História The World Between Us - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Eldarya
Personagens Ezarel, Leiftan, Miiko, Nevra, Personagens Originais, Valkyon
Tags Eldarya, Ezarel, Fantasia
Visualizações 432
Palavras 1.701
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Fantasia, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Segura a bad Ç______Ç

Capítulo 27 - Twenty Seven: Too Good to Say Goodbye


Fanfic / Fanfiction The World Between Us - Capítulo 27 - Twenty Seven: Too Good to Say Goodbye

...Muito Bom Para Dizer Adeus...

“This can't be how our story ends”

 

Annie permanecia imóvel, com os olhos arregalados e sentindo suas pernas fraquejarem ao impacto das palavras de Miiko. Devia ter escutado errado, não é possível. Ezarel irá... morrer? Ainda perplexa, a humana virou o rosto para encarar o alquimista e, pela expressão do mesmo, constatou o óbvio. 

–Isso é verdade...? –ela perguntou com a voz falha, dando um passo para trás em recuo. O silêncio de Ezarel respondia tudo. –Então é por isso que você não queria deixar eu me despedir deles: iriam me contar isso!

–Annie, eu... –o elfo tentou justificar-se, mas fora interrompido pela Líder da Guarda Reluzente.

–Ezarel, conte a verdade para ela. Toda a verdade.

O alquimista encarou o quarteto e logo em seguida Annie, sem saber que expressão esboçar. Estava confuso e perdido, mas já havia escondido inúmeras mentiras para a humana, tinha que ser sincero desta vez. Suspirando em derrota, ele prosseguiu calmamente:

–Annie, lembra que o Mascarado –ele fez uma pausa, corrigindo-se. –Que o Leiftan disse a você sobre um modo de voltar para Terra? Então, esse é o modo: através da Alquimia. E na Lei da Troca Equivalente, para obter alguma coisa, é necessário sacrificar algo de valor semelhante.

Finalmente, tudo começou a encaixar-se na mente da humana. Todo o quebra-cabeça e o porquê deles esconderem isso para si: teriam que sacrificar uma vida para a mesma voltar. A lembrança de Leiftan lhe dizendo que conseguiu enviar sua mãe de volta a Terra veio em sua mente, fazendo a mesma questionar-se qual a vida inocente que o mesmo tirou. Mas isso não importa agora.

Ezarel estava ali, à sua frente, querendo sacrificar a própria vida pelo seu desejo egoísta de voltar. Como nunca havia percebido isso?! Involuntariamente, as lagrimas passaram a escorrer pela sua face.

–Eu não irei voltar –ela respondeu, com a voz embargada. –Eu não posso permitir que você morra, Ezarel.

–Sua idiota, eu sou imortal! –ele gritou. –A criação do portal irá tirar a minha imortalidade, apenas isso. Eu não irei morrer.

–Isso não é algo certo –Miiko disse ao interromper a conversa, recebendo um olhar fuzilante do alquimista. –Sinto muito, mas é a verdade, Ezarel. Você sabe que os feitiços e encantos de retirar a imortalidade dos elfos raramente funcionam, a maioria acaba morrendo durante o processo.

Eu não vou! –Annie gritou ainda mais com convicção, decidida. Com a mente embaralhada de emoções, ela retrucou: –Ezarel, você não deveria estar feliz?

–O seu coração sempre estará na Terra, humana –a voz do alquimista soou pesada para si mesmo, pondo as mãos sobre o ombro da mesma. –Não importa o que eu faça, você nunca estará cem por cento aqui, você nunca estará cem por cento comigo. Eu sempre soube disso, antes mesmo de decidir ser o seu companheiro amoroso.

–M-Mas...

–O seu lugar nunca foi aqui, Annie –o seu nome soou de uma maneira tão triste pelos lábios do mesmo que a humana sentiu seu coração doer, fazendo as lágrimas caírem ainda mais. Ezarel sorriu gentilmente enquanto passava as mãos pelas bochechas da mesma carinhosamente. –Eu nunca me perdoarei caso você fique presa aqui por minha culpa. Por favor... .

