História The Wish List - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias My Chemical Romance
Personagens Frank Iero, Gerard Way
Tags Frank Iero, Frerard, Gerard Way, MCR, My Chemical Romance
Exibições 66
Palavras 3.137
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - 3


Frank abraçou Gerard com força, e tentou focar sua visão em uma teia de aranha pendurada em um canto da parede, mas era praticamente impossível.

Seu cérebro e seu corpo estavam em frangalhos, o que era bem curioso, considerando como ele estava energizado enquanto esperava pela chegada de Gerard. Ele estivera preocupadíssimo, com medo de que não viesse. Caso isso acontecesse, os dois só se encontrariam quando o escritório reabrisse depois das férias coletivas. Até então, ele não tinha nenhum contato com Gerard fora do ambiente de trabalho.

Quando tocou a campainha, ele foi correndo até a porta. Parecia um garoto tendo seu primeiro encontro. E, quando ele o atacou sem nenhuma reserva, se sentiu como um rei.

Ele sempre soube que Gerard seria assim, caloroso, sem pudores e gostosíssimo. Nada de timidez na hora do vamos ver. Da mesma forma como quando estava no tribunal, ele se doava cem por cento ao que estava fazendo.

Sorte a dele ser a pessoa em quem toda essa atenção se concentrava.

E queria continuar sendo.

Gerard se mexeu um pouco, apenas o suficiente para lembrá-los de que o pau do outro ainda estava no seu interior. Suas bolas se contorceram em um último espasmo, e ele fechou os olhos de contentamento. Fazia tempo que não gozava tão gostoso, e ainda mais tempo que não transava com uma pessoa de quem gostava tanto.

“Frank?”

“Hã?” Ele roçou o nariz no pescoço dele.

“Você não estava com nada no fogo, né?”

Ele deu um gemido antes de responder: “Não, mas o forno está aceso por causa das torradas”.

Gerard suspirou. “Acho melhor nós cuidarmos disso, então.”

Aquele “nós” o deixou bastante satisfeito. Fazia meses que ele queria esse tipo de interação com Gerard Way. Relembrando, ele conseguiu identificar quando tudo começou. Gerard estava na sala de descanso conversando com Quinn, um advogado do ramo de entretenimento, e enquanto ria de alguma coisa que ele falou, Gerard olhou para Frank e deu uma piscadinha.

Nesse exato momento, Frank ficou caidinho por ele.

Aquela piscadela dizia muita coisa. Era um gesto brincalhão e afetuoso, e foi capaz de tocá-lo o suficiente para saber que, entre tantas pessoas no mundo, era com Gerard que ele queria ficar.

Saindo de cima dele com gestos cuidadosos, Gerard ficou de pé, parecendo um tanto cambaleante. Quando Frank se levantou, aconteceu a mesma coisa.

Suas pernas estavam bambas.

“Minha nossa, Gee.” Ele riu e o puxou mais para perto. “Você acabou comigo.”

Gerard ficava lindo todo vermelhinho, e ele não queria largá-lo, mas tinha um jantar para fazer. Para conquistá-lo, ele precisaria de muito mais que suas habilidades na cama. Depois de um rápido beijinho no nariz, ele foi para a cozinha. Apanhou a mochila de Gerard no caminho, deixou-a sobre uma cadeira da mesa de jantar e deu uma olhada na etiqueta pendurada na alça.

“Gerard Molko?”, ele perguntou, enquanto tirava e descartava a camisinha.

Gerard estava arrumando a calça, e respondeu sem olhar para ele. “Meu nome de casado.”

“Eu não sabia que você era divorciado.” Abriu a torneira e ficou observando a reação dele enquanto lavava as mãos.

“Não é o tipo de assunto que surge nas conversas toda hora, e eu não gosto de falar sobre isso.”

“Foi tão ruim assim, é?”

Frank secou as mãos e acendeu o fogo sob uma panela com água. “Quer um vinho? Uma cerveja?”

“Uma cerveja cairia bem, obrigado.” Gerard se sentou em um banquinho ao lado do balcão. “Não foi ruim. Só não foi bom.”

