História The Witches Coven - Capítulo 2


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Essa é pra tu Uta :^D

Capítulo 2 - Raph é um cara alto e irritante


A sala de aula era um ambiente bastante agitado, adolescentes loucos gritavam, empurravam carteiras, atiravam bolinhas de papel e batiam livros uns nos outros enquanto nenhum adulto chegava.

 

Lis, como uma garota agitada, sempre participava desse tipo de brincadeira, mas naquele dia, ela mal falou com o pessoal, simplesmente se sentou em uma carteira no fundo da sala, apoiou a cabeça nos braços cruzados sobre a rabiscada superfície da carteira e ficou pensando sobre a maldita madrugada que tivera. O sinal de Irma fora dado entre as uma e meia e duas horas da madrugada, a sorte é que Lis ainda estava acordada e pôde abrir o presente da velha sacerdotisa, apenas para se arrepender depois.

 

Seus 16 anos já começaram bastante azarados.

 

Ou nem tanto, afinal, ela finalmente tivera a confirmação de que era a nova sucessora à liderança do Clã, não precisava se preocupar, apenas chegar no lugar marcado até o penúltimo dia do mês, coisa que já fazia desde pequena, ia ser fácil.

 

-Ei, com licença?- sua alegria acabou quando ergueu o rosto e encarou um garoto que ela nunca vira na vida- Sabe me dizer se aqui é a sala da turma de matemática?

 

A melhor definição para ele seria: muito alto, afinal, o garoto tinha aproximadamente 2m e pouco de altura, cabelos castanhos bagunçados que escondia embaixo de um gorro preto e olhos escuros, escondidos atrás de óculos de um grau que parecia ser extremamente forte.

 

Lis ajeitou os óculos e assentiu com a cabeça, desejando que o rapaz parasse de conversar com ela, mas ele insistiu:

 

-Esse lugar está ocupado?- ele indicou a carteira ao lado dela.

 

-Não...- ela bufou e voltou a enterrar a cabeça nos braços cruzados, escutou a cadeira ao seu lado se mover, indicando que aquele cara havia sentado ao seu lado, maldição.

 

-Então... Meu nome é Raphael- o tom dele era animado- e o seu?

 

-Eileen...- respondeu, sem nem olhar para o rapaz, querendo desesperadamente que ele desaparecesse, precisava pensar e não sentia uma aura muito boa vindo dele.

 

-Lis!-a voz áspera de uma das garotas que não gostavam dela ecoou na sala, fazendo-a silenciar na hora, Lis bufou.

 

''Puta merda, hoje eu só vou ter desgraça na minha frente?'' pensa Lis enquanto levanta os olhos pra encarar a garota.

 

-Algum problema?- Lis boceja e apóia o rosto no punho cerrado- Becca?

 

-Ah, tem sim!- Becca tirou o celular do bolso e mostrou uma conversa- quero saber por que está falando com o MEU namorado!

 

Lis olhou a conversa, mostrando total desinteresse ao que ela estava falando, Raphael parecia bem tenso ao seu lado.

 

-O que tem demais?- Lis ajeitou os óculos e cruzou os braços- falei com ele sim, e daí? Ele não me disse que namorava com você...

 

Becca bateu as mãos na superfície da carteira, espumando de ódio.

 

-Sabe com quem está lidando, sua esquisita?- Lis abriu um sorriso cínico, era hora de colocar aquela vaca no lugar dela.

 

-Sei... Estou lidando com uma garotinha sem tempero algum, mais entediante que a aula de literatura e, acima de tudo, que deve ser péssima de beijo ou até mais do que isso- toda a sala abafou um grito, as ''amigas'' (se não cadelas) de Becca se aproximaram, prontas para defender sua ''rainha''.

 

-Retire o que disse...- ela apontou um dedo na cara de Lis- e tire esses óculos ridículos quando estiver falando comigo!

 

-Me obrigue... Sua putinha irritante- Lis cruzou os braços e Becca agarrou a gola da camisa da mesma, arrancando os óculos e encarando os olhos verdes brilhantes de Lis.

 

-E-ei! Deixem ela!- Raphael tentou se meter, mas foi repelido por uma das outras garotas.

 

-Calado!- Becca tinha fogo nos olhos- escuta aqui sua vadia, se OUSAR tentar roubar o meu namorado eu vou acabar com sua vida.

 

Lis sabia que Becca havia assinado seu atestado de óbito por tocar em seus óculos, mas, por pura pena, soltou uma gargalhada cruel e olhou bem no fundo dos olhos castanhos e podres de Becca. Hora de colocar seu ''Poder Especial'' em pratica.

 

-Relaxa garota, se eu quisesse ficar com um cara que tem um palito de dentes no meio das pernas, eu faria questão pelo imbecil do seu namoradinho de merda... Mas, acho que os dois merecem ficar juntos, afinal, porcos também merecem ser felizes! Não é a mesma coisa com o casamento dos seus pais?

 

Becca ia desferindo um soco na cara de Lis, porém a mesma já sabia que ela não teria coragem, afinal, caíra no jogo mental de Lis e não sairia fácil.