A voz do alquimista soou tão pesada que Annie ergueu o olhar para encará-lo, porém ele se moveu em um ato brusco e lhe envolveu em um abraço apertado e desesperador. Ao escutar o som abafado em seu pescoço e um soluço logo em seguida, soube que sua constatação era bastante óbvia: Ezarel também estava chorando. A humana tombou a testa no ombro do mesmo e o apertou com todas as forças que podia, derramando mais lágrimas.

Porque doía tanto?

–Eu amo você –ela sussurrou, segurando o rosto dele com ambas as mãos e tocando seus lábios em um beijo delicado. O beijo de adeus. Diferente das outras vezes, os lábios de Ezarel estavam frios e pareciam implorar para que jamais cessassem o ato, fazendo suas pernas tremerem.

–Eu sei –ele deu um leve sorriso triste, apoiando sua testa na dela e fechando os olhos por breves segundos. Deu mais um leve selinho na mesma antes de afastar-se e dizer: –O que está esperando para se despedir deles?

Quando a humana virou o rosto e tratou de caminhar em direção ao quarteto, pôde ver que todos estavam com os olhos marejados e uma expressão triste no rosto, o que fez seu coração partir mais uma vez.

Tinha feito uma família no QG e os amava.

–Annie! –Nevra gritou como uma criança carente, abraçando a membra de sua Guarda como se a impedisse de fugir. –Eu vou sentir muito sua falta, muito obrigado por todos os momentos.

–Eu te adoro Nevra –ela sorriu após responder, desvencilhando do mesmo para caminhar em direção a Valkyon. –E você... O que seria de mim em Eldarya se você não me ensinasse a lutar?

–Você foi uma ótima aluna –o platinado respondeu com um sorriso triste nos lábios, dando um rápido abraço apertado na pequena humana. –Se cuide e nunca deixe de ser essa menina forte.

A humana caminhou em direção para os dois restantes: Miiko e Kero.  A kitsune tinha uma expressão carregada de tristeza que Annie nunca vira desde que chegara a Eldarya.

–A-Annie –Miiko disse entre soluços. –Me desculpe por tudo! Por ter trancado você nunca cela quando chegou aqui, por ter pensado que você fosse a traidora, por mentir pra você... Eu fui uma péssima pessoa, mas eu realmente me apeguei a você e nos considero amigas.

–Eu também, Miiko –a jovem de cabelo branco respondeu, abraçando a kitsune rapidamente, pois sabia que a mesma não gostava de contatos físicos. Sorrindo de forma calorosa, a mesma olhou para Kero, dizendo: –O meu primeiro amigo em Eldarya. Sempre acreditou em mim e sempre me tratou com maior respeito e carinho. Obrigada por tudo, Kero.

Após finalmente despedir-se de todos em uma sessão de melancolia e drama, Annie caminhou de volta ao círculo de cogumelos, parando em frente à Ezarel. Os olhos verdes estavam partidos como um frágil cristal quebrado e a humana o abraçou novamente, sentindo os braços dele rodearem sua cintura.

–Cuida da Shirayuki para mim –ela sussurrou tristemente, sentindo o alquimista assentir com a cabeça. Tornou a beijá-lo novamente, mas desta vez mais intenso, lembrando-se de tudo que vivera com ele surgir como um flash em sua mente. Como pôde apaixonar-se pelo rapaz mais sarcástico, rude e impaciente da Guarda de Eel? Céus, como o coração é complicado.

O alquimista deu um passo para trás, colocando um pequeno colar no pescoço da mesma, que continha o símbolo da Guarda Absinto.

–Para você não se esquecer de mim.

–Idiota, eu nunca me esquecerei de você –ela sorriu gentilmente, fazendo uma pausa antes de prosseguir com uma frase bastante familiar para ele: –“Filhos de Gaia, nós somos o futuro de Eel. Os ramos de uma árvore imensa. A união é a nossa seiva, nossa raiz do conhecimento...”