Frank pegou duas garrafas long neck na geladeira, abriu as tampas com a mão e pôs uma diante dele. “Faz quanto tempo que vocês se separaram?”

“Uns dois anos. Deveria ter sido até antes, mas nós dois custamos a aceitar o fato de que não estava dando certo.”

Ele segurou a mão de Gerard e deu um leve apertão. “Você detesta admitir que está errado. É por isso que é um advogado tão bom.”

“Obrigado.” O elogio fez os olhos dele brilharem. “Brian e eu nunca deveríamos ter casado. Éramos amigos na época da faculdade, e só. Ele era um galinha, eu nunca pensei em nada mais sério. Mas por algum motivo acabamos juntos, e até hoje não sei como nem por quê.”

“Por amor?”

“Era o que eu pensava, mas na verdade acho que só casei porque ‘estava na hora’, sabe como é? Brian falou que estava na idade de se casar. Todos os nossos amigos estavam casados, e acho que ele se sentiu meio perdido.”

“Eu entendo”, ele admitiu, apoiando os cotovelos sobre a superfície de granito.
Gerard franziu o nariz para ele, e isso fez com que Frank se lembrasse de que pouco tempo antes estava dentro dele, segurando-o a seu bel-prazer, com liberdade para tocá-lo como quisesse. Era a primeira vez que não se esqueceu de sexo logo depois de ter feito. Transar com Gerard era um bônus para a relação entre eles, e não o único motivo para os dois se relacionarem.

Só faltava transformar aquela relação profissional, que já existia, em algo pessoal. E, era preciso admitir, em geral ele se esforçava justamente no sentido contrário.

“Vocês, galinhas, também sentem aquela vontade inexplicável de casar?”

Ele riu. “Como se o nosso corpo estivesse programado para isso?”

“Pois é.”

“Acho que no fundo o que mais conta é a pressão social. Se o sujeito passa dos trinta e continua solteiro, até seus pretendentes começam a achar que tem alguma coisa errada com ele, caso contrário já teria se acertado com alguém.” Ele se virou, abriu a geladeira e retirou os ingredientes com os quais faria uma salada. Frank era um cara simples. Um espaguete, uma salada e umas torradas eram a única coisa que ele se sentia seguro para cozinhar. “Quanto a mim, eu não me importo com o que os outros pensam.”

“Isso está na cara.” O tom irônico na voz de Gerard o fez olhar para trás. Ele estava sorrindo. “Essa história de lista de desejos foi uma péssima ideia, mas sou obrigado a dizer que valeu a pena, só por poder ver você vestido assim.”

“Está tirando sarro de mim, é?” Aquilo era algo que o deixou um tanto apreensivo. Assim como qualquer pessoa sensata, ele não queria fazer papel de ridículo na frente de alguém com quem queria fazer sexo. Abaixado da maneira como estava, com certeza Gerard estava tendo acesso visual a tudo que seu corpo tinha para oferecer.

“Não.” O olhar no rosto dele era caloroso e malicioso. “Na verdade estou até impressionado por você ter confiança suficiente para se vestir desse jeito. Eu não sei se teria coragem de fazer isso.”

“Se dependesse de mim”, ele se virou com os braços carregados de verduras e legumes, os quais despejou sobre a bancada, “você estaria só com o gorro. Esse é o meu desejo de Natal.”

“Sabe de uma coisa…” Gerard começou a girar a garrafa entre os dedos.

“O quê?”

Ele suspirou. “Pensei que, quando a questão do sexo estivesse resolvida, eu ia me sentir mais tranquilo.”

“A questão do sexo não está ‘resolvida’”, ele rebateu, tirando uma faca do bloco de madeira a seu lado. “Pode falar o que você está pensando. Quem está usando um gorro de Papai Noel, um avental e mais nada sou eu, não tem por que você ficar tímido.”

“Obrigado”, respondeu, sem tirar os olhos do rótulo que estava arrancando da garrafa de cerveja. “Não me importa por que você fez isso, se foi só para transar comigo ou não, mas para mim significou muita coisa você ter se dado a esse trabalho.”

