segundos para lembrar onde ela já tinha visto aquele belo rapaz, ela conheceria aqueles olhos em qualquer lugar. Era o garoto que aparecera em seus sonhos.

Ele disparava flechas tão rapidamente que em um piscar de olhos a segunda criatura já estava no chão. O terceiro ser,  no entanto, agarrou por trás a curta túnica que o jovem usava e o levantou no ar, derrubando todas as flechas que o rapaz carregava na aljava. 

— Não deveria ter feito isso, escória. — disse o jovem loiro que em menos de um segundo, pegou a espada que estava em sua bainha e a enterrou no pescoço da criatura que caiu de joelhos urrando de dor, o que não demorou muito já que em poucos segundos ela já se encontrava sem vida. 

Foi só ai que o jovem se virou e olhou Jade. Por um longo momento os dois se fitaram, mas Jade lembrando de onde estava e o que acabara de presenciar, saiu de seu devaneio e logo disse: 

— Fica longe de mim! — e deu um passo para trás. Mesmo sabendo que suas ameaças não iam adiantar em nada, já que, ela própria, acabara de ver ele sozinho matar três criaturas horripilantes. 

— É assim que você me agradece por ter salvado a sua vida? — disse o jovem com o semblante calmo e amistoso. — Pode ficar calma, eu sou um dos mocinhos. 

— Quem você é? O que está acontecendo? Isso é um tipo de pegadinha? — disparou Jade freneticamente.

— São muitas perguntas,  e só vou poder te dar as respostas se aceitar vir comigo. — respondeu o rapaz. 

— Ir com você pra onde? eu nem te conheço. — disse Jade ainda com desespero em sua voz. 

— Eu te explicarei tudo, só venha comigo. Logo mais demônios virão, não podemos perder mais tempo. — disse o rapaz ainda calmo, como se falar em demônios pra ele fosse algo tão normal quanto falar sobre futebol. 

— Demônios? você está completamente louco! demônios não são reais. — disse Jade. 

— Eles pareciam bem reais quando estavam a ponto de arrancar sua cabeça segundos atrás, não acha? — retrucou o jovem. 

Jade pensou um pouco sobre isso. Se ela acabara de testemunhar demônios e saiu viva dessa, ela acha que um breve passeio com um estranho não vai fazer tanto mal assim. 

— Tá, aonde vamos? — disse ela. 

— Pro céu, é claro. — disse o jovem indiferente, chegando mais perto de Jade. 

Jade pensou que ele estava brincando, mas como ele não disse nada, ela não recuou quando ele segurou as mão dela e começou a falar algo em uma língua que ela não conhecia. A princípio Jade pensou na possibilidade de correr para o mais longe que podia do rapaz, mas então ela viu algo surgindo no lado dos dois. Era uma fumaça roxa que estava ficando cada vez mais densa, até que se tornou uma especie de espelho, que hora refletia a imagem dos dois, hora mostrava uma imagem de uma sala branca, que estava lotada de estatuas de ouro. 

— Pronta? — disse o rapaz com os olhos cravados em Jade. 

Em resposta, Jade balançou a cabeça em afirmativa, então os dois entraram no portal. Por um instante era só vazio, escuridão e um vento frio e forte. Mas logo depois, Jade pisou em um piso sólido, cuidadosamente polido. Graças aos céus, seu traje de anjinha-mau desapareceu, sendo substituído por uma curta túnica dourada, parecida com a do jovem, e calças compridas. Jade se permitiu olhar em volta por um instante, era tudo tão lindo, limpo e organizado. Ela estava em uma sala alva como a neve, por todo lado havia estantes lotadas de papiros cuidadosamente empilhados. No centro havia uma grande mesa que parecia ser feita de cristal, nas paredes estavam belos quadros de anjos, arcanjos guerreando e tantas outras pinturas que Jade nem teve tempo de olhar, e pra onde qualquer direção que ela olhava, ela podia ver lindas estatuas de anjos, feitas de ouro. 

— Aguarde aqui. — disse o jovem que logo se virou e saiu por uma porta que ficava em uma das paredes. 

Jade aproveitou o tempo que dispunha sozinha e observou alguns artefatos que estavam naquela sala. Ela folheou as páginas de um antigo manuscrito, mas não conseguiu ler nada já que estava em uma língua que ela não conhecia. Pegou na mão uma antiga trombeta de ouro que tinha símbolos entalhados por toda ela, e até pensou em toca-la, mas percebendo o quanto idiota a ideia era, tirou isso da cabeça e a colocou de volta no lugar. Bem na hora, porque no exato segundo que fez isso um homem branco - que parecia ter muito mais que cem anos - usando uma longa túnica prateada, entrou na sala. 

— Olá Jade. — o homem disse. Jade em uma situação diferente teria ficado intrigada pelo homem saber o seu nome, mas isso agora até parecia bastante normal. — Sente-se. — continuou ele gentilmente fazendo um gesto em direção a uma cadeira perto da mesa de cristal. 

Jade obedeceu o homem sentando-se na cadeira, e ele sentou em uma cadeira adjacente a dela. 

— Deve estar muito confusa, imagino. — disse o homem. 

— É, não costumo presenciar muitas brigas de Anjos e Demônios e nem dar passeios no céu. Mas isso não importa, vamos logo ao ponto. O que esta acontecendo? — disse Jade apressada. 

— AnjosxDemônios não serão as coisas mais estranhas que você verá, acredite em mim. Suponho que conheça Lúcifer, sim? — disse o homem, e vendo que Jade afirmou com a cabeça, continuou: — ótimo, isso encurta bastante a história. Bom Lúcifer foi derrotado a muito tempo pelo exército de anjos liderados por Miguel e foi condenado ao inferno. Porém a algum tempo atrás soubemos que ele está querendo ressurgir das cinzas, e para isso está liderando um exercito de anjos caídos para lutar contra o céu. — continuou. 

— Ok, talvez você tenta sido direto demais. — disse Jade com a cabeça girando e imaginando quando ia sair desse sonho idiota. — Mesmo assim, o que eu tenho haver com isso? sou apenas uma adolescente humana que não significa nada pra vocês. 

— É ai que você se engana. Você não é humana e significa muito pra Lúcifer e para os céus também. — disse o homem. 

Jade se segurou para não rir. Se ela não era humana, era o que então? um anjo? patético. 

— Olha, deve estar havendo algum engano. Sinto muito mas não sou a pessoa que você procura. — disse Jade. 

— Tem razão, você é a Nephilim que eu já encontrei. — disse o homem indiferente. — Isso significa que você é metade anjo e metade humana, Jade. A última de sua especie, a nossa salvadora. 

 

 

 

 


Notas Finais


Grandes revelações, não?
Deixem suas opiniões.


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