História The Witch Of Emperius - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Ficção, Luta, Magia, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - We Escaped!


Acordei, de súbito, abrindo meus olhos e me deparando com uma claridade intensa. Fechei meus olhos novamente, tentando evitar aquela imensa claridade que invadia meu quarto. Sentei na cama, esfregando os olhos e olhei para o relógio. Eram… 06:00 AM?! 

Retirei minha atenção do relógio assim que tomei um segundo susto, e descobri por que acordei àquela hora, tinha alguém batendo na porta, e com nem um tiquinho de delicadeza.

— Acorde, Chloe. — disse Johnny.

Olhei para o relógio novamente, sem acreditar. Sempre me acordavam às 08:00 AM, por que naquele dia havia sido diferente? Desviei meu olhar para porta assim que à vi abrir. 

— Por que não me respondeu, Chloe? — perguntou Johnny.

Gelei por um momento. Meu tio nunca foi muito legal comigo, e já estava esperando um longo sermão.

— Desculpa, tio. Acabei de acordar. — disse.

— Se arrume e desça, por não ter acordado cedo, vai ficar sem café. — disse Johnny, saindo do quarto.

Levantei e me arrumei o mais rápido que pude. Se me atrassase mais, quem sabe o que aconteceria? Desci as escadas correndo e me deparei com a porta da casa aberta, e lá fora, estavam meus tios e a pirralha, digo, minha prima. Estavam encostados no carro, ou seja, provavelmente iríamos à cidade.

— Demorou, Chloe. — disse Endy.

— Desculpa, tia. Tenha um bom dia! — disse, tentando ser educada.

Entramos no carro e meu tio pisou no acelerador. Durante todo o tempo, Charlotte me encarava com uma cara não muito boa, vamos dizer que, uma cata de ameaça, mas eu ignorei aquilo ao máximo. Assim que chegamos, desci do carro e olhei em volta. Estávamos em um zoológico, por mais estranho que parecesse, eu estava em um zoológico, e por mais inacreditável que pareça, eu estava com os meus tios.

— Chloe, vá visitar o zoológico. Não quero ver a sua cara até dar 12:00 AM, entendido? — perguntou Johnny, estendendo 10 dólares para mim.

— Certo. — disse, não acreditando, o que eu ia fazer por seis horas com apenas 10 dólares?

Nos separamos ali, fui para a área dos mamíferos, e eles para a área das aves. Me delarei com um lindo lobo, mais branco que a própria neve, e tinha lindos olhos azuis, extremamente encantadores.

— Que lindo! — disse, encostando meu rosto na tela de vidro que nos separava.

— Obrigado! — alguém disse.

Olhei em volta procurando quem dissera aquilo, até descobrir quem era…

— Ei, sou eu que estou falando. — disse o lobo, sem ao menos se mover.

Soltei um grito, pulando para longe da jaula. Encarei o lobo com um tremendo espanto. Aquele lobo havia falado comigo?

— V-você sabe falar? — perguntei, me aproximando novamente.

— Com algumas pessoas, e uma delas é você. — respondeu o lobo.

— E-eu? — perguntei. Mas é claro que eu tinha que perguntar, eu sou a capitã óbvio!

— Sim, você. — respondeu o lobo, rindo.

— Q-quem é você? — perguntei. Finalmente uma pergunta inteligente, ou não… sei lá.

— Beethoven. — respondeu o lobo.

— Chloe, por que está falando sozinha? — perguntou Endy, se aproximando.

— Mas eu estava falando com o lobo. — disse, virando-me para a jaula, e me surpreendi ao ver que o lobo havia sumido.

— Primeiramente, conversando com um lobo? E depois, que lobo? — perguntou Endy. — Será que ela está com febre, Johnny?

— Não. Você enlouqueceu, Chloe? — perguntou Johnny, com as costas da mão em minha testa.

Neguei com a cabeça, eu tinha certeza de que não estava doida, eu tinha certeza que na minha frente havia um lobo, e que eu estava conversando com ele.

— Vá andar por aí. Suma! — ordenou Johnny.

Andei até o final das jaulas e fui para outra área. Naquela altura do campeonato, eu não estava nem ligando para os outros animais. Na minha mente havia somente um lobo branco. Será que realmente eu enlouqueci, ou… era real? Resolvi parar de pensar sobre aquilo e voltei à andar pelo zoológico. 

A outra área era de anfíbios, e para a minha surpresa, eu achei uma cobra  com a cara colada no vidro. Que ótimo jeito de começar, não? Segurei um grito, porque aquilo realmente estava assustador.

— O que foi, Chloe? Está com medo de mim? — perguntou a cobra, retirando a cabeça do vidro.

— V-você também sabe falar? — perguntei. Minhas perguntas são muito inteligentes! 

— Parece que sim. — disse a cobra.

— Como você sabe quem eu sou? — perguntei.

— Todo mundo sabe. — disse a cobra, rindo.

— Mas… como? — perguntei.

— Ora, você não sabe? — perguntou a cobra. — Então vou te deixar descobrir.

Eu abri minha boca para falar algo, mas quanto virei meu rosto, vi meus tios e minha prima me encarando com certo ‘desprezo ’.