Frank parou de cortar o pepino que estava fatiando e olhou pra ele. “Não foi trabalho nenhum, Gee. Eu gosto de poder dar o que você quer, de ver você sorrindo.”

Gerard soltou o ar com força e ficou mexendo na gola da blusa com os dedos. “Você precisa de ajuda com alguma coisa?”

Não era muito comum ele ficar assim tão nervoso, mudando de assunto o tempo todo, como se não estivesse sabendo lidar com a situação. Ele sabia que muita coisa havia acontecido entre os dois em pouquíssimo tempo — a foto, a lista de desejos, o sexo. Antes da troca de presentes de amigo secreto, os dois não passavam de colegas de trabalho com uma relação distante.

Pouco tempo depois, eram amantes. Frank teve pelo menos dois meses para entender o que sentia por ele. Gerard só teve algumas poucas horas. Ele só estava pedindo um tempo para pensar, e Frank não via problema nenhum nisso.

“Não, está tudo sob controle. Você pode ir ver um pouco de tevê ou coisa do tipo. Daqui a pouco já vai estar tudo pronto.”

“Certo. Vou jogar uma água no corpo, então.”

Frank apontou para o corredor levantando o queixo. “Primeira porta à direita.”

Gerard olhou no fundo dos olhos de Frank por um bom tempo, e sentiu que estava encrencado. Ele não estava com aquela cara de “valeu pela trepada, agora pode ir”. Não, ele parecia estar tranquilo e à vontade com a presença dele. E Gerard estava adorando isso.

De alguma forma, ele conseguiu chegar ao banheiro, onde se apoiou contra a pia e se olhou no espelho. O brilho que havia em seus olhos o fez enrubescer e fazer uma careta.

Que droga, ele não precisava daquilo, muito menos naquele momento! Se começar um relacionamento não estava em seus planos nem em condições ideais, o que dizer da possibilidade de se apaixonar por um cara cujo prazo de validade estava inscrito na testa, e obviamente não era dos mais longos?

Ele não tinha aprendido nada com sua experiência com Brian?

Pelo jeito não.

Depois que terminasse de jantar, ele iria pra casa. Ambos já tinham conseguido o que queriam.

Estava na hora de pensar em minimizar o estrago.

*

“Estava uma delícia.”

Gerard sorriu para Frank depois de baixar o garfo, sem constrangimento nenhum por ter limpado o prato. Eles já tinham almoçado juntos muitas vezes e, depois de um elogio que Frank fez ao apetite saudável dele, Gerard deixou de se preocupar em manter as aparências.

“Ou você é generoso demais, ou estava com muita fome.” Ele se levantou e tirou o prato dele da pequena mesa de jantar de carvalho. Adornada com um enfeite com pinhas e três velas vermelhas, tinha um aspecto acolhedor e surpreendente. Havia muita coisa que Gerard não sabia sobre ele, mas queria descobrir. Frank não era o homem ideal para namorar, mas era um sujeito fascinante, um grande advogado e um ótimo amigo, pelo que ouvira dizer.

Ele o observou enquanto Frank se movia pela cozinha, flexionando as nádegas a cada passo. As aparições casuais do pau dele o mantinham com tesão o tempo todo, obrigando-o a comprimir o guardanapo junto à testa úmida. Frank era também um amante carinhoso, mas disso ele sempre desconfiou, e já tinha escutado comentários a respeito.

A vontade de ir embora, que ele sentiu no banheiro, se tornou ainda mais forte.

Estava na hora de ir pra casa.

Ele ficou de pé e apanhou a mochila. Era falta de educação sair sem nem se oferecer para ajudar a lavar as louças, mas um pouco de animosidade entre eles viria a calhar.

“O que você está fazendo?”, Frank perguntou atrás dele, ainda a uma distância segura.

“Eu já estou indo”, falou com uma casualidade forçada, sentindo seu coração disparar. “Obrigado pelo convite, eu adorei.”