O elfo de cabelos azuis ergueu a sobrancelha em resposta, mas logo em seguida tratou de sorrir e completar a frase da mesma:

–“Nós somos o antídoto e o veneno, nós somos a Absinto” –ele sorriu após terminar sua fala. –Não sabia que você conhecia o lema da Guarda Absinto.

–Como você mesmo disse: posso ser da Guarda Sombra, mas meu coração sempre será Absinto –ela sorriu em resposta, apertando fortemente o colar em seu pescoço. Em seguida, ele deu um passo para trás.

Ezarel deu um leve corte em sua mão, deixando o pequeno filete de sangue pingar sobre o cogumelo. Annie engoliu seco: chegou a hora. Todos estavam observando o alquimista agachado fora do círculo e misturando as poções, dando um passo para trás quando finalizara.

–Mentalize o nome e o local que você mora –ele dissera. –Irá reaparecer próximo a sua casa.

Fechou os olhos quando sentiu a forte luz como da primeira vez reaparecer, fazendo a memória de seu lar vir em sua mente. Antes de sentir todo seu peso ser levado para outra dimensão, conseguiu escutar a voz do alquimista despedir-se:

–Adeus, minha humana imprestável.

 

...

 

Em uma simples casa nas ruas de Paris, uma família composta por um casal e seu filho de quinze anos estava sentada na sala assistindo televisão. Ou melhor, a TV estava ligada apenas por enfeite, pois ninguém prestava atenção no que os apresentadores falavam.

O rapaz estava apoiado no balcão da cozinha estudando, enquanto a mãe tricotava uma roupa. O silêncio predominava pelo local, mas era comum. Afinal, esse era o mês que Annie faria cinco anos desaparecida.

Inúmeros pensamentos vinham na cabeça de seus pais. E se ela estivesse sequestrada, torturada ou morta...? Viver nessa agonia sem saber onde a filha mais velha se encontrava era pior que receber uma noticia de sua morte. A cada dia que se passava a esperança dela retornar só diminuía.

–MÃE! PAI!

A voz de Annie ecoou pela sua mente os chamando, mas eles apenas ignoraram. Estavam acostumados com os pesadelos dela pedindo socorro, devia ser mais uma alucinação.

–NINO! Eu voltei!

A voz permanecia insistente e cada vez mais próxima, fazendo os três ficarem de pé naquele cômodo se entreolhando.

–Vocês estão escutando? –perguntou o pai, perplexo.

Até que, finalmente, batidas constantes na porta de entrada os fizeram acordarem para a realidade. Quando a porta abriu-se abruptamente e silhueta feminina apareceu em seus campos de visão, arregalaram os olhos em completo choque.

–Eu... eu estou de volta! –Annie gritou, com os olhos marejados.

Ela passou o olho em cada um: seus pais não haviam mudado quase nada, exceto alguns cabelos grisalhos. Já Nino, ah... seu adorável irmão de apenas dez anos agora tinha uma aparência de estudante de Ensino Médio, tendo até barba em sua face. Os três permaneciam tão estáticos que foram precisos segundos para finalmente a realidade cair.

–FILHA! –os pais gritaram em prantos, correndo para abraçá-la de maneira calorosa e receptiva. Nino correu logo em seguida, juntando-se ao abraço coletivo. Inúmeras lágrimas e declarações eram ditas naquele afeto, como havia sentido falta!

Com um sorriso nos lábios, Annie continuou abraçada com sua família entre risos e o coração batendo a mil, dizendo para si mesma em pensamento:

Eu voltei, Ezarel.

 


Notas Finais


O MEU SHIPP ESTÁ MORTOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

*foge das pedradas*

GENTE, CALMA! NÃO ME MATEEEEEEEEEEM
Esperem o epílogo, tudo irá se resolver! AAAAAAAAA
ESSA FIC NÃO TERÁ FINAL TRISTE, ESPEREM AAAAAAAAA

Mas enquanto isso, vamos chorar de bad com o capítulo AAAAAAAA Ç___Ç


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