 

A morena, em um ato súbito, largou Lis e saiu correndo e chorando, suas amigas a seguiram e Lis recuperou os óculos e os colocou novamente, bem na hora que o professor de matemática entrou na sala e perguntou por que Becca estava chorando.

 

............

 

Raphael, ou Raph, era um garoto bem insistente em fazer amizades, mas também era um gênio da matemática e Lis com certeza faria amizade para se aproveitar do intelecto do gigante, afinal, era deplorável na matéria e nenhum dos seus amigos era diferente.

 

Resolveu que almoçaria com ele na hora do intervalo, quem sabe puxaria assunto ou coisa do gênero.

 

Talvez até descobrisse qual era a sensação ruim que ele lhe passava.

 

Descobriu algumas coisas sobre ele: Seu nome era Raphael Edward Rodrett, recentemente se mudara para a cidade, órfão, morava com o avô, era um cara muito religioso e constantemente ajudava com os negócios da igreja, mais um que JAMAIS deveria saber que Lis era uma bruxa.

 

-Ei, aquela garota... Eu não a vi mais depois daquela briga- ele comentou olhando para os lados- ela costuma fazer isso?

 

-O que? Fugir?- Lis disse com a boca cheia de sanduíche de tomate- Meh, acho que não, nunca fui muito próxima dela, não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe algo sobre ela.

 

Raph soltou uma risadinha nervosa e tomou mais um gole do seu chá de gengibre, encarando distraidamente as portas do ginásio.

 

-Você foi meio rude, problemas no casamento dos pais é um assunto bem tenso... Como sabia?

 

-Li no olhar dela- Lis deu mais uma mordida no sanduíche- ela me irritou, apontou aquele dedo horroroso dela na minha cara e jogou meus óculos favoritos no chão, eu precisava descontar a raiva, peço desculpas depois... Se eu lembrar.

 

Mais uma risadinha de Raph, porém essa foi mais seca.

 

-Ei, Lis... Você por acaso acredita em histórias sobre bruxas? Desculpa, estou perguntando demais...

 

-Não, sem problemas...- Lis respondeu, aguçando os sentidos- acredito um pouco... Por que?

 

Raph remexeu sua garrafa de chá, entediado.

 

-Ah, apenas uma pergunta. É que na igreja que eu frequento, sempre ensinam que bruxas representam mal agouro e, caso você veja uma, deve eliminá-la o mais rápido possível- ele encarou Lis, que sorriu, apoiando o queixo em cima da mão.

 

-Sério? Nossa, que interessante- Lis avista Becca arrastando seu namorado até a quadra e fecha os olhos, soltando um longo suspiro- Raph, você acredita que... Existem pessoas que podem ver o passado e o futuro? Toda a sua vida, desde o nascimento, até o dia de sua morte?- Raph assentiu e Lis riu pelo nariz- que bom, achava que estava sozinha no mundo.

 

No mesmo momento, um grito foi ouvido de dentro da quadra, seguido de algo caindo dentro da pscina e mais gritos de horror.

 

Todos os que estavam presentes no refeitório se levantaram e correram em direção ao ginásio.

 

''E... Funcionou... Mais uma vez'' Lis pensou enquanto se levantava e ia calmamente admirar os efeitos de seu poder especial.

 

Ela e Raph entraram no ginásio e se depararam com fumaça saindo de dentro da pscina. Fumaça essa que vinha do corpo sem vida de Becca, completamente imóvel e sem os olhos.

 

-O que aconteceu?!- Raph estava assustado olhando o corpo.

 

-Um fio de energia caiu na pscina...- Lis apontou para o fio que se conectava a um dos refletores boiando na pscina.

 

-O que aconteceu aqui?!- a voz do diretor foi ouvida em meio a multidão, ao ver o corpo, ficou mais branco que uma folha de papel.

 

A zeladora, Sra. Winona, uma senhora meio corcunda, de cabelos brancos, rosto enrugado e um olho de vidro se aproximou mansamente do diretor e disse com sua voz rouca:

 

-A garota estava aos beijos com o namorado, escorregou na pscina e, enquanto tentava sair, um dos fios de energia caiu na água- ela olhou o corpo e lambeu os lábios- pobrezinha, se debateu igual uma louca até que os olhos dela explodiram e ela morreu...- o diretor assentiu lentamente e se virou, ainda meio tonto.

 

Enquanto o diretor buscava resolver a situação, Sra. Winona encarou Lis discretamente e abriu um sorriso banguela, mas o desfez assim que encarou Raph.

 

-Conhecida sua?- Raph perguntou.

 

-Sim, ela trabalha aqui desde que eu estudava no jardim de infância... Conversamos as vezes.

 

-Entendi...- Raph semicerrou os olhos e suspirou- Ei... Se importa de me acompanhar a um lugar? Preciso resolver uma coisa e...

 

Lis sorriu mansamente, abaixou um pouco os óculos e encarou Raph por um instante, em seguida assentiu e os dois saíram discretamente do ginásio, indo em direção a saída.

Parece que ela teria um dia bem cheio.



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