Um instante depois, um corpo firme e rígido o pressionava por trás, deixando-o esmagado contra a mesa. “Fala comigo, Gee.” As mãos dele estavam espalmadas sobre a superfície de madeira, impossibilitando-o de se mover.

“Foi o que eu fiz durante o jantar inteiro.”

“Sobre tudo, menos sobre nós.”

“Não existe essa história de ‘nós’.”

Ele enfiou uma das mãos no bolso da calça de Gerard.

“Quantas camisinhas você trouxe? Pelo jeito, mais de dez.” Ele jogou uma sobre a mesa. “A sua intenção era passar a noite toda aqui. E agora, do nada, resolve ir embora?”

“Pois é.” Ele respirou fundo. “Eu não esperava que você fosse tão bom. Já matou toda a minha vontade logo de cara.”

“Conversa-fiada. A sua vontade continua a mesma de quando pulou em cima de mim.” Ele o segurou pela garganta, puxou sua cabeça para trás e mordeu de leve sua orelha. Gerard estremeceu. “Está com medo de quê?”

Ele ficou todo tenso. “Eu não estou com medo. Só acho que nós dois já conseguimos o que queríamos, e que é melhor parar por aqui antes que as coisas se compliquem.”

“Adivinha só?” Frank flexionou os joelhos e começou a esfregar o pau duro na bunda dele. Em algum momento da caminhada da cozinha à sala de jantar ele havia tirado o avental. Com apenas o tecido da calça entre eles, ele sentiu cada milímetro da excitação dele. “Eu ainda não consegui o que queria, e as coisas já se complicaram.”

“Frank…” Gerard fechou os olhos e gemeu quando ele deslizou suas mãos por dentro da camisa. Sua pele ficou quente. De repente, ele estava mais do que simplesmente excitado — estava em chamas, se derretendo todo. Frank tinha um cheiro delicioso, e um toque ainda melhor. Pensava nele o tempo todo, mas eram sempre devaneios mais carnais. Uma trepada em sua mesa, ou na dele. Botões voando pela sala toda. Carícias violentas, lábios marcados.

Ele nunca havia imaginado tanta gentileza, tanta preocupação com seus sentimentos e seu prazer.

“Você tinha uma lista de desejos, Gee. Um monte de fantasias comigo. Me diz por que não quer mais realizá-las.” Os dedos dele acariciaram seu mamilo sensível.

“As fantasias não foram feitas para virar realidade.”

“As minhas, sim. E as suas também.”

“Esse é o problema”, murmurou.

Com a mão que estava em um de seus mamilos, ele abriu sua braguilha, segurando-o com força. Gerard deveria fazer alguma coisa para detê-lo, sair logo daquela posição. Ele não iria mantê-lo ali contra sua vontade, apesar de ainda estar com uma das mãos em seu pescoço e o antebraço colado junto a seu corpo. No entanto, faltava a disposição necessária para isso. Fazia tanto tempo que ele não se sentia desejado daquela maneira que não teve coragem de dispensá-lo.

“A realidade assustou você?”, murmurou no ouvido. “Você gosta de mim, Gerard? Nem que seja só um pouquinho?”

Até demais.

Ele sentiu suas nádegas se desnudarem com Frank puxando o tecido até suas coxas, e logo depois o contato do corpo dele, com o pau duro e quente contra sua pele.

Ele abriu a boca e a passou pelo pescoço de Gerard. “Não vai embora.” Ele desceu a mão por sua barriga, lentamente indo para sua sua virilha e em seguida acariciando sua ereção com o polegar. Primeiro uma carícia leve, depois com um movimento circular. “Fica comigo.”

“Frank.” Gerard fechou os olhos e soltou um gemido baixinho. Ele estava muito excitado, e louco por Frank, sedento pelo afeto que ele parecia tão disposto a oferecer, e ficou assustado com a própria carência. Até aquela noite, ele ainda não havia se dado conta do quanto vinha se sentindo sozinho.

“Abre essa camisinha”, Frank pediu com a voz áspera.

Ele tateou em busca da embalagem, voltando ao estado de espírito em que estava quando chegou. Aproveita, era o que dizia seu coração. Só mais uma vez.