— Esta garota está louca, Johnny. — disse Endy.

— Você está doente, garota? — perguntou meu tio, apertando meu braço.

— Ai, está machucando… — fui interrompida.

— Vamos levar ela para o médico, papai. — disse Charlotte.

Achei que tudo iria acabar ali, que a gente fosse para casa e eu ficasse de castigo por ter reclamado do meu tio, mas me assustei quando vi um grande jato de água sendo jogada na direção dos meus tios. Assim que olhei para o lado, vi uma mangueira ligada, mas quem havia ligado? Levantei meu olhar e vi uma cobra emboscada na torneira. Nunca mais vou odiar cobras! Elas são legais. Meu tio soltou meu braço e começou a correr para longe do jato de água, e minha tia e minha prima começaram a gritar desesperadamente.

— Obrigada! — sussurrei.

— Não tem de quê, Chloe Hildegart. — respondeu a cobra.

Minha tia me puxou pelo braço em direção ao carro, abriu a porta e me jogou para dentro. Todos entraram no carro e em poucos segundos, o carro já estava andando. Essa viajem foi mais curta, já que meu tio ultrapassou os limites de velocidade que era permitido naquela pista. Assim que chegamos, escutei apenas portas sendo abertas e batidas com muita violência. Desci e fui para dentro da casa, preocupada com oque aconteceria comigo.

— Vá tomar banho. A irmã da sua tia vai vir almoçar aqui hoje. — ordenou Johnny.

— Sim, senhor. — disse.

Obedeci e tomei um banho, fui para o meu quarto e procurei a ropa mais bonita que tinha, que era um vestido branco com flores verdes. Eu amava essa cor! Inclusive, eu era mais ou menos assim, meus cabelos eram brancos e meus olhos eram verdes. Eu era diferente do restante da família, todos eram castanhos, por que eu era branca?

Desci para a sala e me deparei com a casa totalmente arrumada e minha tia conversava com uma mulher. Minha prima estava quieta e sentada, oque realmente era um milagre. Meu tio estava descendo as escadas atrás de mim e me empurrou de leve. Era só pedir licença, está bem? 

— Então, esta é a Chloe? — perguntou a mulher, olhando para mim com desgosto.

— Sim. Chloe, esta é a sua tia Tayla. — disse Endy.

— Muito prazer, tia Tayla. — disse, fazendo uma reverência.

Fomos para a cozinha onde todos sentaram na mesa, menos eu. Por conta do acontecido no zoológico, eu ficaria responsável pela sobremesa. Comecei a cortar vários morangos enquanto eles conversavam.

— Imaginava que estavam criando uma pessoa, não um monstrengo como ela. — disse Tayla, olhando para mim.

— Vamos comer, Tayla? — perguntou Endy.

— Esta garota não deve fazer nada de útil, certo? — perguntou Tayla.

— Tayla… — Johnny foi interrompido.

— Por que ainda não jogaram ela em algum orfanato? — perguntou Tayla.

Para mim, chega! Joguei a faca no chão e sai da cozinha com uma tremenda raiva. Entrei no meu quarto, jogando a porta de lado e socando tudo que via por minha frente. Parei de socar meus móveis assim que ouvi uma gritaria vinda de baixo. Olhei para a janela e vi Tayla com os pés e mãos inchados. Parecia que iria explodir. Não Conti o riso. Ri como se fosse o último dia da minha vida. E talvez fosse mesmo. Fechei a janela e fechei também a porta. Tinha que aproveitar meu último dia, certo? Então, fui dormir.

Horas depois …

Acordei com alguém sacudindo meus ombros. Assim que abri meus olhos, vi meu tio com uma tremenda raiva. Me assustei assim que senti ele apertar meus ombros com certa violência. Ele levantou a mão e eu fechei os olhos, já sabendo oque aconteceria. De repente, a pirralha apareceu na porta, assustada.

— Papai, não machuca ela. — disse Charlotte. Pela primeira vez, eu queria abraçar aquela pirralhinha.

— Vai dormir, Charlotte. — disse Johnny.

— Eu quero dormir com você! — disse Charlotte.

— Você não escapa, Chloe. — disse Johnny, saindo do quarto.

Charlotte, minha vida, eu te amo! Deitei, ainda assustada, eu estava à ponto de levar a maior surra da minha vida. Tentei dormir novamente e esquecer aquilo, e, felizmente, missão bem sucedida.

Acordei com uma bozina próxima à minha janela, à abri e me deparei com a pessoa mais incrível do mundo, Taylor. Pulei a janela sem me preocupar com nada, se eu quebrar uma perna, faz parte do plano. Corri em direção à ela e a abracei com toda a força que tinha. Mas a felicidade foi embora assim que ouvi a voz do meu tio.

— CHLOE, VOCÊ NÃO VAI FUGIR! — gritou Johnny.

— Entrem logo! — disse Jonathan, irmão mais velho de Taylor.

Meu tio também pulou da janela, mas este se arrebentou em um arbusto espinhento. Corri para dentro do carro, que andou em uma velocidade inacreditável.

Ufa! Escapamos!








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