“A gente se dá tão bem, Gee.” Abrindo as pernas dele, o penetrou com dois dedos e começou movimentos profundos. “Em todos os sentidos que importam.” A mão que estava na garganta dele desceu até seu peito. Eriçando os pelos do seu corpo, cheio de desejo por ele, um calor se espalhou pelo corpo, e fez sua respiração se acelerar.

“Pronto.” Gerard jogou o braço para trás com a embalagem aberta na mão.

Frank pegou a camisinha com os dedos trêmulos. Gerard esteve prestes a ir embora. Parecia mais do que disposto a isso. Chegou a se levantar para sair. E ele tinha certeza de que, caso não conseguisse segurá-lo naquele momento, nunca mais conseguiria. “Se apoia na mesa”, falou secamente. Com os dedos dele enfiados em sua abertura, Gerard ensaiou um protesto. “Calma”, ele disse, empurrando-o de leve para curvá-lo sobre a mesa. “Eu vou enfiar o pau em você, em vez dos dedos.”

Ele contemplou aquela visão erótica enquanto punha o preservativo.

Apesar de já tê-lo imaginado sem roupa muitas vezes quando o via no trabalho, ele não conseguiu chegar nem perto da imagem real. Os lábios dele estavam inchados, tentadores. Ele sentiu vontade de lambê-lo de novo, e com um rápido movimento da língua o fez estremecer. Segurando o próprio pau, se esfregou na entrada dele, para deixá-lo molhado com seu pré-gozo, contorcendo-se todo de tesão por Frank. Em seguida, ele o segurou pelos quadris e o penetrou fundo.

“Ah!”, Gerard murmurou, arranhando a mesa com as unhas.

Ele estava quentinho e apertadinho pela posição, como um punho fechado. “Caralho”, ele murmurou, sentindo seu saco se contrair. Ele tirou seu pau por um momento e ficou observando a excitação de Gerard antes de pôr de novo para dentro. Agarrando-o pelos quadris, ele acompanhou a penetração com os olhos, deliciando-se com a imagem que gostaria de ver fazia tanto tempo.

“Frankie.”

O som de seu nome sendo falado em um tom de voz tão melancólico o fez sentir um aperto no peito. Inclinando-se para a frente, ele entrelaçou os dedos com os de Gerard e começou a meter mais de leve, com a barriga encostada às costas dele. A respiração ofegante de Gerard o incitou a dobrar os joelhos para poder penetrá-lo de baixo para cima, com mais força.

Com o rosto encostado no ombro dele, Frank perguntou: “Como você pode querer abrir mão disto, Gerard?”.

Ele respondeu com um gemido e elevou os quadris, para que pudesse entrar ainda mais fundo. Frank afastou as pernas para poder pegar impulso e dar as estocadas que o faziam gemer e o deixavam maluco. Levando uma das mãos ao pênis de Gerard, ele o segurava com a outra, para mantê-lo no lugar enquanto o fazia tremer enfiando com força.

“Me dá uma chance”, ele pediu, quase sem fôlego, abalado pela vontade de gozar e pela necessidade de que Gerard ficasse por perto até ser convencido a mudar de ideia.

“Você… não sabe…”

Ele apertou o pênis de Gerard e se concentrou na glande, movendo os dedos sobre a fenda inchada, entrando ainda mais fundo em seu interior. Gerard gozou soltando um berro, contraindo o pau dele e fazendo-o jorrar com uma massagem sensual. “Me dá uma chance, porra.”

A resposta afirmativa de Gerard saiu em um sussurro, mas ele ouviu. Ele gozou silenciosamente, com os dentes cerrados, sem parar de se mexer enquanto se esvaziava dentro dele.

Naquele momento, ele deveria poder respirar aliviado, sentir-se um pouco mais seguro.

Mas não foi isso que aconteceu.


Notas Finais


Sei que coloquei o Brian Molko como ex do Gerard, até cogitei colocar o Bert, mas odeio escrever algo q o Bert é vilão, espero que entendam haha

Bom, o próximo capítulo já é o último!!


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